quarta-feira, 27 de julho de 2011

Afinal, para que servem os exames?


Fizeram-se os exames e tinha decidido não comentar nada a respeito dessas malfadadas provas. Mas, depois de ter visto correr tanta tinta sobre o assunto, aqui estou eu também a desabafar e não mais do que isso!


Os exames servem para quê?

- Para aferir... Para ver se os alunos estão todos ao mesmo nível... Para ver se os professores deram a matéria toda... Para ver se os professores ensinaram bem os alunos... Para, para, para, para e, ainda mais, para...
Chovem a todo o momento mil opiniões sobre o assunto.
Tretas, tudo tretas!
Os exames parecem ser "cozinhados" ao sabor do bom ou do mau-humor dos senhoresfazedoresdeexames.
- Este ano estamos bem-dispostos, sai uma fornada de exames fáceis!
- Este ano estamos assim-assim, sai um conjunto de exames assim-assim!
- Este ano, estamos muito, mas muito bem-humorados e, a bem da nação, sai uma fornada de exames para "atrasados mentais".
- Este ano, estamos pior que estragados com o sistema, com os ditotes de meio mundo e os ditoches de outro meio, estamos mesmo muito mal-dispostos e, vai disto, exames de caixão à cova.
Assim, querem aferir o quê? Querem mostrar o quê a quem? Querem é pôr doidos os alunos, os pais dos alunos e os professores!
Os exames não deveriam ter sempre o mesmo nível de dificuldade?
Como é que eu posso medir seja o que for se umas vezes uso uma medida e logo a seguir uso outra?
Ora, eu faço os testes todos iguais para não prejudicar os alunos das minhas várias turmas... e quando isso não é possível, vejo e revejo as provas para ver se são equivalentes... E depois, aparecem os senhoresfazedoresdeexames e deitam cá para fora provas da treta, que não servem para nada, senão para facilitar a vida a uns e lixá-la a outros...
É que uns merecem mais do que outros? Parece!
Depois, há ainda as segundas chamadas dos exames!...
Expliquem-me, por favor, porque carga de água estas segundas provas são sempre muito mais difíceis. Os alunos que vão fazer esta segunda prova são mais inteligentes? Não. Muitos fazem-na porque reprovaram na primeira, outros porque querem subir a nota... O número de reprovações é sempre muito superior nesta segunda fase! Então, qual é a lógica desta discrepância?
Não há qualquer lógica! É assim porque sim!
Fazem exames porque sim, só por isso!
Ah, temos de saber se os alunos estão preparados para iniciar um outro ciclo de estudos! Ah, temos de saber se os alunos estão realmente aptos para ingressar na Faculdade! Ah! Ah! Ah!
Tretas, tudo tretas!
E assim, vamos vivendo ao sabor do humor dos senhoresfazedoredeexames!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A mulher em Cesário Verde


Deambulando pela cidade e pelo campo, os dois espaços que o acolheram, o poeta encontra dois tipos de mulher, que estão articulados com os locais em que se movimentam.
Assim, tal como a cidade se associa à fatalidade, à morte, à destruição, à falsidade, também a mulher citadina nos é apresentada como frígida, frívola, calculista, madura, destrutiva, dominadora, sem sentimentos.
O erotismo da mulher da cidade é expresso em imagens antitéticas que permitem opô-la à mulher campesina, capaz de fazer despoletar um amor puro e desconfiado. O erotismo da mulher fatal é humilhante, conseguindo reduzir o amante à condição de presa fácil, originando uma reacção sado-masoquista entre a mulher, que personifica o artificialismo da cidade, e a sua vítima.
Em contraste com esta mulher predadora, surge um tipo feminino, por exemplo em "A Débil", que é o oposto complementar das esplêndidas, frígidas, aristocráticas, presentes em poemas como "Deslumbramentos" e "Vaidosa". Essa mulher frágil, terna, ingénua, despretensiosa, mesmo que enquadrada na cidade, como é o caso da que é retratada em "A Débil", desperta no poeta o desejo de protegê-la e de estimá-la, mas não o de se prostrar a seus pés, porque esta não se compraz em devorar a sua presa; os seus actos são ingénuos e o seu despretensiosismo só poderá relacionar-se com a mulher do campo, capaz de ofertar o amor e a vida inerentes aos espaços rurais.
Assim, tendo em conta o que foi dito atrás, há mais duas dicotomias em Cesário: a mulher fatal/a mulher angélica (associadas à cidade e ao campo respectivamente) e a estas a morte/a vida, dualidades que parecem percorrer toda a obra de Cesário Verde e que, segundo Hélder Macedo, são a raiz estruturante de toda a obra, e que, para Margarida Mendes, pode ser "vista como uma série de dualidades imbricadas umas nas outras e derivadas da fundamental oposição cidade/campo: do lado da cidade, a humilhação sexual, a noite, o confinamento, a morte, a doença, o presente; do lado do campo, a libertação amorosa, a saúde, a vida, o passado infantil. Em "Nós" essa dualidade estender-se-ia à oposição sociedades industriais/sociedades rurais e também proprietários/trabalhadores".

A teia de aranha




Há cerca de um ano, fui almoçar com a minha filhota aqui um peixinho grelhado com brócolos e, depois de pagar a conta e de falar um pouco com o empregado, saímos do restaurante bem felizes e animadas. Gosto de almoçar ou jantar sozinha com os meus filhotes. A acompanhar a comidinha, temos sempre longas e saborosas conversas!


Como ia a dizer, saímos. O restaurante tem a ornar a porta de saída plantas trepadeiras, no momento bem bonitas e floridas, e, ao passar-lhes por baixo, tive a estranha sensação de bater com a cara contra uma teia de aranha. Pedi alarmada à minha filha que me livrasse dos fios da teia que me caíam sobre o olho direito... E eu passava com a mão pela cara, tentando afastar aquela cortina negra da frente da minha vista. Mãe, tu não tens nada na cara nem no olho. E eu, quase a gritar, ia insistindo e passando a mão: Olha aqui, é aqui, um monte de teias a escorrer-me pelo olho, pela cara. Ela olhava para mim, preocupada e até um pouco alarmada. Desatei a correr para o carro, à cata de um espelho para me livrar, de uma vez, daquelas teias nojentas que me ensombravam a vista direita. E não, não tinha nada na cara nem no olho... Continua tão verde e lindo como sempre, mãe - dizia-me a minha filha, não entendendo o que se estava a passar.
Dirigi-me para casa. Estava aflita e telefonei a marcar uma consulta urgente de oftalmologia. A senhora que me atendeu pediu que lhe explicasse o meu problema. Expliquei. Disse-me que fosse descansar um pouco e que comparecesse na consulta ao fim da tarde. Repousei, mas não descansei. Passei todo o tempo a ver se as teias desapareciam. Por fim, adormeci e acordei com as mãozinhas da minha filha suavemente na minha cara:
- O avô está ali para te levar ao médico.
Abri os olhos. Agora já só via um pequeno mosquito a bailar-me continuamente à frente do olho. Tentei afastá-lo, mas nada. Permanecia ali à frente num bailado vagaroso e incomodativo.
- Descolamento do vítreo.
- É grave? Tem cura? Vai desaparecer?
- Se tivesse cura, eu não tinha esta mosca a atazanar-me... Temos de nos habituar a viver com as moscas, os mosquitos, as teias de aranha... Com o tempo, o cérebro aprende a ignorar as manchas.
Receitou-me umas vitaminas e que evitasse movimentos muito bruscos com a cabeça. Deveria voltar depois de acabar o medicamento.
Voltei lá, já tinha aprendido a ignorar o mosquito e os pequenos pontos negros.
- Temos de fazer laser, há um pequeno rasgão que tem de ser "tapado" antes que aconteça o pior.
Nem quis saber o que seria o pior. Fiz o laser.
Hoje, vou à consulta para ver se tudo está bem.
Ah! O meu mosquito dançarino só aparece quando estou mais cansada ou enervada e continuo a tentar apanhá-lo ou a afastá-lo com a mão...
Se quiserem saber mais sobre moscas volantes, mosquitos... é só clicar aqui!

Este e aquela menina lá em cima são os meus filhotes lindos! Adoro-os!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Na cozinha com a Mena

Mousse de abacate

2 folhas de gelatina

700 ou 800 g de polpa de abacate

1 lata de leite condensado

Canela em pó

1 limão

Coloque as folhas de gelatina de molho em quatro colheres (de sopa) de água. Tire a polpa dos abacates e pese-a.

Junte o leite condensado e o sumo de limão à polpa de abacate e desfaça os abacates com a varinha mágica.

De seguida, leve ao lume as folhas de gelatina e junte ao preparado anterior, misturando muito bem com a batedeira.


Coloque o preparado em taças individuais e polvilhe com canela.
Delicie-se!


Mapa de Portugal - feito pelas agências de "rating" internacionais‏

Clique na imagem!

Chegou-me por correio electrónico, através de um amigo. Não resisti e trouxe para aqui!

domingo, 24 de julho de 2011

Recordar!



Gosto de tops com bordados e rendinhas e lacinhos!

Ontem, o vento deu-nos tréguas e foi soprar para outras paragens.

Aproveitei e vesti-me de acordo com o bom tempo, na esperança que ele se mantivesse por cá...
Fui levar a filhota à explicação e dar umas voltas para fazer tempo. E dei comigo a pensar que...

Estas férias têm servido para pensar, ler, arrumar, limpar, conversar, recordar…


Recordar!

Encontrei uma colega da faculdade. Já não a via há anos. Costumávamos fazer a viagem de regresso a casa, juntas, de comboio. Conversámos e recordámos alguns episódios engraçados. E demos connosco a rir, como doidas, disto:

Na faculdade. Já noite. Saía da última aula quase em cima da hora do comboio e lançava-me numa correria louca até ao Metro, para depois apanhar o último trem para as Caldas. Como tinha a última aula num pavilhão nas traseiras do edifício principal, passava por fora, do lado esquerdo, por um espaço semelhante a um claustro. Um dia, estava aí um rapaz, um pouco descomposto, com “aquilo” na mão e, quando passei por ele a correr, ele agarrou-me num braço e pediu-me para eu lhe fazer algo (que não vou dizer aqui!). Eu olhei para ele e disse-lhe com o ar mais pesaroso do mundo:

- Olha, tenho muita pena, mas não posso! Não tenho tempo. Já estou atrasada, tenho de ir apanhar o comboio. Se não apanho este, não tenho mais nenhum.

O rapaz olhou-me com o ar mais estúpido do mundo e, completamente atónito, largou-me logo. Eu deitei a correr como uma louca, rua abaixo…

Quando cheguei à estação, já lá estava a minha colega com o namorado. Entrámos na carruagem, sentámo-nos e, de repente, comecei a rir, a rir, a rir…

Eles olhavam-me intrigados e perguntaram a razão daquelas gargalhadas. Contei-lhes. E ela, a rir, disse-me:

- Ah! Só não lhe fizeste o que ele te pediu, porque estavas com pressa! Se não fosse isso, fazias, claro!

E desatámos os três a rir.


Depois, fui buscar a minha filhota e fomos almoçar aqui!

Que óptimo aspecto! Não acham?

A tarde foi de lazer! Apanhar sol e nadar, nadar e nadar...

Que bem que soube, não fazer nadinha! Deixar o quarto dos brinquedos num grande desalinho e não pensar nisso...

Há que aproveitar o solinho e a ausência do nosso amigo vento!

Fiz esta camisola há uns bons anitos! A minha filha decidiu tirá-la do baú e vesti-la. Agora diz que é dela, já a levou para o seu vestiário! Qualquer dia não tenho nada para vestir!

Oh! O nosso amigo, pelos vistos, não gostou dos locais por onde andou e hoje regressou. Obrigando-nos a vestir mais qualquer coisita! A minha filha "fanou-me" mais uma peça de roupa.