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sexta-feira, 10 de julho de 2009

A estrela mais gira do céu

Foto da Net

Proposta de leitura

"A Estrela" de Vergílio Ferreira


Era uma vez um menino chamado Pedro que viu, um dia, à meia-noite, uma estrela… Era a estrela mais gira do céu.
Como é que ninguém a tinha roubado? Ele próprio poderia facilmente apanhá-la, era só deitar-lhe a mão. Então, quando achou que os pais estavam a dormir, abriu a janela e saltou para a rua, a janela era baixa. Assim que se viu na rua, desatou a correr até à igreja. A estrela ficava mesmo por cima da torre. Ele entrou na igreja, a porta estava aberta, e começou a subir as escadas… ali cheirava muito mal. Subiu até ao campanário e tinha agora de subir uma escadinha estreita e depois outra de ferro, ao ar livre. Reparou que não chegava ainda à estrela com a mão, portanto teve de subir mais um pouco dobrando e desdobrando as pernas como uma rã. No cimo da torre havia uma bola de pedra com um ferro enterrado e no cimo do ferro estava um galo com os quatro pontos cardeais. Ele empoleirou-se nos ferros cruzados e começou a despregar a estrela a pouco e pouco. A estrela soltou-se, por fim, e ele prendeu-a no cordel das calças. Agora tinha de descer com cuidado, pois se a estrela caísse lá em baixo podia partir-se… Ele desceu devagar, correu para casa e trepou à janela. Quando se foi deitar, ainda esteve algum tempo com a estrela na mão, mas não muito, porque estava cheio de sono. Então, guardou a estrela numa caixa e adormeceu.
No dia seguinte, acordou tarde e a mãe estranhou. A certa altura, Pedro começou aos berros e a mãe veio logo, muito aflita, ver o que ele tinha. Ele estava fora de si e gritava:

- Roubaram-ma! Roubaram-ma!
A mãe pensou que eram restos de sono, não ligou e disse:
- Vê é se tiras o cu do ninho, que já são horas.
Levantou-se da cama e foi para a cozinha, mas não comeu nada, pois estava triste: pois a sua estrela já não era a mesma, era como uma estrela de lata.
Chegou a noite e Pedro foi-se deitar, mas não tinha sono e, de repente, viu vir uma luz muito forte de baixo da cama que se estendia pelo soalho, assustou-se, mas, antes de se assustar muito e berrar, lembrou-se que era a estrela que brilhava tanto como quando a fora apanhar.
No dia seguinte, à noite, um velho, bastante velho, começou a berrar coisas, mas ninguém o percebia, até que o Cigarra, um tipo que tocava viola lhe encostou o ouvido à boca, percebeu-o e começou a gritar:
- Roubaram a Estrela!
As pessoas ficaram a olhar umas para as outras sem nada entender e Pedro foi-se raspando.

Gerou-se então uma discussão: uns, como o Sr. António Governo, uma pessoa muito importante lá na aldeia, consideravam que uma estrela a mais ou a menos no céu pouca diferença fazia, outros, como o velho e o Cigarra, achavam as estrelas importantes, porque enfeitam o céu.

Ao jantar, as conversas iam dar sempre ao mesmo: o roubo da estrela. Pedro fingia que não ouvia, muito encavacado, comendo depressa para ir para a cama. Nem tocava na caixa com medo que os pais descobrissem. E o roubo foi sendo esquecido. Só então ele abriu a caixa e espreitou a estrela.

Certa noite, a mãe lembrou-se de ir verificar se o lume estava bem acondicionado para não pegar fogo nem se apagar e, ao passar pelo quarto do filho, viu um feixe de luz por debaixo da porta, abriu a porta devagar, espreitou e apanhou o Pedro com a estrela na mão. A mãe furiosa foi-se a ele e tirou-lhe a estrela da mão, queimou-se e atirou um grito tão alto que o pai acordou. O pai correu para o quarto do filho e encontrou os dois a chorar. Pedro chorava, mas não sabia porquê. A mãe chorava, porque ficara com a mão toda queimada. O pai mal falou, mas no outro dia toda a freguesia se pronunciou.

Ninguém acreditava que aquilo era a estrela e até pediram uma opinião ao latoeiro. Este confirmou que não era uma estrela de certeza. Então o Governo disse, como um homem sábio que era, que só à meia-noite é que a estrela brilhava. À meia-noite toda a aldeia se reuniu no adro, o Governo chamou o seu filho para pôr a estrela no seu lugar, mas este ao agarrá-la queimou-se, largando-a logo. O pai do Pedro pediu silêncio e disse que o seu filho tinha tirado a estrela, devendo, por isso, ser ele a devolvê-la ao céu. Pedro lá foi. Subiu à torre, ao galo e aos pontos cardeais, tirou a estrela do cinto e colocou-a no seu lugar. Toda a gente soltou um “ah!” e nem reparou que a estrela começou a brilhar muito menos. E ou se assustou com a força do “ah!” ou porque não fincou bem os pés no varão, Pedro escorregou até à bola de pedra, desequilibrou-se e caiu da torre, estampando-se nas pedras do adro. Todos choraram a sua morte.
A estrela ainda lá está e toda a gente a conhece.


Foto da peça de teatro do Filipe La Féria "A Estrela"


A Mena na cozinha

Empadão de frango

1 frango pequeno
batatas
sal
pimenta
4 dl de natas
margarina
azeite
noz-moscada
2 cenouras
1 cebola
salsa picada
queijo ralado


Descasque as batatas e ponha-as a cozer em água com sal. Coza também o frango.

Descasque a cebola e as cenouras, corte a cebola em meias-luas finas e rale as cenouras.
Refogue a cebola com um pouco de azeite, quando estiver a ficar transparente, junte a cenoura e a salsa, mexa, deixe cozinhar durante 5 minutos.

Entretanto, escorra as batatas, depois de cozidas, e reduza-as a puré. Junte-lhe duas colheres de margarina, a noz-moscada e metade das natas. Mexa bem e reserve.

Desfie o frango, adicione-o à cebolada e misture bem. Junte também as restantes natas.

Ligue o forno a 200º . Deite uma parte da mistura do frango no fundo de um pirex untado com azeite, cubra com metade do puré e alise. Por cima, coloque o resto do frango e termine com o restante puré de batata.

Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno até ficar bem douradinho.

Sirva acompanhado com salada a gosto.
Bom apetite!


Trabalhinho:


É assim que vai o meu trabalhinho mistério, devagarinho!


Miminhos



Estes selinhos foram-me oferecidos por duas lindas meninas que gosto de visitar, a Sonia Facion e a Sabrith!
Obrigada às duas fofinhas e aqui ficam para quem os quiser levar para os seus cantinhos.