Mostrar mensagens com a etiqueta rec. - Mousse de Lima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta rec. - Mousse de Lima. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Lágrimas

Quinta das Lágrimas
(Um passeio a Coimbra - retalhos)

Coimbra é a terra dos amores de Pedro e Inês. Os "saudosos campos do Mondego" e os arvoredos da Fonte dos Amores terão sido o palco dos seus encontros secretos.

Após a morte de D. Constança, Pedro e Inês passaram a viver no Paço régio, situado junto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Nele terão nascido os três filhos: os Infantes D. Pedro e D. Dinis e a Infanta D. Beatriz.

A Quinta das Lágrimas foi construída no século XVIII, mas, devido a um incêndio, apresenta arquitectura do século XIX. Foi o cenário dos amores proibidos do príncipe D. Pedro e D. Inês de Castro, dama de companhia de sua mulher D. Constança. Diz a lenda que foi na Quinta das Lágrimas que D. Inês chorou pela última vez, enquanto era trespassada pelos punhais dos fidalgos a quem o rei Afonso IV ordenara a sua morte. As lágrimas então derramadas inspiraram Luís de Camões a criar o nome de Fonte das Lágrimas ou Fonte dos Amores e muitos outros escritores a consagrar o amor eterno de Pedro e Inês.

(…)

“Vós, ó côncavos vales, que pudestes

A voz extrema ouvir da boca fria,

O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,

Por muito grande espaço repetistes!”

(…)


“As filhas do Mondego a morte escura

Longo tempo chorando memoraram,

E, por memória eterna, em fonte pura

As lágrimas choradas transformaram.

O nome lhe puseram, que inda dura,

Dos amores de Inês, que ali passaram.

Vede que fresca fonte rega as flores,

Que lágrimas são a água e o nome Amores!”


Inês é assassinada e todos os elementos da Natureza reflectem esta morte (típico das produções líricas renascentistas): o sol esconde-se; os vales reproduziram em eco o último sopro de vida de Inês que continha o nome do seu amado; e as ninfas do Mondego choraram durante muito tempo e estas lágrimas perpetuaram-se na Fonte da Lágrimas (na Quinta das Lágrimas, em Coimbra).

As ninfas do Mondego haviam testemunhado esta linda história de amor, pois foi nos saudosos campos do Mondego que Inês e Pedro se terão visto pela primeira vez; e nos arvoredos da Fonte dos Amores que terão tido os seus encontros secretos. Reza também a lenda que o sangue que a amada de Dom Pedro derramou está, ainda hoje, gravado numa rocha. Todavia, de acordo com os especialistas, a cor avermelhada que podemos constatar na rocha deve-se à presença de uma alga, a Hildenbranthiarosea. No entanto, muitos preferem ignorar a explicação científica para que o mito não perca o seu fantástico e maravilhoso.

Se quiserem saber mais, vejam aqui!

O Jardim da Quinta das Lágrimas foi idealizado no século XIX, seguindo uma tendência da época, a da constituição de uma espécie de Museu Vegetal, onde estariam representadas espécies de todo o mundo. A sua flora forma um conjunto de tal maneira rico e diversificado que se equipara em raridade e exotismo aos mais completos jardins botânicos.

Hoje, no Palácio da Quinta das Lágrimas, está instalado um hotel de luxo.




Fonte dos Amores

Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...


E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!


E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...


E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca


Lágrima de preta


Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

Recolhi a lágrima

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

António Gedeão


Mousse de Lima

1 lata de leite condensado
2 limas
3 iogurtes naturais
1 raminho de hortelã



Mistura-se o leite condensado com a raspa das limas.

Junta-se, seguidamente, o sumo das mesmas.

Mexe-se muito bem, até formar um creme espesso.

Por fim, adicionam-se os iogurtes. Mistura-se tudo muito bem. Leva-se ao frigorífico.

Na hora de servir, enfeita-se com um raminho de hortelã e/ou rodelas de lima.


Trabalhinhos: um presente para a minha amiga Maria João.