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domingo, 20 de março de 2011

Realismo, oposição ao Romantismo




O Realismo constituiu-se como literatura antitética da do Romantismo, como se pode ver no esquema seguinte:

Romantismo

Realismo

- Culto pelo passado, sobretudo pela Idade Média, daí a vulgarização do romance ou novela histórica

- Atenção ao presente e ao futuro, acreditando na ciência e no progresso, daí a predilecção pelo romance ou novela de crítica da vida contemporânea.

- Tendência para o individualismo e egocentrismo.

- Cunho social e até a tendência para um certo socialismo.

- Gosto pelas coisas nacionais.

- Um certo cosmopolitismo.

- Emotividade e sentimentalismo.

- Gosto pela realidade e objectividade.

- Imaginação e sensibilidade do autor a dominar a narrativa, manifestando sempre a sua simpatia ou repulsa.

- Observação analítica, imparcialidade do autor que, em atitude científica, pretende chegar a conclusões.

- Linguagem espontânea, descuidada, carregada de emoção, com muitas exclamações.

- Linguagem correcta e equilibrada, com uma grande preocupação de aperfeiçoamento formal.

- Gosto pelo indeciso, pelo vago, pelos ambientes nocturnos, descrição a largos traços.

- Gosto pela nitidez, pelos tons vivos, pelas descrições minuciosas e exactas.











sábado, 20 de novembro de 2010

Garrett e o Romantismo




Garrett e o Romantismo


Apesar da educação clássica de que beneficiou, Garrett sofreu fortes influências românticas durante as suas estadas em Inglaterra e França (Lord Byron, Walter Scott, Victor Hugo…). Foi com a publicação do poema Camões que Garrett deu origem ao Movimento Romântico em Portugal. Este poema tem como base a história de Camões que tal como Garrett é um expatriado que sofre com o estado da nação. O grande projecto de Garrett era criar uma literatura nacional, procurando aliar a literatura culta com a popular. Para a concretização deste projecto, contribui em grande parte a restauração do teatro. Com o Romantismo, o teatro português sofreu um impulso decisivo ao serem criados por Garrett o Teatro Nacional e o Conservatório Real e incentivada a ideia de criação de um reportório que reflectisse as raízes nacionais.

O homem romântico vai explorar o que nele há de mais pessoal e íntimo. Exaltam-se os sentidos e tudo o que é provocado pelo impulso é permitido. Há um verdadeiro culto do “eu” interior em que o individualismo prevalece numa reacção ao racionalismo clássico. Em termos estéticos, o entusiasmo do autor romântico dirige-se para a paisagem agreste e virgem, na sua desordem natural. Da mesma forma, não idealiza o ser humano na sua perfeição, mas encara-o na sua realidade física e comportamental. O artista vê-se impossibilitado de realizar o sonho do “eu” e cai em profunda tristeza, solidão e frustração. A poesia fica ligada à vida cívica e torna-se acessível ao povo. Há uma exaltação de tudo o que é nacional e popular. Há um grande interesse dos românticos pelas origens e, por isso, retornam à Idade Média e cultivam os seus valores. O Romantismo é igualmente marcado pela independência criativa cultivada por Lord Byron que pretende mostrar um estilo de vida boémio e nocturno. Esta independência reflecte-se na recusa das formas poéticas, recorrendo ao verso livre e branco.


Valorização do “eu”

- intimismo

- Sentimentalimo

- Egocentrismo


Inovação estética

- “Locus horrendus”

- Homem na sua realidade total

- Pessimismo


Consciência histórica

- Democratização

- Nacionalismo

- Culto da Idade Média


Independência criativa

- Byronismo

- Liberdade de criação


O teatro romântico


O teatro romântico distingue-se do teatro clássico, não só pela selecção dos temas que privilegiam a história nacional, mas sobretudo pela liberdade da acção e pela naturalidade dos diálogos. O teatro romântico serve-se da prosa e da linguagem corrente, coerente com o grau de sabedoria da personagem, normalmente, de origem simples. As personagens do drama romântico são pessoas reais, por vezes, de origem humilde, cujos pensamentos e sentimentos conhecemos com grande naturalidade. Estas são capazes do mesmo sentido trágico que a nobreza e a sua sensibilidade é demonstrada de modo exacerbado. O nacionalismo é outra das características principais do Romantismo.


Linguagem

Prosa e linguagem corrente

- marcas de oralidade;

- vocabulário simples, coerente com a personagem.


Personagens

Personagem real

- demonstração de sentimentos;

- forte sensibilidade;

- personagens do povo.


Nacionalismo


A Mena na cozinha

Bifes com leite de coco

bifanas
dentes de alho
sal
pimenta
1,5 dl de leite de coco
azeite

Tempere os bifes com sal, pimenta e alhos às rodelinhas finas. Deite o leite de coco e deixe marinar durante uma hora.
Leve os bifes, ao lume, numa frigideira, com um pouco de azeite. Aloure-os de um lado e do outro e, por fim, deite a marinada. Deixe apurar.

Sirva com arroz da avó e maçã salteada com gengibre.
Bom apetite!


Trabalhinho:

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Romantismo




O Romantismo

O termo romantismo é de origem inglesa seiscentista (romantic) e deriva do substantivo francês romaunt, que designava os romances medievais de aventuras.

No final do século XVIII, Letourneur e Rousseau, filósofo da revolução francesa, adoptaram este termo, fazendo a distinção entre “romantique” (romântico) e romanesque” (romance). A palavra rapidamente se difundiu pelas restantes culturas europeias, originando a oposição entre romântico e clássico.

O Romantismo é um movimento literário e artístico que surgiu na cultura europeia nos finais do século XVIII, num contexto de grande insegurança e de necessidade de exaltação dos valores nacionais, devido às Invasões Francesas. A tentativa de hegemonia do poder napoleónico fez a Europa despertar para os valores nacionais e procurar a liberdade plena: política, religiosa, cultural e literária.

Em Inglaterra, este movimento literário difundiu-se através de nomes como William Blake, William Wordsworth, Lord Byron ou o escocês Walter Scott. Em França, o Romantismo impôs-se no final da década de 1820 com Victor Hugo, Chateaubriand e o importante contributo de Madame de Staël. Na Alemanha, a publicação da peça dramática Sturm und Drang de Klinger e a incontornável obra de Goethe lançaram as bases deste movimento estético-literário.

O ideário romântico teve expressão nas várias demonstrações artísticas, onde imperavam temas dramático-sentimentais: na poesia, no teatro, no romance histórico, na pintura (Delacroix, Goya e Constable), na escultura e na música (Shubert, Mendelssohn, Wagner e Chopin). Na arte romântica, a paisagem já não era um cenário, mas um meio de expressão.

O Romantismo manifestou-se também na sociedade civil, dando eco aos ideais revolucionários burgueses que advogavam uma maior intervenção do povo no plano político. Ao exaltarem os valores populares e a cultura de raízes nacionais, os românticos colocaram a burguesia num estatuto privilegiado.

O Romantismo em Portugal

Síntese dos principais acontecimentos

O contexto em que o Romantismo surgiu em Portugal foi marcado por uma sucessão de acontecimentos muito importantes, que explicam o facto de esta corrente estético-literária ter chegado ao nosso país com cerca de 30 anos de atraso.

Esses acontecimentos podem ser resumidos na seguinte linha cronológica:

· Em 1807, na sequência das Invasões Francesas, a família real portuguesa embarcou para o Brasil, deixando Portugal sob o domínio britânico.

· Devido ao descontentamento geral que se fazia sentir na metrópole, em 1820 ocorreu no Porto uma Revolta militar e civil, que tinha como objectivo expulsar os oficiais britânicos de Portugal e proclamar uma Constituição.

· No entanto, em 1821, D. Miguel, que liderava um movimento denominado Vila-Francada, restaurou o governo absolutista e aboliu a Constituição. Em consequência, muitos liberais, como Garrett ou Herculano, foram obrigados a emigrar.

Com a morte de D. João VI (em 1826), D. Miguel fez-se aclamar Rei segundo o antigo regime absolutista.

· Entretanto, D. Pedro, que se opunha a seu irmão D. Miguel e defendia a causa liberal, regressou do Brasil e organizou nos Açores uma expedição militar que desembarcou na praia do Mindelo, avançando sobre o Porto.

· Assim, em Maio de 1834, na convenção de Évora-Monte, os absolutistas renderam-se e D. Miguel partiu definitivamente para o exílio.

No entanto, em 1842, um golpe de estado encabeçado por Costa Cabral dissolveu o governo, anulou a Constituição e restaurou a Carta. Instituiu-se um regime ditador, o Cabralismo.

· A resposta não tardou e, em 1851, um golpe de estado liderado pelo Marechal Duque de Saldanha deu origem a um movimento que se insurgia contra a política cabralista: a Regeneração. Saldanha foi responsável por um percurso de progresso económico, sustentado pela doutrina económica de Fontes Pereira de Melo - o Fontismo - que apostava sobretudo na construção de caminhos-de-ferro.

Os românticos portugueses

Os primeiros românticos portugueses, Almeida Garrett e Alexandre Herculano, foram exilados políticos que conviveram de perto com as novas tendências europeias. Aliás, aquele que é considerado o poema introdutor do Romantismo em Portugal, o poema Camões de Almeida Garrett, reflecte essa situação de exílio, já que foi publicado em Paris, em 1825.

No entanto, só após o regresso dos exilados a Portugal se verifica verdadeiramente o exercício de uma corrente estética diferente. Por isso, alguns estudiosos consideram que o Romantismo só se instituiu em Portugal em 1836, com a publicação de A Voz do Profeta de Alexandre Herculano.

O Romantismo português atingiu a fase áurea entre 1840 e 1850, com a publicação de obras como Um Auto de Gil Vicente, O Alfageme de Santarém e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett ou Eurico, o Presbítero de Alexandre Herculano.

A partir do Romantismo, assistiu-se a um considerável desenvolvimento cultural do povo português: a cultura estendeu-se a outras classes sociais, deixando de ser apanágio da aristocracia. Este novo público emergente apreciava uma linguagem mais simples, clara e acessível e revelava interesse pela paisagem, pelo pitoresco, pelo sentimentalismo.



Trabalhinho:


A Mena na cozinha


BOLO DE LEITE DE COCO NA CANECA

1 ovo
2 colheres (sopa) de leite de coco
2 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) de óleo
4 colheres (sopa) rasas de açúcar
5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
1 colher (sopa) rasa de coco ralado
1 colher (café) de fermento

Cobertura
2 colheres (sopa) de açúcar em pó
3 colheres (chá) de leite de coco
Coco ralado

Deite o ovo inteiro na caneca e bata. Em seguida, junte o óleo, o açúcar, os leites e misture bem. Acrescente a farinha, o fermento e mexa até a massa ficar uniforme.

Leve ao microondas 3 minutos na potência máxima. Desenforme e salpique com coco ralado.

Se preferir, faça um creme com os ingredientes acima indicados. Deite por cima do bolo e enfeite a gosto, polvilhando com coco ralado e, por exemplo, com cerejas em calda ou raspas de coco fresco...

Depois de preparar a massa, barre outra caneca com manteiga e polvilhe com farinha e despeje a massa. Assim, o bolo não se pega e desenforma-se facilmente.

Delicie-se!