Andava a arrumar papéis e papelinhos, livros e livrinhos, pastas e pastinhas e no meio da confusão, deparei-me com Miguel Torga. Olhei-o de frente, virei-o, afaguei-o e... não resisti!... Sentei-me no meio da papelada e abri o livro, saiu-me este poema na rifa, decidi logo partilhá-lo convosco, dada a sua actualidade.
Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
Este grande escritor e poeta do século XX, nasceu em 1907. Adolfo Correia Rocha adoptou posteriormente o pseudónimo Miguel Torga. Segundo consta na Wikipédia, "Miguel" para homenagear Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno (poeta e filósofo espanhol), enquanto "Torga" (urze) é um arbusto que cresce nas montanhas do norte. Morreu há 14 anos.
A Mena na cozinha
Iogurte
Iogurte
1l de leite meio gordo
1 iogurte e meio (cerca de 175g) natural
Trabalhitos:
Miminhos
Estes miminhos foram-me oferecidos por estas meninas: maria-cusca.blogspot.com, frufrusdasabrith.blogspot.com e acolmeiadaabelha.blogspot.com
Aqui ficam para todas as minhas amigas que me visitam e deixam sempre uma palavra amiga.