Bem-Vindos a este espaço! Aqui encontrarão retalhos da vida de uma mulher... Retalhos, porque a minha vida é isso mesmo... é composta por mil pedacinhos que se vão tecendo e juntando para construir uma teia, umas vezes mais colorida... outras mais sombria... Mas no fim, tudo se conjuga harmoniosamente...
A I, a nossa maestrina, foi "Brincar com a música" com os meninos do Jardim de Infância. Foi mais uma actividade dinamizada pela nossa Biblioteca. As crianças gostaram da iniciativa e pediram que voltássemos.
Aqui ficam algumas fotos desta actividade!
A brincadeira começou com o "Voo do Moscardo" de NikolayRimsky-Korsakov.
E depois foi a roda ao som da música escolhida e os gestos para ilustrar a letra da canção...
Brincaram com a música até caírem exaustos? Não. Estava na hora de ir....
Análise do conto “A LUAVEZINHA”
Tipos de discurso
Propriedades do Discurso Directo
Dissocia duas situações de enunciação (a citante e a citada);
É marcado, geralmente, pela presença de verbos relatores (dizer, afirmar, exclamar, etc.);
Na ausência de verbos relatores, é assinalado por recursos gráficos (dois pontos, travessão ou aspas);
Veicula muitas vezes marcas que contribuem para a caracterização do enunciador (classe social a que pertence, origem geográfica, etc.);
Funciona como uma citação, veiculando os valores de autenticidade, seriedade e objectividade.
Propriedades do Discurso indirecto
Apresenta uma só situação de enunciação: o discurso citado aparece subordinado à enunciação do relator;
Implica uma série de conversões a nível dos tempos verbais, das locuções adverbiais de tempo e de lugar e da categoria linguística de pessoa;
É introduzido por um verbo relator;
Funciona como um resumo e implica interpretação do enunciado relatado;
Salienta o conteúdo (as ideias) da enunciação relatada e não a forma exacta como foi enunciado.
Propriedades do Discurso indirecto Livre
Discurso híbrido, situa-se entre o discurso directo e o discurso indirecto;
Permite representar os pensamentos do enunciador citado, tal como acontece com o discurso directo;
Permite ao relator manter o seu estatuto de mediador, tal como acontece com o discurso indirecto;
Funde as vozes do enunciador citante e do enunciador citado numa só.
Quando o narrador incorpora no seu discurso palavras das personagens (marca característica do discurso directo), mas não recorre a verbos declarativos nem a orações subordinadas completivas (marca característica do discurso indirecto), estamos perante o discurso indirecto livre. Neste tipo de discurso, há uma convergência entre narrador e personagem, parecendo que a narrativa é apresentada por ambos.
Exemplos:
"Mas o passarinho devaneava, insistonto: vou subir lá, mais acima que os firmamentos."
"Seus colegas de galho se riram: aquilo não passava de menineira."
(continua)
Este anúncio publicitário (trabalho para o mestrado) foi feito pelo Joel, um colega do meu filho. O actor principal é o meu filhote! Vale a pena ver! São jovens com um futuro promissor!
Formação de palavras
Neologismo
Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos técnicos, objectos gerados pelo progresso científico (neologismos técnicos e científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a língua mais expressiva e rica (neologismos literários), por exemplo, Mia Couto de quem vos tenho vindo a falar.
O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para designar uma ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra nova a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra língua; alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas (clicar, inputar, scannear), ou palavras completamente novas que são criadas.
Os neologismos podem pertencer ao léxico - vocábulos totalmente novos na forma e no conteúdo, ou à semântica - palavras já existentes, mas que adquiriram um novo significado com a evolução dos tempos («focar» que etimologicamente significa fazer convergir raios emitidos por uma fonte de calor, quando reflectidos em espelho curvo ou refractados através de lente, foi com o passar dos tempos adquirindo o significado de abordar, referir, tratar, salientar, pôr em evidência). Outro processo de construção de neologismos é o que diz respeito aos acrónimos, que são vocábulos formados pelas iniciais de um conjunto de palavras que designam uma entidade, organismo, por exemplo: SIC- Sociedade Independente de Comunicação; NATO- North Atlantic Treaty Organization.
Uma outra forma de neologismos é aquela que corresponde à adopção de palavras de origem estrangeira, por comodidade, e por se considerar que é a palavra exacta para designar aquela realidade, por exemplo: abat-jour, download, site. São os estrangeirismos - uns mantêm a grafia original, outros adquiriram imagem, forma portuguesa: jóquei, clube, futebol. A partir destes, podem construir-se outros neologismos, como por exemplo: hamburgueria (hamburguer), pizzaria (pizza), que funcionam ao mesmo nível de padaria (pão) e sapataria (sapato), etc.
Os neologismos constituem processos fundamentais de renovação do léxico, a par dos arcaísmos que marcaram a sua presença de forma oposta (desaparecimento de palavras da língua que deixam de ser usadas pelos seus falantes).
Amálgama ou palavras entrecruzadas
O conceito de amálgama define-se como um «processo morfológico que permite formar novas unidades lexicais a partir da fusão de duas ou mais unidades lexicais truncadas», quer como a unidade lexical resultante desse processo. Este tipo de unidade lexical é constituído «com partes de palavras, que se juntam, formando uma palavra gráfica», exemplos: credifone («crédito para o telefone»); telemóvel («telefone móvel»); informática (informação automática); (setor/setora (amálgama de «senhor/a doutor/a» não aceite pela norma).
A Mena na cozinha
Macarronada de peru
peru
azeite
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates maduros
sal
pimenta
vinho branco
água
1 caldo de galinha
massa (macarrão ou outra massa grossa)
Faça um refogado com a cebola, os alhos e o azeite. Quando a cebola estiver lourinha, junte os tomates cortados aos pedaços. Deixe cozinhar até os tomates se desfazerem. Adicione a carne de peru cortada em bocados não muito grandes. Deixe alourar um pouco a carne. Tempere com sal e pimenta e deite o vinho por cima da carne. Quando a carne estiver quase cozida, junte a água a ferver e o caldo de galinha. Adicione a massa e deixe cozinhar.
Paráfrase – Início da narração e Consílio dos deuses
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A narrativa inicia-se com a viagem marítima dos portugueses. Estes encontravam-se já em pleno oceano Índico (in medias res), os ventos sopravam de feição e as naus iam cortando as ondas...
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Os deuses reuniram-se no Olimpo para discutirem “as cousas futuras do Oriente). Atravessaram a Via Láctea, convocados, da parte de Júpiter, pelo jovem Mercúrio.
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Os deuses que, têm o governo dos sete céus, reuniram-se todos, vindos do Norte, do Sul, do Oriente e do Ocidente.
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Estava o pai dos deuses, Júpiter, sentado num trono feito de estrelas; a sua atitude era tão digna, sublime, e o aspecto era tão alto, severo e soberano que tornaria divino qualquer ser humano. A coroa e o ceptro eram feitos de pedras mais brilhantes que o diamante.
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Os deuses estavam sentados, em cadeiras marchetadas de ouro e de pérolas, de acordo com a sua hierarquia: primeiro os mais antigos e honrados e depois os mais jovens, quando Júpiter começou a falar com uma voz forte e firme.
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Júpiter começou por saudar os presentes e passou seguidamente ao assunto, o “valor da forte gente de Luso”, os Portugueses, dizendo que os Fados determinaram que a sua fama faça esquecer a de antigos impérios: “De Assírios, Persas, Gregos e Romanos”.
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Referiu-se ao passado glorioso dos Lusos mencionando as suas vitórias contra os mouros, na reconquista cristã, e os castelhanos na luta pela manutenção da independência e paz com Castela, salientando a desigualdade entre os exércitos.
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Recuando mais no tempo, salientou a resistência lusitana frente aos romanos com Viriato e Sertório, que era romano e que acabou por comandar batalhas contra os romanos.
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Alertou por fim os deuses para o presente dos Lusos: estes desafiam o mar desconhecido em pequenas embarcações “não temendo” a força dos ventos, determinados em chegar à Índia.
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Os Fados já determinaram que os portugueses dominarão o Oceano Índico durante muito tempo. Já suportaram “o duro Inverno” no mar e já estão cansados por causa da longa viagem. Parece justo, então, que cheguem à terra desejada.
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Júpiter termina o seu discurso enaltecendo a coragem dos Portugueses que ultrapassaram todos os obstáculos (“Tantos climas e céus experimentados”, tantos perigos e “ventos inimigos”) e por isto determina que sejam recebidos, como amigos, na costa africana para que, depois de restabelecidos, possam seguir “sua longa rota”.
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Findo o discurso, os deuses, pronunciaram-se ordenadamente apresentando as suas ideias. Baco não concordava com Júpiter, porque temia que os “seus feitos no Oriente” fossem esquecidos se os portugueses lá chegassem.
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Baco “tinha ouvido aos Fados que viria / uma gente fortíssima de Espanha” (os Portugueses) e que dominaria toda a costa indiana, fazendo esquecer qualquer fama anterior. Dói-lhe perder assim a glória conquistada.
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Baco já dominou a Índia, façanha cantada pelos poetas, receia agora cair no esquecimento se lá chegarem os Lusos.
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Vénus não concordava com Baco, pois era muito afeiçoada “à gente lusitana”, porque via nela as qualidades dos seus amados romanos: a coragem guerreira contra os mouros e a língua tão parecida com o latim.
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Além destas causas, Vénus sabia pelos Fados que iria ser celebrada onde quer que os Portugueses chegassem. Então, um (Baco) com receio de perder a glória e outra (Vénus) com desejo de a ganhar, entram em discussão, defendendo a sua causa com o apoio de outros deuses.
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Gerou-se uma grande discussão entre os deuses. Como ventos ciclónicos que na densa floresta partem ramos, arrancam as folhas das árvores, silvam e fazem estremecer toda a montanha, assim era o tumulto que se levantou entre os deuses, no Olimpo.
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Marte, que apoiava Vénus por causa de amores antigos ou porque os Lusos mereciam a sua protecção pelas suas qualidades guerreiras, levantou-se, atirando o escudo para trás das costas, visivelmente irritado.
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Levantou um pouco a viseira do elmo, colocou-se em frente de Júpiter e bateu com o cabo da lança no chão de tal forma que o céu tremeu e o próprio sol empalideceu de medo.
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E disse: Pai, a quem obedecem todas as criaturas, se não queres que esta gente sofra afrontas, como já tinhas decidido, não ouças por mais tempo as razões de quem é suspeito (Baco).
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Se o medo não lhe turvasse o raciocínio, Baco deveria defender os portugueses, que descendem de Luso, seu íntimo. Esqueça-se o que ele disse, porque reage com inveja e nunca a inveja triunfará sobre o que o Céu deseja.
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E tu, Pai de grande poder, não voltes atrás na decisão já tomada, “pois é fraqueza desistir-se da cousa começada”. Manda, pois, Mercúrio mostrar aos Portugueses um porto seguro onde se possa informar da Índia e recuperar as suas forças.
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Ouvido isto, Júpiter, inclinando cabeça, concordou com Marte, e esparziu néctar sobre os deuses, dando por terminada a assembleia. E todos os deuses partiram a caminho de suas moradas.
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Enquanto isto se passava no Olimpo, os Portugueses navegavam já no Oceano Índico entre a costa africana e a ilha de Madagáscar. O sol estava muito quente e situava-se no signo de peixes (entre 10 de Fevereiro e 11 de Março).
A convocatória
Como pudeste ler, os deuses foram convocados para se reunirem em consílio no Olimpo, a fim de decidirem sobre o destino dos portugueses.
Ora, o documento usado para convocar as pessoas para uma reunião é designado de convocatória e respeita determinadas regras. Observa atentamente o exemplo:
Convocatória
A Associação de Estudantes da Escola Básica Integrada de Santo André convoca todos os finalistas para uma Assembleia Ordinária a realizar no dia 3 de Fevereiro, pelas 18.00h, no Refeitório da Escola, a fim de dar cumprimento à seguinte Ordem de Trabalhos:
Ponto 1: Apresentação das propostas para a Viagem de Finalistas;
Ponto 2: Apreciação das propostas apresentadas;
Ponto 3: Selecção da proposta mais adequada.
15 de Janeiro de 2009
João Paulo Mascarenhas
Presidente da Associação de Estudantes
A reunião é sempre convocada com a antecedência considerada necessária, geralmente com o mínimo de 48 horas. Nas associações a antecedência é normalmente de 8 dias.
Discurso directo, indirecto e indirecto livre
Discurso directo – surge quando o narrador dá a conhecer os pensamentos da personagem através da fala desta, isto é, o narrador introduz a personagem e deixa que ela própria fale. Discurso de 1.ª e 2.ª pessoa.
Repara no exemplo: “Quando Júpiter alto, assim dizendo,/Cum tom de voz começa, grave e horrendo:”. O Poeta indicou a personagem que ia falar, utilizando para isso um verbo declarativo “dizendo”, os dois pontos e a mudança de verso para iniciar o discurso de Júpiter: “Eternos moradores do luzente…”
Depois de apresentada a decisão de Júpiter, os deuses vão dando a sua opinião, destacando-se a de Baco e a de Vénus. As suas opiniões não são, no entanto, transmitidas em discurso directo, mas sim em discurso indirecto.
Discurso indirecto – surge quando o narrador reproduz ele próprio a fala das personagens, não lhes dando lugar para falar. Discurso de 3.ª pessoa.
Repara no exemplo: “O padre Baco ali não consentia/No que Júpiter disse, conhecendo…”. Neste exemplo, não foi Baco que transmitiu a sua opinião, mas sim o Poeta que a deu a conhecer.
Há ainda uma terceira forma de discurso que não surge neste caso, mas que deves conhecer, o discurso indirecto livre.
Discurso indirecto livre – surge quando há uma combinação entre o discurso directo e o discurso indirecto, pois dá-se uma aproximação entre o narrador e a personagem que discursa, parecendo que falam ao mesmo tempo, em uníssono. Na realidade é o narrador quem fala (discurso indirecto), mas através das palavras da personagem (discurso directo). Esta forma de discurso mantém a expressividade do discurso directo, omitindo o verbo declarativo que introduz este discurso, e operando as mesmas transformações do discurso indirecto.
Apesar de não haver nenhum caso de discurso indirecto livre no texto, imagina este exemplo: Entre os deuses, Baco dava a sua opinião. Não consentia! Então, os portugueses iam tornar-se mais famosos do que ele no Oriente? Nem pensar em perder a sua glória!
A acta
O encontro dos deuses (consílio), que nos é relatado, é semelhante a uma reunião onde os participantes debatem sobre um assunto e no fim tomam uma decisão.
O resumo da reunião e as decisões que foram tomadas ficam registados num documento designado por acta.
Atenta no exemplo de acta que se segue:
Acta do Consílio dos Deuses
Aos dois dias do mês de Março de mil quatrocentos e noventa e oito realizou-se, pelas dez horas, no Olimpo, um Consílio dos Deuses com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto único – Deliberação sobre a ajuda a dar aos portugueses na descoberta do caminho marítimo para a Índia.
A reunião foi presidida por Júpiter e estiveram presentes todos os deuses convocados.
A abrir a sessão, Júpiter recordou à Assembleia os feitos heróicos já realizados pelos portugueses, um povo com pouco poder, mas tão valoroso que já tinha vencido mouros e castelhanos. Referiu ainda que, no momento presente, enfrentava, com parcos recursos, mas grande determinação, os perigos marítimos, tendo como objectivo chegar às terras do Oriente. Declarou, também, que já lhe estava prometido pelo Fado eterno, o domínio, por muito tempo, dos mares do oriente. Tinham passado um Inverno rigoroso no mar e enfrentado duros perigos. Os navegantes estavam exaustos, por isso, decidira que a armada fosse amigavelmente recebida na costa africana, para retemperar forças antes de prosseguir a viagem.
Na sequência desta declaração, Baco manifestou a sua discordância, defendendo que, se chegassem ao Oriente, os portugueses dominariam a região e os seus feitos fariam esquecer as famas anteriores. Ele próprio, Baco, deixaria de ser adorado e perderia a sua glória.
A deusa Vénus, discordando de Baco, apoiou a decisão de Júpiter, argumentando com as qualidades do povo português, semelhantes às do povo romano, descendente do seu filho.
Gerou-se, então, grande tumulto na Assembleia.
O deus Marte, levantando-se para expor as suas razões, repôs a ordem na reunião e dirigindo-se a Júpiter, incentivou-o a não dar ouvidos a Baco, pois as suas opiniões não se baseavam na razão, mas em sentimentos mesquinhos, como a inveja, e aconselhou-o a não voltar atrás com a decisão tomada, pois seria sinal de fraqueza.
Júpiter concordou com as palavras de Marte, fazendo um gesto de aprovação, e, de seguida, espalhou néctar sobre os deuses que se preparavam já para regressar aos seus planetas.
E nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a sessão da qual se lavrou a presente acta que, vai ser assinada nos termos da lei.
O Presidente: Júpiter
O Secretário: _______________
Como reparaste, numa acta há determinadas regras que têm de ser obrigatoriamente cumpridas:
·Os números têm de ser escritos por extenso.
·Os espaços em branco têm de ser trancado.
·Não se usam abreviaturas nem siglas.
·Os erros têm de ser corrigidos directamente, por exemplo. “…, digo,…”- não é permitido o uso de corrector ou borracha.
·No caso de esquecimento de algum aspecto, antes das assinaturas, deve escrever-se “Em tempo… seguido do assunto omitido.
·As actas normalmente escrevem-se em livro próprio para esse fim.
·A acta é lida, aprovada ou não, e assinada na reunião seguinte àquela a que diz respeito.
Para redigires uma acta, deves ter em atenção:
O número de ordem da acta.
A data, a hora e o local da reunião realizada.
O tipo de reunião: ordinária ou extraordinária.
A pessoa que preside à reunião, quem a convocou, e as pessoas presentes e ausentes.
A ordem de trabalhos.
O resumo das principais intervenções.
As decisões tomadas.
A fórmula de encerramento.
As assinaturas do Presidente da reunião e secretário ou de todos os presentes.
A Mena na cozinha
Sopinha verde
4 ou 5 batatas
1 cebola
2 dentes de alho
1 alho francês
1 curgete
1,5 l de água
espinafres picados
sal
azeite
hortelã
Descasque as batatas, a cebola e os alhos. Corte tudo em cubos, corte também o alho francês e a curgete. Leve tudo ao lume em água a ferver durante 20 minutos, ou até os legumes ficarem cozidos. Reduza tudo a puré. Adicione os espinafres picados congelados e deixe cozer mais 5 minutos. Tempere com sal e azeite. Enfeite com folhinhas de hortelã, se gostar!
Bom apetite!