Modos literários
A primeira tentação que todos têm, quando olham para um conjunto de textos, é dividi-los em poesia e prosa. Apesar da lógica inerente a esta divisão, Aristóteles seguiu uma outra lógica, muito mais complexa e abrangente na sua definição dos tipos de textos (ou modos) em que se pode dividir o conjunto das obras literárias. Assim, em vez de dividir o grupo de textos de acordo com a sua forma ou aspecto gráfico, Aristóteles preocupou-se com:
· a forma como o texto transmite a visão do mundo envolvente
· a pessoa em torno da qual o texto é formulado
· a função do texto
Portanto, textos que...
· apresentam um mundo interior, ou subjectivo (o mundo exterior é apresentado pelos olhos do poeta)
· centram-se em torno do "eu"
· têm uma função emotiva
... pertencem à categoria da Lírica.
Os textos que...
· apresentam um mundo exterior e objectivo
· centram-se em torno do "ele", "ela", "eles" e "elas"
· têm uma função referencial ou informativa
... pertencem à categoria da Épica, o nome originalmente atribuído por Aristóteles, mas que é comummente denominada Narrativa.
Os textos que...
· apresentam um mundo exterior e objectivo
· centram-se em torno do "tu"
· têm uma função apelativa
... pertencem à categoria do Drama.
Assim, a Literatura pode ser dividida em três categorias universais: o modo lírico, o modo narrativo e o modo dramático. Cada um dos três modos é divisível numa outra ordem de categorias, os géneros (soneto, romance, tragédia...).
Comecemos por compreender o funcionamento da Lírica, tantas vezes apresentada como a primeira de todas as produções literárias humanas.
Modo Lírico
O seu nome vem da lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos. Por muito tempo, até ao final da Idade Média, as poesias eram cantadas; separando-se o texto do acompanhamento musical, a poesia passou a apresentar uma estrutura mais rica. A partir daí, a métrica (a medida de um verso, definida pelo número de sílabas poéticas/métricas), o ritmo das palavras, a divisão em estrofes, a rima, a combinação das palavras foram elementos cultivados com mais intensidade pelos poetas.
Mas, cuidado! O que foi dito acima não significa que a poesia, para ser poesia, precise, necessariamente, de apresentar rima, métrica, estrofe. A poesia do Modernismo, por exemplo, desprezou esses conceitos; é uma poesia que se caracteriza pelo verso livre (abandono da métrica), por estrofes irregulares e pelo verso branco, ou seja, o verso sem rima. O que, também, não impede que "subitamente na esquina do poema, duas rimas se encontrem, como duas irmãs desconhecidas..."
ESCADA SEM CORRIMÃO
É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
Mas nunca passa do chão.
Mais estragados estão,
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
A escada sem corrimão.
David Mourão-Ferreira
Queijo fresco com oregãos
1 tomate
4 ou 5 rodelas de beterraba
salsa
pimenta
sal
oregãos
azeite
Os meus trabalhinhos:
Desafio
Meninas e meninos, vou deixar-vos os nomes que seleccionei para aquele pratinho delicioso que vos apresentei aqui. E mais uma vez, vou pedir-vos ajuda: quero que me ajudem a escolher.
1. Gratinado vegetariano com todos
2. Legumes gratinados com soja
3. Legumes gratinados à Mena
4. Gratinado da Mena
5. Legumes disfarçados
O mais votado será o vencedor e, como tal, a autora receberá um presente mym.
Boa sorte a todas/os!
E não se esqueçam de dar uma vista de olhos por aqui!