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quarta-feira, 8 de julho de 2009

A lamentação de Inês



Aldeia da Estrela

Mais dois poemas da minha filhota.

Neste soneto, Inês de castro invoca a morte que é, por um lado, escura e fera e , por outro, doce amiga (antítese), dizendo-lhe que ela a cobriu com um véu, ceifando-lhe depois a vida, cravando no seu coração um ferro fino e frio; culpa ainda o Amor da sua morte, caracterizando-o antiteticamente: o amor é puro, mas também um pérfido tirano capaz das maiores atrocidades como, por exemplo, matar uma inocente, afastando-a dos seus filhos. Invoca, depois, os elementos da natureza: os campos de que sentirá saudades; o rio que conduzirá as suas derradeiras lágrimas ao mar. Finalmente, pede aos montes cobertos de ervinhas que perpetue a paixão de ambos (de D. Pedro e de Inês de Castro), repetindo a sua história de amor eternamente.


A lamentação de Inês

Ó morte escura, fera e doce amiga!

Cobriste-me com o teu véu sombrio

E nas trevas o ferro fino e frio

Cavou meu coração, ceifou-me a vida.


Ó puro Amor, ó pérfido tirano!

Tão cedo desta vida me levaste

Destes filhinhos caros separaste

Esta que para tal não causou dano.


Ó saudosos campos, ó doce rio!

Minhas lágrimas em vós correrão

Rumando ao mar num triste e fino fio


Montes de doces ervinhas coberto,

Repeti eternamente esta paixão

De dois corações de amor repleto

Ana Margarida

Odeceixe


Nesta composição poética, Inês de Castro, na primeira estrofe, diz que não quer morrer, não quer a noite nem a escuridão, não quer as trevas nem a sombra, não quer caminhar às luz da lua. Todo o vocabulário utilizado tem uma forte conotação negativa, não só as palavras já apontadas, mas ainda os vocábulos: triste, sozinho.
Na segunda estrofe, Inês refere que gostaria de poder traçar o seu Fado, dizendo que quer a luz, a alegria das suas crianças, o riso, o coração cheio de esperança; quer ter a alegria e a felicidade de ver nascer cada dia ao lado do homem que ama; ter a ventura de viver a sua história de amor para sempre, eternamente.


Não quero a morte, quero a luz

Ah! Não quero a morte, não quero a noite

Ah! Não quero, deixar-te nunca amor,

Triste e sozinho na escuridão

Dos dias que nunca mais acordarão.

Ah! Não quero as trevas, não quero a sombra,

Não quero caminhar à luz da lua

Nos campos verdes onde já fui tua.

Quero a luz, a chama destas crianças,

O riso, o coração cheio de esperanças,

A alegria de ver nascer cada dia

Feliz ao lado do amor que é meu guia.

Quero a ventura de ser tua, de seres meu

Para toda a eternidade lado a lado…

Ah! Como seria bom este meu Fado!

Ana Margarida, 9.º A

Trabalhinho:

Este saquinho reciclado

levou este pacotinho também feito de um pacote de leite.

Ambos acondicionaram o presente que fiz para a J.
Ela adorou!


A Mena na cozinha

Bifes de atum com alcaparras

4 bifes de atum
8 batatas pequenas
1 limão
sal
pimenta
azeite
1 dente de alho
1 folha de louro
1 cebola
1 beringela pequena
4 tomates
0,5dl de vinho branco
alcaparras

Coza as batatas cortadas aos cubos em água com sal.
Tempere os bifes de atum com o sumo de limão, sal e pimenta.
Leve o azeite ao lume, numa frigideira, com o dente de alho cortado às rodelas e o louro. Junte a cebola picada e deixe alourar um pouco. Adicione a beringela e os tomates em cubos e deixe refogar um pouco. Refresque com o vinho branco e tempere com sal e pimenta. Junte as alcaparras, envolva tudo e retire do lume. Reserve.

Frite os bifes de atum em azeite, ou então grelhe-os e, sobre eles, disponha o refogado.
Bom apetite!


Miminhos

Este miminho foi-me oferecido pela Sonia Facion!

E este pela Sabrith!
Obrigada, amigas!

Aqui ficam para todas as amigas que me visitam.