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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Saudade e presentes



Saudade


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.



Presentes

Hoje, recebi estes presentinhos:
1. Este paninho foi-me oferecido pelo Natal pela minha cunhada. Não tinha muita graça, mas eu pensei logo em fazer algo... Assim, pedi à minha mãe que fizesse esta rendinha à volta, em croché, e, como vêem, já tem outro aspecto. Mas não vai ficar só assim... mas... não... não vou contar o que pretendo fazer... depois... mostro...

2. Começámos, eu e o meu marido, no início desta semana a fazer cerca de meia-hora de ginástica no nosso mini-ginásio, seguida de um passeio a pé, aqui pela aldeia. O percurso é bem agradável, porque a vista é explendida e há muito verde, muitas zonas protegidas... ruas ladeadas de amoras saborosíssimas que me tintam as mãos, árvores, muitas árvores... e... muito... muito ar puro. No trajecto, passamos pela casa do nosso vizinho bombeiro e, dali, não saímos tão depressa como desejaríamos! Ele insiste em nos mostrar a sua horta: os tomateiros, as macieiras, as ginjeiras, as cerejeiras, as pereiras, as videiras, o abacateiro, os pessegueiros, as ameixoeiras, as nogueiras, os castanheiros, as figueiras... o feijão-verde, as couves... o poço... Eu sei lá! Depois é também um óptimo conversador, fala sobre a sua experiência de vida, da sua antiga profissão, sobre pesca... temas não lhe faltam! É uma delícia ouvi-lo! No fim das longas conversas e de termos visto mais isto ou aquilo que se esquecera de mostrar no último dia, não nos deixa vir embora com as mãos a abanar: há sempre maçãs, pêras, abacates, pêssegos desta e daquela qualidade, ameixas de mil espécies e de mil sabores... e... hoje... que tínhamos de trazer tomates para pôr na arca, "muito bons, no Inverno, para fazer um arrozinho de tomate, uma caldeirada ou só para temperar", dizia-me ele, prosseguindo logo, desta vez, para o meu marido: "Ó vizinho, eu só dou o que não me faz falta, por isso leve, porque se me fizesse falta, não lhe dava! Ah, aí, podia bem tirar o cavalinho da chuva!"

A fruta que o vizinho nos deu, encheu a cesta que ficou linda!

Os tomates já estão lavadinhos, prontos para pôr na arca. Os nossos passeios têm sido, como se vê, bem agradáveis!


trabalhito:


Brincos


A Mena na cozinha

Gelatina de tangerina e de frutos silvestres

1 saqueta de gelatina de frutos silvestres
1 saqueta de gelatina de tangerina
10 folhas de gelatina incolor
2 folhas de gelatina vermelha
1 lata de leite condensado
2 dl de natas
3 dl de leite
óleo para untar a forma

Prepare as gelatinas como indica a embalagem e leve ao frigorífico em tabuleiros rectangulares ou quadrados. Quando estiverem solidificadas, corte-as em quadrados pequenos.

Coloque as folhas de gelatina a demolhar em água fria durante 5 minutos. Depois escorra-a e leve-a a derreter com o leite, em lume brando, sem deixar ferver.
Deite no liquidificador, o leite condensado, as natas e o leite com as folhas de gelatina derretidas, bata bem.

Unte uma forma com óleo, deite-lhe dentro camadas alternadas de gelatina de frutos silvestres e de tangerina e da mistura do leite condensado.

Leve ao frio até ficar bem solidificado.

Depois desenforme e sirva decorado a gosto.

Delicie-se!

Miminhos


Estes miminhos ficam aqui para quem os quiser levar. Agradeço à Ana Rodrigues e também à Maria Cusca!