Imagine!
Imagine que vai a uma repartição pública tratar de um documento, na sua hora de almoço, e encontra uma bicha enorme, porque há apenas um funcionário a atender. O outro, acabado de vir do almoço, não está ainda no seu local de trabalho, porque foi fumar um cigarrinho que cai sempre bem em cima da bica… Imagine que foi fazer análises e que, a caminho do estacionamento, decide entrar no café mesmo em frente da escola de um dos seus filhos, para comer alguma coisa, e encontra, muito bem sentadinho, a tomar um farto pequeno-almoço, o professor do seu educando que deveria estar na sala de aula… Imagine que tem de dar um recado a um colega, bate à porta, ninguém atende, bate de novo e nada… Abre a porta e espreita e vê alunos de pé, em cima das mesas, a comer, enfim… imagine! … E o professor, sentado ao computador, de auscultadores nas orelhas, a ver… imagine! … Emails! … Imagine que vai efectuar o pagamento de um qualquer serviço, à segunda-feira, e que as funcionárias se encontrem na conversa, a contar o seu belíssimo fim-de-semana e o ignorem por completo, ao ponto de ter de lhes chamar a atenção… e que lhe respondam um espere lá, não vê que estamos ocupadas…
Imagine que chega a casa, prega um valente raspanete ao seu filho, porque não lhe disse que não tinha tido aula e não lhe disse o que fez nos 90 minutos em que não teve aula… e ele que sim, que teve as aulas todas… E o caro leitor que não é verdade, que estás a mentir, que viu o professor no café, descansado a tomar o pequeno-almoço, que se calhar também foi fazer análises… E o seu filho, que teve aula sim senhor, que o professor é que desapareceu da sala, que ia buscar o livro de ponto, que nunca mais aparecia… E o querido leitor, perdendo já a paciência, mas que estás para aí a dizer? O professor não estava com os alunos na aula? Saiu? Estava no café? Não pode ser, não acredito! … E o seu filho que ele não estava na sala, que não sabia onde é que ele estava, que o caro leitor é que disse que o viu no café, que ele sai durante todas as aulas com as mais variadas desculpas: para falar com um professor, para ir buscar o livro de ponto… mas, todos sabemos que ele vai fumar e, pelos vistos, vai também tomar o pequeno-almoço... Imagine que este professor se queixa dos alunos, que não fazem nada, que só desenham, que são barulhentos, que são trinta, que já fez as contas e tem apenas três minutos para despender com cada um (mas muitos para ir fumar ou para fazer outras coisas longe da sala de aula onde deveria estar!), que tem uma taxa de insucesso elevadíssima, que vai passar apenas um terço dos alunos, mas que tem a consciência tranquila e que pode dormir descansado, porque não tem a culpa se os alunos não trabalham nem têm sucesso na sua disciplina…
Imagine que houve uma reunião com professores, representantes dos pais, representantes dos alunos e que todos, mas todos mesmo, sabendo como são as aulas do tal professor, se calaram, ninguém foi capaz de dizer nada… Imagine! … O medo instaurou-se de tal modo nas pessoas, que as deixa de pés e mãos atados. É medo de ser tomado de ponta, é medo porque a pessoa em questão é amicíssimo do director, é medo porque somos novos nestes meandros de corrupção e temos medo de falar, é medo porque a pessoa pertence ao partido do governo e ninguém lhe toca, é medo, é medo, é medo… O medo está tomando conta das pessoas e eu tenho medo, que mais tarde ou mais cedo, o povo, cansado de tanta injustiça, tanta corrupção, tanta falta de profissionalismo, tanta incompetência, tome medidas drásticas… que mais uma vez recairão sobre os mais fracos e indefesos, porque os nossos maus governantes e os seus comparsas escaparão, como sempre, ilesos…
Introdução à lírica camoniana
A época de Camões
Camões, poeta da século XVI, foi indubitavelmente marcado pelo Renascimento. Por isso, importa conhecer a época em que viveu, uma época de descobertas do mundo novo, mas também do mundo antigo e do próprio homem.
Este século, caracterizado por uma grande viragem no pensamento humano, é marcado por três grandes movimentos culturais: o Humanismo, o Renascimento e o Classicismo.
A Mena na cozinha
Pudim de maçã
1 colher de sopa de farinha maizena
6 ovos
250g de açúcar
5 dl de leite
1 kg de maçãs reinetas
casca de limão
pau de canela
canela em pó
geleia (facultativo)
Retire, deixe arrefecer e sirva frio. Se gostar, pode pincelar o pudim ao de leve com geleia.
Delicie-se!
Trabalhinhos: