Aldeia da Estrela
Neste soneto, Inês de castro invoca a morte que é, por um lado, escura e fera e , por outro, doce amiga (antítese), dizendo-lhe que ela a cobriu com um véu, ceifando-lhe depois a vida, cravando no seu coração um ferro fino e frio; culpa ainda o Amor da sua morte, caracterizando-o antiteticamente: o amor é puro, mas também um pérfido tirano capaz das maiores atrocidades como, por exemplo, matar uma inocente, afastando-a dos seus filhos. Invoca, depois, os elementos da natureza: os campos de que sentirá saudades; o rio que conduzirá as suas derradeiras lágrimas ao mar. Finalmente, pede aos montes cobertos de ervinhas que perpetue a paixão de ambos (de D. Pedro e de Inês de Castro), repetindo a sua história de amor eternamente.
A lamentação de Inês
Ó morte escura, fera e doce amiga!
Cobriste-me com o teu véu sombrio
E nas trevas o ferro fino e frio
Cavou meu coração, ceifou-me a vida.
Ó puro Amor, ó pérfido tirano!
Tão cedo desta vida me levaste
Destes filhinhos caros separaste
Esta que para tal não causou dano.
Ó saudosos campos, ó doce rio!
Minhas lágrimas em vós correrão
Rumando ao mar num triste e fino fio
Montes de doces ervinhas coberto,
Repeti eternamente esta paixão
De dois corações de amor repleto
Ana Margarida
Nesta composição poética, Inês de Castro, na primeira estrofe, diz que não quer morrer, não quer a noite nem a escuridão, não quer as trevas nem a sombra, não quer caminhar às luz da lua. Todo o vocabulário utilizado tem uma forte conotação negativa, não só as palavras já apontadas, mas ainda os vocábulos: triste, sozinho.
Na segunda estrofe, Inês refere que gostaria de poder traçar o seu Fado, dizendo que quer a luz, a alegria das suas crianças, o riso, o coração cheio de esperança; quer ter a alegria e a felicidade de ver nascer cada dia ao lado do homem que ama; ter a ventura de viver a sua história de amor para sempre, eternamente.
Não quero a morte, quero a luz
Ah! Não quero a morte, não quero a noite
Ah! Não quero, deixar-te nunca amor,
Triste e sozinho na escuridão
Dos dias que nunca mais acordarão.
Ah! Não quero as trevas, não quero a sombra,
Não quero caminhar à luz da lua
Nos campos verdes onde já fui tua.
Quero a luz, a chama destas crianças,
O riso, o coração cheio de esperanças,
A alegria de ver nascer cada dia
Feliz ao lado do amor que é meu guia.
Quero a ventura de ser tua, de seres meu
Para toda a eternidade lado a lado…
Ah! Como seria bom este meu Fado!
Ana Margarida, 9.º A
Ela adorou!
Bifes de atum com alcaparras
8 batatas pequenas
1 limão
sal
pimenta
azeite
1 dente de alho
1 folha de louro
1 cebola
1 beringela pequena
4 tomates
0,5dl de vinho branco
alcaparras
Tempere os bifes de atum com o sumo de limão, sal e pimenta.
Leve o azeite ao lume, numa frigideira, com o dente de alho cortado às rodelas e o louro. Junte a cebola picada e deixe alourar um pouco. Adicione a beringela e os tomates em cubos e deixe refogar um pouco. Refresque com o vinho branco e tempere com sal e pimenta. Junte as alcaparras, envolva tudo e retire do lume. Reserve.
Bom apetite!
Este miminho foi-me oferecido pela Sonia Facion!
E este pela Sabrith!
Obrigada, amigas!
Aqui ficam para todas as amigas que me visitam.
