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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

let's play a while... Dia II- breakfast

Nada melhor do que um pequeno-almoço saboroso e nutritivo!

Scones acabadinhos de fazer, quentinhos! Hum!


E aqui fica a minha participação no passatempo proposto pela menina daqui! Está a ser divertido, ainda bem que me meti nesta iniciativa! Ah, e estou a gostar de ver o que todas as meninas publicam, mas não vou poder comentar todas, porque são muitaaaaaaaassssss! Comentarei algumas hoje, amanhã outras e quando tiver muita, mas muita disponibilidade, deixo um comentário a todaaaaaasssss.

Bom dia!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Mena na cozinha




Batidos e vitaminas

Como o tempo ainda convida...

Vitamina de melancia e banana

uma talhada de melancia
1 banana
gelo

Triture na máquina de batidos e sirva enfeitado a gosto.

Batido de nectarina

2 nectarinas
leite de soja
gelo
açúcar

Coloque tudo na máquina de batidos e... pronto, delicie-se!

Batido de pêssego e de nectarina

Substitua uma nectarina por um pêssego e siga as instruções acima.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ao lanche...

Batido de abacate

abacate
leite
açúcar
gelo

Na máquina de batidos, junte a polpa do abacate, o gelo, o açúcar e o leite. Ligue-a e, depois, delicie-se.

Ao pequeno-almoço...

Batido de morango e framboesa
morangos
framboesas
gelo
açúcar
leite de soja

Coloque tudo na máquina de fazer batidos e delicie-se.
Pode enfeitar com uma folhinha de hortelã ou com um moranguinho...


Eu não tive tempo de enfeitar, pois todos estavam desejosos de saborear este belo pequeno-almoço.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sermão de Santo António aos peixes - Exposição - Confirmação

Sermão de Santo António aos Peixes

Exposição - Confirmação

Ao entrar na confirmação, começa o orador a desenvolver o tema, a argumentar.
Numa ironia velada, dirige-se aos peixes e fala-lhes das propriedades do sal e como é bom sentirem-nas, vivos: "E desta maneira satisfaremos as obrigações do sal, que melhor vos está ouvi-las vivos, que experimentá-las depois de mortos".
Continuando com a sua ironia sábia, Vieira explica-lhes como se vai processar a conversa. Primeiro falará das suas virtudes, depois dos seus vícios. As virtudes são muitas e foram logo privilegiadas por Deus:
"A vós criou primeiro que as aves do ar, a vós primeiro que os animais da terra e a vós primeiro que ao mesmo homem." (Atenção à anáfora: "A vós... a vós...")
Convida então os peixes a ouvir as suas virtudes, pois não foram eles que ouviram as palavras de Deus da boca de Santo António? E de novo, numa certa ironia crítica os homens, numa contradição insólita:
"Oh, grande louvor verdadeiramente para os peixes, e grande afronta e confusão para os homens! Os homens perseguindo a António, querendo-o lançar da terra e ainda do Mundo, se pudessem, porque lhes repreendia os seus vícios, porque não lhes queria falar à vontade e condescender com seus erros, e no mesmo tempo os peixes em inumerável concurso acudindo a sua voz (...) escutando com silêncio e com sinais de admiração e assenso (como se tiveram entendimento) o que não entendiam."
Vieira animaliza os homens e humaniza os peixes - O orador prossegue na sua crítica aos homens, "poderia cuidar que os peixes irracionais se tinham convertido em homens, e os homens não em peixes, mas em feras", concluindo paradoxalmente, num discurso dialéctico e bem contraditório: "neste caso os homens tinham razão sem uso, e os peixes o uso sem razão."
Recorre o pregador aos doutores da igreja para argumentar e confirmar a sua ideia sobre os peixes. Quem poderá contestar a palavra de Aristóteles que já dizia que "só eles em todos os animais, se não domam nem domesticam"?
Repare-se na colocação dos verbos no final do período, à maneira da frase latina.
Num apelo quase intimista, padre António Vieira aconselha os peixes a ficarem longe dos homens, "Quanto mais longe dos homens, tanto melhor". E continua, numa crítica aos homens sem par: "trato e familiaridade com eles, Deus nos livre!"
A sátira aos homens, como seres perigosos continua, agora pela boca de um filósofo que, ao perguntarem-lhe qual era a melhor terra do mundo, ele responderia: "a mais deserta, porque tinha os homens mais longe."
O próprio Santo António fugiu deles, "quanto mais buscava a Deus, tanto mais fugia dos homens, acabando a sua vida em outro ermo deserto, tanto mais unido com Deus, quanto mais apartado dos homens."
Vai o pregador lembrar e louvar as virtudes de alguns peixes em particular, da rémora, um peixe tão pequeno e tanta força ele tem, "se pega ao leme de uma nau da Índia, apesar das velas e dos ventos, e de seu próprio peso e grandeza, a prende e amarra mais que as âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante?"
Numa analogia surpreendente, o pregador passa para o mundo dos homens. Que tom seria que houvesse assim uma rémora, na terra, tantos perigos se poderiam evitar: "Oh se houvera uma rémora na terra, que tivesse tanta força como a do mar, que menos perigos haveria na vida e que menos naufrágios no Mundo!"
Só a língua de Santo António lhe pode ser comparada e recorre a São Gregório para confirmar a sua ideia: "Língua quidem parava est, sed viribus omnia vincit."
O apóstolo Santiago compara "a língua ao leme da nau e ao freio do cavalo"; a língua de António, segundo o nosso pregador, tinha "força e virtude" para "domar e parar a fúria das paixões humanas."
Já que fala de peixes mais pequenos, como esquecer Vieira o torpedo, que faz tremer o braço. Através desta alegoria, desliza o orador para o mundo dos homens, como seria bom que "esta qualidade tremente". Repare-se na criatividade desta expressão, acontecesse com os pescadores da terra. O que mais intriga o nosso pregador "é que pesquem tanto e que tremam tão pouco"; de novo a antinomia, a antítese, acrescentando à laia de remate, numa frase paralelística, quase elíptica, em jeito de responsório: "Tanto pescar e tão pouco tremer" (atenção à força dos infinitivos).
Vai depois o orador concluir o elogio das virtudes dos peixes, com um peixe singular, os quatro-olhos. Recorrendo a uma anadiplose, ele entra num certo malabarismo verbal, certamente para criar algum espanto e despertar a atenção dos ouvintes. Ah! Como eles têm sorte "os quatro-olhos"! Bem podem agradecer a Deus tal dádiva, nem às águias, que são os "Linces do ar", nem aos linces que são as águias da terra, deu Deus quatro olhos, concluindo ele o seu pensamento, relacionando este peixezinho com os homens aquele Deus lhe deu tantos olhos, como permite Ele então que haja tanta cegueira, naquelas terras vastíssimas:
"Tantos instrumentos de vista a um bichinho de mar, nas praias daquelas mesmas terras vastíssimas, onde permite Deus que estejam vivendo em cegueira tantos milhares de gentes há tantos séculos? Oh, quão altas e incompreensíveis são as razões de Deus. E quão profundo o abismo dos seus juízos!"
A crítica insinua-se por toda a topografia do texto. Como era bom que os homens tivessem assim quatro olhos. David queria tanto que os seus olhos não vissem a vaidade, pois, para qualquer lado que se virassem, no Mundo "tudo era vaidade."
Dirigindo-se de novo aos peixes, o pregador faz-lhes ver que são mais seguros, embora os astrólogos lhes reservassem só um lugar entre os signos celestes: "Um só lugar vos deram os astrólogos entre os signos celestes, mas os que só de vós se mantêm na terra, são os que têm mais seguros os lugares do Céu."
Um apelo aos peixes, Vieira faz, que nunca deixem de faltar aos pobres, pois assim terão "seguros os seus aumentos" e vai buscar o exemplo às irmãs sardinhas que são tantas porque Deus as multiplica. Já não têm essa sorte os salmões e os solhos, que vão à mesa dos ricos e dos poderosos:
"Os solhos e os salmões são muito contados, porque servem à mesa dos reis e dos poderosos; mas o peixe que sustenta a fome dos pobres de Cristo, o mesmo Cristo os multiplica e aumenta."

(Continua)

A Mena na cozinha


Batido de melão e coco

leite de coco
melão
gelo


Trabalhinhos: agendas

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sermão de Santo António aos peixes - Exposição

Sermão de Santo António aos Peixes

Exposição (cap. II)

O bom pregador

Como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola: Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na; outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade; outra caiu no meio de espinhos e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na; uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu frutos em duplicado.

“(...) a semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando. Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação. A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto. E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.”

(S. Lucas VIII, 11)
No Sermão da Sexagésima, a partir do conceito predicável Semen est verbum Dei (a semente é a palavra de Deus), extraído da parábola do semeador, Antónia Vieira atribui a ausência de fruto na pregação das palavras de Deus aos pregadores que usam um estilo de difícil acesso ao público, quando deveriam ter um estilo "muito fácil e natural".
Na opinião do padre António Vieira, um bom pregador é aquele que consegue transmitir a mensagem do seu sermão de forma clara para que os ouvintes a compreendam, conseguindo também, assim, convencê-los a aceitar e a seguir a doutrina pregada.


O plano do Sermão
Se no Sermão da Sexagésima Padre António Vieira, insurgindo-se contra o emprego de um estilo difuso e obscuro dos pregadores cultistas, preconiza uma estética de simplicidade ao serviço do espírito evangélico, no Sermão de Santo António aos Peixes Vieira irá analisar a qualidade do auditório.

Para que os ouvintes se deixem converter é necessário, por um lado, que o auditório tenha as duas qualidades essenciais de um bom ouvinte (ouvem, mas não falam); por outro lado, partindo do conceito predicável (Vos estis sal terrae), Vieira sublinha a necessidade de todos os pregadores deverem ter todas as propriedades das pregações de Santo António que cumprem a verdadeira função do sal. Assim, Padre António Vieira pregará aos peixes, imitando Santo António, com o objectivo de converter os homens. Mas para que o público perceba melhor o assunto do sermão, a primeira condição para conquistar a sua benevolência, Vieira divide-o em duas partes: numa primeira parte louvará as virtudes dos peixes que, aliás, dividirá em louvores gerais e louvores particulares: numa segunda parte, repreenderá os vícios dos peixes que também subdividirá em repreensões gerais e repreensões particulares. Assim, pregando como Santo António, e pregando ao auditório ideal, será possível purificar a terra.

“Começando, pois, pelos vossos louvores, irmãos peixes, bem vos pudera eu dizer, que entre todas as criaturas viventes e sensitivas, vós fostes as primeiras que Deus criou. A vós criou primeiro que as aves do ar, a vós primeiro que aos animais da terra, e a vós primeiro que ao mesmo homem.”

Padre António Vieira serve-se da apóstrofe, que consiste numa interrupção que o orador faz no discurso para se dirigir a coisas ou a pessoas reais ou fictícias, para despertar a atenção do auditório. Esta figura de estilo torna o discurso mais vivo e real, logo mais convincente.
A partir deste capítulo, o auditório, isto é, o público da igreja de São Luís do Maranhão, passará a ser tratado, alegoricamente, por “irmãos peixes”.

A alegoria designa uma figura de estilo que consiste na corporização de uma ideia abstracta, muitas vezes conseguida através de um jogo de metáforas e de comparações. a sua descodificação prende a atenção do auditório.

Vocativo: palavra ou expressão que, numa frase, indica a pessoa, animal ou coisa personificada, a quem nos dirigimos directamente. Pode ser precedido de interjeições como (ó) e separa-se sempre por vírgula(s) dos outros elementos da frase.

Modificador apositivo: nome ou expressão nominal que se junta a outro nome ou a um pronome, a título de explicação ou de apreciação. Geralmente, coloca-se separado por vírgulas.

Apóstrofe: figura de estilo que consiste numa interrupção que o orador faz no discurso para se dirigir a coisas ou a pessoas reais ou fictícias.

Há que louvar nos peixes: a atenção, a obediência, a quietação, a ordem, o respeito, a devoção.
Ao exaltar as virtudes dos peixes, o orador confronta duas diferentes atitudes perante a palavra de Deus: os peixes ouviram a palavra de Deus que Santo António pregava (comportamento Racional); os homens perseguiam Santo António porque este os repreendia (comportamento irracional)

“Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam. Uma só cousa pudera desconsolar o Pregador, que é serem gente os peixes que se não há-de converter. Mas esta dor é tão ordinária, que já pelo costume quase se não sente. Por esta causa não falarei hoje em Céu nem Inferno; e assim será menos triste este Sermão, do que os meus parecem aos homens, pelo encaminhar sempre à lembrança destes dois fins.

O orador inicia a apresentação do assunto do Sermão com uma interrogação retórica (“Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes?), isto é, uma frase declarativa disfarçada de pergunta a partir da qual pretende, por um lado, tornar o discurso mais vivo e, por outro lado, suscitar a curiosidade do auditório em relação ao assunto que vai expor.

Para manter a atenção do auditório, António Vieira recorre a uma estratégia: tornar o texto claro a partir de uma estrutura coesa do assunto do sermão que vai conduzindo o ouvinte para que este não se perca no discurso que além de longo é oral. Um dos elementos que assegura a unidade e estruturação de um texto, para além da coerência, é a coesão. Esta consiste num conjunto de processos linguísticos que asseguram as ligações nas frases e entre frases. Assim, a conexão das ideias é garantida e os recursos e mecanismos linguísticos são empregues de forma pertinente, por exemplo, a conexão entre os dois parágrafos que se seguem é conseguida a partir do jogo pergunta-resposta, assinalado graficamente pelo ponto de interrogação.

"Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? (...)

Vos estis sal terrae. Haveis de saber, irmãos peixes, que o sal, filho do mar como vós,tem duas propriedades, as quais em vós mesmos se experimentam: conservar o são e preservá-lo, para que se não corrompa. Estas mesmas propriedades tinham as pregações do vosso Pregador Santo António, como também as devem ter as de todos os Pregadores. Uma é louvar o bem, outra repreender o mal: louvar o bem para o conservar e repreender o mal para preservar dele."


Mas existem outras formas de manter a coesão textual, através dos conectores discursivos:

"Suposto isto, para que procedamos com clareza, dividirei, peixes, o vosso sermão em dois pontos: no primeiro louvar-vos-ei as vossas atitudes, no segundo repreender-vos-ei os vossos vícios. (…) Vindo pois, irmãos, às vossas virtudes, que são as que só podem dar o verdadeiro louvor, a primeira que se me oferece aos olhos hoje, é aquela obediência, (…)"




Trabalhinho:


A Mena na cozinha

Batido de melão, manga e morangos

1 ou 2 fatias de melão

12 morangos

½ manga

2 colheres de açúcar

Gelo


Coloque os ingredientes na máquina dos batidos e...

Delicie-se!