Desejo a todos uma doce Páscoa!
A palavra "Páscoa" em várias línguas
- Alemão - Ostern
- Árabe - عيد الفصح (ʿĪdu l-Fiṣḥ)
- Basco - Bazko
- Búlgaro Пасха (Paskha)
- Catalão - Pasqua
- Espanhol - Pascua
- Esperanto - Pasko
- Finlandês - Pääsiäinen
- Francês - Pâques
- grego - Πάσχα (Páscha)
- Inglês - Easter
- Irlandês - Cáisg
- Islandês - Paska
- Italiano - Pasqua
- Latim - Pascha ou Festa Paschalia
- Holandês - Pasen
- Norueguês - Påske
- Polaco - Wielkanoc
- Português - Páscoa
- Romeno - Paşti
- Russo - Пасха (Paskha)
- Sueco - Påsk
O Dia de Páscoa
O dia da Páscoa é o primeiro Domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia 21 Março ou depois (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronómico. Mas a sequência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de Março e no máximo em 24 de Abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".
De facto, a sequência exacta de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
Os Ovos de Páscoa
Nos Estados Unidos, as crianças saem na manhã de Páscoa à procura dos ovos escondidos, na casa ou no jardim. Nalguns lugares, os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária. Actualmente, os ovos mais apreciados pelas crianças são os de chocolate.
O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.
A tradição de presentear com ovos de verdade é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos da natureza - lá denominam-se de pêssanka - em celebração à chegada da Primavera.
Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para os colorir, cozinhavam-nos com beterrabas.
Mas estes ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.
Eles celebravam Ostera, a deusa da Primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo na sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.
Os cristãos apropriaram-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Niceia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorniz) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.
Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa.
Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, os confeiteiros franceses tivessem a ideia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.
O Coelho
Existem outras explicações para a associação da imagem do coelho à Páscoa. Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto de a Lua determinar a data da Páscoa.
A Lenda de Ostera
Ostera tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, as crianças seguiam-na e a deusa adorava cantar e entretê-las com a sua magia. Um dia, Ostera estava sentada num jardim com crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Ostera, uma lebre. Isto encantou as crianças.
Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação porque não podia cantar nem voar. As crianças pediram à deusa que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Ostera decidiu esperar até que o Inverno chegasse, pois nesta época o seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera voltasse e ela tivesse de novo os seus poderes, pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns instantes?
A lebre permaneceu assim até a Primavera chegar.
Nessa época os poderes da deusa estavam no seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro pôs ovos em homenagem a Ostera.
Selinho oferecido pela Rebeca e pelo Jota Cê. Obrigada!
Vão até aos seus blogues e
deliciem-se com os seus textos.
Ovos rotos
1 lata de atum
1/2 embalagem de delícias do mar
pepinos de conserva
2 pimentos vermelhos assados de conserva
batatas fritas em palitos
sal
pimenta
queijo em fios
azeite
Bom apetite!
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