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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Modos de apresentação do discurso



Os Modos de Apresentação do Discurso

ou Modos de Expressão


O texto narrativo conta acontecimentos ou experiências conhecidas ou imaginadas. Contar uma história, construir uma narrativa, implica uma acção, desenvolvida num determinado espaço e num determinado tempo, praticada por personagens, que nos é transmitida por um narrador.

Normalmente, o texto narrativo é constituído por narração (a acção evolui), descrição (das personagens e do espaço), diálogo (as personagens falam entre si) e monólogo (uma personagem fala consigo mesma).

  • Narração
    • Confere dinamismo à acção ao apresentar factos e acontecimentos.
    • Permite o avanço da acção através de funções cardinais ou núcleos, que podem ser apresentados de forma cronológica ou não, e de forma alternada, encadeada ou encaixada (Elementos da Narrativa - a Acção).
    • Recorre frequentemente a verbos de movimento no presente e no pretérito perfeito.
    • Embora seja uma forma de expressão literária essencial numa narrativa, requer a existência de outras formas de expressão que a complementem.

  • Descrição
    • Apresenta algo ou alguém de forma relativamente pormenorizada.
    • Introduz pausas na narração, segmentos descritivos, que podem ser compostas desde simples expressões a parágrafos mais ou menos extensos.
    • Os segmentos descritivos podem incluir catálises, ou seja, acontecimentos que, embora não façam avançar a história, fornecem informações importantes para a composição do retrato de algo ou de alguém.
    • Há dois tipos de descrição:
      • Descrição Técnica
        • Apresentação objectiva, precisa e fiel de algo ou de alguém.
        • O seu principal objectivo é informar de forma ordenada e imparcial
      • Descrição Literária
        • Apresentação subjectiva de algo ou de alguém.
        • Tem como principal objectivo imprimir uma imagem, ou visão, de acordo com um ângulo mais ou menos parcial.
        • Não é necessariamente imprecisa ou infiel à realidade, mas é frequentemente parcial, num grau mais ou menos elevado.
    • A descrição pode assumir a forma de uma exposição, quando apresenta algo ou alguém em grande pormenor e, geralmente, num único segmento descritivo.
    • Elemento essencial da narrativa na medida em que, apesar de interromper a acção, permite a construção do contexto espácio-temporal e a caracterização das personagens.
    • Recorre frequentemente a adjectivos e a verbos no pretérito imperfeito, assim como a uma grande variedade de recursos estilísticos, com destaque para a comparação, a metáfora, a enumeração e a adjectivação, entre outros.

  • Diálogo
    • Reproduz a fala de dois ou mais interlocutores.
    • Permite um rápido avanço da acção.
    • Recorre ao discurso directo e, por vezes, a marcas de oralidade (sintaxe expressiva, transgredindo algumas normas gramaticais; registos populares presentes no vocabulário…).

  • Monólogo
    • Reproduz a fala de um interlocutor, que fala consigo próprio.
    • O monólogo ocorre quando o interlocutor está na companhia de outras pessoas, que o podem estar a ouvir ou não.
    • Quando o interlocutor está completamente sozinho, utiliza-se o termo solilóquio.
    • Recorre à primeira pessoa do singular e, geralmente, implica um discurso desordenado, vergado aos pensamentos e reflexões do interlocutor, utilizando frequentemente reticências, por exemplo.

Como vimos, a narrativa pode apresentar-se através de diferentes formas de expressão literária, condicionando a forma como o leitor reage à narrativa. Afinal, não é só o que se conta que define a qualidade de uma narrativa, mas também o modo como se conta.





Ter dúvidas é saber…


Ter a ver ou ter a haver?


Qual das frases está correcta?


a) Este assunto tem a ver com o tema que estamos a trabalhar.


b) Este assunto tem a haver com o tema que estamos a trabalhar.


A frase que está correcta é a da alínea a).


Vejamos, então, o significado de cada uma:


  • Ter a ver = estar relacionado (com), dizer respeito (a).


  • Ter a haver = ter a receber.


Clarifiquemos melhor com alguns exemplos:



Eu não tenho nada a ver com esse problema. (= o problema não me diz respeito, não está relacionado comigo)

Eu não tenho nada a haver. (= Eu não tenho nada a receber.)


A confusão entre estas duas expressões poderia ser evitada se, em vez de usarmos o galicismo “ter a ver”, usássemos a expressão portuguesa “ter que ver”.

Assim, em português correcto, devemos dizer:


Este assunto tem que ver com o tema que estamos a trabalhar.



Miminho

Recebi este mimo desta amiga! Muito Obrigada, Sabrith!


Não há qualquer regra específica, só é preciso dizer algumas palavras.


“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade





Trabalhinho:



A Mena na Cozinha


Frango salteado com legumes

200 g de abóbora
batatas, cenouras, feijão verde, brócolos (ou um pacote de jardineira congelada)
azeite
2 dentes de alho
sobras de frango (assado, cozido...)
sal
pimenta

Leve o azeite ao lume com os alhos e deixe alourar.

Junte a abóbora cortada aos cubinhos e envolva.

Adicione a jardineira, os ingredientes indicados ou outros a gosto (cogumelos, ervilhas, alho francês...).

Quando o feijão, a abóbora, o feijão verde e as cenouras estiverem cozinhados, junte o frango desfiado. Deixe apurar, tempere com sal e pimenta, envolva.

Se gostar, salpique com salsa picada.
Bom apetite!