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sábado, 14 de junho de 2008

Marchas Populares

OS SANTOS POPULARES

Lisboa veste-se de cravos rubros, enfeitam-se as janelas com vasos com manjericos, sendo costume colocar na copa do manjerico, um cravo encarnado com uma bandeirinha hasteada com uma quadra popular escrita.
Ateiam-se fogueiras para assar as sardinhas e os rapazes e raparigas saltam e bailam à sua volta até raiar o dia.


A alcachofra brava também tem o seu simbolismo nestas festividades, quem queria saber se era correspondida/o no amor, devia chamuscar na fogueira uma alcachofra em flor e se a mesma, passados alguns dias, voltasse a florir, era sinal que o amor era sincero e daria em casamento.

Estas festas populares realizam-se no mês do solstício de Verão, numa altura em que os dias são maiores. Este solstício sempre foi considerado um período de celebração e exaltação. Celebram-se as colheitas conseguidas e a fertilidade e produtividade das terras. Paralelamente, começou a exultar-se a fertilidade humana, simbolizada nas plantas aromáticas como a cidreira, a alfazema e o tão afamado manjerico. Daí a tradição popular dos jovens oferecerem às namoradas um manjerico...

O manjerico é uma espécie de "primo afastado" do manjericão, uma erva aromática usada na culinária...
Esta planta enquadra-se na mesma categoria do alecrim ou do alho-porro, sendo considerada uma "planta benfazeja" - é uma planta que dá boa sorte, uma planta que traz energia positiva, sendo ao mesmo tempo símbolo de fertilidade, de bonança. O manjerico é também considerado um escudo contra as forças exteriores negativas - o "mau-olhado"...

O manjerico a "erva dos namorados" é a planta mais popular das festas de S. João e de Santo António.

INFUSÃO DE MANJERICO (bebida energética) - coloque 5 gramas de folhas frescas numa chávena de chá a ferver, junte umas gotas de limão e adoce com uma colherinha de mel.

O manjerico pode ser combinado com omeletas, ovos mexidos, carne, peixe, saladas e massas, condimentando os pratos sempre no fim sem cozinhar as folhas e cortando-as à mão.


ORIGENS
DAS MARCHAS POPULARES

No fim do séc. XVIII, os franceses iniciaram a moda de dançar em marchas militares, Marche aux Flambeaux, celebrando assim a tomada da Bastilha, desfilando em marchas com archotes na mão.
Com as invasões napoleónicas, para além dos valores da Revolução Francesa, ficou este costume, tendo o povo "aportuguesado" a palavra flambeaux, passando a designá-la de Marcha ao Flambó. Os portugueses, no entanto, em vez de usarem archotes, começaram a usar balões de papel e fogo-de-artifício vindo da China, muito em voga em inícios de séc. XIX...

Corria o ano de 1932, quando foram incluídas nas festividades em louvor de Santo António as “marchas populares”, com desfiles colectivos dos moradores de cada bairro da capital. Desfilava-se, então, ao som de músicas alegres, que tinham de obedecer, tal como as letras, os trajos dos marchantes e a própria ornamentação dos arcos enfeitados com balões, a um tema alusivo (histórico ou relativo às características de cada bairro).

Mais remotamente exibia-se já a chamada Marche aux Flambeaux, adaptada da tradição francesa, popularmente designada por “Marcha ao Flambó”, como expliquei anteriormente. Estas marchas eram organizadas por cada bairro onde se festejasse o Santo António e eram formadas por pequenos grupos, que desfilavam sem grande aparato de apresentação ou de coreografia, geralmente dirigidos por um ensaiador que os orientava utilizando um apito. Os marchantes exibiam-se, preferencialmente, “às portas e em frente das janelas dos Paços Reais, dos palácios da nobreza ou das casas ricas”.

Nesse ano de 1932, foi instituído um prémio para a melhor marcha, tendo concorrido apenas três bairros de Lisboa: Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique. Outros três limitaram-se a participar: Alcântara, Alfama e Madragoa. Dois anos depois, concorreram doze bairros. A ideia estava lançada e bem aceite por toda a cidade, tornando-se as marchas na maior manifestação etnográfica dos festejos a Santo António, com os desfiles e exibições habituais na Avenida da Liberdade e Parque Eduardo VII.

Os tronos de santo António

Os tradicionais tronos ou altares de Santo António, que se erguem pelas ruas dos bairros populares de Lisboa, num qualquer recanto ou à porta de casa, são, geralmente, da autoria das crianças.

Estes são armados num banco baixo ou em degraus feitos de caixas ou caixotes, forrados com um pano branco, ostentando no degrau cimeiro a imagem do santo, quase sempre em barro. O resto são os enfeites de papel colorido, as flores, as velas, os vasinhos de manjerico, as figurinhas e os pequenos objectos dispostos ao gosto de cada um. Há também altares ou tronos mais elaborados e de maiores dimensões em lugares públicos, símbolo da devoção popular dos moradores de cada rua, ou pátio dos bairros antigos de Lisboa.

Junto dos tronos, as crianças pediam antigamente a quem passava: “cinco reizinhos para a cera de Santo António”, valor monetário substituído, entretanto, pelo “tostãozinho”, a dar lugar, por sua vez, à frase actual “dê qualquer coisinha para o Santo António”.

Noutros tempos, este peditório era feito nos Domingos de Maio, prolongando-se até ao dia de Santo António. Eram também as crianças que outrora anunciavam o início dos festejos em corridas pelas ruas da cidade, soprando os pequenos “rouxinóis” (apitos de barro com várias formas, alguns representando figuras humanas ou animais que se enchem de água e que produzem sons melodiosos, lembrando o canto dos rouxinóis, ainda hoje vendidos, sobretudo, nas feiras e nas romarias do norte).

No que respeita à primitiva capela em louvor de Santo António, terá sido edificada no local da casa onde nasceu o santo, sacralizada logo após a sua canonização. Por volta de 1495, D. João II, em cumprimento de uma promessa, quis construir um oratório público na capela, de modo a que os devotos pudessem efectuar ali as suas orações. Devido à sua morte, essa incumbência passou para D. Manuel I, que mandou demolir a capela, construindo no seu lugar a Real Casa e Igreja de Santo António, arrasada depois pelo terramoto de 1755.

Destruída a igreja, o povo apressou-se a contribuir para a sua reconstrução, erguendo altares ou tronos pela cidade, numa manifestação pública da sua devoção, conseguindo com as esmolas obtidas um contributo importante para a reedificação da igreja dedicada ao santo – a que se juntaram os “reizinhos” pedidos pelas crianças de Lisboa, daí resultando a tradição dos populares tronos de Santo António.

Santo António de Lisboa ou Santo António de Pádua (por ter vivido e pregado nesta cidade de Itália) morreu a 13 de Junho de 1231 no Convento de Arcella, em Camposampiero, tendo sido a sua canonização, a 30 de Maio do ano seguinte, a mais rápida da história da Igreja católica.


Miminhos:

Recebi estas rosas da amiga Nile e ofereço-as a todas as amigas que me visitam.




Pataniscas de Atum

Esta receita está aqui!
Agora podem ver como se confecciona através destas imagens!

Deita-se a farinha numa tigela, abre-se uma cavidade no meio e deita-se o azeite, o sal e os ovos. Começa-se a mexer no centro com uma colher de pau até envolver toda a farinha. Depois, sem parar de mexer, junta-se a água em fio até se obter uma massa leve.

Junta-se o atum desfiado, a salsa e a cebola picadas.

Mexe-se tudo muito bem. Deita-se azeite ou óleo numa frigideira e deixa-se aquecer.

Com uma colher de sopa, colocam-se porções separadas e viram-se logo que fiquem douradas.


Quando estiverem douradinhas dos dois lados, retiram-se da frigideira e colocam-se sobre papel absorvente para tirar o excesso de azeite.

Depois de bem escorridinhas, enfeitam-se com um raminho de salsa. Servem-se com arroz branco ou de tomate, feijão frade e uma boa salada.


Trabalhito bem colorido

Mais um colar feito pela minha filhota: peças em fimo, bolas e flor de feltro (desenhadas e feitas por ela), peças de vidro, madeira e porcelana, fitas...






Agora, vamos lá a descontrair!...

Sete irmãos criam juntos um espectáculo único, cheio de luz, música e dança...
“Los Vivancos conseguem combinar flamenco, música, teatro, luta e artes circenses no mesmo espectáculo".
"Se acreditarmos que o destino existe, então consideramos que o nosso é dançar juntos... como um todo".


How Peaceful Are You?


You Are 79% Peaceful

You are a very peaceful person. All is good in your world, no matter what's going on.

Occasionally you let your problems get to you, but you generally remain upbeat.

Your inner strength is inspirational - much more so than you may realize.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Arroz do céu

Proposta de leitura:

Arroz do céu

«Arroz do Céu» é um conto de José Rodrigues Miguéis que retrata a vida de um imigrante de leste, dos países Bálticos (Estónia ou Lituânia), muito pobre, com seis ou sete filhos, a viver nos EUA e a trabalhar no subway (Metropolitano). Ele considera este emprego muito melhor que os anteriores, porque não precisa de falar inglês, que mal entende, e, como veremos no final, lhe permite sustentar a família com o arroz que cai pelos respiradouros do metropolitano, desperdiçado no Uptown (a parte rica da cidade de Nova Iorque) e que ele apanha do chão “imundo e viscoso”.

Este conto, escrito em 1962 por alguém que viveu nos EUA, versa o problema das minorias étnicas (os imigrantes). A personagem principal não tem um nome próprio que a individualize como ser humano e cidadão integrado, conhecemo-la ao longo da história pela sua profissão: “o Limpa-vias trabalhava há muitos anos no subway”. O mundo do protagonista é um mundo à parte. O Uptown é caracterizado como sendo “chique a paróquia e imponente a igreja (…) onde o arroz chove às cabazadas em cima dos noivos; (…) arroz alvo, carolino de primeira”. O Limpa-vias “Desconhecia os ritos e as elegâncias”: no seu casamento não tinha havido arroz de espécie nenhuma, nem de galinha, nem cru. Por isso, ele nunca imaginou que o arroz provinha dos casamentos que se celebravam à superfície. Para ele, o arroz que caía pelos respiradouros “vinha do céu, como a chuva, a neve, o sol e o raio”, era uma dádiva de Deus. “Deus, lá no Alto, pensava no Limpa-vias, tão pobre e calado, e mandava-lhe aquele maná para encher a barriga aos filhos.”
As relações unidireccionais são evidentes, a personagem desconhece por completo o tipo de vida das pessoas que vivem no Uptown, um mundo completamente oposto ao seu. A grande diferença entre estes dois mundos reside na “…claridade (…) voragem empolgante das ruas” (o mundo dos outros) e na obscuridade “parede negra (…) floresta subterrânea” (o mundo do Limpa-vias). O mundo dos outros, símbolo de alegria e de divertimento, onde o arroz é visto como “grande estrago de alegria” e até como ”desperdício». Este desperdício é aproveitado pelo Limpa-vias que, com ele, sustenta a sua família. As relações de dominação, de isolamento, de ausência de partilha, de falta de solidariedade e de conhecimentos são enfatizadas na frase final do conto: “O céu do Limpa-vias é a rua que os outros pisam”. Para o Limpa-vias, o Uptown simboliza o Céu, pois é de lá que cai o arroz. Para os outros, é apenas o chão que pisam diariamente sem se aperceberem. Esta visão diferente do Uptown e o significado que ele tem quer para o Limpa-vias quer para os outros, reforçam uma vez mais a ideia de que se trata de um mundo ao qual ele não tem acesso. Esta frase final é profundamente irónica, dando a entender que há um Céu para os ricos e outro Céu (muito mais baixo) para os pobres.

Este conto é estudado no 7.º ano e é a partir dele que pretendemos chamar a atenção dos alunos para a actualidade da problemática das minorias étnicas, dos problemas que têm surgido em Portugal, pois o nosso País é hoje não só uma terra de emigrantes, mas também de imigrantes. A partir desta história, procuramos também sensibilizá-los para a importância de valores como a partilha, a solidariedade, a amizade, o respeito, a responsabilidade, a compreensão, a justiça, a honestidade, a igualdade e a cooperação.



Um pouco de música:

Um poema:

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.

Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."

Eugénio de Andrade


Uma receita deliciosa:

Pataniscas de atum

2 latas de atum
1 cebola picada
200g de farinha de trigo
1 colher de sopa de azeite
0,5dl de água
3 ovos
salsa picadinha
azeite ou óleo para fritar
sal

Deita-se a farinha numa tigela, abre-se uma cavidade no meio e deita-se o azeite, o sal e os ovos. Começa-se a mexer no centro com uma colher de pau até envolver toda a farinha. Depois, sem parar de mexer, junta-se a água em fio até se obter uma massa leve.
Junta-se o atum desfiado, a salsa e a cebola picadas. Mexe-se tudo muito bem. Deita-se azeite ou óleo numa frigideira e deixa-se aquecer.
Com uma colher de sopa, colocam-se porções separadas e viram-se logo que fiquem douradas. Quando estiverem douradinhas dos dois lados, retiram-se da frigideira e colocam-se sobre papel absorvente para tirar o excesso de azeite. Depois de bem escorridinhas, enfeitam-se com um raminho de salsa. Servem-se com arroz branco ou de tomate.


Um mimo e um desafio:

Este mimo veio do cantinho da Siry

Hoje, quero dar um mimo a todos os meus visitantes, principalmente àqueles que passam por aqui e que deixam sempre um comentário.
Este mimo é para ti, recebe-o com muito carinho da
Mena


Recebi o seguinte desafio da Chocolate e da Maiu , cujo objectivo é dar a minha opinião sobre vários assuntos e depois indicar 7 amigas para que possam participar e levar o miminho com elas.

1 - Vida – uma dádiva (só temos uma oportunidade, logo não podemos desperdiçá-la).
2 - Amor – é eterno, enquanto durar!
3 - Casamento – Para sempre (por isso há que escolher o companheiro ideal).
4 - Família - os alicerces da minha vida!
5- Dinheiro – não dá a felicidade, mas ajuda!
6 - Homem - o meu filho, o meu pai e o meu marido!
7 - Mulher – a minha filha e a minha mãe
8 - Desejo – saúde, saúde e saúde (se tiver saúde, poderei conquistar o resto).
9 - Sucesso - para mim, para os meus, para todos!
10 - Profissão – professora
11 - Saúde – a melhor coisa que podemos ter
12 - Internet - uma ferramenta de trabalho muito útil, uma forma de comunicar, uma ligação ao mundo…
13 - Presente – há que vivê-lo da melhor forma!
14 - Passado – não se pode mudar, mas forneceu-nos as bases para o presente e pode comprometer o futuro.
15 - Futuro – a Deus pertence, mas não podemos esquecer que Ele disse: “Faz e eu ajudar-te-ei”.
16 - Política – descrédito total.
17 - Brasil – país irmão.
18 - Sexo – sem amor não tem sentido.
19 - Arte - uma óptima terapia!
20 - Opinião acerca do desafio em questão – interessante, porque me fez pensar um bocadinho em certas coisas.

E agora vou passar este desafio a 7 meninas:

Diana

Sweetie

Chocolate

Lucinda

Cassilda

Habiba

Malu


Trabalhinhos: