segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Tibino - Foz do Arelho





Tibino é um bar/casa de petiscos/restaurante com tudo de bom: dos petiscos às saladas, dos pratos tradicionais portugueses a outros mais inovadores, dos cocktails aos doces, passando pela decoração vintage e pelo atendimento fantástico, tudo é maravilhoso aqui.

Há que fazer marcação prévia!

Os preços são simpáticos!


Fica na Rua Francisco Almeida Grandela Nº 141, Foz do Arelho

Contacto: 351 262 979 047

Os pratos são muito bons e com uma apresentação muito cuidada e bonita. As saladas muito coloridas e floridas, com uma mistura de sabores muito agradável.

O espaço é muito acolhedor e agradável. Os petiscos são espectaculares, com uma apresentação surpreendente: colorida e com vários sabores diferentes que casam muito bem. 

A sangria é óptima. 

Tudo muito bom. 

Muito bom atendimento.

Recomendamos! Adorámos e vamos voltar. 





























domingo, 25 de fevereiro de 2018

Pesca no Prato - São Martinho do Porto



O restaurante Pesca no Prato, mesmo em frente à baía de São Martinho do Porto, no cais, vai buscar directamente ao mar o peixe fresco que serve. As cataplanas de marisco e de peixe, a açorda de marisco e o arroz de tamboril são algumas das especialidades desta casa, que procura sempre inovar, introduzindo pratos diferentes como é o caso do peixe à bulhão pato. 
O espaço é acolhedor, tem uma decoração típica, adequada ao tipo de restaurante. O pessoal é simpático e está sempre pronto a ajudar e a dar sugestões. A vista é soberba!
O preço? Não é caro nem barato, está de acordo com a qualidades dos pratos ali servidos. 
Recomendamos!














sábado, 24 de fevereiro de 2018

Os três conselhos



OS TRÊS CONSELHOS


Um pobre rapaz tinha casado, e para arranjar a sua vida, logo ao fim do primeiro ano teve de ir servir uns patrões muito longe. Ele era assim bom homem, e pediu ao amo que lhe fosse guardando na mão o dinheiro das soldadas. Ao fim de uns quatro anos já tinha um par de moedas, que lhe chegava para comprar um eidico, e quis voltar para casa. O patrão disse-lhe:
– Qual queres, três bons conselhos que te hão-de servir para toda a vida, ou o teu dinheiro? 
– Ele, o dinheiro é sangue, como diz o outro.

– Mas podem roubar-to pelo caminho e matarem-te.
– Pois então venham de lá os conselhos.
Disse-lhe o patrão:
– O primeiro conselho que te dou é que nunca te metas por atalho, podendo andar pela estrada real.
– Cá me fica para meu governo.
– O segundo, é que nunca pernoites em casa de homem velho casado com mulher nova. Agora o terceiro vem a ser: nunca te decidas pelas primeiras aparências.
O rapaz guardou na memória os três conselhos, que representavam todas as suas soldadas; e quando se ia embora, a dona da casa deu-lhe um bolo para o caminho, se tivesse fome; mas que era melhor comê-lo em casa com a mulher, quando lá chegasse. Partiu o homenzinho do Senhor, e encontrou-se na estrada com uns almocreves que levavam uns machos com fazendas; foram-se acompanhando e contando a sua vida, e chegando lá a um ponto da estrada, disse um almocreve que cortava ali por uns atalhos, porque poupava meia hora de caminho. O rapaz foi batendo pela estrada real, e quando ia chegando a um povoado, viu vir o almocreve todo esbaforido sem os machos; tinham-no roubado e espancado na quelha. Disse o moço:
– Já me valeu o primeiro conselho.
Seguiu o seu caminho, e chegou já de noite a uma venda, onde foi beber uma pinga, e onde tencionava pernoitar; mas quando viu o taverneiro já homem entrado, e a mulher ainda frescalhuda, pagou e foi andando sempre, Quando chegou à vila, ia lá um reboliço; era que a Justiça andava em busca de um assassino que tinha fugido com a mulher do taverneiro que fora morto naquela noite. Disse o rapaz lá consigo:
– Bem empregado dinheiro o que me levou o patrão por este conselho.
E picou o passo, para ainda naquele dia chegar a casa. E lá chegou; quando se ia aproximando da porta, viu dentro de casa um homem, sentado ao lume com a sua mulher! A sua primeira ideia foi ir matar logo ali a ambos. Lembrou-se do conselho, e curtiu consigo a sua dor, e entrou muito fresco pela poria dentro. A mulher veio abraçá-lo, e disse:
– Aqui está meu irmão, que chegou hoje mesmo do Brasil. Que dia! E tu também ao fim de quatro anos!
Abraçaram-se todos muito contentes, e quando foi a ceia para a mesa, o marido vai a partir o bolo, e aparece-lhe dentro todo o dinheiro das suas soldadas. E por isso diz o outro, ainda há quem faça bem.




Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português, 1883


1.               Consegues dizer, exactamente, quando e onde se passa esta história? Porquê?

2.               Nos contos populares, a linguagem é simples, de cariz popular. Seguindo o exemplo dado, sublinha as marcas de fala popular presentes nas frases seguintes e reescreve-as  na norma padrão, mantendo o seu sentido original.

 «- Ele, o dinheiro é sangue, como diz o outro.» O dinheiro é sangue, como se costuma dizer.

«O rapaz foi batendo pela estrada real…»

«…viu vir o almocreve todo esbaforido sem os machos

«…ia lá um reboliço.»

«Disse o rapaz lá consigo

«E picou o passo, para ainda naquele dia chegar a casa.»

«…mas quando viu o taberneiro já homem entrado


3.               Assinala com um V (Verdadeiro) ou com um F (Falso) as seguintes afirmações:

- A literatura oral e tradicional apenas nos foi transmitida através da escrita.    
- A literatura oral e tradicional são apenas histórias sem qualquer importância.   

- Os contos populares, as lendas, os provérbios têm sempre um autor que é identificado. 
    
- Uma das funções destes textos é o entretenimento, durante o convívio entre pessoas de diferentes 
gerações.    
    
- Trata-se de um repertório muito significativo para o povo, já que encerra e perpetua um 
conjunto de ensinamentos morais, condicionando comportamentos e atitudes.  

- As crianças e os jovens só começam a contactar com este tipo de textos quando já sabem ler e escrever.  
    
- A transmissão destes textos dá origem à produção de variantes, pois cada emissor, tendo sido já um 
receptor, altera o discurso que ouviu, acrescentando ou omitindo pormenores.   

- A parábola recorre a animais para dar lições ao homem.  

- A lenda assenta num facto real, num espaço e tempo mais ou menos identificáveis. 



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Afinidades - Provas de Amor






No topo da Praça da Fruta, paredes meias com o Posto de Turismo da cidade de Caldas da Rainha, encontramos o Restaurante Afinidades,  “um restaurante despretensioso mas que aposta em ingredientes fora de série e numa confecção cuidada e sofisticada que casa o receituário tradicional português com receitas de cozinhas mais distantes”.
A sala, com uma decoração sóbria, mas bastante requintada, é muito acolhedora e confortável. O espaço é bonito e elegante, mas também com o seu quê de informal. Podemos escolher este restaurante para um almoço/jantar despretensioso, simples, com amigos ou familiares. É também o lugar certo para um jantar mais formal, sofisticado, para comemorações ou celebrações. Não esquecendo também os almoços de negócios... Há ainda uma esplanada agradabilíssima. E são estes os pontos de partida para uma experiência à mesa onde não faltam produtos de excelência como a carne Barrosã, o bacalhau  da Noruega e do Canadá (vindos da Mercearia Pena – a mercearia gourmet que é uma das lojas mais antigas das Caldas da Rainha), os melhores frescos da nossa Praça da Fruta, um ex-libris da nossa cidade, e os peixes e mariscos do Mercado do Peixe e da Lagoa de Óbidos.
A coordenação técnica ao nível das bebidas e da cozinha está a cargo dos chefes Jorge Guilherme e Luís Tarenta. 

A acompanhar a carta desenhada pelo chefe Luís Tarenta, podemos contar igualmente com uma vasta carta de vinhos e cocktails e com um serviço atento e dedicado.
Pessoal muito simpático, muito profissional, muito atento e solícito.
É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores restaurantes da cidade. Atrevo-me mesmo a dizer - o melhor!
Recomendo vivamente e voltarei certamente em breve!

































segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A Lenda da Moura da Ponte Romana de Chaves



Era uma vez…

 Há muitos, muitos anos, as terras Flavienses eram governadas pelos Mouros. O Alcaide tinha um filho que se chamava Abed e uma sobrinha órfã devido à guerra. Por vontade do Alcaide a bela jovem ficou noiva do seu filho Abed e esta não recusou, pois os Mouros por ali eram poucos e nenhum lhe despertara paixão.
Uns anos depois, os cristãos do jovem reino de Portugal iniciaram a conquista da região de Chaves, tendo mesmo atacado a cidade flaviense. À frente do exército português estavam os cavaleiros Rui e Garcia Lopes, irmãos de D. Afonso Henriques. O Alcaide e o seu filho encabeçaram a resistência Moura e a defesa do castelo. Mas a população da cidade, perante os ataques cristãos, começou a fugir desesperadamente.
Entretanto, o Alcaide e o filho lutavam tenazmente, embora sem grande sucesso.
Numa dessas ocasiões, enquanto apreciava os combates, a moura fixou os olhos num belo jovem guerreiro cristão que ganhava com os seus homens cada vez mais posições no castelo. No mesmo instante, o guerreiro parou a ofensiva. Dirigindo-se a ela perguntou-lhe:
- O que faz uma jovem tão bela num triste espectáculo destes?
- Quero perceber a guerra – disse a Moura
- É uma coisa só para homens – disse o cristão.
- Não é só os homens que são afectados pela guerra - retorquiu a moura - as mulheres e crianças também ficam viúvas e órfãs.
O cristão lamentou o facto e quis saber se ela estava só. Quando a moura respondeu que vivia com o tio, Alcaide do castelo, o guerreiro mandou levá-la imediatamente para o seu acampamento. A luta prosseguiu, entretanto.
O castelo acabou por ser tomado e oferecido pelos Lopes a D. Afonso Henriques. Contudo, a jovem moura manteve-se refém dos cristãos que não a trocaram por prisioneiros feitos pelos mouros. Passou a viver muito feliz com o cavaleiro que a raptara.
Abed, conhecedor da situação, nunca lhes perdoou. Depois de restabelecido de um ferimento de guerra, voltou a Chaves, disfarçado de mendigo. E como não conseguiu aproximar-se da sua apaixonada, um dia esperou-a na ponte. Pediu-lhe esmola. A jovem estendeu a mão para o pedinte e, nesse momento, algo de fatídico aconteceu. Olhando-a nos olhos, Abed disse-lhe:
- Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor dum cavaleiro cristão, mas não aquele que te levou, poderá salvar-te. Mas esse cavaleiro nunca virá!
Ouviu-se um grito de mulher. A jovem tinha reconhecido Abed. Contudo, como por magia, a moura desapareceu para sempre. Abed fugiu de seguida. Só as damas cristãs que a acompanhavam testemunharam o sucedido.
Desesperado, o guerreiro cristão que com ela vivia tudo fez para a encontrar. Procurou incessantemente na ponte e até pagou para que lhe trouxessem Abed vivo para quebrar o encanto. Mas a moura encantada da ponte de Chaves nunca mais apareceu e o cristão morreu numa profunda dor de saudade, ao fim de alguns anos.
Certa noite de S. João, cheia de luar, pela ponte passou um cavaleiro cristão. Ouviu, surpreso, murmúrios. Não viu ninguém, mas ouviu uma voz de mulher pedindo ajuda e que lhe disse docemente:
- Estou aqui em baixo, na ponte, sob o terceiro arco.
Estranhou a situação. Procurou sob o dito arco; no entanto, continuava sem ver a moura. Ouviu outra vez a moura que agora lhe dizia estar "encantada" e lhe pedia que descesse e a beijasse para a salvar. Mas o cavaleiro hesitou. Tocou no crucifixo que trazia ao peito e recordou-se dos contos que a mãe  lhe costumava contar sobre as desgraças de cavaleiros entregues aos feitiços de mouras encantadas. Perante estes pensamentos, olhou para o cavalo, montou-o e partiu, jurando nunca mais ali passar à meia-noite.


Assim, a moura da ponte de Chaves ali ficou para sempre encantada. E nas noites de S. João, ouvem-se os seus lamentos como castigo do amor que tivera por um cristão.