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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Frade

O Frade (Frei Babriel) e a moça (Florença)


Trata-se de um frade cortesão, dançarino, cantor e esgrimista que surge com a sua amante pela mão. O Diabo sentencia que ele irá para o Inferno por viver amancebado, desprezando assim os votos de castidade que formulara. Toda a defesa do Frade consiste em acreditar que o hábito que enverga o livrará das chamas infernais. Por baixo do hábito, o Frade traz o traje de esgrimista e faz uma demonstração ao Diabo para mostrar que é um bom praticante da modalidade. Depois da lição de esgrima, o Frade, acompanhado da amante, dirige-se à barca do Anjo que o ignora e o reprova de tal forma que nem sequer lhe dirige a palavra. É o Parvo que denuncia a sua vida de pecado e de libertinagem. Gil Vicente censura nele a desconformidade entre os actos e os ideais, pois, em lugar de praticar a austeridade, a pobreza e a renúncia ao mundo, busca a riqueza e os prazeres, é espadachim, blasfema, tem mulher e prole, ambiciona honras e cargos, procedendo como se a ordenação sacerdotal o imunizasse contra os castigos que Deus tem reservados para os pecadores.

Florença simboliza a vida pecaminosa levada pelo Frade e vive ela própria em pecado, sendo também condenada ao Inferno.



Os elementos cénicos que acompanham o Frade e o seu significado:


Capelo - Símbolo de condição sacerdotal.


Moça - Símbolo do amancebamento, do não cumprimento do voto de castidade.


Broquel, espada e casco - Símbolo do gosto por coisas mundanas, pelo aspecto físico exterior (desporto) versus o interior (religião).


Através destes recursos, Gil Vicente tece uma crítica feroz ao Clero. Temos um frade que gosta dos prazeres mundanos como o canto, a dança, a esgrima e o namoro, quando deveria dedicar-se exclusivamente às práticas religiosas e cumprir os seus votos de pobreza, castidade e obediência.





Variedades geográficas da Língua Portuguesa: dialectos


A língua portuguesa, apesar de ter conseguido manter até hoje uma coesão apreciável e de ser falada por povos dos cinco continentes, apresenta variedades geográficas relativamente à pronúncia, sintaxe e vocabulário que se traduzem em Dialectos.

Segundo a gramática tradicional, existem três grupos de dialectos a nível continental:

- Os galegos (região da Galiza, Norte da Península Ibérica).

- Os portugueses setentrionais (região do Norte do País).

- Os portugueses centro-meridionais (região de Centro e Sul).

Há a considerar, também, os dialectos falados nos arquipélagos atlânticos dos Açores e da Madeira.

Nota: repara que Portugal também apresenta como língua oficial o mirandês.



A Língua Portuguesa no mundo


São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-leste, Cabo Verde, Portugal, Angola, Macau, Brasil.

Crioulos Portugueses

Durante a expansão marítima, o português, em contacto com as línguas dos povos nativos, deu origem a crioulos. Há vários crioulos em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe.

Comunidades de Emigrantes

As comunidades de emigrantes portugueses em todo o mundo também vão mantendo viva a língua. Existem grandes comunidades falantes de português no Luxemburgo, Andorra, Bélgica, França, Alemanha, Jersey e Suiça.



Estatuto Oficial da Língua Portuguesa


PALOP – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são designados por “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” ou PALOP, formando uma comunidade de quase 9 milhões de falantes nativos.

CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – é uma organização internacional, com sede em Lisboa, composta pelos oito países independentes que têm o português como língua oficial, respectivamente, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O português é também uma língua oficial da União Europeia, Mercosul e da União Africana. É considerada, ainda, uma das três línguas internacionais de trabalho, juntamente com o inglês e o francês.



Ter dúvidas é saber…


“Nós” e “A gente”


Ouve-se dizer por aí: “A gente fazemos”? Não! “A gente faz.” Ou então: “Nós fazemos.


Nós, um pronome pessoal que é sujeito da primeira pessoa do plural dos verbos, é a única palavra que, expressa ou subentendida, pode ser sujeito de qualquer verbo na primeira pessoa do plural: “Nós cantamos!” (sujeito expresso); “Faremos qualquer coisa por ela.” (sujeito subentendido).


A gente emprega-se com o verbo no singular (3.ª pessoa); ou Nós com o verbo no plural (1.ª pessoa do plural).



A Mena na cozinha


Ovos verdes


6 ovos
4 salsichas
sal
pimenta
espargos verdes

Corte os espargos aos pedacinhos. Bata os ovos, tempere com sal e pimenta. Junte os espargos e misture bem.

Corte as salsichas às rodelas e adicione-as ao preparado anterior.
Leve a cozinhar numa frigideira com um fio de azeite, mexendo sempre.

Sirva com salada ou beterraba.
Bom apetite!


Trabalhinho: Cruz de pérolas