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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Início da Narração (d'Os Lusíadas)


Início da narração

A descoberta do caminho marítimo para a Índia

Esta é a acção central d’ Os Lusíadas que começa, tal como era exigido no modelo clássico da epopeia, in medias res, ou seja, com a viagem numa fase adiantada. Nesse momento, os navegadores portugueses encontravam-se no meio do oceano Índico – “Já no largo Oceano navegavam” – e, até então, tinham feito um percurso previamente conhecido. Daí para a frente relata-se o verdadeiro caminho da descoberta.

Camões assume o papel de narrador heterodiegético, omnisciente e subjectivo.





Síntese (estância 19)

Já os navegadores portugueses navegavam no oceano Índico, quando os deuses se reuniram no Olimpo para decidirem se permitiam ou não que os portugueses encontrassem um lugar onde pudessem descansar e recuperar novas forças para enfrentar a viagem no desconhecido.

Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteo são cortadas

Campo lexical

Este grupo de palavras destacadas (a negrito) está relacionado com uma mesma realidade, a navegação.

Campo lexical é um conjunto de palavras que fazem parte da mesma realidade.

Adjectivo anteposto ao substantivo

Se reparares bem, a maioria dos adjectivos (a vermelho) aparece antes dos substantivos que qualificam.

Este recurso serve para realçar as qualidades dos substantivos e dar mais expressividade ao texto.

Ex.: “largo Oceano” (adjectivo anteposto ao substantivo) é mais expressivo do que “Oceano largo”.



Conjugação Perifrástica

“… onde as proas vão cortando”

Vão

verbo auxiliar - ir

Cortando

verbo principal – cortar; gerúndio

Trata-se de uma conjugação perifrástica. Se substituísses a expressão “vão cortando” por “cortam”, a frase ficaria correcta mas perdia-se o sentido de realização gradual da acção.

A conjugação perifrástica consiste na utilização de um verbo auxiliar no tempo em que se pretende conjugar, seguido do verbo principal no infinitivo ou no gerúndio.

Os verbos que, normalmente, surgem como auxiliares da conjugação perifrástica são: ir, vir, andar, dever, deixar, estar, ter, haver, começar, acabar, continuar, entre outros, e podem exprimir diferentes ideias. Neste caso o auxiliar ir marca a ideia de continuidade.

A conjugação perifrástica confere ao verbo determinados sentidos, como:


· Necessidade - (ter de + infinitivo) Ex.: Tenho de trabalhar. (ter que + infinitivo)

· Certeza - (haver de + infinitivo) Ex.: Hei-de conseguir.

· Intenção ou proximidade de realização - (estar para + infinitivo) Ex.: Estou para partir.

· Realização futura - (ir + infinitivo) Ex.: Vou ler.

· Realização prolongada - (andar a, estar a + infinitivo ou gerúndio) Ex.: Ando a ler um livro.

· Realização gradual - (ir, vir + gerúndio ou infinitivo) Ex.: Vou lendo calmamente.

· Acontecimento simultâneo - (estar a, ir a + infinitivo) Ex.: Ia a sair quando o telefone tocou.

· Probabilidade ou dever - (dever + infinitivo) Ex.: Devo ter esse livro.

· Possibilidade - (poder + infinitivo) Ex.: Eles tinham sido avisados que podiam reprovar.

· Início da realização - (começar + infinitivo) Ex.: Nós começámos a correr.

· Momento final da acção - acabar de + infinitivo / deixar de + infinitivo



Vasco da Gama

1468 (?): Nascimento, talvez em Sines. Filho segundo do fidalgo Estêvão da Gama. 1497: A 8 de Julho parte de Lisboa comandando a frota que irá descobrir o caminho marítimo para a Índia. A 18 de Novembro dobra o Cabo da Boa Esperança.

1498: A 20 de Maio chega a Calecut e enfrenta a hostilidade do respectivo Samorim. A 5 de Outubro inicia a viagem de regresso.

1499: Arriba a Lisboa em fins de Agosto; é recebido triunfalmente.

1502/04: Segunda viagem à Índia. Represálias contra o Samorim de Calecut. Firma aliança com os reis de Cochim e Cananor, onde instala feitorias. Regressa a Lisboa com carga avultada de especiarias.

1524: Terceira viagem à Índia, já com o título de conde da Vidigueira e na qualidade de Vice-rei. Tenta pôr fim a desmandos e abusos. A 25 de Dezembro morre em Cochim.




Trabalhito:

caixa aos retalhos




A Mena na cozinha


Bacalhau Gratinado

500 g de bacalhau demolhado
2 cebolas
6 dentes de alho
1 dl de azeite
1 alho francês
2 cenouras
sal
pimenta

2 colheres de sopa de vinho branco
200 g de cogumelos
300 g de miolo de camarão
800 g de puré de batata
2 dl de natas com 3 queijos

pimentos morrones



Coza o bacalhau, escorra-o, limpe-o de peles e espinhas e faça-o em lascas.
Descasque e corte as cebolas e os dentes de alho em rodelas finas e leve a refogar com um pouco de azeite, sobre lume brando, até a cebola ficar translúcida.
Corte o alho francês em rodelas finas, lave em água corrente e escorra bem. Pele e rale as cenouras em fios, Junte o alho francês e a cenoura ralada ao refogado e deixe estufar sobre lume muito brando.
Junte o miolo de camarão e deixe cozinhar até os legumes estarem moles.
Entretanto, lave os cogumelos, enxugue-os e corte em lâminas.
No restante azeite, numa frigideira larga, junte os cogumelos e deixe saltear até a água que libertarem se evaporar.
Adicione-os depois aos restantes legumes estufados. Tempere com sal e pimenta.


Disponha o puré de batata a toda a volta de um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa, previamente untado com azeite. No centro coloque em camadas alternadas os legumes e as lascas de bacalhau e, por cima espalhe as natas.

Leve a gratinar no forno até a superfície ficar bem dourada.


Enfeite com os pepinos de conserva e pimentos morrones.


Pode substituir o bacalhau por outro peixe, como por exemplo lombos de pescada ou maruca sendo também uma receita óptima para aproveitamento de sobras de peixe cozido.

Miminhos




Estes miminhos foram-me oferecidos por esta amiga.
Aqui ficam para todos os que me visitam e deixam sempre uma palavrinha.

sábado, 6 de setembro de 2008

Imagens escondidas nas palavras

Hoje, decidi arrumar alguma papelada que estava ainda dentro da pasta. As aulas começam entretanto e a mala continuava em cima da cadeira desde finais de Junho. Ela bem olhava para mim, desesperada, atafulhada, gorda, mas eu fingia não ver, desviava o olhar e seguia em frente...
Foi hoje! Não resisti àquele apelo mudo, despejei a pasta e desatei a escolher, a separar, a rasgar... Numa segunda volta, como o monte era grande ainda, fiz nova escolha, desta vez com mais atenção para não deitar fora algo importante e... dei com isto:

"Olhei para dentro de mim, como a professora pediu, e fiquei espantada com tudo o que vi. É como olhar para um caleidoscópio, espreitamos pelo tubo e vemos coisas, que cá fora nunca vemos!"

"Agora tenho mais confiança no que faço em Língua Portuguesa, eu pensava que era mais ignorante, já não acho que faço tudo mal. Parece que ganhei brilho com as palavras. Não sei se sou só eu que noto isto, os meus colegas se calhar não se apercebem, mas o importante é que a professora também nota."

"Eu prometo coisas às palavras, dou-lhes vida e elas prometem-me mim."

"O que eu gostei mais na poesia é que parecia que estávamos sempre em festa, porque gostávamos do que estávamos a fazer, mesmo eu que sou preguiçoso e mau aluno, às vezes."

"Eu agora dou-me bem com as palavras, dantes fugia delas, porque não as compreendia. Obrigada, professora!"

"Eu, ao princípio não gostei nada das aulas de poesia, pareciam-me enigmas, mas daqueles muito difíceis. Não percebia nada, mas a professora disse-me que só tinha de aprender a lidar com ela, porque ela era um bichinho manhoso, um animal de estimação bem manhoso e perguntou-me se eu tinha algum. Na altura, eu ri-me, achei até que a professora não estava boa da cabeça, mas comecei a pensar melhor e lembrei-me do meu cão, que é muito fino! É como a poesia: parece que fala de coisas reais, mas disfarça-as, usa máscaras. O meu caozito faz de conta que vai buscar a bola ou o pau, mas, às vezes, fica no meio do quintal, a olhar para mim, parece até que está a sonhar."

"A poesia mudou alguma coisa na minha vida: eu escrevia textos feios e ninguém ligava, nem gostava. Os meus colegas, às vezes, até me gozavam. A professora fez-me gostar da poesia, apostou em mim, fizemos jogos de palavras e tantas coisas todos juntos, na aula, e agora já ninguém diz que sou mau, nem devem achar isso, porque me pedem a opinião acerca do que escrevem, fazemos poemas em conjunto e quase sempre são os meus versos que ganham e vão para o papel".

"Procuro imagens escondidas nas palavras."

"Ontem, disse lá em casa que gostava muito de escrever e a minha mãe respondeu-me que precisava bastante de escrever, por causa dos erros. Eu disse-lhe que não era esse tipo de escrita, ela olhou para mim com aquele olhar de quem não está a perceber nada."

"A poesia é como um casaco que eu tenho de dupla face. Dum lado é azul turquesa, a minha cor preferida. Quando estou alegre, sinto-me levezinha, gosto de escrever poesia. Mas quando estou triste também escrevo, mas já não é assim tão bom. É o lado castanho do meu casaco. Mas ele agasalha dos dois lados."

" Eu senti ajuda com a poesia, não só a Língua Portuguesa, mas também nas outras disciplinas: aprendi a escutar (o ritmo, a musicalidade, a respirar um poema); aprendi a compreender melhor, a estar com mais atenção, porque a professora pedia-me que estivesse atenta ao princípio, mas depois já estava atenta de livre vontade, porque comecei a gostar da matéria e a perceber o que os poetas nos querem transmitir, era preciso compreender o barulho das palavras, o seu som, perceber porque é que está lá aquela palavra e não outra; aprendi a escrever melhor, porque gostava, todos os temas eram novidade. Uma vez fiz pouco da professora, porque ela disse que um certo poema era delicioso, eu no gozo perguntei-lhe a que é que sabia, outra vez pediu que déssemos vida a uma carcaça, a um lápios ou a um objecto qualquer. Mas depois percebi que não era assim tão disparatado aquilo que ela dizia. Acho que a poesia fez com que eu gostasse mais de Língua Portuguesa, porque eu já era boa aluna, mas agora sei o que se pode esconder atrás das palavras, é um mundo novo que descobrimos em cada poema. Também já brinco com as palavras, jogo com elas, já me sinto mais à vontade com elas, aprendi (como diz a professora) a apalpar a nossa língua e , se quisermos, ela pode ser nossa e dos nossos sonhos acordados. Concluindo, sinto-me bem , porque me dou bem com as palavras, fiz delas grandes amigas."

Estes textos são reflexões que eu solicitara aos alunos, no fim do ano, depois de leccionar a poesia. Pedi-lhes que o texto fosse anónimo e com letra de imprensa para criar um certo distanciamento, necessário neste tipo de exercício.
Ao arrumar a papelada, recordei o que eles escreveram e escolhi estes depoimentos que aqui vos mostrei.






Miminhos - Prémios


Estes miminhos-prémios foram oferecidos por esta menina.
O desafio consiste em:
1-Indicar a pessoa que nos deu o prémio;
2- Colocar as Regras;
3- Partilhar 6 coisas que sãoimportantes para nós e 6 coisas que nós não gostamos;
4- Passar para 6 pessoas e avisá-las, deixando um comentário nos seus blogues...

Gosto da minha família, dos meus amigos, da minha profissão, dos meus alunos, dos meus cães, da minha casa.
Não gosto de guerra, de inveja, de pessoas fingidas e maldosas, de políticos incompetentes e corruptos...
Agora, aqui ficam para todas as meninas que visitam o meu espaço, deixando sempre um simpático comentário...




A Mena na cozinha

Bacalhau gratinado

4 postas de bacalhau demolhado
1,5 dl de azeite
2 cebolas
1,2 kg de batatas
1 dl de leite
2 gemas
noz-moscada
sal
pimenta
2 dentes de alho

Tire a pele e as espinhas ao bacalhau e lasque-o.

Numa frigideira, aqueça metade do azeite e junte os alhos picados.

Adicione o bacalhau e deixe cozer.

Noutra frigideira, coloque o azeite que sobrou e as cebolas cortadas às rodelas, deixe refogar.

Junte a cebola ao bacalhau e deixe apurar um pouco. Tempere com sal e pimenta.

Coza as batatas, reduza-as a puré e junte o leite e as gemas. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada.

Coloque no fundo de um pirex a mistura do bacalhau com a cebolada e cubra-a com o puré de batata. Se gostar salpique com queijo ralado. Leve a forno médio, para alourar.

Sirva quente com uma boa salada mista.





Trabalhinhos
: adereços para o cabelo