sábado, 27 de outubro de 2012

Today's look




Cabelo - ATTITUDE HAIR


Jeggings - My Story
Túnica - My Story
Écharpe - My Story


Botas - Tapadas
Meias - Calzedonia

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tu vieste e fizeste-me florejar




Tu vieste e fizeste-me florejar
De novo... E foi como se tivesse
Reflorescido com a Primavera:
Cobri-me de flores, brilhos e cor...

Um arco-íris rodopiou, avivando
E colorindo tudo. Éramos nós
Não eras só tu, nem apenas eu!
Éramos nós: um plural singular.

A Natureza renascida e nós
As flores, a cor, o estrelar do sol
O alvorecer, o brotar deste amor

Foste ao amanhecer a estrela d’alva
A minha libertação, o meu Abril...
Minha caravela, velas e vento.

Mena

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A Mena na cozinha




Coquinhos

250 g de coco ralado
4 ovos
250 g de açúcar


Junte o coco, o açúcar e os ovos e bata muito bem. Deite em forminhas de papel e leve a cozer em forno médio.

Delicie-se!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pela boca morreu Passos



 

O orçamento de Estado para 2013 quer tapar à bruta três enormes buracos: um enorme buraco resultante de uma enorme derrapagem do orçamento de 2012; um enorme buraco orçamental previsto para 2013; e um enorme buraco que resultará de uma enorme derrapagem na execução de 2013, prevista por antecipação, passe a redundância, no próprio orçamento de 2013. Com efeito, lá estão alguns milhares de milhões de “almofada”: para uma receita que, embora orçamentada, não será cobrada; para responder ao desemprego que esconde; e para suprir um corte na despesa que, embora orçamentado, acabará por não ser feito. Com 3 milhões de pobres e os restantes exaustos pelo confisco fiscal, com o PIB a cair entre 2,8 e 5,3 por cento (FMI dixit), só fanáticos suicidas orçamentam assim. É preciso pará-los. 

A credibilidade técnica de Vítor Gaspar foi um mito com pés de barro. Estimou que as receitas do IVA subiriam 11,6 por cento e acabaram caindo 2,2. Previu, em Março passado, que o encargo do Estado com o desemprego cresceria 3,8 por cento e, em Agosto, já ia em 23. O consumo público contraiu 3,2 por cento em 2011 e a Comissão Europeia estima que contraia 6,2 este ano. O consumo privado caiu 4,2 por cento em 2011 e a CE prevê que caia 5,9 este ano. E Gaspar ignora, quando orçamenta e taxa. E ignora o Tribunal Constitucional. E volta a ignorar, com arrogância e desprezo, o presidente da República e o próprio FMI. Ignora tudo e todos. E ignora o “melhor povo do mundo”, que esmaga com impostos em 2013. 

Mas a credibilidade política de Passos Coelho não vai melhor. Em Novembro de 2010, Passos Coelho clamou para o país uma “nova cultura de responsabilidade”, num jantar partidário em Viana do Castelo, promovido pelo PSD de Barcelos. Da sua intervenção saltou para o debate público, via Lusa, a defesa que fez da necessidade de responsabilizar os políticos, civil e criminalmente, por aquilo que fazem. “Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?”, perguntou então Passos Coelho. E, na mesma altura, afirmou: “Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções. … Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se…”. 

Quando assim falou, Passos Coelho pensava na Lei 34/87 (crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos), sucessivamente alterada em 2001, 2008 e 2010 (leis 108, 30 e 41, respectivamente). O que Passos disse de outros caiu-lhe agora em cima. Porque não cumpriu nada do que prometeu e porque falhou grosseiramente os objectivos orçamentais, Passos disse que Passos deve ser responsabilizado civil e criminalmente. Passos morreu pela boca de Passos. 

A obsessão de Gaspar e Passos para iludirem o óbvio, substituindo a racionalidade básica pela fé dos alienados, matou-os. O velório virá logo que Portas acabe de tirar as fotocópias. 
É óbvio que o problema de Portugal, sendo a dívida grande, não é a dívida. É a ameaça de não a poder pagar, com uma economia que não cresce e um desemprego imparável. 

É óbvio que chegámos aqui empurrados por gente trapaceira, protegida por uma justiça injusta. 

É óbvio que só a promoção do investimento produtivo, o aumento do que vendemos lá fora, a diminuição do que compramos cá dentro e a recondução do Estado ao seu papel de árbitro justo de interesses opostos nos poderá arrancar às garras de uma máfia de especuladores e agiotas, a que alguns chamam mercado. 

É óbvio que esta austeridade não muda o futuro

A nossa democracia (e a democracia da Europa, importa sublinhá-lo) resume-se a rituais eleitorais, cada vez menos concorridos, que sujeitam a vida pública a modernas formas de ditadura. Guardadas as urnas, os pilares da democracia (a informação e a participação) são amordaçados e domados pelos vencedores, que passam o ciclo a bramir a legitimidade que o voto lhes conferiu. Mesmo que a tenham perdido grosseiramente, por fazerem o contrário daquilo que prometeram quando o disputaram. Mesmo que a mentira sem pudor se lhes cole à cara sem vergonha. Passos Coelho é um belo exemplo do que afirmo. Dificilmente encontramos quem mais gravemente tenha ferido a confiança dos que acreditaram nele. 


Santana Castilho

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Álvaro de Campos (irmão gémeo de Pessoa) - Fase intimista/abúlica



A última etapa do percurso de Campos torna-o "irmão gémeo" de Fernando Pessoa. A excesso da fase futurista, segue-se uma outra fase marcada pelo desencanto, o tédio e a náusea existenciais.
Em poemas como "Lisbon Revisited" ou "Aniversário", Campos é aquele que, dominado pelo pensamento, é incapaz de sentir; experimenta o tédio existencial e olha a infância como tempo de felicidade e paraíso para sempre perdidos. Mas o poema mais emblemático é "Tabacaria", ao revelar o fracasso existencial de um "eu" dividido, a quem falta energia para concretizar o sonho, experimentando um pungente sentimento de estranheza que "pesa como uma condenação". É impossível não reconhecer afinidades entre o ortónimo e este Álvaro de Campos: as experiências de viagem e de educação no estrangeiro, nomeadamente. Foram experiências intensas, difíceis, abafadas, para um Fernando Pessoa menino que, arrancado da sua Pátria, se vê fazer parte de uma nova família, num novo país, com uma cultura e língua igualmente novas.
Campos expressa então o que Pessoa não conseguiu confessar, mas indo muito além, tornando-se excessivamente alguém que está indo muito mais além, tornando-se excessivamente alguém que está sempre a partir e a chegar, a ficar, quer no real, quer no imaginário, e afirmando-se "Estrangeiro aqui e em toda a parte" ("Lisbon Revisited II")

"Lisbon Revisited" - O poema apresenta, simultaneamente, aspectos ainda futuristas, pelo tom provocatório e irreverente, e características que fazem aproximar este Campos de Pessoa ortónimo:
  • a incapacidade de relacionamento com os outros - "Não: não quero nada.  / Já disse que não quero nada. / (...) Deixem-me em paz!";
  • o individualismo exarcebado - "Quero ser sozinho. / (...) quero estar sozinho!";
  • o tom de lamento e de queixume ao longo de todo o poema;
  • a recusa da civilização moderna - "Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas / (...) Das ciências, das artes, da civilização moderna!";
  • a recusa da mediania e da mediocridade de vida - "Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?";
  • a atitude irreverente - "Vão para o diabo sem mim, / Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!";
  • a recusa de qualquer tipo de proteccionismo - "Não me peguem no braço! / Não gosto que me peguem no braço";
  • a evocação do mundo da infância - "Ó céu azul - o mesmo da minha infância";
  • a nostalgia de uma outra Lisboa - "Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!".
"Esta velha angústia" - Este poema é como que o ponto de chegada de uma linha temática que se inicia em "Ode Triunfal", passa pela "Ode Marítima" e "desemboca" em poemas como "Lisbon Revisited", "Aniversário" ou "Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa". Assim, da exaltação e da euforia febril de "Ode Triunfal" passa-se ao tédio, ao desejo de solidão, à náusea e à angústia.
Neste poema, é de referir a presença das linhas de força características da fase de desencanto de Campos:
  • a angústia existencial - "Esta angústia que trago há séculos em mim, / (...) Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!";
  • a perda de identidade: "(...) é este estar entre, / Este quase. / Este poder ser que...";
  • a coexistência fracturante dos opostos e consequente desagregação do "eu" - "Estou lúcido e louco",  " Estou dormindo desperto";
  • a infância perdida - "Pobre velha casa da minha infância perdida!";
  • o vício de pensar - "Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?";
  • a desmotivação e a constatação do absurdo: "(...) grandes emoções súbitas sem sentido nenhum";
  • a incapacidade de sentir - "Estala, coração de vidro pintado!"
"Aniversário" - Neste poema, Campos aproxima-se, mais uma vez, da poética do ortónimo. Vejamos os principais aspectos convergentes:
  • a infância como o paraíso perdido - "No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, / Eu era feliz e ninguém estava morto.";
  • a nostalgia e a saudade das vivências familiares - "O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado - / As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa!;
  • o desencanto do presente - "O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa, / Pondo grelado nas paredes...":
  • a fragmentação do eu - "Com uma dualidade de eu para mim...";
  • a oposição presente / passado ilustrada no verso metafórico - "Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!".
"Dactilografia" - Neste poema, mais uma vez, Álvaro de Campos, exprime o seu tédio existencial, evocando a infância. Atente-se em aspectos como:

  • a solidão e o isolamento - "Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano, / (...) Remoto até de quem eu sou";
  • a monotonia e a náusea existenciais - "Que náusea da vida! / Que abjecção esta regularidade!";
  • a referência às duas vidas - "Temos todos duas vidas";
  • a vida verdadeira, a da felicidade possível e sonhada - "A verdadeira, que é a que sonhámos na infância, / (...) Há só ilustrações de infância: / Grandes livros coloridos, (...) / Grandes páginas de cores para recordar mais tarde." - e a vida falsa, a do sofrimento e da morte - "A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros, / (...) Aquela em que acabam por nos meter num caixão";
  • as relações entre realidade / sonho, passado / presente, vida verdadeira / vida falsa.
"O que há em mim é sobretudo cansaço" - Campos exprime, de um modo repetitivo, a sua incapacidade de ultrapassar o cansaço que o domina. Sublinhe-se:
  • a incapacidade inicial de determinar a origem do cansaço - "Não disto nem daquilo, / Nem sequer de tudo ou de nada";
  • a constatação de que a origem do cansaço é múltipla - 2.ª estrofe.
  • a oposição entre o "eu" e os outros - 3.ª estrofe.
  • a aceitação da infelicidade e do cansaço - "E o resultado? / (...) Para mim só um grande, um profundo, / E, ah com que felicidade infecundo, cansaço".
"Apontamento" - O sujeito poético exprime o desencanto, a desilusão, a desistência da vida, através da referência a:
  • comparação entre a alma e um vaso partido - "A minha alma partiu-se como um vaso vazio";
  • fragmentação do "eu" - "Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir";
  • domínio do pensar e da consciência - "(...) os cacos absurdamente conscientes, / Mas conscientes de si-mesmos";
  • a conclusão final - "...A minha vida? / Um caco".

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parabéns princesa!


Hoje, a minha fofinha faz aninhos. Aqui ficam alguns momentos da sua vida... Amo-te, fofinha! Desejo que sejas a pessoa mais feliz do Universo e dos arredores!

























domingo, 21 de outubro de 2012

Tiro e queda




E um dia ele estava lá à espera deles. Sem hora marcada, no beco, à espreita... Mas, era preciso que ambos passassem por ali! O que não parecia ser nada fácil!
Quantas vezes os esperou de arco e flecha em riste? Era preciso lançar o isco, atraí-los... Era difícil, andavam sempre por caminhos bem distantes um do outro, e se um aparecia, o outro ficava longe... Mas o Archeiro não é de desistir, o seu trabalho é esse mesmo, esperar pela melhor oportunidade...

Ela, desanimada, já pouco ou nada esperava. Ele, conformado,  já desistira de procurar, estava certo de que já não valia a pena... Mas, mais uma vez o poeta mostrou que tinha razão, quando disse, "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena." A vida não termina, quando nós queremos! O amor não acontece, quando desejamos! O Amor não nos deixa escolher o nosso par, este é uma incógnita... O Amor ataca, quando menos esperamos... E por mais que nos desviemos das setas, um dia, o Cupido acerta em cheio e é tiro e queda... 

E foi o que aconteceu, naquele dia, sem qualquer razão aparente, cruzaram-se perto do beco, olharam-se de soslaio. Ele achou-a bonita, linda... Ela não achou nada! Algo, porém, aconteceu: falaram, conversaram e descobriram que tinham muito em comum e ela olhou-o, voltou a olhá-lo e viu o quão belo ele era... As mãos procuraram-se... Os olhos desviaram-se para a seguir se prenderem... E os lábios encontraram-se num doce e longo beijo...

Depois... depois, tudo acontece, é a descoberta, é o deslumbramentos, é o friozinho na barriga, é o coração a querer saltar do peito, é estar contente e não estar... É estar só entre a gente... É ver o mundo nos olhos do outro... É sentir um fogo a crescer dentro do peito...


sábado, 20 de outubro de 2012

Today's look



Calças - Salsa
Top - Derhy






quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Mena na Cozinha





Massa gratinada com tofu fumado e cogumelos


massa
500 g de tofu fumado
200 g de cogumelos laminados
1 cebola
3 dentes de alho
1 alho francês
1 pacote de natas de soja
1 tomate maduro
pimenta
sal
manjericão
queijo ralado
molho de soja
sumo de limão




Coza a massa escolhida e reserve.
Corte em cubos o tofu, tempere com molho de soja e sumo de limão e guarde.
Pique o tomate na picadora.
Refogue a cebola, o alho e o alho francês, previamente picados. Junte o tomate. Adicione os cogumelos, as natas de soja e o tofu. Deixe cozinhar durante 5 minutos, tempere com sal, pimenta, uma colher de sopa de manjericão e uma colher de sopa queijo ralado. Deixe cozinhar mais uns minutos.
Dentro de um pirex, junte o preparado à massa escorrida, misture bem e polvilhe com o queijo ralado. Leve ao forno a gratinar.



Bom apetite!