Bem-Vindos a este espaço! Aqui encontrarão retalhos da vida de uma mulher... Retalhos, porque a minha vida é isso mesmo... é composta por mil pedacinhos que se vão tecendo e juntando para construir uma teia, umas vezes mais colorida... outras mais sombria... Mas no fim, tudo se conjuga harmoniosamente...
Apesar da educação clássica de que beneficiou, Garrett sofreu fortes influências românticas durante as suas estadas em Inglaterra e França (Lord Byron, Walter Scott, Victor Hugo…). Foi com a publicação do poema Camões que Garrett deu origem ao Movimento Romântico em Portugal. Este poema tem como base a história de Camões que tal como Garrett é um expatriado que sofre com o estado da nação. O grande projecto de Garrett era criar uma literatura nacional, procurando aliar a literatura culta com a popular. Para a concretização deste projecto, contribui em grande parte a restauração do teatro. Com o Romantismo, o teatro português sofreu um impulso decisivo ao serem criados por Garrett o Teatro Nacional e o Conservatório Real e incentivada a ideia de criação de um reportório que reflectisse as raízes nacionais.
O homem romântico vai explorar o que nele há de mais pessoal e íntimo. Exaltam-se os sentidos e tudo o que é provocado pelo impulso é permitido. Há um verdadeiro culto do “eu” interior em que o individualismo prevalece numa reacção ao racionalismo clássico. Em termos estéticos, o entusiasmo do autor romântico dirige-se para a paisagem agreste e virgem, na sua desordem natural. Da mesma forma, não idealiza o ser humano na sua perfeição, mas encara-o na sua realidade física e comportamental. O artista vê-se impossibilitado de realizar o sonho do “eu” e cai em profunda tristeza, solidão e frustração. A poesia fica ligada à vida cívica e torna-se acessível ao povo. Há uma exaltação de tudo o que é nacional e popular. Há um grande interesse dos românticos pelas origens e, por isso, retornam à Idade Média e cultivam os seus valores. O Romantismo é igualmente marcado pela independência criativa cultivada por Lord Byron que pretende mostrar um estilo de vida boémio e nocturno. Esta independência reflecte-se na recusa das formas poéticas, recorrendo ao verso livre e branco.
Valorização do “eu”
- intimismo
- Sentimentalimo
- Egocentrismo
Inovação estética
- “Locus horrendus”
- Homem na sua realidade total
- Pessimismo
Consciência histórica
- Democratização
- Nacionalismo
- Culto da Idade Média
Independência criativa
- Byronismo
- Liberdade de criação
O teatro romântico
O teatro romântico distingue-se do teatro clássico, não só pela selecção dos temas que privilegiam a história nacional, mas sobretudo pela liberdade da acção e pela naturalidade dos diálogos. O teatro romântico serve-se da prosa e da linguagem corrente, coerente com o grau de sabedoria da personagem, normalmente, de origem simples. As personagens do drama romântico são pessoas reais, por vezes, de origem humilde, cujos pensamentos e sentimentos conhecemos com grande naturalidade. Estas são capazes do mesmo sentido trágico que a nobreza e a sua sensibilidade é demonstrada de modo exacerbado. O nacionalismo é outra das características principais do Romantismo.
Linguagem
Prosa e linguagem corrente
- marcas de oralidade;
- vocabulário simples, coerente com a personagem.
Personagens
Personagem real
- demonstração de sentimentos;
- forte sensibilidade;
- personagens do povo.
Nacionalismo
A Mena na cozinha
Bifes com leite de coco
bifanas dentes de alho sal pimenta 1,5 dl de leite de coco azeite
Tempere os bifes com sal, pimenta e alhos às rodelinhas finas. Deite o leite de coco e deixe marinar durante uma hora. Leve os bifes, ao lume, numa frigideira, com um pouco de azeite. Aloure-os de um lado e do outro e, por fim, deite a marinada. Deixe apurar.
O termo romantismo é de origem inglesa seiscentista (romantic) e deriva do substantivo francês romaunt, que designava os romances medievais de aventuras.
No final do século XVIII, Letourneur e Rousseau, filósofo da revolução francesa, adoptaram este termo, fazendo a distinção entre “romantique” (romântico) e romanesque” (romance). A palavra rapidamente se difundiu pelas restantes culturas europeias, originando a oposição entre romântico e clássico.
O Romantismo é um movimento literário e artístico que surgiu na cultura europeia nos finais do século XVIII, num contexto de grande insegurança e de necessidade de exaltação dos valores nacionais, devido às Invasões Francesas. A tentativa de hegemonia do poder napoleónico fez a Europa despertar para os valores nacionais e procurar a liberdade plena: política, religiosa, cultural e literária.
Em Inglaterra, este movimento literário difundiu-se através de nomes como William Blake, William Wordsworth, Lord Byron ou o escocês Walter Scott. Em França, o Romantismo impôs-se no final da década de 1820 com Victor Hugo, Chateaubriand e o importante contributo de Madame de Staël. Na Alemanha, a publicação da peça dramática Sturm und Drang de Klinger e a incontornável obra de Goethe lançaram as bases deste movimento estético-literário.
O ideário romântico teve expressão nas várias demonstrações artísticas, onde imperavam temas dramático-sentimentais: na poesia, no teatro, no romance histórico, na pintura (Delacroix, Goya e Constable), na escultura e na música (Shubert, Mendelssohn, Wagner e Chopin). Na arte romântica, a paisagem já não era um cenário, mas um meio de expressão.
O Romantismo manifestou-se também na sociedade civil, dando eco aos ideais revolucionários burgueses que advogavam uma maior intervenção do povo no plano político. Ao exaltarem os valores populares e a cultura de raízes nacionais, os românticos colocaram a burguesia num estatuto privilegiado.
O Romantismo em Portugal
Síntese dos principais acontecimentos
O contexto em que o Romantismo surgiu em Portugal foi marcado por uma sucessão de acontecimentos muito importantes, que explicam o facto de esta corrente estético-literária ter chegado ao nosso país com cerca de 30 anos de atraso.
Esses acontecimentos podem ser resumidos na seguinte linha cronológica:
·Em 1807, na sequência das Invasões Francesas, a família real portuguesa embarcou para o Brasil, deixando Portugal sob o domínio britânico.
·Devido ao descontentamento geral que se fazia sentir na metrópole, em 1820 ocorreu no Porto uma Revolta militar e civil, que tinha como objectivo expulsar os oficiais britânicos de Portugal e proclamar uma Constituição.
·No entanto, em 1821, D. Miguel, que liderava um movimento denominado Vila-Francada, restaurou o governo absolutista e aboliu a Constituição. Em consequência, muitos liberais, como Garrett ou Herculano, foram obrigados a emigrar.
Com a morte de D. João VI (em 1826), D. Miguel fez-se aclamar Rei segundo o antigo regime absolutista.
·Entretanto, D. Pedro, que se opunha a seu irmão D. Miguel e defendia a causa liberal, regressou do Brasil e organizou nos Açores uma expedição militar que desembarcou na praia do Mindelo, avançando sobre o Porto.
·Assim, em Maio de 1834, na convenção de Évora-Monte, os absolutistas renderam-se e D. Miguel partiu definitivamente para o exílio.
No entanto, em 1842, um golpe de estado encabeçado por Costa Cabral dissolveu o governo, anulou a Constituição e restaurou a Carta. Instituiu-se um regime ditador, o Cabralismo.
·A resposta não tardou e, em 1851, um golpe de estado liderado pelo Marechal Duque de Saldanha deu origem a um movimento que se insurgia contra a política cabralista: a Regeneração. Saldanha foi responsável por um percurso de progresso económico, sustentado pela doutrina económica de Fontes Pereira de Melo - o Fontismo - que apostava sobretudo na construção de caminhos-de-ferro.
Os românticos portugueses
Os primeiros românticos portugueses, Almeida Garrett e Alexandre Herculano, foram exilados políticos que conviveram de perto com as novas tendências europeias. Aliás, aquele que é considerado o poema introdutor do Romantismo em Portugal, o poema Camões de Almeida Garrett, reflecte essa situação de exílio, já que foi publicado em Paris, em 1825.
No entanto, só após o regresso dos exilados a Portugal se verifica verdadeiramente o exercício de uma corrente estética diferente. Por isso, alguns estudiosos consideram que o Romantismo só se instituiu em Portugal em 1836, com a publicação de A Voz do Profeta de Alexandre Herculano.
O Romantismo português atingiu a fase áurea entre 1840 e 1850, com a publicação de obras como Um Auto de Gil Vicente, O Alfageme de Santarém e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett ou Eurico, o Presbítero de Alexandre Herculano.
A partir do Romantismo, assistiu-se a um considerável desenvolvimento cultural do povo português: a cultura estendeu-se a outras classes sociais, deixando de ser apanágio da aristocracia. Este novo público emergente apreciava uma linguagem mais simples, clara e acessível e revelava interesse pela paisagem, pelo pitoresco, pelo sentimentalismo.
Trabalhinho:
A Mena na cozinha
BOLO DE LEITE DE COCO NA CANECA
1 ovo 2 colheres (sopa) de leite de coco 2 colheres (sopa) de leite 3 colheres (sopa) de óleo 4 colheres (sopa) rasas de açúcar 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo 1 colher (sopa) rasa de coco ralado 1 colher (café) de fermento
Cobertura 2 colheres (sopa) de açúcar em pó 3 colheres (chá) de leite de coco Coco ralado
Deite o ovo inteiro na caneca e bata. Em seguida, junte o óleo, o açúcar, os leites e misture bem. Acrescente a farinha, o fermento e mexa até a massa ficar uniforme.
Leve ao microondas 3 minutos na potência máxima. Desenforme e salpique com coco ralado.
Se preferir, faça um creme com os ingredientes acima indicados. Deite por cima do bolo e enfeite a gosto, polvilhando com coco ralado e, por exemplo, com cerejas em calda ou raspas de coco fresco...
Depois de preparar a massa, barre outra caneca com manteiga e polvilhe com farinha e despeje a massa. Assim, o bolo não se pega e desenforma-se facilmente.