sexta-feira, 3 de julho de 2015

Do que eles/elas se lembram!



Fui ao cabeleireiro. Quando vou ao cabeleireiro, aproveito para pintar as unhas dos pés, das mãos... Odeio perder tempo! E estar no cabeleireiro só a arranjar o cabelo é uma seca! Ler revistas, podia ser uma boa ideia, mas é uma perda de tempo. Não se aprende nada! Estava então de volta do telemóvel a ler os emails, algo bastante mais útil do que ler revistas de escândalos, de codrelhices, cusquices,  chatices... enquanto um me secava o cabelo e a outra me pintava as unhas dos meus pezinhos de cinderela (como ela diz!)... 
Ao meu lado, sentou-se uma senhora para pintar o cabelo. Olhou-me pelo espelho,   com atenção,  observei-a do mesmo modo, mas sem grande interesse. Os emails eram muitos e havia que aproveitar o tempo!
- Estudei em Óbidos! No 9.º ano, tive uma professora de francês que me desesperava... a mim e aos meus colegas! No Inverno, as aulas eram dadas com as janelas fechadas e era um suplício. 
Olhei para o espelho, para a cara da senhora ao meu lado, procurei traços conhecidos. Nada! E ela tornou:
- Era a árvore de natal! Sempre muito bem ornamentada! Penduricalhos e fios e fitas e laços...
Levantei a cabeça e procurei no espelho os olhos da minha companheira de cabeleireiro, daquela manhã... Os seus olhos nada me diziam! Ela apercebeu-se do meu olhar e virou-se para mim.
- A árvore de natal usava, além dos muitos ornamentos, um perfume poderosíssimo, deixava um cheirete na sala e um rasto nos corredores que nos intoxicava a todos.
Sorri e ela sorriu!
- A seguir, tínhamos Português. A professora era novinha. Dava aulas de porta e janelas abertas com frio ou sem frio, por causa do perfume enjoativo que ficava e persistia impregnado na sala.
Rimos ambas com vontade!
- Lembra-se?
- Claro! Como me poderia esquecer?
- Mal a professora de francês saía, nós abríamos as janelas todas e a porta, tudo escancarado! No Inverno, era terrível, mas bem pior era o aroma que aspirávamos durante a aula. Depois, era respirar a plenos pulmões o ar, a corrente de ar... A aula de Português era uma benção, era fresca e reparadora... E havia a sua voz!
- A minha voz! Engraçado, os meus alunos e ex-alunos falam muitas vezes na minha voz! 
- Quando a vi, reconheci-a logo e a sua voz é igual. Acho que a reconheceria só pela voz, se não estivesse igual.
- Igual! Sabes uma coisa? O que os meus alunos e ex-alunos têm em comum é a simpatia! Mas, estamos aqui a falar e... lamento muito... não consigo lembrar-me de ti!
- É natural, a professora era uma, nós trinta! Tânia, sou a Tânia.
- Sim. Tive uma Tânia em Óbidos!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

TPC para as férias de Verão

TPC para férias proposto por um professor de Filosofia italiano, Cesare Catà



1. Pela manhã, caminha pela praia em total solidão, presta atenção ao reflexo do sol na água, pensa no que mais gostas na vida e sente-te feliz.
2. Tenta usar todos os novos termos aprendidos este ano: quanto mais coisas disseres, mais coisas podes imaginar e quanto mais coisas puderes imaginar, mais livre te sentirás.
3. Lê tudo o que puderes. Mas não porque tens de fazê-lo. Lê porque o Verão inspira sonhos e aventuras e lendo te sentirás como as andorinhas a voar. Lê porque é a melhor forma de rebelião que tens (se quiseres uma sugestão de leitura, pergunta-me).
4. Evita todas as coisas, situações e pessoas que te influenciam negativamente e te fazem sentir vazio: busca as situações desafiadoras e a boa companhia dos amigos que te enriquecem, que te entendem e que te apreciam pelo que és.
5. Se te sentires triste ou com medo, não te preocupes: o Verão, como todas as coisas maravilhosas, coloca a alma em tumulto. Tenta escrever um diário onde traduzas os teus sentimentos em palavras (em Setembro, se te apetecer, leremos juntos).
6. Dança sem vergonha. Na pista de dança ou em casa. O Verão é uma dança e seria tolice não participares dela.
7. Ao menos uma vez, vai assistir ao amanhecer de um novo dia. Permanece em silêncio e respira. Fecha os olhos e sente-te agradecido.
8. Pratica muito desporto.
9. Se encontrares uma pessoa que te encante, diz-lho com toda a sinceridade e graça de que és capaz. Pouco importa se ele/ela vai perceber ou não. Se não perceber, é porque ele/ela não era o teu destino. Do contrário, o Verão 2015 será a grande oportunidade de caminharem juntos (se isso der errado, volta ao passo 8).
10. Sobre as anotações das nossas aulas: para cada autor e cada conceito, questiona-te e reflecte sobre o que despertam em ti.
11. Sê alegre como o sol e indomável como o mar.
12. Não digas palavras rudes e sê sempre educado e amável.
13. Assiste a filmes com diálogos pungentes (preferencialmente em inglês) para melhorares as tuas habilidades linguísticas e a tua capacidade de sonhar. Não deixes que o filme termine com os créditos: revive-o todo o Verão.
14. Nos dias ensolarados ou nas noites quentes, sonha como pode e deve ser a tua vida. Enquanto  o Verão dura, reúne toda a força de que necessitas para  perseguires os teus sonhos.
15. Sê bom.

Não calar!

Parafraseando José Saramago, há uma regra fundamental que é, simplesmente, não calar. Não calar!
1. O despacho nº 7031 - A/2015 introduz o ensino de mandarim em algumas escolas secundárias públicas no próximo ano-lectivo. Os professores serão chineses e as despesas correm por conta da República Popular da China, mediante um protocolo com o Instituto Confúcio. Este instituto tem por objectivo imediato a promoção da língua e da cultura chinesas. Mas outros vêm a seguir, ou mesmo antes, pese embora tratar-se de matérias a que Confúcio era avesso. Com efeito, logo que a iniciativa foi conhecida, chegaram notícias de experiências idênticas de países ocidentais, que cancelaram acordos similares por ameaça à liberdade académica (vigilância indesejável de estudantes e actos de censura). Dito nada pelo Ministério da Educação sobre este começo menos auspicioso, sobram perguntas, a saber: que diz o ministro à suspeita transnacional (França, Suécia, EUA e Canadá, entre outros) quanto à utilização do Instituto Confúcio como instrumento de promoção da ideologia do governo chinês? Poderemos aceitar que uma disciplina curricular do sistema de ensino nacional seja leccionada por professores estrangeiros, escolhidos pelo governo da China, pagos pelo governo da China e com programas elaborados por uma instituição que obedece ao governo da China? Conhecida que é a complexidade extrema da aprendizagem do mandarim, particularmente no que à escrita respeita, fará sentido iniciá-la… no 11º ano? Terá a iniciativa relevância que a justifique? Pensará o grande timoneiro Nuno Crato substituir o Inglês (cujos exames acabou de entregar a outra instituição estrangeira) pelo mandarim, como língua de negócios? Ou tão-só se apresta, pragmaticamente, a facilitar a vida aos futuros donos disto tudo, numa visão futurista antecipada pela genialidade de Paulo Futre?
A indústria do financiamento alienou por completo a solidez pedagógica das decisões e transformou o currículo escolar numa manta de retalhos de experimentalismos sem coerência.
O ministério de Nuno Crato ficará marcado por um contínuo de soluções aos solavancos, determinadas pela ânsia de responder a um sistema político e económico que exige do ensino resultados com impacto rápido no sistema produtivo. Uma simples lógica de obediência a mecanismos simplistas de mercado, com total desprezo pela vertente personalista da acção educativa e pela necessidade de colher aceitação social para as políticas educativas.
2. Quando, em Novembro de 2013, o Governo aprovou o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, revendo por decreto o artigo 75º da Constituição da República, porque derrogou por essa via o carácter supletivo do ensino privado nele contido, escrevi que a regulamentação que se seguiria criaria uma engenharia social e económica similar às parcerias público-privadas. Aí está tudo confirmado pela Portaria nº 172-A/2015 e aviso de abertura do concurso subsequente. São 656 turmas dos 5º, 7º e 10º anos, num total superior a 16.400 alunos, que poderão sair do ensino público para o privado, com o financiamento garantido pelo Estado, à razão de 80.500 euros por turma. Estaremos a falar de uma despesa pública que se aproximará dos 150 milhões de euros. Esta despesa é nova, soma-se ao financiamento do mesmo género que o Estado já suporta e, na maior parte dos concelhos em análise, as escolas públicas têm capacidade para receber os respectivos alunos. Querer tornar indiferenciáveis, por via da falsa questão da liberdade de escolha, o sistema de ensino público, sem fins lucrativos, e o sistema de ensino privado, com fins lucrativos, é uma subtileza ardilosamente concebida por este Governo para fazer implodir o princípio da responsabilidade do Estado no que toca ao ensino de todos os portugueses.
O que influencia mais a produtividade das organizações? A qualidade dos que gerem ou a competência dos que trabalham? Quando a organização sob análise é o sistema de ensino, diz-me o conhecimento empírico, longo, e o estudo de anos, muitos, que outras fossem as políticas e outros seriam os resultados. Com os mesmos professores. Com os mesmos alunos.
3. A crise da Grécia é a crise de todos nós. Desistimos dos velhos e vamos desistindo da escola pública e do serviço nacional de saúde. Ao invés de elevar padrões de vida, aceitamos generalizar a pobreza. A cultura europeia cede ao ensino apressado do mandarim, na esperança de suprir uma união económica que falhou. Atarantados, não distinguimos danos de dolo.
Admito que seja ainda exagerado falar-se de fascismo pós-moderno. Mas o crescimento da violência legal aplicada à solução de problemas políticos, sem réstia de democraticidade, mesmo que apenas formal, dará, a breve trecho, se continuarmos assim, total legitimidade ao uso da expressão. É aceitável a penhora da casa de família por dívidas irrisórias? Impor à paulada o desacordo ortográfico? Tomar eleitores por escravos sem pio de eurocratas não eleitos, na paródia sinistra em que a Europa se transformou?
Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Rita na Cozinha - Salada de Quinoa



Salada de Quinoa

quinoa pré-lavada
cebolinho fresco
cebola roxa
milho
tomate
pimento amarelo e laranja
sal
pimenta
limão
azeite
passas
amêndoas ou nozes
folhas de manjericão

Coloque numa panela uma chávena de quinoa com duas chávenas de água fria. Deixe cozer até a água ser totalmente absorvida, cerca de 20 minutos. Coloque a quinoa cozida num prato ou numa peneira para arrefecer. Salteie a cebola em azeite, adicione as passas, os frutos secos e o milho. Retire do lume. Junte a este preparado a quinoa já fria, o tomate cortado aos bocados, os pimentos em pedaços, umas folhinhas de manjericão e o cebolinho picado. Misture e tempere a gosto com sal, pimenta, azeite e sumo de limão.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Rita na Cozinha - Gelatina de Verão


Gelatina de pêssego ou outra clara, fruta à escolha.

terça-feira, 23 de junho de 2015

A Rita na cozinha - Tostas com ovos e queijo


Fatias de pão de forma
sal
pimenta
ovos
manteiga
queijo ralado


Faça uma cavidade no pão, calcando com uma colher o miolo do pão.
Abra um ovo para dentro da cavidade.
Tempere com sal e pimenta.


 Barre o pão com manteiga.


Disponha o queijo ralado no pão, à volta do ovo.


Leve ao forno.
Bom apetite!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Férias Activas numa Escola Activa


E foi com uma lição de culinária que um dos grupos começou as suas férias activas. Tive cinco ajudantes *****. Eles adoraram a experiência e eu também. 
- Podemos vir mais vezes fazer sobremesas lindas com a professora?  
- A professora podia concorrer ao MasterChef!...
- Eu não sou cozinheira, meninos! 
- Mas podia ser!




- Está tão bonito, até é pena comer!
- Ah! Eu quero provar!...
E todos provaram e ficou aprovada a primeira iguaria.



Gelatina EBI

2 pacotes de gelatina de morango Gelly ja
 água a ferver
frutos variados (morangos, mirtilos, framboesas, amoras, ameixas)
1 pacote de natas

Prepare um pacote de gelatina com 0, 5 l de água a ferver. Deite numa forma um pouco do preparado, só para fazer uma base para prender a fruta.  Guarde no frigorífico. Pele as ameixas e corte-as em pedaços. Tire a forma do frio. Disponha alguns frutos em coroa por cima da gelatina. Verta mais um pouco do preparado de gelatina. Leve ao frigorífico a solidificar. Quando estiverem os frutos "presos" na gelatina, verta mais um pouco do preparado e ponha mais alguns frutos. Reserve o resto dos frutos para enfeitar. Adicione o resto da gelatina e leve ao frigorífico. 
Prepare o segundo pacote de gelatina com 3 dl de água a ferver. Retire do lume e junte as natas, envolva bem. Retire a forma do frio e deite esta mistura por cima da gelatina com os frutos. Leve ao frigorífico e deixe solidificar.
Desenforme e enfeite com a restante fruta.
Delicie-se!

domingo, 21 de junho de 2015

A Rita na cozinha - Salada rica


Pepino, creme de queijo com ervas e tomate, sal, pimenta, salsa picada...

SoTugas - jantar






Jantar com cara de final de ano lectivo com muito trabalho ainda pela frente...















sábado, 20 de junho de 2015

A Rita na cozinha - Salada Primavera


Com o calor, preferimos uma saladinha! E faz-se com o que tivermos em casa. A mistura de sabores é, por vezes, uma incógnita. E há sempre quem torça o nariz! Mas... e ainda bem que há sempre um mas: Hummmm! Isto sabe mesmo bem! Morangos, pepino, hortelã, flores comestíveis...