Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

O que eles disseram...


... sobre o conto "A Estrela"


Os meus alunos apresentaram vários trabalhos sobre "A Estrela": um pequeno resumo do assunto do conto, a sua opinião em relação ao desfecho do mesmo... Assim, aqui fica o que eles escreveram...



A Estrela é uma história simples e cativante. Pedro, uma criança de sete anos, um dia à meia-noite, sobe ao alto da torre de uma igreja que ficava no cimo de um monte, para roubar uma estrela, a estrela mais linda e brilhante do céu. Mas o roubo é descoberto por um velho muito velho e toda a aldeia se revolta contra aquele acto que tornou o céu mais pobre e triste. Quando se descobre a verdade, o pai de Pedro exige que ele devolva a estrela roubada. Ao restituir a estrela, num outro dia também à meia-noite, perante toda a gente da aldeia, Pedro cai da torre e morre. Aquela estrela e o acto de Pedro ficaram para sempre conhecidos.

Eu gostei do conto, mas Pedro não devia ter morrido. Todos temos a nossa estrela, aquela era a de Pedro e se ele a queria junto de si, o pai não devia obrigá-lo a restituir a sua estrela.



Pedro tinha uma grande capacidade de sonhar e facilmente entrava num mundo imaginário, no mundo do faz de conta, lugar onde as crianças podem ser e ter tudo, porque não há limite para a imaginação nem para o sonho. Mas ele vivia numa aldeia onde não havia espaço nem tempo para o sonho. As pessoas trabalhavam durante todo o dia, chegavam tarde a casa e não tinham tempo para reparar nas coisas insignificantes do mundo.
Pedro, à noite punha-se a observar o céu estrelado e reparou numa estrela muito viva e luminosa que enfeitava e iluminava o céu escuro. Um dia, ele decidiu que tinha de possuir aquela estrela, não sabia bem para quê, mas gostaria muito de tê-la. O menino sobe à torre da igreja e rouba a estrela.
As pessoas da aldeia condenaram aquele roubo e até o obrigaram a colocar a estrela no lugar de onde a tirara. Não lhe deixaram qualquer outra alternativa, tinha de devolver o objecto do seu sonho. Pedro superou grandes dificuldades e revelou uma grande coragem, logo merecia ficar com a sua estrela. No fim, Pedro cai no chão e regressa ao mundo da realidade onde os sonhos, muitas vezes, não são possíveis de realizar. Acordou num mundo sem sonho, no mundo real...


"A Estrela" narra a história de Pedro, um menino de sete anos que um dia, à meia-noite, sobe ao alto da torre da igreja da sua aldeia que ficava no cimo da Serra, para roubar uma estrela única. Não era uma estrela vulgar, era a estrela mais gira e cintilante do céu. Porém o roubo, entretanto descoberto por um velho muito velho, indigna toda a gente. Quando se descobre que foi Pedro quem roubou a estrela, toda a aldeia exige que ele a reponha no lugar de onde a tirou. Ao restituir a estrela, Pedro fica com a sua Estrela para toda a Eternidade.

Eu gostei do conto e acho que o Pedro morreu, porque tinha de ficar com a sua estrela, no céu. Era a sua estrela e a única maneira de continuar a ter a sua estrela era ir para o lugar onde ela estava, no céu.



Pedro era uma criança de sete anos que admirava as coisas bonitas da natureza, o céu e as estrelas.
Certo dia, à meia-noite, Pedro, sem sono, saiu de casa pela janela e correu em direcção à Igreja. Subiu à torre para empalmar a estrela mais luminosa e gira do céu!
Um velho descobriu o roubo e denunciou-o. Toda a gente da aldeia se revoltou. Descobriram que tinha sido Pedro o autor de tal acto e o pai obrigou-o a devolver ao céu a estrela. Pedro sobe à torre da igreja para repor a estrela no seu lugar e desequilibra-se, cai e morre.
Todos sabemos que não se deve roubar nada a ninguém, ainda mais quando se rouba um bem comum, algo que pertence a toda a gente. Toda a aldeia ficou triste quando o Pedro caiu, porque ele era somente uma criança muito sonhadora de apenas sete anos que, infelizmente, viu os seus sonhos desaparecerem cedo de mais e para sempre.



Para mim a posse da Estrela significa crescimento, Pedro tinha sete anos e tinha de preparar-se para uma nova vida. Antigamente, deixava-se de ser criança muito cedo, porque os rapazes tinham de ajudar os pais no campo, começavam a trabalhar, a ter outras responsabilidades. O roubo da estrela e a queda de Pedro marcam o fim da sua vida de criança. Neste conto, a Estrela é roubada por uma criança, um velho dá pelo seu desaparecimento e denuncia-o e um artista, o Cigarra, faz uns versos para cantar esta linda história de uma criança e da sua Estrela.

Eu gostei do conto, porque não acho que o Pedro tenha morrido: Pedro ia deixar de ter tempo para sonhar, ia ter rotinas. Todas as pessoas da história com responsabilidades não se interessavam pelas estrelas, porque não tinham tempo para as olhar, só o Pedro que era uma criança, o velho que estava reformado e o Cigarra, um artista, é que tinham tempo para admirar as estrelas e dar-lhes importância, porque não tinham o que fazer, podiam sonhar. Pedro cresceu, vai ter menos tempo para sonhos, para sonhos de criança.


Que tal? Gostaram da opinião dos meus alunos? Eu adorei, por isso decidi publicar aqui! Digam lá que eles não aprenderam bem a lição!...





A Mena na cozinha


Ovos rotos com Bacon

1 lata de cogumelos
azeite
200 g de bacon
sal
pimenta
ovos
batatas fritas em palitos
1 dente de alhos

Numa frigideira grande ou wok, leve um pouco de azeite e aloure nele os alhos laminados.
Junte seguidamente os cogumelos e deixe saltear.

Adicione o bacon às tirinhas e deixe cozinhar.

Junte os ovos.

Vá mexendo e, ao mesmo tempo, frite as batatas.

Quando as batatas estiverem fritas, envolva-as no preparado anterior.
Sirva com salada.
Bom apetite!


Trabalhinho:

Brincos


Miminhos


Estes miminhos foram-me oferecidos por duas lindas meninas que gosto de visitar, a Sonia Facion e a Sabrith!
Obrigada às duas fofinhas e aqui ficam para quem os quiser levar para os seus cantinhos.


E, para finalizar, um pouco de humor


Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

A estrela mais gira do céu

Foto da Net

Proposta de leitura

"A Estrela" de Vergílio Ferreira


Era uma vez um menino chamado Pedro que viu, um dia, à meia-noite, uma estrela… Era a estrela mais gira do céu.
Como é que ninguém a tinha roubado? Ele próprio poderia facilmente apanhá-la, era só deitar-lhe a mão. Então, quando achou que os pais estavam a dormir, abriu a janela e saltou para a rua, a janela era baixa. Assim que se viu na rua, desatou a correr até à igreja. A estrela ficava mesmo por cima da torre. Ele entrou na igreja, a porta estava aberta, e começou a subir as escadas… ali cheirava muito mal. Subiu até ao campanário e tinha agora de subir uma escadinha estreita e depois outra de ferro, ao ar livre. Reparou que não chegava ainda à estrela com a mão, portanto teve de subir mais um pouco dobrando e desdobrando as pernas como uma rã. No cimo da torre havia uma bola de pedra com um ferro enterrado e no cimo do ferro estava um galo com os quatro pontos cardeais. Ele empoleirou-se nos ferros cruzados e começou a despregar a estrela a pouco e pouco. A estrela soltou-se, por fim, e ele prendeu-a no cordel das calças. Agora tinha de descer com cuidado, pois se a estrela caísse lá em baixo podia partir-se… Ele desceu devagar, correu para casa e trepou à janela. Quando se foi deitar, ainda esteve algum tempo com a estrela na mão, mas não muito, porque estava cheio de sono. Então, guardou a estrela numa caixa e adormeceu.
No dia seguinte, acordou tarde e a mãe estranhou. A certa altura, Pedro começou aos berros e a mãe veio logo, muito aflita, ver o que ele tinha. Ele estava fora de si e gritava:

- Roubaram-ma! Roubaram-ma!
A mãe pensou que eram restos de sono, não ligou e disse:
- Vê é se tiras o cu do ninho, que já são horas.
Levantou-se da cama e foi para a cozinha, mas não comeu nada, pois estava triste: pois a sua estrela já não era a mesma, era como uma estrela de lata.
Chegou a noite e Pedro foi-se deitar, mas não tinha sono e, de repente, viu vir uma luz muito forte de baixo da cama que se estendia pelo soalho, assustou-se, mas, antes de se assustar muito e berrar, lembrou-se que era a estrela que brilhava tanto como quando a fora apanhar.
No dia seguinte, à noite, um velho, bastante velho, começou a berrar coisas, mas ninguém o percebia, até que o Cigarra, um tipo que tocava viola lhe encostou o ouvido à boca, percebeu-o e começou a gritar:
- Roubaram a Estrela!
As pessoas ficaram a olhar umas para as outras sem nada entender e Pedro foi-se raspando.

Gerou-se então uma discussão: uns, como o Sr. António Governo, uma pessoa muito importante lá na aldeia, consideravam que uma estrela a mais ou a menos no céu pouca diferença fazia, outros, como o velho e o Cigarra, achavam as estrelas importantes, porque enfeitam o céu.

Ao jantar, as conversas iam dar sempre ao mesmo: o roubo da estrela. Pedro fingia que não ouvia, muito encavacado, comendo depressa para ir para a cama. Nem tocava na caixa com medo que os pais descobrissem. E o roubo foi sendo esquecido. Só então ele abriu a caixa e espreitou a estrela.

Certa noite, a mãe lembrou-se de ir verificar se o lume estava bem acondicionado para não pegar fogo nem se apagar e, ao passar pelo quarto do filho, viu um feixe de luz por debaixo da porta, abriu a porta devagar, espreitou e apanhou o Pedro com a estrela na mão. A mãe furiosa foi-se a ele e tirou-lhe a estrela da mão, queimou-se e atirou um grito tão alto que o pai acordou. O pai correu para o quarto do filho e encontrou os dois a chorar. Pedro chorava, mas não sabia porquê. A mãe chorava, porque ficara com a mão toda queimada. O pai mal falou, mas no outro dia toda a freguesia se pronunciou.

Ninguém acreditava que aquilo era a estrela e até pediram uma opinião ao latoeiro. Este confirmou que não era uma estrela de certeza. Então o Governo disse, como um homem sábio que era, que só à meia-noite é que a estrela brilhava. À meia-noite toda a aldeia se reuniu no adro, o Governo chamou o seu filho para pôr a estrela no seu lugar, mas este ao agarrá-la queimou-se, largando-a logo. O pai do Pedro pediu silêncio e disse que o seu filho tinha tirado a estrela, devendo, por isso, ser ele a devolvê-la ao céu. Pedro lá foi. Subiu à torre, ao galo e aos pontos cardeais, tirou a estrela do cinto e colocou-a no seu lugar. Toda a gente soltou um “ah!” e nem reparou que a estrela começou a brilhar muito menos. E ou se assustou com a força do “ah!” ou porque não fincou bem os pés no varão, Pedro escorregou até à bola de pedra, desequilibrou-se e caiu da torre, estampando-se nas pedras do adro. Todos choraram a sua morte.
A estrela ainda lá está e toda a gente a conhece.


Foto da peça de teatro do Filipe La Féria "A Estrela"


A Mena na cozinha

Empadão de frango

1 frango pequeno
batatas
sal
pimenta
4 dl de natas
margarina
azeite
noz-moscada
2 cenouras
1 cebola
salsa picada
queijo ralado


Descasque as batatas e ponha-as a cozer em água com sal. Coza também o frango.

Descasque a cebola e as cenouras, corte a cebola em meias-luas finas e rale as cenouras.
Refogue a cebola com um pouco de azeite, quando estiver a ficar transparente, junte a cenoura e a salsa, mexa, deixe cozinhar durante 5 minutos.

Entretanto, escorra as batatas, depois de cozidas, e reduza-as a puré. Junte-lhe duas colheres de margarina, a noz-moscada e metade das natas. Mexa bem e reserve.

Desfie o frango, adicione-o à cebolada e misture bem. Junte também as restantes natas.

Ligue o forno a 200º . Deite uma parte da mistura do frango no fundo de um pirex untado com azeite, cubra com metade do puré e alise. Por cima, coloque o resto do frango e termine com o restante puré de batata.

Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno até ficar bem douradinho.

Sirva acompanhado com salada a gosto.
Bom apetite!


Trabalhinho:


É assim que vai o meu trabalhinho mistério, devagarinho!


Miminhos



Estes selinhos foram-me oferecidos por duas lindas meninas que gosto de visitar, a Sonia Facion e a Sabrith!
Obrigada às duas fofinhas e aqui ficam para quem os quiser levar para os seus cantinhos.






Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A lamentação de Inês



Aldeia da Estrela

Mais dois poemas da minha filhota.

Neste soneto, Inês de castro invoca a morte que é, por um lado, escura e fera e , por outro, doce amiga (antítese), dizendo-lhe que ela a cobriu com um véu, ceifando-lhe depois a vida, cravando no seu coração um ferro fino e frio; culpa ainda o Amor da sua morte, caracterizando-o antiteticamente: o amor é puro, mas também um pérfido tirano capaz das maiores atrocidades como, por exemplo, matar uma inocente, afastando-a dos seus filhos. Invoca, depois, os elementos da natureza: os campos de que sentirá saudades; o rio que conduzirá as suas derradeiras lágrimas ao mar. Finalmente, pede aos montes cobertos de ervinhas que perpetue a paixão de ambos (de D. Pedro e de Inês de Castro), repetindo a sua história de amor eternamente.


A lamentação de Inês

Ó morte escura, fera e doce amiga!

Cobriste-me com o teu véu sombrio

E nas trevas o ferro fino e frio

Cavou meu coração, ceifou-me a vida.


Ó puro Amor, ó pérfido tirano!

Tão cedo desta vida me levaste

Destes filhinhos caros separaste

Esta que para tal não causou dano.


Ó saudosos campos, ó doce rio!

Minhas lágrimas em vós correrão

Rumando ao mar num triste e fino fio


Montes de doces ervinhas coberto,

Repeti eternamente esta paixão

De dois corações de amor repleto

Ana Margarida

Odeceixe


Nesta composição poética, Inês de Castro, na primeira estrofe, diz que não quer morrer, não quer a noite nem a escuridão, não quer as trevas nem a sombra, não quer caminhar às luz da lua. Todo o vocabulário utilizado tem uma forte conotação negativa, não só as palavras já apontadas, mas ainda os vocábulos: triste, sozinho.
Na segunda estrofe, Inês refere que gostaria de poder traçar o seu Fado, dizendo que quer a luz, a alegria das suas crianças, o riso, o coração cheio de esperança; quer ter a alegria e a felicidade de ver nascer cada dia ao lado do homem que ama; ter a ventura de viver a sua história de amor para sempre, eternamente.


Não quero a morte, quero a luz

Ah! Não quero a morte, não quero a noite

Ah! Não quero, deixar-te nunca amor,

Triste e sozinho na escuridão

Dos dias que nunca mais acordarão.

Ah! Não quero as trevas, não quero a sombra,

Não quero caminhar à luz da lua

Nos campos verdes onde já fui tua.

Quero a luz, a chama destas crianças,

O riso, o coração cheio de esperanças,

A alegria de ver nascer cada dia

Feliz ao lado do amor que é meu guia.

Quero a ventura de ser tua, de seres meu

Para toda a eternidade lado a lado…

Ah! Como seria bom este meu Fado!

Ana Margarida, 9.º A

Trabalhinho:

Este saquinho reciclado

levou este pacotinho também feito de um pacote de leite.

Ambos acondicionaram o presente que fiz para a J.
Ela adorou!


A Mena na cozinha

Bifes de atum com alcaparras

4 bifes de atum
8 batatas pequenas
1 limão
sal
pimenta
azeite
1 dente de alho
1 folha de louro
1 cebola
1 beringela pequena
4 tomates
0,5dl de vinho branco
alcaparras

Coza as batatas cortadas aos cubos em água com sal.
Tempere os bifes de atum com o sumo de limão, sal e pimenta.
Leve o azeite ao lume, numa frigideira, com o dente de alho cortado às rodelas e o louro. Junte a cebola picada e deixe alourar um pouco. Adicione a beringela e os tomates em cubos e deixe refogar um pouco. Refresque com o vinho branco e tempere com sal e pimenta. Junte as alcaparras, envolva tudo e retire do lume. Reserve.

Frite os bifes de atum em azeite, ou então grelhe-os e, sobre eles, disponha o refogado.
Bom apetite!


Miminhos

Este miminho foi-me oferecido pela Sonia Facion!

E este pela Sabrith!
Obrigada, amigas!

Aqui ficam para todas as amigas que me visitam.