Antonio Peticov " Il Conservatorio"
"Porque a Música penetra mais fundo na alma humana."
Platão
" A música é o barulho que pensa. "
Victor Hugo
" Encontra-se sempre, aqui e ali, algum semi-deus que consegue viver em condições terríveis, e viver vencedor! Quereis ouvir os seus cantos solitários? Escutai a música de Beethoven! "
Friedrich Nietzsche
" Quem ouve música sente a solidão de repente povoada. "
Robert Browning
" A música é a linguagem dos espíritos. "
Khalil Gibran
O Destino da Música
Era uma vez uma música, uma melodia. Andou pelos ouvidos das pessoas.
Alguns cantarolavam-na. Outros assobiavam-na. Fosse em lá-lá-lá, no céu-da-boca, ou em tri-ti-ti, na ponta dos lábios, sabia sempre bem.
Quando era tocada no coreto da praça, as pessoas paravam de conversar e aproximavam-se pé ante pé, meneando a cabeça ao som da música. E, quando a música acabava, batiam palmas entusiasmadas, que tanto se destinavam à música como à banda que apuradamente a tocara. E pediam “Bis! Bis!”.
Às vezes, o maestro fazia-lhes a vontade. Nova sessão do encantamento e, no fim, mais uma grande revoada de palmas.
Acontecia as pessoas acordarem, de manhã, com a música a rodopiar nos ouvidos. Era bom.
Acontecia as pessoas adormecerem, à noite, com a música a rodopiar nos ouvidos. Também era bom.
E, durante o dia, os carpinteiros, a serrarem, assobiavam-na, as lavadeiras, a lavarem, cantavam-na, e toda a gente, quer estivesse a trabalhar quer fosse dar um passeio solitário pelo campo, espalhava-a pelos ares, dando mais vida à música que serpenteava, feliz, em direcção às nuvens.
Mas a banda deu a conhecer outras melodias. Era seu dever valorizar-se e renovar o repertório. Não podia estar só a tocar as mesmas músicas de antigamente.
Porque é que não voltam a tocar aquela que começa assim: Lá-lá-lá…? - Perguntava alguém, com saudades da velha música.
Não havia quem soubesse responder.
A pouco e pouco, a música foi-se apagando das memórias.
Para onde vão as melodias que nunca mais são tocadas?
Eu sei, isto é, julgo saber. Os sons sobem.
Seja de flauta, de harpa ou de voz, o som solta-se donde é emitido e como leve coluna de fumo busca o ar transparente, onde vogam as andorinhas. Cada vez mais alto, o som atravessa as nuvens…
Quando chove e as gotas de chuva tilintam nas águas dos rios e dos lagos, os sons que subiram regressam à Terra. Todos juntos, em grande confusão, escorrem pelas correntes de água, em caudais de música, em ondas, em cascatas, e vão ter ao mar.
Os sons mais pesados vão para o fundo. Os outros permanecem à superfície e, levados pelo balanço das ondas, navegam, de mistura com algas, penas de gaivotas, bocadinhos de luz e de prata, roubados ao Sol.
Estava eu na praia, a contemplar um pôr de Sol (sou coleccionador de pores de Sol, não sei se sabem), quando uma musiquinha suave me trespassou os ouvidos.
Os óculos já embaciados da poalha da maresia ficaram ainda mais embaciados, porque, de repente, me lembrei de que tinha ouvido aquela música à beira de um coreto pela mão do meu avô Domingos. Portanto, há muito e muito tempo…
Não estava a inventar.
Para ter a certeza, aflorei a música aos lábios, num sussurro de um assobio, que voou em direcção às nuvens rosadas do entardecer.
Foi então que resolvi escrever esta história.
Um pouco de humor
O Príncipe Encantado
Moral da história: "Nem tudo é o que parece!"Legumes Gratinados à Mena
1 cebola
1 dente de alho
azeite
2 tomates maduros
1/4 de pimento laranja
1/4 de pimento vermelho
1/4 de pimento amarelo
1 courgette
salsa
sal
pimenta
noz moscada
2 chávenas de soja granulada
1dl de vinho branco
2dl de caldo de carne
6 ovos
batatas fritas "palha"
queijo ralado
Desafio: Repararam, certamente, que este prato não tem nome! Eu inventei esta receita e apresentei-a à família. Primeira reacção: "O que é isto?", perguntou a minha filhota que quer saber tudo acerca do que vai comer. Segunda reacção: "Isto leva o quê?", indagou o meu filho, sempre receptivo a novidades. Terceira reacção: "Como se chama este prato?", questão posta pelo meu marido que gosta sempre de chamar as coisas pelos nomes.
Ora bem, depois das minhas explicações, chegámos todos à conclusão que deveríamos atribuir um nome a esta receita. A minha filha disse logo que só depois de provarmos é que devíamos pôr ou não um nome ao novo pratinho, "porque se não prestar, não vale a pena pôr os neurónios a trabalhar, coitadinhos, andam cansados de pensar em tanta coisa!", "Pois bem, vamos lá provar a nova criação da mãe.", "Só espero que haja mais alguma coisa para comer, não vá isto dar para o torto e ser completamente intragável.", "Obrigadinha, meninos, pela confiança que depositam em mim!..."
Todos comeram e todos choraram por mais, mas não houve consenso em relação ao nome de tão apaladado pratinho. É aqui que entram os/as que me visitam. Preciso da vossa ajuda, da vossa colaboração.
Assim, aqui vai o desafio: todos os/as visitantes, vão sugerir um nome para esta deliciosa iguaria. Eu escolherei o que gostar mais e oferecerei um presente ao autor do nome escolhido para a receita. Que acham?
Trabalhinho:
Colar coração vermelho
