“A Estrela” de Manuel Bandeira
Manuel da Bandeira nasceu em 1886, no Recife, e morreu em 1968, no Rio de Janeiro, no Brasil. Foi poeta, crítico e estudioso da História da Literatura universal e brasileira.
O poema “A Estrela”, que vem a seguir, foi publicado no livro “Estrela da Vida Inteira”, publicado em 1966, quando o poeta tinha 80 anos.
A Estrela
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
Em “A estrela”, notam-se as posições entre a vida vazia do sujeito poético e o brilho do astro inatingível, fantástico. Os contrastes aparecem no plano espacial e cromático ("Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia", "E ouvi-a na sombra funda").
Nos últimos versos há ironia, pois a estrela reitera a sua distância insuperável, dando ao "eu" lírico uma esperança triste, uma vez que ele a contempla sem a menor possibilidade de se aproximar.
O poema divide-se em três partes:
1.ª parte - Descrição da estrela: alta, fria, sozinha, luzindo.
2.ª parte - Pergunta do sujeito poético
3.ª parte - Resposta da estrela
Há um aspecto comum entre este poema e o conto de Vergílio Ferreira: tanto o Pedro, como o sujeito poético querem ter uma estrela. Mas há aspectos em que divergem.
Conto:
Desejo de alcançar a estrela
Estrela fácil de despregar do céu
Símbolo de sonho e de coragem
Poema:
Estrela alta e fria
Desejo que a estrela desça
Símbolo de esperança triste
Todos temos a nossa estrela! Há quem diga que todos temos uma estrela grande e brilhante lá no Alto, no firmamento, que nos conduz e ilumina!
Os meus alunos, ainda a propósito do estudo do conto "A Estrela", analisaram este poema e escreveram poemas. Aqui ficam alguns!
A Estrela
No fundo do meu coração há uma estrela,
Uma estrela bem brilhante, gira e querida,
Pode ser azul, vermelha ou laranja,
Ou quem sabe de todas as cores que existem!
Mas isso não interessa,
Pois a minha estrela, dá-me coragem
Para alcançar os meus sonhos e desejos.
Essa estrela é como um cofre,
Onde eu guardo tudo que desejo e ambiciono
Quando estou em baixo, ela dá-me forças para continuar.
E quando tiver conseguido tudo o que quero,
A minha estrela soltar-se-á e…
Voará para o céu
Onde brilhará para sempre.
A Minha estrela-guia
Um dia à noite abri a janela,
Senti uma brisa fria,
A brisa vinha duma estrela,
Que me sorria.
Não havia nuvens no céu,
A lua olhava para mim,
Naquele momento tudo era meu,
Num universo sem fim.
Os astros brilhavam no firmamento,
A Ursa Maior lá estava,
O que me dava grande alento,
Era algo que nunca imaginava.
De repente veio o João Pestana,
Só me apetecia lá estar,
Mas tinha de ir para a cama,
Porque amanhã, cedo teria que me levantar.
No leito, entre os meus lençóis,
O que eu haveria de sonhar,
Com os meus heróis,
Eu iria viajar.
Entretanto ganhei asas,
E voei pelos céus,
Saltitando pelas casas,
A minha estrelinha disse-me adeus.
Hugo Sousa, 7.º A
A Mena na cozinha
1 dl de água
300 g de açúcar
1 pau de canela
5 dl de leite
1 colher de café de essência de baunilha
2 gemas
2 colheres de sopa de farinha maisena
200 g de miolo de noz picado
1 pacote de bolacha Maria
1 gelatina sabor a gosto (eu escolhi de morango)
4 dl de água
Delicie-se!
Trabalhinho:
A Rebeca e o Jota Cê enviaram-me este selinho! Aqui fica para quem o quiser levar!