sábado, 13 de abril de 2013

Sobremesas com morangos


Espetadas com morangos + chocolate derretido. Utilize um saco de pasteleiro com bico não muito fino.


Bolo de chocolate com morangos


Farófias com morangos e doce de morango


Morangos com gelado de baunilha


Morangos com chocolate e com massa de brigadeiro



Morangos de brigadeiro

morangos
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga sem sal.
3 colheres (sopa) de chocolate em pó.
 Chocolate granulado.

Lave os morangos, deixe os pezinhos e seque-os bem um a um, reserve.
Numa panela, coloque o leite condensado, a manteiga, e o chocolate em pó. Leve ao lume e mexa durante 10 minutos ou até se despegar do fundo da panela.
Deixe arrefecer, depois de frio, envolva cada morango no brigadeiro e faça bolinhas. Em seguida passe o chocolate granulado.


Morangos + chocolate derretido. Passe os morangos pelo chocolate e ponha a escorrer numa rede larga.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Festejar a amizade


É sempre com um imenso prazer que se juntam professores e alunos para comemorar seja lá o que for!


Mas, desta vez, esta menina veio mesmo festejar o seu aniversário connosco!


O fotógrafo tremia um pouco, coitado, deve ser da idade!


A fotógrafa, apesar de cota, não treme ainda!


O Emanuel pensa que os professores são aquelas pessoas de cara cerrada que entram nas salas de aulas! Enganou-se e, cá para mim, ficou um tanto baralhado... Afinal, os professores são pessoas "normais", como todo o mundo! Até dão um abraço aos alunos! Eheheheheh!...


Ó professora, daqui a pouco fico ceguinho!


 Não sei se ria, não sei se chore, beicinho já estou a fazer!


Ó pra mim toda gira! Um aninho a mais não faz mal a ninguém!


E pronto, será dos nervos, a tremedeira?


Vamos lá a acender as velinhas!


Ó Isabel, caramba, nem força tens para apagar as velas quanto mais um "fogo"! Vê lá, rapariga, toma umas vitaminas!


Que bonitinhos ficámos!


A olhar contra o governo!


E pronto, há que arranjar mais uma razão para mais um festejo! Parabéns Isabel!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sete anos de pastor Jacob servia - Camões






Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: - “Mais servira, senão fora
Para tão longo amor tão curta a vida!”

 Luís de Camões



O amor não tem limites, vai além da vida. Depois de sete anos de trabalho, Jacob diz a Labão, pai de Raquel: "Mais servira, se não fora / Para tão longo amor tão curta a vida!". O seu amor transcendia o plano histórico em que ele vivia e projectava-se para uma zona ideal, indiferente à astúcia e à malícia de Labão. Jacob teria a sua amada custasse o que custasse, pois o sentimento não era de carne, mas do espírito. Ele vivia somente pelo amor. A servidão podia atingir-lhe o corpo, mas nunca a alma, pois ela gozava de plenitude em razão do sentimento que o ligava a Raquel. Jacob servia a ela, a si próprio ou ao Amor, não a Labão, por isso servia destemido e contente.

Este poema de Camões trata de um assunto de inspiração bíblica, embora Jacob se sacrifique devido ao amor por Raquel. Este amor acaba por se enquadrar no que se considera ser o alto amor, o amor verdadeiro, sublime, que subsiste platonicamente durante catorze anos.
Vejamos, então, a história bíblica que está presente no soneto: Labão enganou Jacob, fazendo-o trabalhar para ele durante sete anos. Prometera-lhe o casamento com uma das filhas, mas deu a Jacob a mão da filha mais velha, Lia. Jacob persistiu e, para ter Raquel, acordou com o Tio que teria de trabalhar mais sete anos, sem qualquer remuneração. Tendo trabalhado, assim, durante catorze anos por amor.
É o valor do amor a mensagem bíblica fundamental, que serve esta parábola, tal como o valor da persistência.
Este poema é uma soneto, constituído por duas quadras e dois tercetos, versos decassilábicos.... Mas, neste soneto há uma narrativa, conta-se uma história com personagens e respectiva interacção, um tempo histórico específico e, inclusivamente, notamos a existência do discurso directo nos dois últimos versos.
O uso do Pretérito Imperfeito do Indicativo remete a história narrada para os longínquos tempos bíblicos (“servia”; “Passava”). Na narração da história está também presente o uso do gerúndio, que implica um prolongamento da acção (“Vendo”).

Esta composição poética rege-se pela simplicidade retórica e linguística. Tal como A Bíblia apresenta uma linguagem igualmente simples, não se divisam no poema os habituais cultismos renascentistas, frequentes na Lírica Camoniana. A figura de retórica mais evidente no texto é o hipérbato (1.º verso; 1.ª estrofe; 1.º e 2.º versos da segunda estrofe; dois primeiros versos do primeiro terceto), por necessidades rimáticas.
Na chave-de-ouro, certifica-se a ideia de que a duração daquele amor não poderia abranger uma vida curta, como a humana e, sobretudo, o tempo perdido de Jacob que só pode obter a mão de Raquel após catorze anos de extenuantes trabalhos.

D. Afonso Henriques - Mensagem - Fernando Pessoa




Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!
Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como benção!


Breve comentário:

  • O sujeito poético dirige-se ao rei D. Afonso Henriques, "Pai" (da nacionalidade) - apóstrofe - dizendo-lhe que foi cavaleiro, que lutou pela nacionalidade portuguesa e  que "hoje a vigília é nossa", é a nossa vez de prosseguirmos a luta para um destino maior, por isso, o sujeito lírico pede ao rei que nos dê a sua "inteira força", o seu "exemplo inteiro".
  • D. Afonso Henriques é equiparado a Deus, tendo como missão combater os infiéis.
  • Atente-se no vocabulário de dimenão sagrada: “vigília”, “infiéis”, “bênção”.
  • Note.se a referência ao aparecimento de Deus a D. Afonso Henriques na Batalha de Ourique.
  • Fernando Pessoa confiava que o destino de Portugal ia ser esplendoroso e ao  dizer no poema "hora errada" teme que a caminhada de Portugal para o seu destino sofra retrocessos.
  • Os "novos infiéis" são as pessoas que, na opinião de Fernando Pessoa, criavam obstáculos, ou poderiam vir a criá-los, ao destino glorioso que ele sonhava para Portugal. 
  • Repetições de palavras "inteiro"/ "inteira", "espada", bênção".
  • Apóstrofe, repetição, adjectivação, comparação...



quarta-feira, 10 de abril de 2013

A demissão de Relvas e o discurso de Passos: as desventuras dos siameses



1. Na demissão de Relvas, o evidente disfarça o importante. É evidente que a degradação de algumas instituições de ensino superior, permitida por uma supervisão que funcionou para elas como o Banco de Portugal para o BPN, foi aproveitada por gente sem escrúpulos. Mas o importante, politicamente falando, era saber por que foi agora, e só agora, imolado Relvas. Por que razão, durante dois meses, as conclusões ficaram congeladas na gaveta de Crato. Por que razão Crato apunhalou Relvas, permitindo-se emitir opinião sobre a validade da licenciatura do, ainda, seu par de Governo, quando o juízo foi por ele próprio requerido ao tribunal. Mereça-nos Relvas a crítica que nos merecer, há normas mínimas de conduta, de que nenhum ministro está dispensado. Não só vi Crato cilindrá-las, como o vejo incensado por fazer o que era sua estrita obrigação e não podia deixar de fazer, dada a mediatização do escândalo. 

Poucos se lembrarão do que disse Mariano Gago, aquando da eclosão da trapalhada com a licenciatura de Sócrates. Mas eu recordo: que a Universidade Independente havia sido auditada todos os anos, excepção feita ao ano-lectivo de 1999/2000, e que só em 2006 se tinha detectado um problema sério (referia-se à falta de pagamento de salários); que, à data dos factos (mais que anómalos), a inspecção tinha concluído, note-se bem, que era boa a qualidade pedagógica e científica da universidade e que era bom o seu funcionamento administrativo. 

Desde Junho de 1999 que o processo de Bolonha constitui a base da reestruturação do ensino superior. Qualidade e harmonização eram as palavras-chave. Mas o binómio quedou-se pelo segundo monómio. Tudo se foi “harmonizando” a favor do negócio e do descomprometimento do Estado na formação superior dos cidadãos. A “eficiência económica”, seja lá o que isso for, tornou-se a estrela que nos conduziria ao “presépio”. Fixados nela, Sócrates e Gago deram ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) 65 milhões de euros, no mesmo ano em que aplicaram o primeiro corte ao financiamento do ensino superior (16%). Seguindo-a, Relvas viu-se “equivalido”. É Bolonha, estúpidos! Esqueçam a prova escrita do regulamento da Lusófona. E a “inspecção” é tão-só o bibelot no púlpito da partitura. 


2. Dizer que a Europa e o euro morreram em Chipre é especular. Mas afirmar que os cipriotas, comparados connosco, conseguiram o dobro do tempo para pagar o seu empréstimo e um juro bem mais favorável, é um facto. Vejamos os números. Chipre: 10.000 milhões a 22 anos e a 2,5%. Portugal: 78.000 milhões a 11 anos de maturidade média e 3,6% de taxa média. Imaginar o Governo português a lutar por condições idênticas é especular. Afirmar que o Governo português não percepciona a diferença entre a realidade e a ficção é um facto, que se retira do pouco que sobrou de Passos, no último domingo: pose e voz. 
Podia ter reconhecido que, ao decidir medidas de austeridade bem mais penalizadoras que aquelas que foram acordadas com a troika, em Maio de 2011, precipitou a queda da economia, a subida brutal do desemprego e a chegada da recessão? Podia. Mas preferiu anunciar mais austeridade. 
Podia ter reconhecido que foi um erro dividir os portugueses entre privados e públicos, velhos e novos, empreendedores e piegas? Podia. Mas preferiu anunciar vingança, a novas catanadas de despedimentos e cortes, precipitando o sucesso da desgraça final. 
Podia ter reconhecido que, em vez de carregar de impostos e confiscos os que alimentam o Estado, deveria ter reduzido as rendas dos que se alimentam do Estado, aliás, como acordado com os credores? Podia. Mas preferiu continuar a desconhecer a raiz do problema. 
Podia ter reconhecido que foi um erro hostilizar a oposição e os parceiros sociais, destruindo o consenso político e social de 2011? Podia. Mas, inspirado em Salazar, preferiu ficar orgulhosamente só. 
Podia ter reconhecido que a sua política europeia, de colagem acrítica aos interesses do Norte e da Alemanha, em detrimento de Portugal, do Sul e da periferia, foi deplorável? Podia. Mas preferiu ir a Dublin, de dedo apontado ao Tribunal Constitucional, como sacristão de Schauble, assistir à suprema missa dos interesses dos mercados financeiros, à espera das migalhas que tombem do festim dos juros das dívidas soberanas. 
Podia ter reconhecido o rotundo falhanço da sua estratégia económica e financeira e aproveitado o momento para remodelar ministros e políticas? Podia. Mas preferiu contratar um grotesco vendedor de pipocas (iniciativa do defunto Relvas, via “youtube”) e dois duros “técnicos especialistas” (golpe d’asa do seu pequeno Moedas) para acompanharem a execução do memorando, um de 21, outro de 22 anos, ambos com a relevante experiência de um estágio de três meses, não remunerado.


Santana Castilho

domingo, 7 de abril de 2013

A hora da recusa


É importante lerem, é importante estarem informados, é importante pensarem pela vossa cabecinha, é importante não comerem tudo o que lhes dão já mastigado... É a hora de se informarem, de uma vez, sobre o que propõe o famigerado AO... 

Traduzam-me isto para português, porque não sei em que língua está escrito:


"De início, o corretor da sala 3 assumia a função de corretor do corretor da sala 2, para depois passar a ser o corretor de todos, até do corretor da última sala que, confrontado com a situação, esboçou um sorriso."



Lindo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Argumento irrebatível para "desaplicar" o AO


1. A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 8/2011, de 25-1, mandou aplicar o AO à Administração Pública e a todas as publicações no Diário da República (DR), a partir de 1-1-2012, bem como ao sistema educativo, a partir de Setembro de 2011. Ou seja, a RCM antecipou o fim do prazo de transição (17-9-2016) em 4 anos e 9 meses (!) para a Administração e DR, e em 5 anos para o ensino.
É curioso verificar que a "fonte de obrigatoriedade" no nosso país de "aplicação" do AO seja um "regulamento administrativo" independente, flagrantemente inconstitucional a título orgânico (invade a reserva de lei da AR - art. 165/1, b), da Constituição (CRP)) e formal (não é um decreto regulamentar - art. 112/6).
A RCM é aplicável às publicações no DR. Ora, a RCM nunca deverá ser aplicada a actos de órgãos de pessoas colectivas que exercem outras funções jurídicas do Estado diversas da f. administrativa, sob pena de incorrer o grave vício de usurpação de poderes. A RCM não deveria ter sido aplicada nem à AR (exerce a função (f.) legislativa e a política), nem ao PR (f. política), nem aos tribunais (f. jurisdicional); nem a privados (com excepção das escolas particulares).
2. A maioria das normas do AO e das Resoluções que o implementam são inconstitucionais.
As pessoas que se queiram informar poderão ver as minutas (funcionários públicos, professores, pais e encarregados de educação, autores, particulares), no grupo "Em aCção contra o AO", a que convido todos os anti-acordistas a aderir.
3. Em todo o caso, porque explicar as razões de inconstitucionalidade a não juristas pode levantar dúvidas aos superiores hierárquicos, etc., há uma forma, muito simples e eficaz de uma pessoa se eximir a uma "ordem de aplicação" do AO.
Lendo a petição, disponível no grupo "Em aCção contra o AO" do Facebook, fica comprovado cientificamente que o AO é violado: 1) pelo conversor "Lince" (oficial, criado pela RCM); 2) pelos restantes instrumentos: Vocabulário Ortográfico do Português (VOP); pelos correctores privados, v. g., da Porto Editora, etc.; e ainda o VOLP brasileiro de 2009 (foi intentada uma acção popular no Brasil, por violar o AO).
Este argumento, de o AO ser violado por todos os instrumentos de alegada "aplicação", é irrebatível, demonstrando as contradições de quem é "acordista", mas, ao tentar sê-lo, viola o próprio AO.
Logo, ninguém pode utilizar os instrumentos aludidos, sob pena de ilegalidadesui generis, por violação do tratado internacional do AO.
Basta alegar isto, para que qualquer pessoa se possa eximir à "aplicação" do AO: não se pode "aplicar" o AO violando-se o próprio AO...
Com tanto mais razão, se uma pessoa for favorável ao AO ("acordista"), então é que não pode mesmo utilizar o "Lince" nem os correctores; pois estaria a atraiçoar o AO.
4. A utilização do "Lince" viola regras elementares de citação das obras, adulterando a sua ortografia original. Viola também o direito ao nome (por ex., o apelido "BaPtista" é mudado para "Batista").
O VOP também viola o AO (v. audição de Vasco Teixeira, da Porto Editora, no Grupo de Trabalho de Acompanhamento do AO, na 8.ª Comissão da AR).
5. Note-se que o AO difere do que designo por "acordês"; ou seja, dos instrumentos que, alegadamente, o "aplicam", mas que, na verdade, o violam. A "criatura" rebela-se contra o criador.
O exposto deve-se às debilidades científicas na base do AO (o "critério da pronúncia"; a propalada aproximação da linguagem escrita à linguagem oral, obsoleta desde os anos 60), que geram discrepâncias, na prática, entre as várias formas de grafar um lema; e também devido às facultatividades, que o "Lince", por ex., não reconhece como válidas.
6. Em conclusão, exercer o direito-dever (por parte de entidades públicas) de não aplicar normas inconstitucionais, bem como o direito de resistência (por parte dos particulares - art. 21.º da CRP) podem ser muito facilmente exercidos.

 

 IVO MIGUEL BARROSO