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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Epopeia de Luís de Camões


A epopeia clássica

Camões escreveu Os Lusíadas sob a forma de narrativa épica ou epopeia, forma muito utilizada na Antiguidade Clássica e que Camões conhecia bem.


Definição de epopeia

Uma epopeia, forma literária da Antiguidade Clássica, define-se como uma narrativa, estruturada em verso, que narra, através de uma linguagem cuidada, os feitos grandiosos, de um herói, com interesse para toda a humanidade.

Aristóteles, filósofo grego que viveu durante o séc. III a. C., descreveu os requisitos necessários à composição de uma epopeia:

· Protagonista = Herói


· Acção
-unidade
-variedade
-verdade
-integridade


· Narração in medias res


· Intervenção do maravilhoso/sobrenatural


· Estrutura externa: Narrativa em verso


· Estrutura interna:
- proposição
- invocação
- dedicatória
- narração


· Inserção de considerações do poeta no texto

A epopeia de Luís de Camões

Ao analisarmos Os Lusíadas, e depois de conhecermos os elementos constituintes de uma epopeia, concluímos que Camões segue, em muitos aspectos, o modelo clássico apresentado.

Protagonista – O herói d’ Os Lusíadas é um herói colectivo e não individual, como nas antigas epopeias. O povo português é o protagonista desta epopeia, “o peito ilustre lusitano”, simbolicamente representado por Vasco da Gama, que, ao narrar a historia da pátria ao rei de Melinde, revela a heroicidade do seu povo.

Acção A acção d’ Os Lusíadas é plena de heroísmo, pois narra a descoberta do caminho marítimo para a Índia, um acontecimento com interesse universal. A acção d’ Os Lusíadas apresenta quatro qualidades:



- unidade: é um todo harmonioso, todos os factos estão intrinsecamente ligados;

- variedade: apresenta grande variedade de episódios: mitológicos, bélicos, líricos, naturalistas e simbólicos;

- verdade: o assunto é quase na totalidade real, com alguns momentos de verosimilhança;

- integridade: a narrativa pode ser dividida em três momentos determinantes – introdução ( Canto I, estrofes 1 a 18), desenvolvimento ( Canto I, estrofe 19, a Canto X, estrofe 144) e conclusão (Canto X, estrofes 145 a 156).

Narração – In medias res (a meio da acção)

No inicio da narração (estrofe 19, Canto I), a acção apresenta-se numa fase adiantada, in medias res –“Já no largo Oceano navegavam”; mais adiante, através de uma analepse, narram-se os preparativos da viagem, as despedidas em Belém, o discurso do Velho do Restelo e a partida para a Índia (Canto IV).

Maravilhoson’Os Lusíadas há intervenção de entidades sobrenaturais pagãs, os deuses venerados na civilização greco-latina, que favorecem os portugueses – adjuvantes, como Júpiter e Vénus – ou os que prejudicam – oponentes, como Baco, que se revela o principal opositor dos marinheiros. Trata-se do maravilhoso pagão.

Há também súplicas feitas a Deus, à “Divina Providência”. Trata-se do maravilhoso cristão.

Estrutura InternaOs Lusíadas dividem-se em quatro partes:


- Proposição: o poeta expõe os seus objectivos (Canto I, estrofes 1 a 3);

- Invocação: Camões pede inspiração às Tágides (ninfas do Tejo) (Canto I, estrofes 4 e 5);

- Dedicatória: o poeta dedica a sua obra ao rei D. Sebastião (Canto I, estrofes 6 a 18);

- Narração: a acção é iniciada in medias res (Canto I, estrofe 19 até ao fim).

Estrutura ExternaQuanto à estrutura externa, o poema está dividido em dez cantos, com o total de 1102 estrofes. As estrofes são oitavas, os versos são decassilábicos. Predominando o verso heróico. A rima é cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos: abababcc.

Considerações do Poeta Camões faz algumas intervenções na narrativa, sobretudo no início e no final dos Cantos, mas são reduzidas.


A Mena na cozinha

Bacalhau com Coentros

300 g de batata frita palha
azeite
2 cebolas
6 dentes de alho
3 postas de bacalhau demolhado
2 colheres de sopa de farinha
6 dl de leite
sal
pimenta
noz moscada
4 colheres de sopa de coentros picados
100 g de queijo ralado em fios


Corte as cebolas e os alhos em rodelas finas e leve a cozer em azeite. Retire as peles e espinhas ao bacalhau, embrulhe num pano e esfregue para desfiar. Junte o bacalhau à cebolada e deixe estufar um pouco.

Polvilhe com a farinha, mexa e regue com o leite. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada e deixe cozer, mexendo, até engrossar um pouco. Junte os coentros picados e metade do queijo em fios e misture com a batata frita.

Deite num tabuleiro previamente untado com azeite, polvilhe com o restante queijo e leve a gratinar no forno.



Acompanhe com salada.



Desafio e prémio


Este prémio foi-me oferecido por esta menina simpática. Obrigada!


SETE PECADOS CAPITAIS

A Sónia desafiou-me, assim aqui ficam as…

Minhas respostas:

Gula - Gosto de comer, quando tenho fome. Logo este pecado não tenho: “como para viver, não vivo para comer”. A gula representa também o desejo insaciável do ser humano de ter sempre mais do que já tem e precisa.

Avareza – Este pecado não tenho também, talvez o contrário: não ligo muito para o dinheiro, basta-me ter o suficiente... "A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda."

Inveja – Coisa feia: a inveja. Não tenho. A palavra inveja tem origem no étimo latino "invidere" que significa "não ver".

Ira – Por vezes, muito raramente, só quando me tiram do sério, mesmo! Mas também passa depressa.

Soberba - O termo provém do latim superbia. É um sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas. E não, não sou! Puxa, estou quase me sentindo um “anjinho”.

Luxúria - A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes, sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. O que é de mais, enjoa!

Preguiça – O caminho dos preguiçosos é cheio de obstáculos, ao passo que o do diligente não tem quaisquer embaraços.” (Franklin , Benjamim) Preguiçar um pouquinho, até que nem é mau de todo, mas tudo com conta, peso e medida!


Passo o desafio a todas as meninas e meninos que quiserem responder. Vou, pessoalmente, convidar-vos! Esperem, então, pela minha visitinha!


Trabalhito: mala para criança




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os géneros narrativos: a Epopeia

Os Géneros Narrativos: a Epopeia

A Epopeia, a que também se chama poema épico, é talvez um dos géneros narrativos mais antigos, tendo raízes anteriores à escrita. As epopeias mais famosas são:

  • A Ilíada - A cólera de Aquiles, como se anuncia desde o primeiro verso, é o motivo central da epopeia do poeta grego Homero. A acção da Ilíada situa-se no nono ano depois do começo da guerra de Tróia, travada entre gregos e troianos, que duraria um ano mais, e abarca no conjunto cerca de 51 dias.
  • A Odisseia também de Homero relata as aventuras de Ulisses no seu regresso a casa, depois da Guerra de Tróia.
  • A Eneida de Virgílio conta a fundação de Roma pelo herói Eneias.
  • Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões narra a viagem de Vasco da Gama à Índia (descoberta do caminho marítimo para a Índia) e a História de Portugal.

Durante a Idade Média, foram escritos grandes poemas épicos mas, não correspondendo à epopeia clássica (presença de deuses da Antiguidade Clássica...), foram denominados Canções de Gesta. Duas das mais famosas são a Canção de Rolando ou o Cantar de Mio Cid.

Também no Renascimento, houve muitos autores que cultivaram este género. A Divina Comédia de Dante, por exemplo, é uma epopeia que narra uma viagem ao "submundo" cristão (o Céu e os Infernos). Não é, no entanto, uma Epopeia Heróica, como é o caso de Os Lusíadas, já que não explora os feitos heróicos de um herói, é sim uma Epopeia Didáctica ou Epopeia Filosófica.

A epopeia é, basicamente, uma narrativa em verso. O seu objectivo é exaltar a grandeza e a glória de actos, eventos e personagens, pelo que recorre a um estilo elevado, com recurso a abundantes figuras de estilo. Obedece ainda a um cânone (conjunto de regras) rígido. Eis as características determinantes da epopeia clássica:

  • Estrutura Interna:
    • Proposição - o poeta anuncia o tema que pretende tratar e define o objecto da matéria épica.
    • Invocação - o poeta dirige-se a uma entidade divina, pedindo-lhe que o inspire na composição do poema ou que o instrua sobre os acontecimentos da acção.
    • Dedicatória - surge tardiamente; era dirigida a um mecenas que protegia o poeta.
    • Narração - corresponde ao relato dos acontecimentos da acção; inicia-se in media res (a meio da acção).

  • Elementos Determinantes:
    • Acção - deve ser una, mas incluir vários episódios que se relacionem intimamente com a acção principal, enriquecendo a epopeia.
    • Personagens - o protagonista é de alta estirpe social e deve revelar um alto valor moral.
    • Maravilhoso - deve sempre possuir um plano mítico, ou heróico, recorrendo-se à mitologia.
    • Estilo e Versificação - estilo elevado e grandiloquente, adequado à majestade da matéria tratada.




Bacalhau no forno com molho de coco

1 colher (sopa) de manteiga

4 postas de bacalhau

orégãos a gosto

batatas cortadas às rodelas


Molho

1 cebola pequena picada

sal

1 dente de alho

pimenta

0,5 dl de azeite

1 chávena (chá) de molho de tomate

1 frasco / lata de leite de coco

1/2 chávena (chá) de vinho branco


Lave bem o bacalhau e leve-o ao lume num tacho com água. Deixe ferver por uns minutos, mas não o deixe cozer completamente. Escorra e coloque-o num tabuleiro de ir ao forno untado com manteiga, junto com as batatas.

Molho

Leve ao lume num tachinho o azeite, o alho e a cebola e aloure. Adicione o molho de tomate e o vinho, tempere com sal e pimenta. Com a panela destapada, cozinhe em fogo brando por 10 minutos. Retire do fogo, junte o leite de coco e mexa bem.

Pulverize o bacalhau com orégãos, cubra com o molho e leve ao forno por 20 minutos ou até que as batatas fiquem cozidas.

Sirva com uma boa salada mista.
Bom apetite!


Trabalhito:
porta-chaves


Prémio Pedagogia do Afecto


Ganhei este prémio da minha amiga Sabrith. Obrigada pelo carinho, amiga!
Prémio Pedagogia do Afecto.
Este é um presente para os blogues que transmitem mensagens de amor, carinho, amizade.
Não precisa, necessariamente, ser um blogue com conteúdo voltado para educação.



Ao receber esse troféu deve-se...
1- Oferecer a 10 blogues que tem compromisso e afecto a educação.
2- Deve exibir a imagem do selo do troféu em seu blog que é o premio.
3- Deve linkar o blogue pelo qual você recebeu a indicação.
4- Deixar comentário nos blogues seleccionados permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou.
a
Já que falamos de um prémio de afecto, acho justo premiar os que sempre passam por aqui, demonstrando carinho e afecto no meu cantinho...

Raquel
Paula
Beatriz
Siry
Eunice
Paula
Elsa
Mell
MarinaeBrunaartes
Cassilda