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quarta-feira, 11 de março de 2009

Inês de Castro

IV

Inês de Castro


Apesar de ser um episódio pertencente ao Plano da História de Portugal, não se trata de um episódio épico, mas sim de um episódio trágico e lírico.

Trágico – porque contempla momentos característicos de uma tragédia clássica:

- a paixão entre Pedro e Inês é um desafio ao poder real, por Inês representar um perigo para o reino;

- a punição, a decisão de matar Inês;

- a piedade, presente no discurso de Inês quando tenta demover o rei;

- a catástrofe quando se consuma a morte de Inês.

Lírico – porque o narrador interpela o Amor acusando-o de ser responsável pela tragédia, expressando ao longo de todo o episódio a inconformidade do “eu” poético, bem como a repulsa pela morte trágica de Inês, que compara à morte da natureza.

V



Estrutura do episódio

(divisão em partes)

1.ª parte – Exposição (estrofes 118 e 119)

Trata-se de uma breve introdução ao episódio. Vasco da Gama localiza a história no tempo e no espaço, apresenta brevemente o caso que vai narrar e atribui as responsabilidades ao amor.

Considerações iniciais do poeta (119)

O episódio começa com considerações do poeta sobre o Amor acusando-o de ser o causador da morte de Inês.


2.ª parte – Conflito (estrofes 120 a 132)

A felicidade de Inês (120 – 121)

Inês vivia tranquilamente nos campos do Mondego, rodeada por uma natureza alegre e amena, gozando a felicidade do seu amor por D. Pedro.

O narrador, no entanto, vai introduzindo indícios de que essa felicidade não será duradoira e terá um fim cruel:

“Naquele engano da alma, ledo e cego,” (120, v.3);

“Que a fortuna não deixa durar muito,” (120, v. 4);

“De noite, em doces sonhos que mentiam,” (121, v. 5).


Condenação de Inês (122 – 125)

D. Afonso IV, vendo que não conseguia casar o filho em conformidade com as necessidades do Reino, decide mandar matar Inês.

Os algozes trazem-na à presença do rei.

O rei vacila, apiedado, quando a vê surgir com os filhos, mas as razões do Reino levam-no a prosseguir.


Discurso de Inês (126 – 129)

Inês inicia a sua defesa, apelando à piedade do rei através:

- do exemplo das feras e aves de rapina que se humanizaram ao cuidarem de crianças indefesas:

“Se já nas brutas feras” (126, v. 1);

“Com pequenas crianças viu a gente” (126, v. 5);

“Terem tão piedoso sentimento” (126, v. 6);

- da afirmação da sua inocência;

- do respeito devido às crianças (seus filhos, netos de D. Afonso IV);

- do apelo ao desterro.


Sentença e execução da morte (130 – 132)

O rei mostra-se sensibilizado mas, uma vez mais, as razões do Reino soam mais fortes e a sua determinação mantém-se.

Inês é executada.


3ª parte – Desenlace (estrofes 133 a 137)

Considerações finais do poeta (133 – 135)

O poeta compara esta atitude a outras atrocidades conhecidas.

Repudia a sua morte, aliando-a à morte da natureza e eternizando-a na Fonte dos Amores.


Vingança de D. Pedro (136 – 137)

Quando D. Pedro sobe ao trono, concretiza a vingança, mandando matar os carrascos de Inês.

VI




Fenómenos fonéticos
(continuação)

CRASE - É o nome que se dá à fusão de duas vogais iguais numa só:

pede > pee > pé

Colore > coor > cor

Nudu > nuu > nu


METÁTESE - É a mudança de um fonema de um lugar da sílaba para outro.

pro > por

Semper > sempre

Inter > entre


VOCALIZAÇÃO - Fenómeno fonético que consiste na transformação de uma consoante em vogal:

nocte > noite

Regnu > reino

Multu > muito


CONSONANTIZAÇÃO - Consiste em transformar uma vogal em consoante. (Isto sucede sobretudo ao i e ao u latinos, que passaram, respectivamente a j e v):

iam > já

Jesus > Jesus

Uita > vida

Uacca > vaca


NASALAÇÃO – Um som oral passa a nasal:

nec > nem

Mihi > mim

Bonu > bom


DESNASALAÇÃO - Um fonema nasal passa a oral.

luna > lúa > lua

Bona > bõa > boa

Ponere > põer > pôr



Trabalhito:

Aqui há gato!

Brincos





A Mena na cozinha

Chispe de Porco assado no Forno

6 a 8 rodelas de chispe de porco

1 cerveja

2 cebolas médias

4 tomates maduros

6 dentes de alho

1 dl de azeite de boa qualidade

1 ramo de salsa

8 a 10 batatas (depende do tamanho)

sal

pimenta



Limpe, lave e demolhe o chispe em água fria durante 4 horas. Pode juntar à água um pouco de sal.
Retire o chispe da água, enxugue-o com um pano, coloque-o num tabuleiro de barro e esfregue-o com os alhos esmagados e sal. Deixe-o com este tempero.

Passadas 2 horas, coloque o chispe num tabuleiro de barro, regue-o com a cerveja e o azeite.
Leve ao forno a 200º, regando de vez em quando com o próprio molho.


Quando o chispe estiver quase cozido, misture as batatas cortadas em pedaços pequenos e as cebolas aos gomos. Corte os tomates ou esmague-os com as mãos e disponha por cima do preparado anterior. Junte a salsa e tempere com sal e pimenta.
Leve à mesa no próprio tabuleiro, bem quente.

Sirva com salada.

Bom apetite!



Miminho Blog 5 *****

Recebi este miminho da Alex. Obrigada amiga por te teres lembrado de mim.
E agora tenho que passar a 10 meninas que têm blogues repletos de trabalhos que eu admiro.


Vou quebrar a regra e passar a todos os blogues que, de uma maneira ou de outra, têm trabalhos lindos e admiráveis!


A querida Mary contemplou-me com um selinho muito engraçado, com um leão desdentado e um magricelas loirito, em plena algazarra:

Dedico-o a todos os que sorriem, quando aqui entram e aos que me fazem sorrir, quando visito os seus lindos blogues!