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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

No studio?... No film! (take 2)

Contei-vos como ficou a minha varanda que, comparada com a casa de jantar, não sofreu muitas modificações, pois houve só alteração na disposição dos móveis. Agora podem ver o que aconteceu à casa de jantar. A mesa que tem cerca de três metros de comprimento ficou como vêem na foto abaixo. As plantas mudaram de lugar, uma veio da casa de banho e a outra da sala de estar. O pote deixou o hall temporariamente, assim como a móvel acima, o tacho de cobre, o cavalo e as girafas. O carrinho de chá também saiu do seu lugar, na sala de estar. Enfim, eu nem queria acreditar no que estava a ver! E eles iam dizendo um não se preocupe, nós arrumamos tudo. O meu filho, ó mãe, no fim pomos tudo no lugar, não vamos estragar nem riscar nada. Por fim, depois da desarrumação e antes das filmagens, tive de ajudar na caracterização das personagens, mas isso é assunto para a próxima publicação.










Análise do conto "A Luavezinha"

O conto tradicional


Era um vez…


Assim começam os contos tradicionais que se reportam a tempos remotos e indefinidos, instauram ambientes de sonho e magia. O conto tradicional não tem um autor, entendido como um ser humano determinado, mas constitui antes uma criação colectiva alterada ao longo dos tempos. O tão conhecido provérbio “quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto” acentua essas transformações sofridas pelo conto, bem como o carácter oral desta literatura que passava de boca em boca, de geração em geração. A arquitectura do conto tradicional revela a existência de uma estrutura estereotipada. Inicia-se com uma situação de harmonia, como um reino que vive tranquilamente mergulhado em paz. Subitamente a harmonia é interrompida por uma força perturbadora, como o aparecimento de um dragão, o que provoca uma situação de desequilíbrio: a princesa é feita prisioneira do dragão na torre inacessível de um castelo. As consequências de tais acontecimentos não se fazem esperar e o rei oferece a mão da princesa em casamento ao rapaz do reino que a conseguir salvar. Todos tentam, mas em vão. Surge então uma força rectificadora personificada num príncipe esbelto, bonito e corajoso que se apresenta para desafiar o dragão. Segue-se a resolução do conflito, isto é, a salvação da princesa pelo belo príncipe. Assim, na situação final, os príncipes casam-se e vivem felizes para sempre. Tanto o conto tradicional, como o conto de autor do séc. XX apresentam como características essenciais, um número reduzido de personagens, poucos espaços e reduzidas e por vezes indefinidas referências temporais.

Elementos linguísticos característicos do conto tradicional que se evidenciam em "A luavezinha", de Mia Couto:

Fórmula introdutória do conto tradicional que instaura um tempo indefinido de fantasia - "Era uma avezita"

Uso do artigo indefinido relativamente ao herói - "uma avezita"

Utilização de pronomes indefinidos para veicular a ideia de indefinição de tempo - "Certa noite"

Estes elementos linguísticos aproximam o conto “A Luavezinha” do conto tradicional. De facto, existe no conto de Mia Couto uma fórmula próxima de “Era uma vez”, com que se inicia a maior parte dos contos tradicionais, e há uma indefinição tanto na identificação do herói, transmitida pelo determinante artigo indefinido “uma”, como do tempo, já que as indicações temporais são escassas e vagas.

Elementos estruturais típicos do conto tradicional que podemos encontrar em "A luavezinha":

Uma avezinha vive no seu poleirinho, numa situação de aparente tranquilidade – situação inicial

Existe um sonho que persegue a avezinha: o sonho de pousar na lua - Força perturbadora

A avezinha abandona a terra e aventura-se pelos céus até chegar à superfície lunar - Situação de desequilíbrio

A avezinha fica cativa da lua, prisioneira do seu sonho - Consequência(s)

A avezinha e a lua fundem-se formando um só ser: a Luavezinha - Situação final/desenlace


Função moralizadora


A função moralizadora deste conto é visível através de alguns ensinamentos e mensagens que veicula:

1. Quando desejamos verdadeiramente uma coisa, os obstáculos parecem minimizar-se e o nosso esforço resulta em vitória: “Ele queria luarar-se. Pelo que o tudo ficava nada.”

2. Muitos dos singelos fenómenos naturais que nos rodeiam escondem uma bela história de coragem e determinação: “Sobre as primeiras folhas da madrugada, tombam gotas de cacimbo. São lagriminhas do pássaro que sonhou pousar na lua.”



Parabéns, Bia!



Trabalhito:

mala e agenda

Deixo-vos este vídeo que a Rebeca dedicou aos amigos e amigas virtuais.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Os Géneros Narrativos: o Conto


Os Géneros Narrativos: o Conto

O conto pertence à categoria das Narrativas de Ficção, conjuntamente com a Novela e o Romance. Vamos comparar, muito rapidamente, em que se distinguem estes três géneros narrativos:

Conto

Novela

Romance

Narrativa curta.

Narrativa de tamanho intermédio.

Narrativa longa e complexa.

Foca um episódio, caso humano ou situação exemplar.

Foca um acontecimento, narrado de forma linear.

Foca um ou mais acontecimentos, assim como as personagens que o vivem e todo o contexto espácio-temporal.

Intriga muito simples e condensada.

Intriga relativamente simples e linear.

Intriga extensa e complexa.

Contexto espácio-temporal muito condensado.

Contexto espácio-temporal relativamente condensado.

Contexto espácio-temporal ilimitado.

Número reduzido de personagens, geralmente planas.

Número relativamente reduzido de personagens, sendo que poucas são modeladas.

Número elevado de personagens, sendo que muitas são modeladas.

O diálogo apresenta uma grande importância, seguido da narração. A descrição tem uma importância mínima.

A narração apresenta uma grande importância, seguida do diálogo. A descrição é menos importante.

A narração, a descrição e o diálogo apresentam importância idêntica.

O tamanho do conto - uma narrativa curta - limita a variedade e a análise de todos os elementos da narrativa. Compreende-se assim a razão de haver um número reduzido de personagens, quase sempre planas: não há espaço para as explorar convenientemente. Também, por isso, só se recorre à descrição quando esta é imprescindível ao avanço da acção. No entanto, é preciso recordar que estamos a referir características gerais. É possível encontrar contos onde o diálogo tem uma importância mínima ou nula e onde a descrição assume o destaque. De facto, a tabela acima, procura integrar na sua descrição do "conto" dois tipos de texto muito diferentes:

  • conto de autor
    • escrito por um autor
    • relata um episódio, um caso humano ou uma situação exemplar

  • conto popular ou tradicional
    • de origem popular e oral (posteriormente recolhidos em antologias)
    • narra as aventuras, frequentemente fantásticas, de um herói (ou heroína)

Para saberes mais pormenores sobre este género narrativo, não deixes de ler isto.



Desafio

Este desafio foi-me oferecido pela Daniela. Obrigada por te lembrares sempre de mim.
Regra do Mimo: Lista de desejos

1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 160.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blogue.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!!
(Utilizar, mesmo, o livro que estiver mais próximo.)
6. Passar a 10 pessoas.

Então cá vai:
Livro: A Sibila - Agustina Bessa Luís
Página 160, 5.ª frase completa: "Ele não agia de livre vontade; era apenas o instrumento duma força independente, da qual nem suspeitava e de cujos poderes nada sabia."

Nota: não cumpri à risca o desafio, pois o livro mais próximo, O meu pé de Laranja Lima, não tinha nada na 5.ª página. Então peguei num livro qualquer da estante atrás de mim.

Miminho

Este miminho foi-e dado por esta amiga. Obrigada!

Pémio Literário


Recebi este Prémio Literário da minha querida amiga Mell.
Obrigada, amiga!


Aqui ficam estes prémios, miminhos e desafio para as minhas amigas que me visitam sempre.


A Mena na cozinha

Carne assada no forno

1 lombo de porco ou pá
8 dentes de alho
sal
colorau
piripiri
0,5 dl de azeite
2 folhas de louro
1,5 dl de vinho branco
tomilho
batatas
3 cebolinhas pequenas
pimenta
2 laranjas
300 g de folhas de espinafres

Descasque os alhos e esmague-os num almofariz ou numa picadora, juntamente, com o sal, uma colher de colorau, uma pitada de piripiri e duas colheres de azeite. Misture bem até obter uma pasta, com que barrará a carne. Por cima da carne barrada, coloque o louro e regue com o vinho branco. Deixe no frigorífico de um dia para o outro.

Pré-aqueça o forno a 180º C. Descasque as batatas e corte-as aos pedaços pequenos. Junte as cebolas descascadas e cortadas ao meio. Disponha num tabuleiro ou pirex, à volta da carne. Tempere com sal, pimenta e colorau. Regue com a marinada resultante da carne, com o sumo de uma laranja e com o resto do azeite. Salpique com um pouco de tomilho e leve ao forno durante 50 a 60 minutos. Vá regando com o molho que se vai formando. Se necessário, cubra com uma folha de papel de alumínio.

Quando a carne e as batatinhas estiverem quase prontas, salteie os espinafres: coloque uma colher de sopa de azeite numa frigideira e um dente de alhos cortado às rodelas, quando o alho estiver louro, junte os espinafres. Tempere com sal e pimenta.

Corte a outra laranja em rodelas e sirva a acompanhar a carne, juntamente com as batatas e os espinafres.

Bom apetite!


Trabalhinho: colar