sábado, 6 de agosto de 2011

Férias do não


TIRAR FÉRIAS


A noção de férias está ligada a figuras de viagem, esporte, aplicações intensivas do corpo; quase nada a descanso.

As pessoas executam durante esse intervalo aquilo que não puderam fazer ao longo do ano; fazem "mais" alguma coisa, de sorte que não há férias, no sentido religioso e romano de suspensão de atividades. Matutando nisso, resolvi tirar férias e gozá-las como devem ser gozadas: sem esforço para torná-las amenas. A idéia de viagem foi expulsa do programa: é das iniciativas mais comprometedoras e tresloucadas que poderia tomar o trabalhador vacante. As viagens ou não existem, como é próprio da era do jato, em que somos transportados em velocidade superior à do nosso poder de percepção e de ruminação de impressões, ou existem demais como burocracia de passaporte, filas, falta de vaga em hotel, atrasos, moeda aviltada, alfândega, pneu estourado no ermo, que mais? Quanto à prática de esportes, sempre julguei de boa política deixá-la entregue a personalidades como Éder Jofre, Maria Ester Bueno ou Pelé, que dão o máximo. A performance desses ases satisfaz plenamente, e não seria eu num mês de férias que iria igualá-los ou sequer realçá-los pelo contraste. Bem sei que o esporte vale por si, não pelos campeonatos; mas também, como passatempo, carece de sentido. Pescar, caçar pequenos bichos da mata? Nunca. Se esporte e morte acabam pelo mesmo som, para mim nunca rimaram. Havia também os trabalhos, os famosos trabalhos que a gente deixa para quando repousar dos trabalhos comuns. Organizar originais de um livro. Escrever uma página de sustância (está pronta na cabeça, falta só botar o papel na máquina!). Pesquisar em arquivos. Arrumar papéis. Mudar os móveis de lugar. E os deveres adiados, tipo "visitar o primo reumático de Del Castilho". A idéia de conhecer o Rio, conhecer mesmo, que nos namora há 20 anos: tomar bondes esdrúxulos, subir morros, descobrir lagoas de madrugada. Por último, o sonho colorido dos gulosos, sacrificados durante o ano: comer desbragadamente pratos extraordinários, sem noção de tempo, saúde, dinheiro. Tudo aboli e fiz a experiência das férias propriamente ditas, que, como eliminação das atividades ordinárias e exteriores, pode parecer estado contemplativo ou exercício de ioga. Não é nada disso. Exatamente porque abrem mão de tudo, as boas férias não devem tender à concentração espiritual nem à contenção da vontade. São antes um deixar-se estar, sem petrificação. Levantar se mais tarde? Se não fizer calor; um direito nem sempre é um prazer. Ir ao Arpoador? Se ele nos chama realmente, não porque a manhã e a água estão livres. O mesmo quanto a diversões, muitas vezes menos divertidas do que a noção que temos delas.

Divertir-se é desviar-se, e não convém que nos desviemos das férias, enchendo o tempo com programas de férias. Deixemos que ele passe, sutil; não o ajudemos a passar. Há uma doçura imprevista em sentir-se flutuar na correnteza das horas, em sentir-se folha, reflexo, coisa levada; coisa que se sabe tal, coisa sabida mas preguiçosa. Se me pedirem para contar o que fiz afinal nestas férias, direi lealmente: ignoro. Aos convites disse não, alegando estar em férias, alegação tão forte como a de estar ocupadíssimo. O pensamento errou entre mil avenidas, não se deteve em nenhuma; cada dia amadureceu e caiu como um fruto. Nada aconteceu? O não acontecimento é a essência das férias. E agora, é trabalhar duro onze meses para merecer as inofensivas e deliciosas férias do não.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quando valores mais altos se levantam...


Trouxe esta publicação do blogue do meu amigo Rui e não pude deixar de partilhar convosco.

Dilema


Vejamos. Decide-se em quem se deve votar para liderar uma escola.

Temos dois contendores.

  • um director experiente que conduziu essa mesma escola a um nível de qualidade consistente e serena que todos hoje unanimemente reconhecem como pacífica e irrepreensível;
  • um candidato que nos chega de uma equipa beligerante e descredibilizada, (que defendeu e consagrou), cujo tormentoso mandato, nas palavras publicadas do seu líder, correu "muito, muito mal", sublinhando ele mesmo uma avaliação da IGE embaraçosamente má.
    Ou seja:

Mais do mesmo sucesso ou mais do mesmo insucesso. Um dilema, de facto.

Torna-se claro que aquilo que está em causa é outra coisa qualquer que nada tem a ver com qualidade de gestão escolar. Que pena.



Comentários:

1.

Pois é. Se mais provas precisássemos da perversidade e permeabilidade ao compadrio deste modelo de gestão, teríamos agora o exemplo mais gritante e mais evidente.

É revoltante e desanimador constatar que às provas dadas de qualidade e excelência se sobrepõem mais uma vez interesses mesquinhos e aviltantes de pessoas vergonhosamente interesseiras.

Troca-se o mérito e o rigor por um favorzinho poucochinho, como um lugarzinho na direcção para nós, ou -nessa impossibilidade - para um familiar... que a vidinha está difícil.

Saberão alguns membros do CG - aqueles (vários) que só comparecem em dia de eleições e que depois nunca mais voltam ao agrupamento - que são alvo de manipulações escusas a bem do interesse de alguns?

Por quanto tempo mais terão os docentes de ver o seu destino decidido por pessoas que são alheias ao universo escolar?

2.

Não posso deixar de comentar esta situação.
De facto, fico surpreendida com este empate, embora devamos respeitar os pontos de vista de cada membro do CG .
Contudo, gostaria de saber se os projectos dos candidatos foram, em tempo útil, analisados e debatidos no superior interesse do Agrupamento: alunos, assistentes operacionais, assistentes técnicos, professores, pais e EEs . Atrever-me-ia dizer que este novo modelo de gestão, com o qual não concordo em absoluto, poderia ser mais democrático. Como? Levando-se a cabo uma sondagem pela comunidade, apresentando-se publicamente os respectivos projectos, questionando pontos de vista diferentes, enfim, indo ao fundo da questão.

Estamos a falar de um Agrupamento, não de uma empresa onde quem está mal que se mude. Mudam-se alunos? Pais? Não, o elo mais fraco permanecerá - os alunos.

Defendo e sempre defendi os meus alunos e o meu Agrupamento. Sei que posso mudar, se já não me sentir em casa, mas os alunos poderão com a mesma facilidade?

Senhores do CG (espero que alguém leia) revejam os projectos e vejam em qual deles TODA a COMUNIDADE ESCOLAR está implicada. Qual o que melhor desenvolverá um trabalho de qualidade para o Agrupamento, para os nossos aprendentes. Qual o que pretende dar cumprimento ao Tratado de Lisboa. Qual o que conseguirá desenvolver um ambiente de aprendizagem que facilite e incuta as competências do aprender a aprender ao longo da vida.

Percam mais uns minutos, releiam, debatam, reflictam e decidam posteriormente a pensar em quem fica diariamente a trabalhar no Agrupamento e não e em quem tem parcerias pontuais com o Agrupamento.

3.

Coloca-se o futuro de uma escola, de um agrupamento, nas mãos de alguém que não sabe nada de nada da vida de uma escola, nas mãos de quem só lá aparece para votar, que conhece a escola e sabe da escola tanto como eu sei de um lagar de azeite. A troco de um "lugarzinho para um familiar" manipulam-se pessoas que, a bem dizer, não têm qualquer tipo de carácter, se tivessem votariam em quem já provou que é capaz, na excelência, nas provas dadas e não na incompetência (também já mais que mostrada!), no compadrio...
A minha indignação é tanta que não encontro palavras suficientes no dicionário de língua portuguesa para o manifestar.
Se há justiça no mundo, se é verdade que a competência é que deve singrar, senhores e senhoras do CG, pensem muito bem no destino que querem para uma escola que já foi tida como uma das melhores entre as melhores.




...


Veio do blogue de um grande amigo! Daqui!

A não perder também esta publicação e muitas outras... claro!


Como nascem os bebés...




Partly Cloudy é uma curta-metragem animada que conta a historia de uma nuvem que "cria" os filhotes para as cegonhas levarem, só que essa nuvem é diferente das outras, pois os filhotes que ela "cria" são uma ameaça para a sua cegonha. Então a cegonha farta de ser maltratada pelos bebés, quase totalmente depenada, parece desistir de levar os filhotes da nuvem. A nuvem fica muito triste, chora intensamente, mas no fim a cegonha volta com protecção: capacete, colete...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ambição – elogio ou insulto?


Será um elogio ou um insulto, quando dizemos que alguém possui uma ambição desmedida?

Quando se fala em sucesso e nas características necessárias para o alcançar, a ambição está sempre na lista, muitas vezes até em primeiro lugar, bem no topo, como se não fosse possível obter sucesso sem se ter uma grande dose de ambição. Já a inteligência, a criatividade e, principalmente, a ética são muitas vezes esquecidas ou relegadas para último plano.

O vocábulo ambição tem a mesma raiz que a palavra ambiente. Ambas provêm do mesmo étimo (ambire), que significa “mover-se livremente”. Assim, a palavra ambição significa criar o seu próprio caminho na vida. É, nada mais do que, saber o que se quer para a nossa vida, que objectivos pretendemos atingir, e tentarmos chegar lá.
A ambição não é uma neurose obsessiva, uma ganância exagerada ou o desejo de subir na vida, de alcançar um lugar de destaque no emprego…, “passando a perna”, denegrindo até a imagem dos possíveis concorrentes, e pisando todos os que sejam vistos como obstáculos ao nosso sucesso.

Hoje em dia, ser ambicioso é muitas vezes conotado como algo negativo. Dizer que “determinada pessoa é muito ambiciosa” é quase um insulto, pois significa que não é confiável, que é egoísta e que, com toda a certeza, passará por cima de qualquer um para atingir os seus objectivos. Claro que, neste caso, “objectivo” significa alcançar alguma vantagem monetária ou económica (financeira). Ambição tornou-se sinónimo de ambição financeira, quando na verdade é muito mais do que isso.
Ambicioso adquiriu ainda o sinónimo de arrogante. E se ser-se arrogante é “feio” e está errado, logo... ser-se ambicioso também é!

As pessoas “humildes” são, muitas vezes, elogiadas. A Humildade não é não falar de si próprio – é ter a coragem de ouvir críticas, é aprender com os seus erros e aceitar outros pontos de vista.

Mas voltemos à ambição: porque será que ela aparece em todas as listas das características de sucesso? Porque é essencial. Ter ambição é querer algo melhor para a sua própria vida e para a dos outros. Se não sairmos da nossa zona de conforto, se não nos arriscarmos, se não testarmos os nossos limites, não fazemos o nosso próprio caminho.
As pessoas ambiciosas são as que fazem o mundo girar. São as que apresentam projectos, abrem empresas, sonham e tentam realizar os seus sonhos, não esquecendo nunca de incluir os outros. Assumem riscos. Preferem a tristeza da derrota à vergonha de não ter lutado.

A ambição é muito mais do que falar de dinheiro – é falar de destino – serve para melhorar a nossa qualidade de vida, e de todos os outros em nosso redor! Lembrem-se a ambição sadia é criar o seu próprio caminho de vida, não prejudicando o outro/os outros, não pisando, não sendo arrogante, não sendo vingativo, não sendo prepotente. É pôr muitas vezes os interesses de uma comunidade, de um grupo à frente dos nossos!

Adaptação (minha) feita a partir de textos de Raul Candeloro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gosto...


... do meu top e do minha gargantilha.

... de passear na praia!

... de ficar horas a olhar para o mar!

... de pintura, escultura, de artes em geral...
Tirei estas fotos na praia, em Oeiras.

A praia de Santo Amaro de Oeiras é a maior do concelho de Oeiras e uma das mais procuradas.
Esta é uma das praias mais procuradas. Os veraneantes utilizam o comboio para lá chegar, pois fica perto da estação de Santo Amaro. Do outro lado da Estrada Marginal, existe o Jardim Municipal de Oeiras. Nas horas de maior calor os relvados ficarem cobertos de toalhas de praia.

... de chinelas, de socas, de sapatos, de botas...

E estas são lindíssimas! E são minhas!

... de pudins e este é cá uma coisa! Aqui vos deixo a receita! Experimentem, não se vão arrepender!...


Pudim de brigadeiro


1 lata de leite condensado
1 lata de leite (a medida da lata do leite condensado)
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de margarina ou manteiga
4 ovos

margarina
açúcar
chocolate granulado

Bata com a batedeira os leites, o chocolate em pó, a margarina e os ovos.
Unte uma forma com margarina e polvilhe-a com açúcar. Deite o creme anterior e leve ao forno cerca de 40 minutos a 180º.
Depois de cozido, deixe arrefecer e enfeite com chocolate granulado. Leve ao frigorífico pelo menos 2 horas.

Delicie-se!


O Amor


Fernando Pessoa fala assim... do... AMOR


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

Fernando Pessoa


O beijo pode ser uma manifestação de amor...
Ou...


O amor em equação...

O amor em inglês...


Disney – copy/past

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cesário Verde - A questão social


"A mim o que me rodeia é o que me preocupa." escreveu Cesário Verde a um amigo, Silva Pinto, o que revela o seu profundo empenhamento social. Há, efectivamente, na sua poesia, de carácter impressionista, um sujeito poético atento a tudo o que o rodeia, captando instantes do quotidiano e da realidade social, e que revela:
  • a simpatia pelas classes oprimidas
Povo! No pano cru rasgado das camisas
Uma bandeira penso que transluz!

Com ela sofres, bebes, agonizas:
Listrões de vinho lançam-lhe divisas

E os suspensórios traçam-lhe uma cruz!

Cristalizações

(...) E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.


O Sentimento dum Ocidental

  • a identificação com os mais pobres, os mais desfavorecidos, os marginais
O quadro interior, dum que à candeia,
Ensina a filha a ler, mete-me dó!

Gosto mais do plebeu que cambaleia,

Do bêbado feliz que fala só!


Noite fechada

  • a consciência de que a rudeza do povo é imprescindível
Pobre da minha geração exangue
De ricos! Antes, como os abrutados,

Andar com uns sapatos ensebados,
E ter riqueza química no sangue!


Nós

  • a revolta contra a sociedade pela miséria social
Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!


Contrariedades

  • a solidariedade com as vítimas das injustiças sociais
Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
(...)


Pobre esqueleto branco, entre as nevadas roupas!

Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.

Lidando sempre! E deve a conta à botica!

Contrariedades

  • a ausência de paternalismos quando se refere ao povo
Oh! Que brava alegria eu tenho, quando
Sou tal e qual como os mais! E, sem talento,

Faço um trabalho técnico, violento,
Cantando, praguejando, batalhando!


Nós

  • a denúncia das arbitrariedades do poder
Saí; mas ao sair senti-me atropelar.
Era um municipal sobre um cavalo. A guarda

Espanca o povo. Irei-me; e eu, que detesto a farda,

Cresci com raiva contra o militar.


Humilhações

  • a constatação de que o povo é dominado por uma oligarquia poderosa, de que a "milady" constitui o paradigma
Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão-de acabar os bárbares reais,

E os povos humilhados, pela noite,

Para a vingança aguçam os punhais.


Deslumbramentos


Concluindo, convém referir que o interesse de Cesário Verde pela temática social não é apenas consequência da sua observação atenta do real, mas também do seu posicionamento político. Durante a sua curta vida, este poeta foi mais conhecido como simpatizante da causa republicana do que como poeta.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Mena na cozinha



Porco com ananás

Carne de porco (bifanas)
massa de pimentão
sal
pimenta
piripiri
dentes de alho
vinho branco
louro
azeite
ananás

Corte as bifanas em tiras e tempere com sal, pimenta, duas colheres de massa de pimentão, alhos picados, louro, piripiri a gosto e uns salpicos de vinho branco. Deixe tomar o gosto durante uma hora.

Leve a carne à Actifry e regue com uma colher de azeite. Deixe cozinhar.

Quando a carne estiver quase cozinhada, junte o ananás cortado aos pedaços e deixe alourar um pouco.

Sirva com esparguete e uma boa salada mista.
Bom apetite!

A intenção era boa!


Recebi por email e não resisti em partilhar!


Elogio, inocente(?), de um aluno de 9 anos, à professora...


A professora pediu aos alunos para fazerem uma composição sobre a escola.

Um deles escreveu:
"A minha escola é pequena, mas muito bem arranjada. A minha escola é como se fosse um jardim.
Nós, os alunos, somos as flores e a senhora professora é como se fosse um monte de estrume que nos faz crescer belos e fortes."



O aluno escreveu com a melhor das intenções e acredito que a professora até sorriu ao ler estas belas analogias!


É vergonhoso e passa-se numa escola pública!


Tem perto de 50 anos de idade e mais de vinte a leccionar na mesma escola secundária. É, reconhecidamente, um bom profissional. Disseram-lhe para passar pelos serviços administrativos. O professor ficou sem serviço e tem de concorrer até amanhã, era a notícia que um dos assistentes administrativos tinha para lhe dar.

Já são imensas as situações semelhantes. O mundo está gelado e virado do avesso.

Há professores sem horário porque as turmas que deveriam leccionar estão matriculadas em escolas cooperativas, localizadas nos mesmos concelhos ou cidades, para onde não podem concorrer. Os professores dessas escolas são pagos pelo estado, mas a sua colocação não obedece a critérios escrutináveis pelo público. Os docentes com horário zero nas escolas públicas ficam numa situação de tremenda angústia e injustiça.

É evidente que esta dor não é sentida por muitos, pelo menos até ao dia em que a sua vez, ou de um familiar mais próximo, entre na ordem do dia.


Daqui!