sexta-feira, 8 de julho de 2011

Jantar da Confraria XI

Gosto mais de sopinha desde que sou mamã!
Gosto muito de ser papá, nunca pensei ter tanto jeito para tal, aliás, toda a gente conhece a famosa equação que se aplica muito bem ao meu caso: Rui = papá x babado.
Então: papá = babado.
Portanto: Rui = (babado)2 (ao quadrado)

Olha a boa da batata frita!

Não sei se hei-de rir, se hei-de ficar séria! Fico "comme ci comme çá!"

A Isabel e o telemóvel, o telemóvel e a Isabel! Isto sucedeu a: Isabel e o Benuron, o Benuron e a Isabel! Vícios!
A Célia, com o seu maravilhoso sorriso, ainda tentou ser o foco da atenção das câmaras, mas...

Pronto, não te pedi que te pusesses gira e deu nisto: assim, assim!

As orelhas da "Mine" estão murchitas!

Olha a minha máquina tira umas fotos mesmo giras e ficam todas num cartãozinho bem pequenino. São as novas tecnologias!

Ó Lina, por amor da santa: a garrafa numa mão e as flores na outra? Podias ter pousado a garrafinha por um ou dois segundos! Caramba, mulher!

Ainda dizem que as mulheres é que são cuscas! Valha-me Santo Onofre!

Pois, a feira abria às nove, quem vos mandou ir ao meio-dia?! Cheguei e aviei-me, antes das dez estava de regresso com o carro cheio. Não tirem um curso de feiras, não!

Fomos tarde por causa de umas e de outras, valeu-nos o almocinho!

Isabel, tu não fazes a coisa por menos: três copos, hem!

Toma, Isabel, cumpre o que prometeste: tens de te "embezanar"!

Viu bicho?

Tenho de ficar distraída para ficar bem, se olho para a máquina, fico sempre HORRÍVEL!

Ó Ana, não me digas que viste uma barata ou uma bicha! Que cara de aflição!

Manela, tu e a máquina, a máquina e tu e mais o cartãozinho...

Miss bronze Foz do Arelho 2011.

Pronto, Sandra, apanhada com a mão na botija, que é como quem diz, na bela da "bouteille"!

Outra vez, Ricardo, não achas que já chega? Alombas com ela ao colo, alombas! E depois em casa, tens a Ana, à perna, de rolo da massa em punho!
Pois é , Ana, devias ter vindo para tomares conta destes dois!

Esta temporada terminou, o ano chegou ao fim! Vivemos momentos tristes, mas sempre soubemos virar a mesa, fazer das tripas coração e, sobretudo, aproveitar os bons momentos com os amigos e amigas que fomos fazendo ao longo dos anos na escola que era "nossa" e que esperamos que muito brevemente o venha a ser de novo.
Os alunos foram e são o motor principal duma escola e é por eles que estamos e que vamos ao fim do mundo se preciso for!
Termino com as palavras de uma querida amiga que passou pela "nossa querida escola": "Quem passa por Santo Onofre não esquece nunca a massa humana que faz uma verdadeira escola e sonha cada ano poder voltar, poder fazer parte da grande família onofrina. A escola não são as paredes, são os grandes seres que a constituem, que sofreram para a pôr de pé e que sofreram horrores por cada pedra que viram desmoronar."
É verdade Dina!
Mas, acredita, nós, mais uma vez, estamos todos prontos para, pedra por pedra, construir tudo de novo... Assim, nos deixem!


Boas férias para todos!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jantar da Confraria XI

De volta do naco ou da febra!

Tanto naco, tanta febra! Vá tudo a espreitar "o passarinho"!

Olhem-me para esta febra!

Onde está a minha febra? Não me digas que deixaste fugir o teu "naco"!

Estás muito sorridente para teres estado a suminho de laranja! As tuas cores não enganam ninguém, só os mais distraídos!

- Bem, Isabel, quem te viu e quem te vê! Incapaz de partir um pratinho, agora partes a louça toda, a baixela, tudo...

Pois é, Sandra, desta vez, escapas às "bocas", mas não perdes pela demora!

Ó Filomena, tu por acaso estudaste inglês? Hot pants, crazy girl... Muito à frente, sim senhor!

- Tem calma, Ricardo, aproveita bem a liberdade. Olha que a Ana nem sempre te dá ordem de soltura!

Outra vez, Isabel, mas tu agora não queres outra coisa! Não podes ficar ao pé da Célia! As duas estragam a pintura toda! Ai senhor Seno, senhor Seno!

Pois, chegam tarde e a más horas e depois são apanhados a rapar os tachos, que é como quem diz, as travessas!

Pronto, eu tiro outra foto ao casalinho maravilha! Esta sim, está com muito mais nível!

Isabel, esse é o copo número?
Ainda estás a ver bem?

A Cristina chegou de mansinho, quase nem dávamos por ela!

Agora tiro eu uma fotografia com a minha máquina cor-de-rosa que o meu filho me ofereceu e que tem um cartãozinho...

Tanto copo!

Chegou a hora dos brindes e dos parabéns à Lina.

Ainda há uma garrafa! Quem quer mais?
O senhor do restaurante gostou tanto da Lina que lhe ofereceu estas rosinhas meio murchitas...


A emissão segue dentro de momentos!

Jantar da Confraria XI

E foi mais um jantarzinho da Confraria... no restaurante "Naco na pedra"... ou será no calhau? E foi mais um encontro de onofrinos e onofrinas de gema...

Que lindas meninas!

- Célia, queres enganar quem? A sumo de laranja?

Filomena + Filomena = ............

A pôr a "escrita" em dia, não é Ana?

- Não sei se ria ou se fique séria! (x2)

Helita e o seu sorriso pepsodente ou será colgate?

A Lina fez aninhos e está prestes a receber o seu presentinho!
A Isabel aproveita a ocasião para "botar" discurso.

O que é que a baiana tem?

Estava toda a gente bem disposta e sorridente!

Uns quantos sorrisos, umas carinhas mais sérias (a pensar na vida, Ana Paula?)

Que é isto da epilação?

Vá lá, Lina, hoje estás muito distraída, vê lá se pedes a comidinha que o senhor está à tua espera.

Caramba, um homem ou dois entre as mulheres!

O médico disse-me que vinho nem vê-lo!

Será que vem ou não vem?

Chegou o naco na pedra....



Não perca o próximo episódio que nós também não!

Adeus Gil!


O Gil deixou-nos. O Gil, assim como entrou, saiu da nossa família, de repente. Foi um grande amigo, um grande companheiro!
Vou sentir a tua falta, Gil! Sei que foste feliz connosco! Mas tu, Gil, fizeste-nos muito mais felizes!

Nós encontrámos o Gil, quando eu andava a fazer formação em fotografia. Saí de casa de máquina em punho e fomos por aí fora à procura de motivos interessantes para fotografar: borboletas, flores, folhas, paisagens...
Parámos perto de um pinhal para tirar algumas fotos a flores silvestres e eis que nos aparece um cãozinho, com cerca de dois meses, vindo do pinhal. Achei o bichinho tão bonito que lhe tirei uma série de fotografias. Os meus filhos começaram logo a brincar com ele e ficámos por ali durante algum tempo na brincadeira com o cachorro. Entretanto, chegada a hora de regressarmos a casa, entrámos no carro e o cãozito entrou também. Mandámo-lo embora, mas ele abanava o rabo e lambia-nos. Saímos do carro e procurámos, por ali, o dono do bichinho. Não vimos ninguém. Levámo-lo connosco até à povoação mais próxima e aí perguntámos se sabiam a quem pertencia aquele boxer. Ninguém conhecia o cãozinho. Os meus filhotes pediam insistentemente que ficássemos com o animalzinho, porque ele não tinha ninguém, que não o podíamos deixar no pinhal, porque podia morrer de fome ou podia vir para a estrada e ser atropelado, e por isto, e por aquilo e por aqueloutro...
Deixámos o nosso contacto num café. Poderia aparecer o dono. Regressámos a casa com mais um elemento. Nunca apareceu ninguém a reclamar o bichinho e os meus filhos ainda hoje dizem que o Gil nos adoptou, nos escolheu para sermos da sua família.
Por altura do europeu, ele fugiu no dia do jogo Portugal - Inglaterra. Saltou o muro, porque teve medo dos foguetes. Nós tínhamos ido comemorar a grande vitória e quando voltámos, ele tinha desaparecido. Corremos toda a aldeia, perguntámos a toda a gente, vimos até dentro dos caixotes do lixo (podia ter sido atropelado e colocado aí!). Nada. Tinha-se evaporado. A minha filha chorava. Ela tinha um carinho especial pelo Gil. Cresceu com ele. Estávamos desolados. Coloquei fotos dele por todo o lado: nos cafés, na junta de freguesia, na escola... E Nada. Era horrível chegar a casa e não ter ninguém à nossa espera! Ele vinha sempre receber-nos ao portão, de rabinho a dar a dar e com aquele olhar tão ternurento, aquela testa franzida. Os dias passavam-se e já estávamos quase a desanimar, quando nos disseram que um senhor tinha em sua casa um boxer e que andava desesperadamente à procura dos donos ou de alguém que o quisesse, porque não podia tê-lo junto com o seu, porque brigavam. Fomos logo a correr, mas quando lá chegámos, o senhor disse-nos que o tinha levado para o canil municipal e que se não aparecesse ninguém, entretanto, a reclamá-lo, seria abatido. A minha filha desatou a chorar, não podem matar o Gil, ele não fez mal a ninguém, ele é meu amigo. O senhor prontificou-se a ir connosco ao canil. Pedímos a Deus que fizesse com que não fosse tarde demais. Chegados ao canil, começámos a chamá-lo, era de noite, não se via nada, não se ouvia nada, ele não respondia. Começámos a temer o pior: abateram-no!
A minha filha começou a chorar e a gritar por ele, não queria ir para casa, queria o Gil. E foi aí que ele reconheceu o choro da Margarida e começou a ladrar e a raspar na rede do canil, queria sair e ladrava, ladrava, atirava-se contra a rede. Conseguimos abrir a porta. Ele saiu. Deitou-se aos pés da minha filha e lambeu-lhe as lágrimas todas. Chamámo-lo para dentro do carro, mas ele sabia que eu não gostava que ele fosse nos bancos. Então fugia para trás do carro e sentava-se à espera que lhe abríssemos o porta-bagagens para ele saltar lá para dentro. A caixa estava cheia de ferramentas e ele podia magoar-se. Voltámos a chamá-lo e ele olhava-nos com aquela testa toda franzida e aquele olhar muito doce, parecia perguntar "Mas agora querem que entre para aí". Tivemos de pegar-lhe ao colo e levá-lo para dentro do automóvel, deitou a sua cabeça no colo da Margarida e ela fez-lhe muitas festinhas. Ele, de vez em quando, levantava a cabeça e olhava-me como que a perguntar "Hoje não ralhas por eu estar aqui?"

Agora, deixou-nos, tal como veio, de repente. Saí de casa para ir entregar os exames. Acompanhou-me ao portão. Disse-lhe adeus, como sempre e, desta vez, para sempre. Quando regressei, estava deitado. Pensei que estivesse a dormir a sesta. O meu marido disse-me, Mena, o Gil morreu.
- Como? Ele estava bem. Quando saí, foi comigo até ao portão.
- Estava a regar, disse-lhe que saísse dali para não o molhar. Acabei de regar, vi-o deitado, fui ter com ele. Estava a respirar e, de repente, morreu. Foi uma morte santa!
Eu sei que ele estava velhinho. Ele cresceu com a minha filha. Ela tem dezasseis anos.
Eu nunca pensei que fosse sentir-me assim! Já não consigo ver as teclas. As lágrimas teimam em cair...
O Gil nunca mais me vai esperar ao portão! Nunca mais me vai olhar com aqueles olhos doces! Nunca mais me vai franzir a testa! Já não me levará mais ao portão! Jamais se empoleirará no muro para nos ver chegar ou partir! Nunca mais me enrolará o tapete da frente da porta! Nunca mais me espezinhará as alfaces! Nunca mais me lamberá as mãos e os pés!...



Nunca te vou esquecer!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

De volta à cozinha!



Acabei de corrigir os exames e pude voltar à cozinha, já estava com saudades de fazer uma comidinha boa para a família. Que bom foi reencontrar os tachos e as panelas!



Bacalhau na MasterChef

500 g de bacalhau
400 g de batatas
1 cebola
2 dentes de alho
2 cabeças de cravinho
azeite
1 ramo de salsa
sal
pimenta
3 ovos

Corte as batatas e a cebola às rodelas. Desfie o bacalhau (cru). Ponha um fio de azeite no fundo da MasterChef e disponha sobre o azeite em camadas as batatas, a cebola e o bacalhau.

Entre as camadas, tempere com o alho às rodelas, o sal, a pimenta e o cravinho. Termine com uma camada de batatas. Regue com um pouco de azeite. Tape a panela, seleccione a função Chef para 30 minutos e carregue na tecla início. Coza os ovos.

Entretanto, descasque os ovos, pique a salsa e misture.

Decorrido o tempo, abra a MasterChef e disponha as batatas e o bacalhau numa travessa. Enfeite com os ovos e a salsa picados.

Sirva com uma boa salada.
Bom apetite!