a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda
Manuel Bandeira
Bem-Vindos a este espaço! Aqui encontrarão retalhos da vida de uma mulher... Retalhos, porque a minha vida é isso mesmo... é composta por mil pedacinhos que se vão tecendo e juntando para construir uma teia, umas vezes mais colorida... outras mais sombria... Mas no fim, tudo se conjuga harmoniosamente...
“A Estrela” de Manuel Bandeira
O poema “A Estrela”, que vem a seguir, foi publicado no livro “Estrela da Vida Inteira”, publicado em 1966, quando o poeta tinha 80 anos.
Em “A estrela”, notam-se as posições entre a vida vazia do sujeito poético e o brilho do astro inatingível, fantástico. Os contrastes aparecem no plano espacial e cromático ("Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia", "E ouvi-a na sombra funda").
Nos últimos versos há ironia, pois a estrela reitera a sua distância insuperável, dando ao "eu" lírico uma esperança triste, uma vez que ele a contempla sem a menor possibilidade de se aproximar.
O poema divide-se em três partes:
1.ª parte - Descrição da estrela: alta, fria, sozinha, luzindo.
2.ª parte - Pergunta do sujeito poético
3.ª parte - Resposta da estrela
Os meus alunos, ainda a propósito do estudo do conto "A Estrela", analisaram este poema e escreveram poemas. Aqui ficam alguns!
A Estrela
No fundo do meu coração há uma estrela,
Uma estrela bem brilhante, gira e querida,
Pode ser azul, vermelha ou laranja,
Ou quem sabe de todas as cores que existem!
Mas isso não interessa,
Pois a minha estrela, dá-me coragem
Para alcançar os meus sonhos e desejos.
Essa estrela é como um cofre,
Onde eu guardo tudo que desejo e ambiciono
Quando estou em baixo, ela dá-me forças para continuar.
E quando tiver conseguido tudo o que quero,
A minha estrela soltar-se-á e…
Voará para o céu
Onde brilhará para sempre.
A Minha estrela-guia
Um dia à noite abri a janela,
Senti uma brisa fria,
A brisa vinha duma estrela,
Que me sorria.
Não havia nuvens no céu,
A lua olhava para mim,
Naquele momento tudo era meu,
Num universo sem fim.
Os astros brilhavam no firmamento,
A Ursa Maior lá estava,
O que me dava grande alento,
Era algo que nunca imaginava.
De repente veio o João Pestana,
Só me apetecia lá estar,
Mas tinha de ir para a cama,
Porque amanhã, cedo teria que me levantar.
No leito, entre os meus lençóis,
O que eu haveria de sonhar,
Com os meus heróis,
Eu iria viajar.
Entretanto ganhei asas,
E voei pelos céus,
Saltitando pelas casas,
A minha estrelinha disse-me adeus.
Hugo Sousa, 7.º A
A Rebeca e o Jota Cê enviaram-me este selinho! Aqui fica para quem o quiser levar!