Quando fui entregar os exames, estacionei o carro ao lado de um infantário. A pequenada fazia uma roda e cantava. Parei e pus-me a olhar para a alegria contagiante daqueles bibes aos quadradinhos miúdos que esvoaçavam com o movimento da roda. As suas vozes cristalinas e alegres cantavam uma canção que já não ouvia há muito tempo. De vez em quando, as crianças largavam as mãos dos colegas e ensaiavam um voo. Isto acontecia quando a letra da canção se proporcionava. Logo voltavam a dar as mãos e rodopiavam felizes ao som das suas vozes pequeninas, mas muito melodiosas. Pouco depois, eram flores que cresciam e se agitavam ao vento… A seguir, os gestos mostravam uma guerra em que não queriam participar e que condenavam veemente… Pouco depois, continuando sempre a cantar e a gesticular, aproximaram-se da educadora que lhes deu raminhos de espiga e com gestos frenéticos acenavam o símbolo do pão e cantavam, cantavam… Aquela alegria, aquele empenho, aqueles gestos transportaram-me para tempos idos e quase esquecidos… As suas vozes pareciam agora vir de muito longe e não eram crianças que cantavam, era um povo cheio de esperança, sedento de liberdade, de paz… Mas, logo despertei…
Um rapazinho de caracóis loiros que brilhavam como o sol desatou a correr na minha direcção, acenou-me com a espiga e perguntou-me:
- Queres pão?
Respondi-lhe que sim e ele ofereceu-me a espiga, fazendo-a passar pelos quadrados do gradeamento, explicando com uma vozinha meiga que a Fátima (a educadora) lhe dissera que a espiga era o símbolo do pão. Concordei e logo se afastou a correr e a cantarolar. Acenei e afastei-me, não podia chegar atrasada.
Pouco depois, ao atravessar o corredor que me levaria à sala 12, encontrei uma colega que, apontando para a espiga, me disse a sorrir:
- O Dia da Espiga já passou!
Olhei para ela e disse, abanando o raminho:
- Ah! É o pão que me deu o Sol!
Eis a canção que a criançada cantava!
Somos Livres
Música, letra e interpretação de Ermelinda Duarte
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.
Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa,
esta terra, hoje nossa
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer,
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

2 tomates maduros
4 batatas
2 cebolas
2 dentes de alho
1/2 de pimento vermelho
1/2 de pimento verde
5 dl de azeite
1 colher de sopa de conhaque
1 dl de vinho branco
25 g de manteiga
1 folha de louro
1 malagueta grande
sal
salsa
Regue com o azeite, o conhaque e o vinho. Por último, junte a manteiga. Feche a cataplana e cozinhe em lume brando, durante 30 minutos.
Se preferir, substitua a malagueta por pimenta. Quando colocar os ingredientes, se gostar, adicione 150 g de toucinho fumado, cortado aos pedacinhos.
Este abraço foi-me dado por esta menina!Aqui fica para quem quiser um abraço apertadinho cheio de carinho,
Mena
How Perfect is Your Life?
Your Life is 78% Perfect Your life is pretty darn perfect. You don't have much to complain about. Of course, your life is occasionally less than perfect. But you're usually too happy to notice.