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domingo, 21 de abril de 2013

domingo, 26 de fevereiro de 2012

let's play a while... Dia XXVI - Colour

Rosa vermelha


Rosa sem EspinhosPara todos tens carinhos,
A ninguém mostras rigor!
Que rosa és tu sem espinhos?
Ai, que não te entendo, flor!

Se a borboleta vaidosa
A desdém te vai beijar,
O mais que lhe fazes, rosa,
É sorrir e é corar.

E quando a sonsa da abelha,
Tão modesta em seu zumbir,
Te diz: «Ó rosa vermelha,
» Bem me podes acudir:

» Deixa do cálix divino
» Uma gota só libar...
» Deixa, é néctar peregrino,
» Mel que eu não sei fabricar ...»

Tu de lástima rendida,
De maldita compaixão,
Tu à súplica atrevida
Sabes tu dizer que não?

Tanta lástima e carinhos,
Tanto dó, nenhum rigor!
És rosa e não tens espinhos!
Ai !, que não te entendo, flor.


Almeida Garrett

domingo, 6 de março de 2011

Anjo És


Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.

Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrela;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não têm. - Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzebu?

Não respondes - e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?... - Lágrima? - Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá... De donde?
Em que mistérios se esconde
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?

Almeida Garrett

sábado, 20 de novembro de 2010

Garrett e o Romantismo




Garrett e o Romantismo


Apesar da educação clássica de que beneficiou, Garrett sofreu fortes influências românticas durante as suas estadas em Inglaterra e França (Lord Byron, Walter Scott, Victor Hugo…). Foi com a publicação do poema Camões que Garrett deu origem ao Movimento Romântico em Portugal. Este poema tem como base a história de Camões que tal como Garrett é um expatriado que sofre com o estado da nação. O grande projecto de Garrett era criar uma literatura nacional, procurando aliar a literatura culta com a popular. Para a concretização deste projecto, contribui em grande parte a restauração do teatro. Com o Romantismo, o teatro português sofreu um impulso decisivo ao serem criados por Garrett o Teatro Nacional e o Conservatório Real e incentivada a ideia de criação de um reportório que reflectisse as raízes nacionais.

O homem romântico vai explorar o que nele há de mais pessoal e íntimo. Exaltam-se os sentidos e tudo o que é provocado pelo impulso é permitido. Há um verdadeiro culto do “eu” interior em que o individualismo prevalece numa reacção ao racionalismo clássico. Em termos estéticos, o entusiasmo do autor romântico dirige-se para a paisagem agreste e virgem, na sua desordem natural. Da mesma forma, não idealiza o ser humano na sua perfeição, mas encara-o na sua realidade física e comportamental. O artista vê-se impossibilitado de realizar o sonho do “eu” e cai em profunda tristeza, solidão e frustração. A poesia fica ligada à vida cívica e torna-se acessível ao povo. Há uma exaltação de tudo o que é nacional e popular. Há um grande interesse dos românticos pelas origens e, por isso, retornam à Idade Média e cultivam os seus valores. O Romantismo é igualmente marcado pela independência criativa cultivada por Lord Byron que pretende mostrar um estilo de vida boémio e nocturno. Esta independência reflecte-se na recusa das formas poéticas, recorrendo ao verso livre e branco.


Valorização do “eu”

- intimismo

- Sentimentalimo

- Egocentrismo


Inovação estética

- “Locus horrendus”

- Homem na sua realidade total

- Pessimismo


Consciência histórica

- Democratização

- Nacionalismo

- Culto da Idade Média


Independência criativa

- Byronismo

- Liberdade de criação


O teatro romântico


O teatro romântico distingue-se do teatro clássico, não só pela selecção dos temas que privilegiam a história nacional, mas sobretudo pela liberdade da acção e pela naturalidade dos diálogos. O teatro romântico serve-se da prosa e da linguagem corrente, coerente com o grau de sabedoria da personagem, normalmente, de origem simples. As personagens do drama romântico são pessoas reais, por vezes, de origem humilde, cujos pensamentos e sentimentos conhecemos com grande naturalidade. Estas são capazes do mesmo sentido trágico que a nobreza e a sua sensibilidade é demonstrada de modo exacerbado. O nacionalismo é outra das características principais do Romantismo.


Linguagem

Prosa e linguagem corrente

- marcas de oralidade;

- vocabulário simples, coerente com a personagem.


Personagens

Personagem real

- demonstração de sentimentos;

- forte sensibilidade;

- personagens do povo.


Nacionalismo


A Mena na cozinha

Bifes com leite de coco

bifanas
dentes de alho
sal
pimenta
1,5 dl de leite de coco
azeite

Tempere os bifes com sal, pimenta e alhos às rodelinhas finas. Deite o leite de coco e deixe marinar durante uma hora.
Leve os bifes, ao lume, numa frigideira, com um pouco de azeite. Aloure-os de um lado e do outro e, por fim, deite a marinada. Deixe apurar.

Sirva com arroz da avó e maçã salteada com gengibre.
Bom apetite!


Trabalhinho:

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Almeida Garrett


Almeida Garrett

Almeida Garrett nasceu a 4 de Fevereiro de 1799 no Porto e, quando se deram as segundas Invasões Francesas, partiu com a sua família para os Açores, onde inicia a sua formação literária. Em 1816, ingressa na Universidade de Coimbra para seguir estudos de Leis. Começa a interessar-se pelos ideais políticos do liberalismo, quando surge a revolução de 24 de Agosto de 1820 e o novo regime instituído. Entrega-se fervorosamente aos ideais, mas é obrigado a exilar-se em Inglaterra. Aí contactou com o romantismo inglês e escreveu os poemas “Camões” e “Dona Branca” que se tornaram obras instauradoras do Romantismo em Portugal. Em 1826, regressa a Portugal, mas sofre novas perseguições e volta ao exílio em Inglaterra e depois em França. Desembarca na praia do Mindelo em 1832, participando como soldado no Cerco do Porto. A vitória liberal de 1836 faz com que entre definitivamente na vida política, fundando um jornal e tornando-se parlamentar. Ficou a seu cargo a organização de um Teatro Nacional, projecto que concretizou com grande sucesso. Contribuiu ainda para o espólio de peças teatrais portuguesas com as suas próprias obras: Um Auto de Gil Vicente, Dona Filipa de Vilhena, o Alfageme de Santarém, Frei Luís de Sousa. Garrett decidiu mais tarde dedicar-se inteiramente à criação literária. Morreu aos 55 anos com uma vida intensa, deixando um contributo inquestionável para o panorama da literatura e da cultura portuguesas.

Absolutismo

O absolutismo régio estabeleceu-se na Europa a partir da segunda metade do século XV. Um pouco por toda a Europa Ocidental, as Coroas assumiram-se cada vez mais como detentoras únicas do poder. (...) O absolutismo no nosso país atingiu o auge no século XVIII. Com D. José, o intervencionismo da Coroa é total, levando o absolutismo às últimas consequências, raiando mesmo o despotismo integral e intolerante. O rei, cujo poder ilimitado se dizia provir de Deus, legislava como entendia. Esta prática fez-se sentir em todos os domínios da vida política, desde problemas de grande importância nacional e internacional a problemas da vida quotidiana das populações.

Nem a Igreja escapava às garras deste poder. Só no período das Lutas Liberais (1820-1834) se iria pôr termo à monarquia absoluta em Portugal.

Liberalismo

Doutrina segundo a qual convém dar aos cidadãos as melhores garantias contra o arbítrio do governo, separando deste o poder legislativo e judiciário;

Dicionário de Língua Portuguesa, Porto Editora.

O liberalismo começou a ganhar terreno em Portugal quando o regime absolutista do antigo regime entrou em crise. Esta crise prendia-se com a manutenção da preponderância social da nobreza; o exacerbado protagonismo da colónia brasileira relativamente à metrópole; e o carácter "sagrado" da realeza portuguesa.

In Infopédia




Trabalhinho:


A Mena na cozinha

Marmelo assado


1 marmelo

1 colher de sopa de vinho do Porto

1 colher de chá de canela em pó

1 colher de sopa de açúcar

2 colheres de sopa de água


Coloque o marmelo numa taça de ir ao microondas com duas colheres de sopa de água.

Corte uma tampinha ao marmelo e deite, na cavidade, o açúcar, a canela e o vinho do Porto.

Leve ao microondas até ficar macio.


Delicie-se!