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sábado, 20 de junho de 2015

A Rita na cozinha - Salada Primavera


Com o calor, preferimos uma saladinha! E faz-se com o que tivermos em casa. A mistura de sabores é, por vezes, uma incógnita. E há sempre quem torça o nariz! Mas... e ainda bem que há sempre um mas: Hummmm! Isto sabe mesmo bem! Morangos, pepino, hortelã, flores comestíveis... 

sábado, 29 de maio de 2010

"We are so different... but still we are the same."




Aqui ficam mais umas fotos do nosso passeio com as meninas lituanas.
Elas ficaram encantadas com o nosso mar "Atlantic Ocean, the second largest of the earth's four oceans and the most heavily traveled. Only the Pacific Ocean is larger." Agradeceram a informação e exclamaram "it's so beautiful!"

Este intercâmbio cultural, inserido no Programa COMENIUS, visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação, desde o ensino pré-escolar até ao secundário, bem como dos estabelecimentos e organizações que oferecem esses mesmos níveis de ensino, de modo a atingir todos os intervenientes e agentes da actividade educativa.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:
· Desenvolver o conhecimento e sensibilizar os jovens e o pessoal educativo para a diversidade e para o valor das culturas e das línguas europeias;
· Ajudar os jovens a adquirir as aptidões e as competências básicas de vida, necessárias ao seu desenvolvimento pessoal, à sua futura vida profissional e a uma cidadania europeia activa.

OBJECTIVOS OPERACIONAIS:
· Melhorar em termos qualitativos e aumentar em termos quantitativos a mobilidade de alunos e de pessoal educativo nos diferentes Estados-membros da União Europeia;
· Melhorar em termos qualitativos e aumentar em termos quantitativos as parcerias entre escolas de diferentes Estados-membros da União Europeia, pretendendo-se a participação de, pelo menos, três milhões alunos em actividades educativas conjuntas, durante a vigência do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida (2007-2013);
· Incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras modernas;
· Apoiar o desenvolvimento de conteúdos, serviços, pedagogias e práticas inovadoras, com base no uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), no domínio da aprendizagem ao longo da vida;
· Reforçar a qualidade e a dimensão europeia da formação de professores;
· Apoiar a melhoria dos métodos pedagógicos e da gestão das escolas.









A palavra poética

As palavras

São como cristal,

as palavras.

Algumas, um punhal,

um incêndio.

Outras,

orvalho apenas.


Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos,

as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,

leves.


Tecidas são de luz

e são a noite.

E mesmo pálidas

verdes paraísos lembram ainda.


Quem as escuta? Quem

as recolhe, assim,

cruéis, desfeitas,

nas suas conchas puras?





Eugénio de Andrade


Este poema é constituído por quatro estrofes, duas sextilhas e duas quadras. Existe apenas uma rima cruzada, pobre e consoante. Todos os outros versos são soltos ou brancos. O poema divide-se em duas partes: a primeira constituída pelas primeiras três estrofes e a segunda pela última. Na primeira parte, o sujeito poético descreve as palavras e na última põe uma série de interrogações – perguntas retóricas - chamando a atenção do leitor para o seu papel de descodificador.

As palavras são comparadas com um cristal, pois estas, como os cristais, podem adquirir vários significados (polissemia), podem ser claras, transparentes, belas, brilhantes... são “multifacetadas”. As palavras são ainda identificadas com um punhal, significando toda a agressividade, dor e sofrimento que podem carregar; um incêndio, pois podem queimar, destruir; e finalmente como orvalho “apenas”, palavras suaves capazes de despertar a calma, a brandura, o amor.

As palavras, diz na segunda estrofe, são essenciais na comunicação entre os seres humanos e intemporais, pois têm carregado através dos tempos as histórias e os segredos dos homens. Mas as palavras também causam insegurança e agitam as pessoas, fazendo-as estremecer como os barcos, que agitam as águas e os beijos que também fazem estremecer.

Na terceira estrofe, o sujeito lírico atribui algumas características às palavras: desamparadas, inocentes e leves. São características que conferem alguma fragilidade às palavras, mas não nos devemos esquecer que as palavras podem ser usadas de várias formas, com vários tons, uma palavra “leve” e “inocente” pode ofender, caluniar... “Tecidas são de luz / e são a noite” - esta metáfora antitética alerta-nos para a conotação das palavras: há palavras que surgem cobertas de luz, são claras, transparentes, mas estas mesmas palavras podem também ser a noite, podem ser negras, escuras, sombrias. “E mesmo pálidas / verdes paraísos lembram ainda”- nestes versos, o eu lírico afirma que as palavras podem não ser intensas nem coloridas, mas ainda assim podem ser aprazíveis e alegres, lembrando o paraíso.

O poema termina com duas interrogações retóricas. O sujeito poético chama assim a atenção do leitor, dizendo-lhe que deve interpretar as palavras de acordo com a sua experiência de vida, com o seu modo de sentir, é o leitor que vai receber as palavras nas suas conchas puras, atribuindo-lhe um sentido.

Figuras de estilo presentes no poema:

- comparação: “São como um cristal, as palavras.” ;

- metáfora – “Secretas vêm, cheias de memória. Inseguras navegam (…).”, “Tecidas são de luz”, “ (…) são noite.”;
- antítese – “Tecidas são de luz e são noite.”;

- enumeração – “(…) cruéis, desfeitas (…).”, “Desamparadas, inocente, leves (…)”;

-interrogações retóricas – Quem as escuta? Quem as recolhe (…) nas suas conchas puras?”.

- hipérbato – “São como um cristal, as palavras.”






Trabalhinho: brincos feitos pela minha filhota.




A Mena na cozinha

Salada Primavera

Queijo
1 lata de jardineira
1 vermelho
pepinos de conserva
1 lata de cogumelos laminados
3 ovos cozidos
3 latas de atum
sal
pimenta

Justé trouxe-nos também este queijo, que segundo ela é o mais famoso do seu pais. Nós não gostámos! Não tinha qualquer sabor. Solução, utilizá-lo com outros ingredientes para o comermos, pois não gosto de estragar comida. Assim, parte dele foi empregue nesta receita e o resto temperámos com sal, pimenta, orégãos e um fiozinho de azeite. E ficou muito melhor, muito melhor mesmo!


Coloque num escorredor a jardineira, os cogumelos laminados, o pimento e o queijo cortados em cubos, os pepininhos às rodelas.

Corte os ovos cozidos em pedaços pequenos e desfaça o atum, juntando tudo ao preparado anterior. Tempere com sal e pimenta. Envolva bem todos os ingredientes.

Enfeite e tempere com azeite e vinagre ou com maionese (se preferir).
Bom apetite!


segunda-feira, 23 de junho de 2008

"São João dá cá um balão para eu brincar!"



SÃO JOÃO DO PORTO

São João do Porto, eremita natural do Porto, (séc. IX), viveu na região de Tuy, tendo sido aí sepultado. No séc. XVII ainda se conservavam, naquela cidade, as sua relíquias, de grande veneração entre os fiéis, que acreditavam que São João os salvaria das febres. Diz a tradição que a cabeça de São João do Porto foi trazida pela Rainha Mafalda no séc. XII, para a Igreja de São Salvador da Gandra e que parte dessa relíquia teria sido levada para a capela da " Santa Cabeça", na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, na Cidade do Porto. A sua festa é celebrada a 24 de Junho, porque o seu culto foi completamente absorvido pelo de São João Baptista, cujo nascimento ocorreu também no dia 24 de Junho e a quem o povo dedicou forte devoção e grandes festas, mantendo-se ainda hoje muito viva a tradição das fogueiras de São João.

São João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente, nada se encontra combinado, a festa vai-se preparando discretamente durante o dia. O jantar é constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco grelhados, qualquer dos pratos bem acompanhado de óptimas saladas e regado com vinho verde ou cerveja. Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando as rusgas de São João. Antigamente, as pessoas muniam-se de alhos-porros e molhos de cidreira, actualmente as armas são martelos de plástico, duros e ruidosos que já fazem parte da tradição. O São João do Porto é uma festa em que ricos e pobres convivem durante toda a noite. A festa estende-se pelos vários bairros, onde as várias comissões organizadoras mantêm bailes animados até altas horas da madrugada. No tempo áureo do alho-porro quem chegasse ao Porto, vindo de fora, estranharia o odor espalhado pela cidade: por todo o lado cheirava a alho.

Nos dias de hoje, o São João espalhou-se por toda a cidade, vai às discotecas, aos pubs e aos restaurantes.
Mas há tradições que ainda se mantêm: a venda de manjericos em barracas ou espalhados pelo chão, as tendas das fogaças, as farturas, o algodão doce, as pipocas, as barracas da sardinha assada e dos comes e bebes. Os matraquilhos, os carrosséis, as pistas dos carros, as tendas de venda das louças de barro, das cutelarias, o tiro ao alvo e as tômbolas. Durante toda a noite, centenas de balões são lançados ao céu e muito fogo-de-artifício é queimado, mas o mais bonito é à meia-noite. No fim, já pela manhã é ver os foliões a entrar nas padarias à procura do pão acabado de cozer, ainda quentinho para confortar as barrigas antes de um merecido descanso.

Tradições do São João

Beja:

Numa tábua, fazem-se 12 montinhos de sal, aos quais se dão os nomes dos meses.
Passa-se depois a tábua pelo fumo de uma fogueira e deixa-se ficar toda a noite ao relento.
Antes de o sol nascer, examina-se a tábua: os montinhos de sal que estão mais húmidos correspondem aos meses em que choverá mais.

Trás-os-Montes

As raparigas cortavam as pontas do cabelo e, antes de nascer do Sol, colocavam-nas sobre uma silva mansa. Acreditava-se que esta prática fazia com que as pontas não voltassem a espigar.

Lisboa

Na noite de São João, a rapariga que quiser conhecer o seu futuro noivo, deverá pôr a mesa com pratos, talheres e comida para dois. À meia-noite, quando começar a comer, no lugar vazio, vislumbrará a figura do futuro noivo.

Algarve

Segundo a tradição local, enquanto as raparigas dançavam em redor de um mastro enfeitado com madressilva e flores de São João, os rapazes e as crianças saltavam a fogueira. Os rapazes para se tornarem homens adultos e as crianças para ficarem protegidas das doenças.
As mães passavam por cima das chamas as crianças doentes ou fracas e todos deveriam dizer, quando saltavam a fogueira:

"Fogo no sargaço,
saúde no meu braço.
Fogo no rosmaninho,
saúde no meu peitinho."

A noite de São João é considerada mágica desde a Idade Média. Diz-se que as "mouras encantadas" deixam a forma de cobras, com que vivem todo o ano, e vêm à tona da água com figura humana.
Na madrugada de São João, vão as mouras estender os seus tesouros à orvalha do campo. Esses tesouros ficam aí encantados sob a forma de figos. Se alguém passar e apanhar os figos, mas não os comer, estes transformar-se-ão em tesouros verdadeiros.
Se a pessoa os apanhar e os comer, estes reduzir-se-ão logo a carvão.


Salada Primavera

Alface
Pimento vermelho assado
Cenoura
Milho
Ovos
Atum
Ananás
Queijo
Tomatinhos
Azeitonas
Maionese


Migue a alface como se fosse couve para o caldo verde, mas mais grossa. Corte os pimentos às tiras. Rale a cenoura. Junte tudo numa saladeira e acrescente o milho.

Corte os ovos aos pedaços e desfie o atum, juntando ao preparado anterior.

Junte o ananás aos pedacinhos, bem escorrido.

Por fim, acrescente o queijo ralado. Misture tudo. Junte a maionese e envolva tudo levemente.

Enfeite com gomos de ovo, tomatinhos, azeitonas e ananás.



Miminho

Este miminho foi-me oferecido por esta menina.

Aqui fica para quem quiser levar!

Trabalhos:
Toalha toda em renda, feita em parceria com a minha mãe.


Brincos feitos pela minha filhota.