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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Arroz do céu

Proposta de leitura:

Arroz do céu

«Arroz do Céu» é um conto de José Rodrigues Miguéis que retrata a vida de um imigrante de leste, dos países Bálticos (Estónia ou Lituânia), muito pobre, com seis ou sete filhos, a viver nos EUA e a trabalhar no subway (Metropolitano). Ele considera este emprego muito melhor que os anteriores, porque não precisa de falar inglês, que mal entende, e, como veremos no final, lhe permite sustentar a família com o arroz que cai pelos respiradouros do metropolitano, desperdiçado no Uptown (a parte rica da cidade de Nova Iorque) e que ele apanha do chão “imundo e viscoso”.

Este conto, escrito em 1962 por alguém que viveu nos EUA, versa o problema das minorias étnicas (os imigrantes). A personagem principal não tem um nome próprio que a individualize como ser humano e cidadão integrado, conhecemo-la ao longo da história pela sua profissão: “o Limpa-vias trabalhava há muitos anos no subway”. O mundo do protagonista é um mundo à parte. O Uptown é caracterizado como sendo “chique a paróquia e imponente a igreja (…) onde o arroz chove às cabazadas em cima dos noivos; (…) arroz alvo, carolino de primeira”. O Limpa-vias “Desconhecia os ritos e as elegâncias”: no seu casamento não tinha havido arroz de espécie nenhuma, nem de galinha, nem cru. Por isso, ele nunca imaginou que o arroz provinha dos casamentos que se celebravam à superfície. Para ele, o arroz que caía pelos respiradouros “vinha do céu, como a chuva, a neve, o sol e o raio”, era uma dádiva de Deus. “Deus, lá no Alto, pensava no Limpa-vias, tão pobre e calado, e mandava-lhe aquele maná para encher a barriga aos filhos.”
As relações unidireccionais são evidentes, a personagem desconhece por completo o tipo de vida das pessoas que vivem no Uptown, um mundo completamente oposto ao seu. A grande diferença entre estes dois mundos reside na “…claridade (…) voragem empolgante das ruas” (o mundo dos outros) e na obscuridade “parede negra (…) floresta subterrânea” (o mundo do Limpa-vias). O mundo dos outros, símbolo de alegria e de divertimento, onde o arroz é visto como “grande estrago de alegria” e até como ”desperdício». Este desperdício é aproveitado pelo Limpa-vias que, com ele, sustenta a sua família. As relações de dominação, de isolamento, de ausência de partilha, de falta de solidariedade e de conhecimentos são enfatizadas na frase final do conto: “O céu do Limpa-vias é a rua que os outros pisam”. Para o Limpa-vias, o Uptown simboliza o Céu, pois é de lá que cai o arroz. Para os outros, é apenas o chão que pisam diariamente sem se aperceberem. Esta visão diferente do Uptown e o significado que ele tem quer para o Limpa-vias quer para os outros, reforçam uma vez mais a ideia de que se trata de um mundo ao qual ele não tem acesso. Esta frase final é profundamente irónica, dando a entender que há um Céu para os ricos e outro Céu (muito mais baixo) para os pobres.

Este conto é estudado no 7.º ano e é a partir dele que pretendemos chamar a atenção dos alunos para a actualidade da problemática das minorias étnicas, dos problemas que têm surgido em Portugal, pois o nosso País é hoje não só uma terra de emigrantes, mas também de imigrantes. A partir desta história, procuramos também sensibilizá-los para a importância de valores como a partilha, a solidariedade, a amizade, o respeito, a responsabilidade, a compreensão, a justiça, a honestidade, a igualdade e a cooperação.



Um pouco de música:

Um poema:

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.

Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."

Eugénio de Andrade


Uma receita deliciosa:

Pataniscas de atum

2 latas de atum
1 cebola picada
200g de farinha de trigo
1 colher de sopa de azeite
0,5dl de água
3 ovos
salsa picadinha
azeite ou óleo para fritar
sal

Deita-se a farinha numa tigela, abre-se uma cavidade no meio e deita-se o azeite, o sal e os ovos. Começa-se a mexer no centro com uma colher de pau até envolver toda a farinha. Depois, sem parar de mexer, junta-se a água em fio até se obter uma massa leve.
Junta-se o atum desfiado, a salsa e a cebola picadas. Mexe-se tudo muito bem. Deita-se azeite ou óleo numa frigideira e deixa-se aquecer.
Com uma colher de sopa, colocam-se porções separadas e viram-se logo que fiquem douradas. Quando estiverem douradinhas dos dois lados, retiram-se da frigideira e colocam-se sobre papel absorvente para tirar o excesso de azeite. Depois de bem escorridinhas, enfeitam-se com um raminho de salsa. Servem-se com arroz branco ou de tomate.


Um mimo e um desafio:

Este mimo veio do cantinho da Siry

Hoje, quero dar um mimo a todos os meus visitantes, principalmente àqueles que passam por aqui e que deixam sempre um comentário.
Este mimo é para ti, recebe-o com muito carinho da
Mena


Recebi o seguinte desafio da Chocolate e da Maiu , cujo objectivo é dar a minha opinião sobre vários assuntos e depois indicar 7 amigas para que possam participar e levar o miminho com elas.

1 - Vida – uma dádiva (só temos uma oportunidade, logo não podemos desperdiçá-la).
2 - Amor – é eterno, enquanto durar!
3 - Casamento – Para sempre (por isso há que escolher o companheiro ideal).
4 - Família - os alicerces da minha vida!
5- Dinheiro – não dá a felicidade, mas ajuda!
6 - Homem - o meu filho, o meu pai e o meu marido!
7 - Mulher – a minha filha e a minha mãe
8 - Desejo – saúde, saúde e saúde (se tiver saúde, poderei conquistar o resto).
9 - Sucesso - para mim, para os meus, para todos!
10 - Profissão – professora
11 - Saúde – a melhor coisa que podemos ter
12 - Internet - uma ferramenta de trabalho muito útil, uma forma de comunicar, uma ligação ao mundo…
13 - Presente – há que vivê-lo da melhor forma!
14 - Passado – não se pode mudar, mas forneceu-nos as bases para o presente e pode comprometer o futuro.
15 - Futuro – a Deus pertence, mas não podemos esquecer que Ele disse: “Faz e eu ajudar-te-ei”.
16 - Política – descrédito total.
17 - Brasil – país irmão.
18 - Sexo – sem amor não tem sentido.
19 - Arte - uma óptima terapia!
20 - Opinião acerca do desafio em questão – interessante, porque me fez pensar um bocadinho em certas coisas.

E agora vou passar este desafio a 7 meninas:

Diana

Sweetie

Chocolate

Lucinda

Cassilda

Habiba

Malu


Trabalhinhos: