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quarta-feira, 26 de março de 2008

“As pessoas antes de serem grandes começam por ser pequeninas!"


Ainda o Teatro...

Fechemos os olhos e façamos uma viagem ao passado. Viajemos até à nossa infância e brinquemos, outra vez. Sonhemos como só sonham as crianças…

Depois de subir o pano, ouve-se um tambor que se vai afastando. Quando já mal se ouve o tambor, o Boneco levanta-se, e vai espreitar ao fundo, lá para fora. Entretanto, a Boneca senta-se e está admirada de ver o Boneco a andar. Quando o Boneco volta para o seu lugar, fica admirado de ver a Boneca sentada a olhar para ele.

É desta forma que inicia o texto dramático Antes de Começar de Almada Negreiros. É desta forma que nós podemos partilhar com aquelas duas personagens, o Boneco e a Boneca, um sonho: sentir que os nossos brinquedos podem ganhar vida, podem falar, sentir.


Ao longo de uma cena apenas, Almada Negreiros faz falar os sentimentos simples, as certezas e incertezas do coração, faz-nos, em suma, reflectir sobre aquilo que somos, como pensamos e sentimos. É uma reflexão sobre a precariedade da vida, sobre o que acontece quando as pessoas seguem a cabeça e não ligam ao coração. Podemos encontrar neste texto frases tão simples e belas, como estas: “Ah!... Eu sou como as crianças... só sei o do que já aconteceu comigo!..”.; “O que uma pessoa é por fora é igual ao que é por dentro! É uma coisa só...”; “A quem não acredita no coração tudo serve de engano”; " Acredita no coração! Ele sabe de cor o que quer!... Não foi necessário ao coração ir aprender o que queria... a nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração!"



Este texto - Antes de Começar - é, habitualmente, lido e analisado no 8º Ano. É nessa altura, também, que os alunos tomam conhecimento da versatilidade de Almada Negreiros - artista plástico, poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo e coreógrafo. Nascido em São Tomé e Príncipe, no dia 7 de Abril de 1893, veio para Portugal ainda criança, tendo feito os estudos em Lisboa e Coimbra.

Esta peça é marcada pelo diálogo vivo entre um Boneco e uma Boneca que descobrem que se mexem e falam como as pessoas. Assim, O boneco não sabe que a boneca se mexe como as pessoas, a boneca não sabe que o boneco se mexe como as pessoas e as pessoas não sabem que o boneco e a boneca se mexem como elas. Através de um diálogo inocente, as personagens vão-se descobrindo a si próprias a pouco e pouco e de uma forma simples e surpreendente, despertam-nos para a verdadeira importância, quer das emoções, quer da razão.

Almada Negreiros, único grande dramaturgo português do séc. XX, construiu uma fábula emocionante e simples: não são animais que falam, são dois seres que, criados por seres humanos, se animam na ausência desses seres.

Boneco e boneca, soprados de vida, vêem o mundo das pessoas; o mundo das pessoas grandes e o mundo das pessoas pequeninas porque "as pessoas antes de serem grandes começam por ser pequeninas!". O boneco revela as poucas certezas do pequeno mundo que conhece; a boneca conta o que lhe aconteceu e que é tudo o que sabe. Ambos aprendem que o coração, ao invés da cabeça, sabe sempre o que quer.

Vamos ao Teatro?

Vale mesmo a pena ver esta peça. Os meus alunos adoraram ir ao teatro, para alguns foi a 1.ª vez. Iam com receio de não gostarem, de apanharem uma "valente seca", mas não, no fim, perguntaram se podíamos ir mais vezes.


Colhi estes amores-perfeitos no meu jardim para oferecer a todas as meninas que me visitam.

Prémios e miminhos oferecidos pelas minhas amigas virtuais:


Estes foram-me oferecidos por: maravilhasdocroche.blogspot.com


Este foi-me oferecido por: nile-santos.blogspot.com
E o texto que se segue também.

Para você que está do outro lado da telinha
Obrigado a você que me visita e me dá apoio para continuar
Obrigado a você que me envia os teus carinhos e mimos
Para o meu coração
Para meu blogue e meu emiauuuu!!!!!
A você que divide as suas alegrias dúvidas e tristezas
A você que ouve as minhas alegrias e tristezas
A você que compartilha comigo as mensagens e arquivos
O meu muito Obrigado
TE AMO
Quero que aceite este pequenino mimo como uma recordação do amor de amigas.
Gostaria de enviar uma por uma mas não conseguirei terminar este ano, então deixo aqui para todas as minhas amigas levarem para seu blogue.
COM CARINHO,

Mena


Este foi-me entregue por: gra-elmundomagicodelasagujas.blogspot.com

Deixo aqui estes prémios e miminhos para todos os que me visitam, levarem. Obrigada, amigas! Vocês são o máximo!
Beijinhos

segunda-feira, 24 de março de 2008

Vamos ao teatro?

Um passeio triste

Estes nenúfares habitavam uma quinta, outrora lindíssima. Hoje, está num estado tal de abandono e de degradação que dá pena. Eu, os meus irmãos e as minhas primas costumávamos ir brincar para a quinta de Santo António, quando éramos pequenos, porque os filhos dos proprietários eram da nossa idade. Tinha um grande jardim com flores, plantas e árvores belíssimas, um lago povoado com nenúfares e onde nadavam cisnes e patos com as suas ninhadas. Na quinta, havia todo o género de animais domésticos, desde o mais pequeno ao maior: galinhas com os seus pintainhos, patos, gansos, porcos, ovelhas, cavalos, vacas... Havia imensos empregados que cuidavam das terras, dos animais, da casa. Faziam doces com os frutos das muitas árvores que existiam por ali, marmelada, queijos e manteiga com o leite das vacas, das ovelhas e das cabras. Ao lanche, bebíamos leite fresco, acompanhado com pão caseiro barrado com doce, manteiga, queijo ou marmelada. Era uma alegria sempre que nos juntávamos ali, dávamos grandes passeios, fazíamos barquinhos que púnhamos a navegar no lago, brincávamos às escondidas, ajudávamos a tratar dos animais, escovávamos e penteávamos os cavalos...
Hoje, passei por lá para mostrar aos meus filhos um pedaço da minha juventude e foi a custo que consegui segurar as lágrimas. Tudo abandonado, a casa quase destruída, os campos cheios de silvas e caniços, o lago desabitado e totalmente poluído. Foi triste ver um lugar tão lindo completamente abandonado...


27 de Março – Dia Mundial do Teatro

Origens do teatro

O teatro esteve presente desde sempre na vida do ser humano.


Se pensares no teu dia-a-dia, verás que representas muitas vezes, por exemplo, quando imitas alguém, quando finges alguma coisa, quando queres agradar a alguém, etc. Representar faz parte da natureza humana.


Sabias que na época greco-latina, os actores representavam com máscaras. Esses actores eram os Hipócritas, ou seja, aqueles que punham e tiravam a máscara. Esta palavra evoluiu semanticamente e hoje uma pessoa hipócrita já não é um actor que usa máscara, mas alguém que adopta na sua vida um princípio de falsidade, que usa muitas máscaras, no sentido figurado da palavra.

O teatro terá surgido ligado a danças na pré-história. Esta forma foi evoluindo até que começaram a aparecer, por exemplo, na civilização greco-latina textos dramáticos já muito elaborados. Na época greco-latina, os actores representavam com máscaras. Na Idade Média, há também registos de vários textos dramáticos, mas todos ligados a representações litúrgicas e religiosas. Essas composições eram feitas sobretudo para celebrar momentos importantes como o Natal e a Páscoa. Em Portugal, o teatro teve um grande desenvolvimento no séc. XVI, nomeadamente, com o dramaturgo Gil Vicente, considerado o pai do teatro português.


Texto Dramático vs espectáculo teatral

O texto dramático, escrito pelo dramaturgo, destina-se a ser representado, tornando-se, desta forma, texto teatral ou peça de teatro.


No entanto, é importante não confundir texto dramático com a sua transformação em teatro como espectáculo (representação). Na passagem do texto para a representação estão envolvidos aspectos como a encenação, a entoação, a mímica e a expressão corporal, a caracterização das personagens, o cenário, etc.

Para levar a cabo a representação de um texto dramático, é indispensável conjugar esforços de diversos profissionais, como o encenador, o cenógrafo, o aderecista, os técnicos de luz e som, o maquinista de cena, o contra-regra, os actores, entre outros. O encenador coordena as etapas da representação, dirige a peça e ocupa-se da selecção dos actores e dos técnicos. Cabe ao cenógrafo estudar o espaço e orientar a construção do cenário. Este profissional desenha as maquetas e plantas de modo a conseguir retratar o ambiente onde se desenrola a acção dramática. O aderecista auxilia o cenógrafo, pois é ele quem escolhe os elementos que ornamentam o palco, bem como alguns recursos necessários à caracterização das personagens. O técnico de som instala os microfones e opera a mesa de mistura durante o espectáculo. É ele quem regula o som de acordo com as condições acústicas da sala de modo a que o público possa ouvir o que os actores dizem. O técnico de luz tem a seu cargo o desenho das luzes de acordo com as características do espaço a iluminar e identifica o tipo e a quantidade de material necessário. É também responsável pela iluminação durante o espectáculo. Finalmente, quando todos os profissionais estão a postos e os espectadores sentados nos seus lugares, dá-se início ao espectáculo.


Visita de Estudo a Lisboa com os alunos do 9.º ano para assistirmos à peça Auto da Barca do Inferno, representada no Mosteiro dos Jerónimos.



Trabalhitos:
Este foi feito pela minha mãe. Ela ofereceu-me estas rendinhas para enfeitar os meus louceiros.




Um presente para a Inês: uma tela, a minha primeira experiência.


O saquinho que levou a tela e o ovo de Páscoa da Inês.