IV
Inês de Castro
Apesar de ser um episódio pertencente ao Plano da História de Portugal, não se trata de um episódio épico, mas sim de um episódio trágico e lírico.
Trágico – porque contempla momentos característicos de uma tragédia clássica:
- a paixão entre Pedro e Inês é um desafio ao poder real, por Inês representar um perigo para o reino;
- a punição, a decisão de matar Inês;
- a piedade, presente no discurso de Inês quando tenta demover o rei;
- a catástrofe quando se consuma a morte de Inês.
Lírico – porque o narrador interpela o Amor acusando-o de ser responsável pela tragédia, expressando ao longo de todo o episódio a inconformidade do “eu” poético, bem como a repulsa pela morte trágica de Inês, que compara à morte da natureza.
V
Estrutura do episódio
(divisão em partes)
1.ª parte – Exposição (estrofes 118 e 119)
Trata-se de uma breve introdução ao episódio. Vasco da Gama localiza a história no tempo e no espaço, apresenta brevemente o caso que vai narrar e atribui as responsabilidades ao amor.
Considerações iniciais do poeta (119)
O episódio começa com considerações do poeta sobre o Amor acusando-o de ser o causador da morte de Inês.
2.ª parte – Conflito (estrofes
A felicidade de Inês (120 – 121)
Inês vivia tranquilamente nos campos do Mondego, rodeada por uma natureza alegre e amena, gozando a felicidade do seu amor por D. Pedro.
O narrador, no entanto, vai introduzindo indícios de que essa felicidade não será duradoira e terá um fim cruel:
“Naquele engano da alma, ledo e cego,” (120, v.3);
“Que a fortuna não deixa durar muito,” (120, v. 4);
“De noite, em doces sonhos que mentiam,” (121, v. 5).
Condenação de Inês (122 – 125)
D. Afonso IV, vendo que não conseguia casar o filho em conformidade com as necessidades do Reino, decide mandar matar Inês.
Os algozes trazem-na à presença do rei.
O rei vacila, apiedado, quando a vê surgir com os filhos, mas as razões do Reino levam-no a prosseguir.
Discurso de Inês (126 – 129)
Inês inicia a sua defesa, apelando à piedade do rei através:
- do exemplo das feras e aves de rapina que se humanizaram ao cuidarem de crianças indefesas:
“Se já nas brutas feras” (126, v. 1);
“Com pequenas crianças viu a gente” (126, v. 5);
“Terem tão piedoso sentimento” (126, v. 6);
- da afirmação da sua inocência;
- do respeito devido às crianças (seus filhos, netos de D. Afonso IV);
- do apelo ao desterro.
Sentença e execução da morte (130 – 132)
O rei mostra-se sensibilizado mas, uma vez mais, as razões do Reino soam mais fortes e a sua determinação mantém-se.
Inês é executada.
3ª parte – Desenlace (estrofes
Considerações finais do poeta (133 – 135)
O poeta compara esta atitude a outras atrocidades conhecidas.
Repudia a sua morte, aliando-a à morte da natureza e eternizando-a na Fonte dos Amores.
Vingança de D. Pedro (136 – 137)
Quando D. Pedro sobe ao trono, concretiza a vingança, mandando matar os carrascos de Inês.
VI
(continuação)
CRASE - É o nome que se dá à fusão de duas vogais iguais numa só:
pede > pee > pé
Colore > coor > cor
Nudu > nuu > nu
pro > por
Semper > sempre
Inter > entre
nocte > noite
Regnu > reino
Multu > muito
iam > já
Jesus > Jesus
Uita > vida
Uacca > vaca
nec > nem
Mihi > mim
Bonu > bom
DESNASALAÇÃO - Um fonema nasal passa a oral.
luna > lúa > lua
Bona > bõa > boa
Ponere > põer > pôr
Trabalhito:
Chispe de Porco assado no Forno
6 a 8 rodelas de chispe de porco
1 cerveja
2 cebolas médias
4 tomates maduros
6 dentes de alho
1 dl de azeite de boa qualidade
1 ramo de salsa
8 a 10 batatas (depende do tamanho)
sal
pimenta
Retire o chispe da água, enxugue-o com um pano, coloque-o num tabuleiro de barro e esfregue-o com os alhos esmagados e sal. Deixe-o com este tempero.
Leve ao forno a 200º, regando de vez em quando com o próprio molho.
Quando o chispe estiver quase cozido, misture as batatas cortadas em pedaços pequenos e as cebolas aos gomos. Corte os tomates ou esmague-os com as mãos e disponha por cima do preparado anterior. Junte a salsa e tempere com sal e pimenta.
Leve à mesa no próprio tabuleiro, bem quente.
Sirva com salada.
Bom apetite!
Miminho Blog 5 *****
E agora tenho que passar a 10 meninas que têm blogues repletos de trabalhos que eu admiro.
Vou quebrar a regra e passar a todos os blogues que, de uma maneira ou de outra, têm trabalhos lindos e admiráveis!
A querida Mary contemplou-me com um selinho muito engraçado, com um leão desdentado e um magricelas loirito, em plena algazarra:
Dedico-o a todos os que sorriem, quando aqui entram e aos que me fazem sorrir, quando visito os seus lindos blogues!