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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Os Géneros Narrativos: o Romance

Tirei esta foto no CCB, na Visita de estudo do 9.º ano

Os Géneros Narrativos: O Romance


O romance é uma Narrativa de Ficção, assim como o Conto e a Novela.

Actualmente, um romance tem, geralmente, um mínimo de trezentas páginas e não tem qualquer limite máximo. No entanto, os romances muito grandes tendem a ser publicados em vários volumes, formando trilogias, permitindo, assim, ao autor a possibilidade de explorar e aprofundar não só as personagens como todo o contexto espácio-temporal.

A palavra "romance" começou por designar a língua vulgar, que se distinguira já do Latim. Quando se começou a escrever não em latim, mas na língua vernacular, esses textos passaram então a ser chamados de romance ou romanço. Só mais tarde é que a palavra "romance" passou a indicar textos narrativos literários.

Na Idade Média, o modo narrativo era representado por três géneros. A epopeia, na forma das Canções de Gesta; a recém-descoberta novela; e dois tipos de romance:

  • Romance de Cavalaria
    • A intriga segue o ideal do cavaleiro medieval, simultaneamente guerreiro e cortês.
    • As duas grandes "paixões" são o amor e a aventura.
    • O final é feliz.
  • Romance Sentimental
    • Foca o amor introspectivo de uma ou mais personagens.
    • O final é trágico (relativamente semelhante aos amores românticos do século XIX).

No Renascimento, surge o Romance Pastoril, inspirado nos poemas bucólicos da Antiguidade. Estes romances eram protagonizados por pastores, cultos e sensíveis, envolvidos por uma natureza ideal e fabulosa, e discutindo temas filosóficos, concluindo sempre da superioridade do campo e da vida rústica sobre a vida citadina.

No século XVII, surge o Romance Barroco. Ainda ligado ao romance medieval, estas longas narrativas caracterizam-se pela imaginação exuberante, que fomenta frequentes acontecimentos excepcionais e inverosímeis (duelos, raptos, naufrágios, monstros...). De acordo com o espírito da época, estes romances põem à prova não só a sensibilidade do leitor, como também a sua perspicácia.

No entanto, o romance não era ainda considerado como um verdadeiro género literário, apenas uma forma de entretenimento sem prestígio. Mas à medida que o século XVIII desvirtua os excessos que caracterizaram o Barroco, o romance evolui: abandona os elementos fantásticos das narrativas do século XVII e envereda por histórias verosímeis e realistas. A inauguração desta nova fase do romance permite a sua reabilitação, recebendo definitivamente a designação de género literário.

No final do século XVIII e primeira metade do século XIX, assiste-se ao advento do Romantismo. Revoltando-se contra as normas rígidas na literatura e impondo liberdades formais e temáticas, o Romantismo consegue divulgar o romance, levando-o a um público que não pára de crescer, apesar do seu nível de cultura não ser elevado. O autor romântico prefere uma linguagem mais próxima do povo, o tom coloquial, para chegar precisamente a essa população menos culta, criando o hábito de leitura.

Surgem novos tipos de romance:

  • romance psicológico
  • romance histórico
  • romance de análise social
  • crónicas de viagens

Muitos destes romances são editados em folhetins, a pouco e pouco, sendo posteriormente editados em livro. A narrativa "democratiza-se". Mas em breve surge a reacção aos ideais românticos do sentimentalismo: na segunda metade do século XIX, os autores realistas e naturalistas aperfeiçoam a técnica da narrativa, procurando utilizar o romance também como forma de estudo dos indivíduos e do meio social.

Com o século XX, o romance entra subitamente em crise, perdendo muitos leitores. Esta crise deve-se ao novo tipo de romance, o Romance Existencialista (Nouveau Roman). Este novo tipo lança romances com intrigas extraordinariamente complexas, requerendo um público mais culto e afastando as classes menos instruídas. A queda da popularidade do romance é ainda agravada pelo aparecimento do cinema e da televisão, que conquistam as audiências com produções de fácil compreensão.

Nos últimos anos, foi feito um novo esforço para atrair leitores, sendo os jovens o público-alvo. Livros juvenis (de que a série "Harry Potter" é talvez a mais conhecida) tornaram-se best-sellers estrondosos: resta saber se esta é uma tendência que vai continuar.



Saber mais


A palavra romance pode ter surgido de:

a) romans (vocábulo da língua provençal) que por sua vez deriva da forma latina romanicus;

b) ou de romanice (hipótese mais convincente) que designava qualquer obra escrita em romanço, língua falada nas regiões ocupadas pelos romanos, e que já se diferenciava do latine loqui (falar latino); essa diferenciação foi o resultado da fusão do latim vulgar com a língua de um povo conquistado pelos romanos (entre as línguas românicas está a portuguesa).

Destas hipóteses apresentadas, vem o termo primitivo Romanço, que passou a rotular obras de cunho popular e folclórico. E, como estas eram de carácter predominantemente imaginativo e fantasista, o termo servia para caracterizar essas narrativas, tanto em prosa, como em verso. Daí o carácter ficcional do romance. No primeiro caso, ou seja, entre as obras em prosa, estão os chamados romances ou novelas de cavalaria, durante a época medieval. Narravam proezas praticadas pelos cavaleiros andantes. No segundo, estão, por exemplo, o Roman de la Rose e o Roman de Renart (célebres poemas franceses do século XII), o primeiro de carácter amoroso e o segundo de cunho satírico, mas ambos moralizantes.

Foi em Espanha que o romanço em versos se tornou comum. Cultivou-se tanto que, por pouco, não se tornou numa forma literária exclusivamente espanhola.

O romance, com a definição que hoje conhecemos, surgiu em meados do século XVIII, juntamente com o Romantismo. Romance e Romantismo ajustavam-se perfeitamente com o novo espírito literário, motivado pelo natural desgaste das estruturas socioculturais da época. A Epopeia, então, já gasta, cede, definitivamente, lugar a uma nova forma artística: O Romance. O mesmo se dá com a poesia, que abandona os grandes salões e as cortes e populariza-se.

O Romance tem o mesmo objectivo: reflectir de maneira fiel a imagem da sociedade. Para tanto, procura abranger tudo quanto era forma e recurso de expressão literária. Quebravam-se, assim, as regras e modelos.


“Servindo a burguesia em ascensão, o romance tornou-se porta-voz de suas ambições, desejos, vaidades, e, ao mesmo tempo e, sobretudo, ópio sedativo ou fuga da materialidade diária, [...]. E deleitá-los, oferecendo-lhes a própria existência artificial e vazia como espectáculo [...]. Portanto, sem saber, gozam o espectáculo da própria vida como se fora alheia, estimulando desse modo uma forma literária que funcionava como espelho em que se miravam, [...]. Na verdade, oferecia-se aos burgueses a imagem do que pretendiam ser, do que sonhavam ser e não do que, efectivamente, eram. (MOISÉS, Massaud; A Criação Literária, 1973, p.188.)


Além do sentido denotativo (cariz literário) da palavra romance, cumpre lembrar o sentido pejorativo adquirido pela palavra: Quando alguém nos conta um caso longo, fantasioso e até algo inverosímil, dizemos logo “Que grande romance estás a fazer!” Ou ainda: “Passas a vida a ler romances!” O vocábulo pode igualmente designar um envolvimento amoroso: “O romance deles já vem de longe!”




Miminhos e prémios

Ganhei este selinho *Você é um Docinho*, da Mell. Obrigada!
Devo passá-lo a todos/todas que são docinhos... então aqui fica para todos os que por aqui passam, porque todos são uns docinhos!
Levem o selinho!


Da Daniela, recebi este:

Estes dois foram-me oferecidos por esta menina. Obrigada!


Aqui ficam para quem os quiser levar.


A Mena na cozinha

Couve-flor gratinada


couve-flor cozida (sobras)
presunto
ovos cozidos
2 pacotes de natas com cogumelos porcini
queijo ralado

Escorra bem a couve-flor e separe os "tronquinhos". Unte um pirex com azeite ou margarina e disponha uma camada de couve. Por cima, ponha os ovos picados e lascas de presunto. Repita as operações até terminar a couve-flor.

Sobre a última camada de couve-flor, deite as natas e polvilhe com queijo ralado. Leve ao forno quente até alourar.

Bom apetite!

Trabalhito: pijama

Desejo a todos/as uma semana maravilhosa!