Quase todos os dias há gente que sai e gente que entra. Mas a escola não fica melhor, antes pelo contrário! Não conheço uma grande parte dos professores da escola. Nos conselhos de turma, há sempre alguém desconhecido! Há turmas que este ano já tiveram vários professores a duas ou três disciplinas. Soube hoje que uma professora se foi embora e que os alunos vão ficar sem aulas nessa disciplina até ao final do ano. Dizia-me um aluno: "A professora não tinha mão nos alunos, arranjou outro trabalho e foi-se embora. Também quem é que quer ser professor hoje!"
A mudança
Matéria a quanto mal o mundo cria;
Cá donde o puro Amor não tem valia,
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;
Cá, onde o mal se afina e o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
Cá, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome vão a desengana;
Cá, neste labirinto, onde a nobreza,
Com esforço e saber pedindo vão
Às portas da cobiça e da vileza;
Cá neste escuro caos de confusão,
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!
Os versos que se seguem atribuem determinadas características à Babilónia:
"cá, neste labirinto, onde a nobreza, / com esforço e saber pedindo vão / às portas da cobiça e da vileza;" = Babilónia é um lugar habitado por uma nobreza vil e ávida de poder;
"cá, onde o mal se afina e o bem se dana," = local minado pelo mal;
"cá neste escuro caos de confusão," = lugar definido como labirinto e caos de confusão;
"cá donde o puro Amor não tem valia," = sítio dominado pelo amor sensual e pela profanação do amor puro.
"cá, onde a errada e cega Monarquia / cuida que um nome vão a desengana;" = lugar governado por uma Monarquia errada e cega.
Nos treze primeiros versos do poema Cá nesta Babilónia, donde mana, o sujeito poético caracteriza a Babilónia como uma cidade do mal, da confusão e da corrupção. Vamos interpretar, agora, o último verso deste soneto - "Vê se me esquecerei de ti, Sião!"- a partir da leitura do Salmo 136 Junto dos rios da Babilónia, que narra o canto do povo hebreu desterrado na Babilónia.
Junto aos rios da Babilónia,
nos sentámos a chorar,
lembrando-nos de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
pendurámos, então, as nossas harpas,
Os que nos levaram para ali cativos
pediam-nos um cântico.
e os nossos opressores, um hino de alegria:
"Cantai-nos um cântico de Sião."
Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
numa terra estranha?
Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém,
que a minha mão direita se paralise!
Pegue-se a minha língua ao paladar,
se eu não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a minha suprema alegria!
Lembrai-vos, Senhor, do que fizeram os filhos de Edom,
no dia da queda de Jerusalém, quando gritavam:
"Arrasai-a, arrasai-a até aos seus alicerces!"
Cidade da Babilónia devastadora,
feliz daquele que te retribuir
com o mesmo mal que nos fizeste!
Feliz de quem agarrar nas tuas crianças,
e as esmagar contra as rochas!
No último verso do poema Cá nesta Babilónia, donde mana o sujeito poético recorda o bem passado, exclamando que não se esqueceu de Sião, a sua verdadeira pátria.
De acordo com o texto bíblico, Babilónia é o símbolo do exílio dos judeus e Sião a sua pátria. Desta forma, Babilónia representa o mal presente e o mundo material, por oposição a Sião, símbolo da vida espiritual e do bem passado.
Comparativamente, também o sujeito poético se encontra exilado num lugar de sofrimento, corrupção e vileza e recorda saudoso a sua pátria. O desconcerto do mundo é, então, expresso pela oposição entre um espaço do mal do tempo presente e a recordação de um espaço do bem do tempo passado.
Salada de feijão
cenoura ralada
alface
pimentos vermelhos assados
queijo
pepinos de conserva (cornichons)
3 ovos cozidos
atum
azeite e vinagre (ou maionese)
sal
Trabalhinho: