sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mãe é luz que não apaga!



Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drumond de Andrade


Dedico este poema à minha mãe que faz aninhos hoje: Parabéns, MÃE!


Eis o presentinho que preparei para a melhor mãe do mundo: pérolas para a pérola mais preciosa que nós temos (quem tem uma mãe, uma avó, uma sogra, uma amiga, uma companheira como a minha mãe, tem tudo, mas tudo mesmo!)



Como está bastante calor... que tal um batidinho para refrescar?


A Mena na cozinha

Batido de nectarina

4 nectarinas maduras

2 colheres de açúcar

2 copos de leite

gelo

Coloque todos os ingredientes na máquina dos batidos e ligue-a uns minutinhos.

Depois é só abrir a torneirinha, colocar uma palhinha e saborear. Hum!


A nectarina é um fruto resultante do cruzamento do pêssego com a ameixa vermelha. Ricas em betacaroteno e potássio, as nectarinas fornecem quantidades moderadas de vitamina C (ácido ascórbico), que dá resistência aos tecidos e age contra as infecções. São, ainda, ricas em pectina (uma fibra extremamente solúvel); em retinol (vitamina A), indispensável para a protecção da vista, conserva também a saúde da pele e auxilia no crescimento; niacina (vitamina B3), bastante importante, pois actua juntamente com outras substâncias na digestão, além de estimular o apetite.

A sua polpa é rica em bioflavonóides e carotenóides, pigmentos vegetais antioxidantes que ajudam a proteger contra o cancro e outras doenças. A casca contém fibra insolúvel, que ajuda a prevenir a prisão de ventre.




E agora, para terminar, uma


Lição de honestidade


Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.


Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.


Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.


Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.


Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara Municipal de Santarém


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Onde está o busílis?

Passeávamos pela aldeia e, no adro, alguns homens já entradotes na idade, sentados à sombra, conversavam. Estava calor e decidimos parar um pouco por ali. A conversa estava bem animada, os homens contavam anedotas e histórias e riam a bom rir. Os garotos brincavam e, de vez em quando, ficavam atentos à prosa dos mais velhos. Alguns cães, deitados aos pés dos donos, dormitavam.

Um miúdo franzino apareceu a correr e perguntou:

- Avô, agora já me pode dizer onde está o busílis?

Entreolhámo-nos e desatámos a rir.

O garoto, muito sério, disse:

- Avô, tu prometeste.

Um dos homens perguntou:

- O que é que prometeste ao teu neto, Joaquim? O que é isso do busílis? Escondeste isso ao rapaz?

- Não, Manel, não escondi nada.

O garoto, pendurado no braço do avô, insistia:

- Diz lá onde está.

- Vá lá, Joaquim, diz ao miúdo onde está o busílis.

- Não está em lado nenhum.

- Eu já vos conto o que é isso do busílis.

- Deve ser o nome de algum animal, não é, Joaquim? Tu sempre gostaste de dar nomes esquisitos aos animais. É o nome do bezerrito que nasceu ontem, não é? – indagou o Januário.

- Ó Januário, cala-te lá.

O senhor Joaquim pegou no neto, sentou-o ao colo e começou:


Dois homens cultos viviam em terras distantes e usavam o latim na correspondência que trocavam entre si. Um dia, numa das cartas, um desses homens escreveu em latim a frase que em português quer dizer: “Tenho aí vários amigos e vou enviar uma lembrança para todos eles”. “Para todos eles”, em latim, escreve-se “omnibus illis”, mas o nosso homem ao escrever esta expressão, chegou ao fim da linha e, não tendo espaço para colocar toda a palavra, “omnibus”, escreveu apenas omni, redigindo na linha seguinte “bus”, mas esqueceu-se do sinal da translineação, o hífen: omni-bus illis.

O seu amigo recebeu a carta e, na volta do correio, informou que tinha traduzido tudo, menos o “bus illis”, pois era algo impossível de traduzir.

Daí, empregarmos a frase “Aí é que está o busillis”, quando não somos capazes de perceber um assunto, ou não conseguimos decifrar uma situação inexplicável.


- Ah, é isso? Ó Joaquim, as coisas que tu sabes.

- Pois é, Manel, eu leio muito e isto aprendi num livro que o Sr. Padre me deu.

- Ler é perder tempo, Joaquim, é para quem não tem nada para fazer.

- Ó Manel, não digas essas coisas à frente da senhora professora nem dos garotos.

- Pronto, está bem. Tu tens sempre razão.

- Pois tenho, olha que o saber e a cultura não ocupam lugar!







A Mena na cozinha

Sardinhas à Brás

3 latas de sardinha
400 g de batatas palha
1 cebola
1 dl de azeite
6 ovos
pimenta
sal
salsa picada

Escorra as sardinhas e desfaça-as.

Corte a cebola às rodelas e leve-as ao lume num tacho com o azeite até alourarem um pouco. Junte as sardinhas e deixe apurar.

Junte as batatas e envolva tudo.

À parte bata os ovos e junte ao preparado anterior. Tempere com sal e pimenta. Mexa até os ovos coagularem.

Sirva polvilhado com salsa picada e com uma boa salada.

Bom apetite!


Trabalhinhos: