OS SANTOS POPULARES
Ateiam-se fogueiras para assar as sardinhas e os rapazes e raparigas saltam e bailam à sua volta até raiar o dia.

O manjerico é uma espécie de "primo afastado" do manjericão, uma erva aromática usada na culinária...
Esta planta enquadra-se na mesma categoria do alecrim ou do alho-porro, sendo considerada uma "planta benfazeja" - é uma planta que dá boa sorte, uma planta que traz energia positiva, sendo ao mesmo tempo símbolo de fertilidade, de bonança. O manjerico é também considerado um escudo contra as forças exteriores negativas - o "mau-olhado"...
O manjerico a "erva dos namorados" é a planta mais popular das festas de S. João e de Santo António.
O manjerico pode ser combinado com omeletas, ovos mexidos, carne, peixe, saladas e massas, condimentando os pratos sempre no fim sem cozinhar as folhas e cortando-as à mão.
ORIGENS
DAS MARCHAS POPULARES
No fim do séc. XVIII, os franceses iniciaram a moda de dançar em marchas militares, Marche aux Flambeaux, celebrando assim a tomada da Bastilha, desfilando em marchas com archotes na mão.
Com as invasões napoleónicas, para além dos valores da Revolução Francesa, ficou este costume, tendo o povo "aportuguesado" a palavra flambeaux, passando a designá-la de Marcha ao Flambó. Os portugueses, no entanto, em vez de usarem archotes, começaram a usar balões de papel e fogo-de-artifício vindo da China, muito em voga em inícios de séc. XIX...
Corria o ano de 1932, quando foram incluídas nas festividades em louvor de Santo António as “marchas populares”, com desfiles colectivos dos moradores de cada bairro da capital. Desfilava-se, então, ao som de músicas alegres, que tinham de obedecer, tal como as letras, os trajos dos marchantes e a própria ornamentação dos arcos enfeitados com balões, a um tema alusivo (histórico ou relativo às características de cada bairro).
Mais remotamente exibia-se já a chamada Marche aux Flambeaux, adaptada da tradição francesa, popularmente designada por “Marcha ao Flambó”, como expliquei anteriormente. Estas marchas eram organizadas por cada bairro onde se festejasse o Santo António e eram formadas por pequenos grupos, que desfilavam sem grande aparato de apresentação ou de coreografia, geralmente dirigidos por um ensaiador que os orientava utilizando um apito. Os marchantes exibiam-se, preferencialmente, “às portas e em frente das janelas dos Paços Reais, dos palácios da nobreza ou das casas ricas”.
Nesse ano de 1932, foi instituído um prémio para a melhor marcha, tendo concorrido apenas três bairros de Lisboa: Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique. Outros três limitaram-se a participar: Alcântara, Alfama e Madragoa. Dois anos depois, concorreram doze bairros. A ideia estava lançada e bem aceite por toda a cidade, tornando-se as marchas na maior manifestação etnográfica dos festejos a Santo António, com os desfiles e exibições habituais na Avenida da Liberdade e Parque Eduardo VII.
Os tronos de santo António
Os tradicionais tronos ou altares de Santo António, que se erguem pelas ruas dos bairros populares de Lisboa, num qualquer recanto ou à porta de casa, são, geralmente, da autoria das crianças.
Estes são armados num banco baixo ou em degraus feitos de caixas ou caixotes, forrados com um pano branco, ostentando no degrau cimeiro a imagem do santo, quase sempre em barro. O resto são os enfeites de papel colorido, as flores, as velas, os vasinhos de manjerico, as figurinhas e os pequenos objectos dispostos ao gosto de cada um. Há também altares ou tronos mais elaborados e de maiores dimensões em lugares públicos, símbolo da devoção popular dos moradores de cada rua, ou pátio dos bairros antigos de Lisboa.
Junto dos tronos, as crianças pediam antigamente a quem passava: “cinco reizinhos para a cera de Santo António”, valor monetário substituído, entretanto, pelo “tostãozinho”, a dar lugar, por sua vez, à frase actual “dê qualquer coisinha para o Santo António”.
Noutros tempos, este peditório era feito nos Domingos de Maio, prolongando-se até ao dia de Santo António. Eram também as crianças que outrora anunciavam o início dos festejos em corridas pelas ruas da cidade, soprando os pequenos “rouxinóis” (apitos de barro com várias formas, alguns representando figuras humanas ou animais que se enchem de água e que produzem sons melodiosos, lembrando o canto dos rouxinóis, ainda hoje vendidos, sobretudo, nas feiras e nas romarias do norte).
No que respeita à primitiva capela em louvor de Santo António, terá sido edificada no local da casa onde nasceu o santo, sacralizada logo após a sua canonização. Por volta de 1495, D. João II, em cumprimento de uma promessa, quis construir um oratório público na capela, de modo a que os devotos pudessem efectuar ali as suas orações. Devido à sua morte, essa incumbência passou para D. Manuel I, que mandou demolir a capela, construindo no seu lugar a Real Casa e Igreja de Santo António, arrasada depois pelo terramoto de 1755.
Destruída a igreja, o povo apressou-se a contribuir para a sua reconstrução, erguendo altares ou tronos pela cidade, numa manifestação pública da sua devoção, conseguindo com as esmolas obtidas um contributo importante para a reedificação da igreja dedicada ao santo – a que se juntaram os “reizinhos” pedidos pelas crianças de Lisboa, daí resultando a tradição dos populares tronos de Santo António.
Santo António de Lisboa ou Santo António de Pádua (por ter vivido e pregado nesta cidade de Itália) morreu a 13 de Junho de 1231 no Convento de Arcella, em Camposampiero, tendo sido a sua canonização, a 30 de Maio do ano seguinte, a mais rápida da história da Igreja católica.
Miminhos:
Recebi estas rosas da amiga Nile e ofereço-as a todas as amigas que me visitam.


Agora podem ver como se confecciona através destas imagens!
Deita-se a farinha numa tigela, abre-se uma cavidade no meio e deita-se o azeite, o sal e os ovos. Começa-se a mexer no centro com uma colher de pau até envolver toda a farinha. Depois, sem parar de mexer, junta-se a água em fio até se obter uma massa leve.
Agora, vamos lá a descontrair!...
Sete irmãos criam juntos um espectáculo único, cheio de luz, música e dança...
“Los Vivancos conseguem combinar flamenco, música, teatro, luta e artes circenses no mesmo espectáculo".
"Se acreditarmos que o destino existe, então consideramos que o nosso é dançar juntos... como um todo".
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