Um passeio tristeEstes nenúfares habitavam uma quinta, outrora lindíssima. Hoje, está num estado tal de abandono e de degradação que dá pena. Eu, os meus irmãos e as minhas primas costumávamos ir brincar para a quinta de Santo António, quando éramos pequenos, porque os filhos dos proprietários eram da nossa idade. Tinha um grande jardim com flores, plantas e árvores belíssimas, um lago povoado com nenúfares e onde nadavam cisnes e patos com as suas ninhadas. Na quinta, havia todo o género de animais domésticos, desde o mais pequeno ao maior: galinhas com os seus pintainhos, patos, gansos, porcos, ovelhas, cavalos, vacas... Havia imensos empregados que cuidavam das terras, dos animais, da casa. Faziam doces com os frutos das muitas árvores que existiam por ali, marmelada, queijos e manteiga com o leite das vacas, das ovelhas e das cabras. Ao lanche, bebíamos leite fresco, acompanhado com pão caseiro barrado com doce, manteiga, queijo ou marmelada. Era uma alegria sempre que nos juntávamos ali, dávamos grandes passeios, fazíamos barquinhos que púnhamos a navegar no lago, brincávamos às escondidas, ajudávamos a tratar dos animais, escovávamos e penteávamos os cavalos...
Hoje, passei por lá para mostrar aos meus filhos um pedaço da minha juventude e foi a custo que consegui segurar as lágrimas. Tudo abandonado, a casa quase destruída, os campos cheios de silvas e caniços, o lago desabitado e totalmente poluído. Foi triste ver um lugar tão lindo completamente abandonado...
27 de Março – Dia Mundial do Teatro
Origens do teatro
O teatro esteve presente desde sempre na vida do ser humano.
Se pensares no teu dia-a-dia, verás que representas muitas vezes, por exemplo, quando imitas alguém, quando finges alguma coisa, quando queres agradar a alguém, etc. Representar faz parte da natureza humana.
Sabias que na época greco-latina, os actores representavam com máscaras. Esses actores eram os Hipócritas, ou seja, aqueles que punham e tiravam a máscara. Esta palavra evoluiu semanticamente e hoje uma pessoa hipócrita já não é um actor que usa máscara, mas alguém que adopta na sua vida um princípio de falsidade, que usa muitas máscaras, no sentido figurado da palavra.
O teatro terá surgido ligado a danças na pré-história. Esta forma foi evoluindo até que começaram a aparecer, por exemplo, na civilização greco-latina textos dramáticos já muito elaborados. Na época greco-latina, os actores representavam com máscaras. Na Idade Média, há também registos de vários textos dramáticos, mas todos ligados a representações litúrgicas e religiosas. Essas composições eram feitas sobretudo para celebrar momentos importantes como o Natal e a Páscoa. Em Portugal, o teatro teve um grande desenvolvimento no séc. XVI, nomeadamente, com o dramaturgo Gil Vicente, considerado o pai do teatro português.
Texto Dramático vs espectáculo teatral
O texto dramático, escrito pelo dramaturgo, destina-se a ser representado, tornando-se, desta forma, texto teatral ou peça de teatro.
No entanto, é importante não confundir texto dramático com a sua transformação em teatro como espectáculo (representação). Na passagem do texto para a representação estão envolvidos aspectos como a encenação, a entoação, a mímica e a expressão corporal, a caracterização das personagens, o cenário, etc.
Para levar a cabo a representação de um texto dramático, é indispensável conjugar esforços de diversos profissionais, como o encenador, o cenógrafo, o aderecista, os técnicos de luz e som, o maquinista de cena, o contra-regra, os actores, entre outros. O encenador coordena as etapas da representação, dirige a peça e ocupa-se da selecção dos actores e dos técnicos. Cabe ao cenógrafo estudar o espaço e orientar a construção do cenário. Este profissional desenha as maquetas e plantas de modo a conseguir retratar o ambiente onde se desenrola a acção dramática. O aderecista auxilia o cenógrafo, pois é ele quem escolhe os elementos que ornamentam o palco, bem como alguns recursos necessários à caracterização das personagens. O técnico de som instala os microfones e opera a mesa de mistura durante o espectáculo. É ele quem regula o som de acordo com as condições acústicas da sala de modo a que o público possa ouvir o que os actores dizem. O técnico de luz tem a seu cargo o desenho das luzes de acordo com as características do espaço a iluminar e identifica o tipo e a quantidade de material necessário. É também responsável pela iluminação durante o espectáculo. Finalmente, quando todos os profissionais estão a postos e os espectadores sentados nos seus lugares, dá-se início ao espectáculo.
Visita de Estudo a Lisboa com os alunos do 9.º ano para assistirmos à peça Auto da Barca do Inferno, representada no Mosteiro dos Jerónimos.


Trabalhitos:
Este foi feito pela minha mãe. Ela ofereceu-me estas rendinhas para enfeitar os meus louceiros.



Um presente para a Inês: uma tela, a minha primeira experiência.

O saquinho que levou a tela e o ovo de Páscoa da Inês.