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quinta-feira, 11 de junho de 2015

A Viagem do Elefante - Grupo Acert




 Assisti ontem a um espectáculo extraordinário!

O Mosteiro de Alcobaça, com a sua magia memorável, foi o elemento patrimonial que acolheu A Viagem do Elefante, conferindo-lhe uma marca fantasticamente singular.



A Viagem do Elefante é um romance de 2008 do escritor português, Nobel de Literatura de 1998, José Saramago. O romance retrata a ida do paquiderme indiano Salomão até à Áustria,


"O livro narra uma viagem de um elefante que estava em Lisboa, e que tinha vindo da Índia, um elefante asiático que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). Isto passa-se tudo no século XVI, em 1550, 1551, 1552. E, portanto, o elefante tem de fazer essa caminhada, desde Lisboa até Viena, e o que o livro conta é isso, é essa viagem."









































sábado, 17 de janeiro de 2009

À barca, à barca, senhores!

Ontem, fomos ver o "Auto da Barca do Inferno", representado no Mosteiro dos Jerónimos. Os alunos adoraram e nós também. Já vi esta peça várias vezes e não me canso nunca.
O dia estava cinzento, o sol não deu um arzinho da sua graça, chovia torrencialmente, mas ninguém se importou, professores e alunos vibraram com a interpretação dos actores, alguns bem conhecidos (das novelas da TV). No fim, houve sessão de autógrafos e tiraram-se fotografias com os actores, o mais solicitado foi o Diabo, sempre bem-disposto, pousou com todos os alunos, com o ar mais diabólico que conseguiu pôr.
Depois, seguiu-se o almoço no McDonald's na companhia de alguns dos actores (alguns alunos preferiram ir almoçar ao CCB) e a sobremesa tomou-se logo ali ao lado: os famosos pastelinhos de Belém.

Depois de nos terem ido chamar à entrada do Mosteiro, os actores fizeram uma introdução, falando um pouco do "pai" do teatro português e do Auto que ia ser representado.

Logo surgiram o Anjo, o Diabo e o seu companheiro. O Diabo começou por mandar o companheiro arrumar e enfeitar a barca. Era preciso bastante espaço para os passageiros que viajariam para o Inferno.
O Anjo sorria apenas.

Apareceu o Fidalgo acompanhado do pajem, muito senhor do seu nariz, respirando importância por todos os poros. O pajem, muito sofrido, carregava uma cadeira (aqui representado por um escadote) para o seu senhor se sentar. As barcas eram também escadotes maiores. Como a representação é feita como acontecia no séc. XVI, sem palco, os espectadores ao mesmo nível dos actores, os escadotes faziam com que as personagens principais estivessem num plano mais alto para que todos os vissem e ouvissem bem.

Depois do Fidalgo, chegou o Onzeneiro com o seu bolsão.

O Parvo apareceu a seguir, simples e engraçado. Pouco depois veio o sapateiro, carregado de formas.

Seguidamente, surgiu o Frade acompanhado da moça Florença, convencido que escaparia às penas do Inferno. Coitado!

Ele bem tentou convencer o Diabo que o seu hábito e as orações por si rezadas o livrariam do castigo infernal.

A Alcoviteira, Brízida Vaz, acompanhada das suas moças, pôs o ar mais angélico que conseguiu e tentou seduzir o Anjo com palavras bonitas e sedutoras.

O Judeu apareceu com o bode às costas e quis subornar o Diabo para que lhe passasse o "cabrão". O Diabo não o queria deixar entrar na barca, mas, no fim, permitiu que o Judeu e o bode se deslocassem a reboque da barca, “ireis à toa”.

Os alunos, muito atentos e interessados, seguiram toda a peça e confessaram-me, no fim, que sabiam as falas das personagens todas.

Eis o Corregedor e o Procurador, "homens dos breviairos" que queriam que um "meirinho do mar" os julgasse. Pensavam que se salvariam se fossem julgados por colegas de profissão.
O Enforcado, ingénuo e sem opinião própria, defendeu-se como pôde, mas também ele não escapou do fogo do Inferno.

Por fim, passaram cantando, diante da Barca do Inferno, quatro Cavaleiros. O Diabo chamou-os para a barca. Um deles respondeu-lhe que “quem morreu por Jesus Cristo não vai em tal barca como essa!” Dirigiram-se, então, à Barca do Paraíso, onde foram bem recebidos pelo Anjo que os aguardava para partir.

Salvaram-se o Parvo e os quatro Cavaleiros. O primeiro porque não errou por maldade, porque, segundo o Sermão da Montanha, são “bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles
é o reino dos céus.” Os Cavaleiros, porque morreram em defesa da fé cristã.



Para o ano lá estaremos de novo com outros alunos!