Rosa e Lírio
| A rosa
A flor,
Se o cheiro
No lírio
A rosa
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As qualidades da rosa apontam as duas para a beleza, para o agradável; em contrapartida, no lírio já há a cor dolorosa (note-se que o roxo é a cor da liturgia na semana santa, é o símbolo da dor, da tristeza). Este contraste é evidenciado mais claramente na terceira e quarta estrofes, em que o poeta contrapõe a tudo o que na rosa é agradável (cheiro e beleza) à cor dolorosa do lírio ("no lírio o martírio"). Esta relação sinestésica ("o martírio pintado vejo") serve maravilhosamente para ligar a cor do lírio à dor do sujeito poético: "No lírio/O martírio/que é meu/Pintado vejo: - cor/E ardor/É o meu".
Quer a rosa, quer o lírio funcionam aqui como símbolos: a rosa, símbolo da formosura e do amor e o lírio símbolo do amor e da dor. Para servir esta dialéctica simbológica, sucedem-se no poema as sinestesias, ou confusão deliberada de dados dos sentidos. Exemplos: "Tem mel no aroma" (gosto, olfacto); "dor na cor" (sensação algésica e visual); "cheiro fagueiro" (olfacto e visão); "O martírio... na cor" (sensação algésica e visual). Toda esta riqueza de imagens poéticas se sucedem como devaneio poético, tão apropriado para traduzir o devaneio sentimental do sujeito poético.
A Mena na cozinha
Polvo com azeite
concentrado de tomate
1 cebola
2 dentes de alho
azeite
pimenta em grão
louro
malagueta
cominhos
sal
Este trabalhinho foi feito pela minha mãe.
