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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Barco Negro

Decidi mostrar-vos mais algumas fotos da Praia da Vieira. É que eu não me canso de admirar estas casas, estou apaixonada por estas belas casinhas típicas de riscas tão coloridas. Espero que gostem!


"...O dia está luminoso, e vivíssimo de claridade, e já se sente o mar. Em Vieira de Leiria há uma Santa Rita de Cássia seiscentista, que o viajante vai espreitar e que por si mesma merece a visita. Aí está agora a praia da Vieira, toda aberta para sul, a foz do Lis logo acima. Há barcos na praia, de curvas e afiladas proas, os longos remos postos ao través, à espreita de que a maré favoreça e haja esperança de peixe".
José Saramago

BARCO NEGRO
( David Mourão-Ferreira)


De manhã temendo que me achasses feia,
acordei tremendo deitada na areia,
mas logo os teus olhos disseram que não
e o sol penetrou no meu coração.


Vi depois, numa rocha, uma cruz,
e o teu barco negro dançava na luz;
vi teu braço acenando, entre as velas já soltas.
Dizem as velhas da praia que não voltas...
São loucas! São loucas!


Eu sei, meu amor,
que nem chegaste a partir,
pois tudo em meu redor
me diz que estás sempre comigo.


No vento que lança

areia nos vidros,
na água que canta,
no fogo mortiço,
no calor do leito,
nos bancos vazios,
dentro do meu peito
estás sempre comigo.


Tema do poema:

Um pescador foi para o mar no seu barco negro e não voltou, mas a amada recusa-se a acreditar que ele morreu.

- O poema inicia-se com uma analepse: na praia, um casal de namorados, depois de ter feito amor, adormeceu. E ao acordar, pela manhã, na areia, a mulher ficou com medo que o seu amado a achasse feia.

- "Vi depois numa rocha uma cruz..."- a cruz é um prenúncio de morte. O pescador não voltou, mas a amada pensa vê-lo no reflexo cegante do sol, no mar, a acenar-lhe e recusa-se a acreditar na evidência que apontam as viúvas da praia...

- "Eu sei que nem chegaste a partir..."- a mulher sabe, agora, que o seu amado não voltará, mas diz a si mesma que tudo está igual, porque ele está com ela, como sempre esteve.

- O vento, a areia, a água, o fogo... todos os elementos da natureza lhe lembram o amante perdido, porque ele vive dentro dela.


Portugal tem uma longa costa marítima, daí Camões falar na "ocidental praia lusitana". Podem ver aqui algumas das praias mais belas deste "Portugal à beira-mar plantado".

Já agora, passem também por aqui e vejam um pouco mais de mar.


E porque o mar, a praia e o vento têm sido protagonistas deste cantinho por mim criado, dêem uma espreitadela aqui e também aqui. É com saudades que recordo todos estes lugares paradisíacos por onde andei nas férias passadas, não esquecendo também este lugar. Apreciem e digam qualquer coisa.



A Mena na cozinha

Creme de legumes da avó

4 batatas
1 fatia de abóbora
3 cenouras
1 dente de alho
1 cebola
1 alho francês
sal
azeite


Leve todos os ingredientes ao lume para cozer em água temperada com sal.

Reduza tudo a puré.
Rectifique os temperos e deite um fio de azeite. Deixe ferver.

Sirva quente, enfeitado com um pezinho de salsa ou de coentros.




Recebi este prémio das meninas destes blogs - ponto-cruz-habiba.blogspot.com e soniafacion7.blogspot.com.
Muito obrigada, amigas! O Prémio Tarjeta de Oro foi criado para fazer amigos blogueiros.
Envio para todos os que me visitam, deixando sempre uma palavrinha amiga. Beijinhos.


Trabalhinhos:

Esta almofada era da minha avó, foi ela quem a fez.


Travessão