sábado, 4 de fevereiro de 2012

AO, uma herança ruinosa!


Se este Governo suspender a aplicação do acordo ortográfico, o Governo terá dado um contributo inestimável à cultura portuguesa», considera João Pereira Coutinho no seu comentário desta sexta-feira no noticiário «25ª Hora».
Pereira Coutinho considera que as «heranças ruinosas» do anterior Executivo não se limitaram às contas públicas.


let's play a while... Dia IV - inside your fridge

Dentro do meu frigorífico tenho sempre "paletes" de ovos fresquinhos, dados pela sogrinha. Os ovinhos nunca faltam aqui!
As senhoras galinhas vivem numa capoeira de dois andares, lá na aldeia da sogrinha, e são tratadas como rainhas. No piso térreo têm comidinha variada, couves, alfaces e pedaços de abóbora, que vão pinicando durante todo o santíssimo dia. À noite, antes de se recolherem, têm direito a uma ração de milho.
O chão está coberto de areia e terra para que os ovinhos saiam saudáveis, com a casca durinha. No segundo piso, há o ninho cheio de palha, onde as senhoritas galinhas depositam carinhosamente as suas dádivas, e as suas "camaratas", os poleiros, onde dormem um bom sono descansado quando o sol se vai.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lindo, lindo, lindo...

let's play a while... Dia III - something you adore


Eu hoje passei o dia
a ouvir o que o mar dizia.

Falou-me do seu canto,
do seu riso e do seu choro.

E, juntos, cantámos, rimos e chorámos...

Falou-me do seu destino,
falou-me do seu triste fado...

E eu... para o animar,
cantei e ri e dancei
num rodopio sem fim...

Ele alongou o olhar, afinou a voz
e cantou um hino lindo e molhado.
Espalhou o seu perfume,
hálito fresco de águas mil
num horizonte sem fim.

- Ó mar, queres levar-me contigo?

E... ele calou-se, e fugiu...

- Será que não me ouviu?

Eu afastei-me tão triste,
Que nem me despedi...

Ao longe o Sol agonizava
E de sangue toda a água pintava.

- Ó mar, porque te vais?
- Porque me deixas, ó mar?
- Porque deixaste de cantar?

Mas ele já não me ouviu,
adormeceu... dormiu...


Mar, pôr-do-sol...


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

let's play a while... Dia II- breakfast

Nada melhor do que um pequeno-almoço saboroso e nutritivo!

Scones acabadinhos de fazer, quentinhos! Hum!


E aqui fica a minha participação no passatempo proposto pela menina daqui! Está a ser divertido, ainda bem que me meti nesta iniciativa! Ah, e estou a gostar de ver o que todas as meninas publicam, mas não vou poder comentar todas, porque são muitaaaaaaaassssss! Comentarei algumas hoje, amanhã outras e quando tiver muita, mas muita disponibilidade, deixo um comentário a todaaaaaasssss.

Bom dia!

CIDADES FANTASMAS NA CHINA


Para saber mais, clica aqui!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

let's play a while... Dia I - You


This is me!


Aceitei o desafio desta menina! Segundo ela, a lista é apenas um ponto de partida e podemos/ devemos torná-lo especial. Ela publicou uma foto giríssima para "brincar" connosco. Eu apresento-me e ao meu casaco novo, é também uma brincadeira, pois o casaco é lindo! Amanhã continuo o jogo. Tenho a certeza de que me vou divertir!

Quando a política se torna porca

1. O período de discussão pública (que substantivamente foi privada) da proposta de revisão curricular terminou. Seguir-se-á o que já estava decidido: a imposição do “cratês”, em discurso indirecto, que o directo pertence a Gaspar e demais estrangeirados. Como fecho de brincadeira e para memória futura, eis o que me parece essencial:

- O que Nuno Crato propôs é pontual e não tem outro fim que não seja a redução das despesas com a Educação. Se pretendesse mudar a política bipolar em que temos vivido há 37 anos, teria começado por envolver os profissionais da Educação na definição das metas de chegada para os diferentes ciclos do sistema de ensino e teria seguido, depois, um processo técnico óbvio: desenhar uma matriz de disciplinas, conceber os programas respectivos e definir as cargas horárias que os cumprissem. Crato inverteu o processo, como faria o sapateiro a quem obrigassem a decidir sobre currículo: fixou as horas lectivas e anunciou que ia pensar nas metas, sem tocar nos programas. Lamento a crueza, mas mostrou que a sua coluna de cientista é gelatinosa: um bafo de troika e um sopro de Gaspar bastaram para vergar a coerência mínima. A prosa que sustentou a proposta em análise e o fim das “competências essenciais” permitiu evidenciar que a imagem de rigor de Nuno Crato foi, apenas, uma fátua criação mediática. O que disse é vago e inaceitavelmente simplista. O que são “disciplinas estruturantes” e por que são as que ele decreta e não outras? Quais são os “conhecimentos fundamentais”? O que são o “ensino moderno e exigente” ou a “redução do controlo central do sistema educativo”, senão versões novas do “eduquês”, agora em dialecto “cratês”? Fundamentar e definir são acções que Crato reduz ao que ele acha. O cientista é, afinal, um “achista”. Crato cortou e Crato acrescentou aleatoriamente.

- Chegaram ao sistema de ensino os primeiros jovens que aí vão ser obrigados a permanecer até aos 18 anos, quer queiram quer não. Se prolongar a escolaridade obrigatória foi um disparate, omitir das alterações curriculares qualquer reformulação do ensino profissional e pós-laboral é simplesmente irresponsável.

2. O “mercado”, essa entidade reverencial que subjuga a política e a torna cada vez mais porca, andou há anos a emprestar dinheiro sem critério, a todos e para tudo, na ganância do lucro imediato. Descobriu agora que, afinal, pode existir o risco de não reaver o que emprestou. Mas continua a emprestar, desde que os devedores falidos aceitem juros agiotas. Tem isto lógica? Tem! A da ganância. A crise grega rebentou em Maio de 2010. Desde aí, sob a batuta incompetente de Merkel e a capitulação dos políticos inferiores que lideram o velho continente, o vórtice recessivo não pára de crescer, cada vez mais agravado pelo aumento dos custos de financiamento, que arrastam os países, um após outro. O cidadão comum soçobra e deprime-se ante a voragem de um manancial de informação que esquece hoje o que debitou ontem. Mas da confusão emerge, claramente, uma evidência: os analistas mais credíveis dizem que estamos à beira do precipício e que a austeridade, por si só, não é solução e agravará os problemas. Lagarde assume-o claramente. Monti e Rajoy afirmam, sem eufemismos, que é necessário somar à austeridade políticas urgentes de crescimento e estabilização dos mercados. Á força da razão, que clama pela mutualização das dívidas soberanas e pela constituição de um fundo de resgate forte, como únicos processos para estancar a avalanche recessiva, responde a razão da força com a política porca: a ditadora Merkel, que já apeou Papandreu quando quis, propõe agora pôr no prego o que resta da soberania grega e substitui-la por um comissário seu, tutelar, que passaria a ir a despacho a Berlim, como já vai Passos Coelho.

3. Tem havido um consenso tácito sobre a necessidade de equilibrar as contas públicas e reduzir o défice externo. A divergência reside na forma de o conseguir. O Governo, o Banco de Portugal e a troika defendem uma terapia de choque e acreditam que assim mudam um paradigma de crescimento assente no consumo para um paradigma de crescimento baseado no aumento das exportações. Mas não mudam. Primeiro porque a retracção provocada está a ficar incontrolável. Depois porque os que poderiam comprar estão, eles próprios, em retracção. Terceiro, porque a nossa economia depende demasiado das pequenas empresas, que vivem do consumo e não podem ser substituídas à bruta, sem tempo nem talento. Finalmente, aquilo de que a política porca não quer falar. Há responsáveis pela crise. Houve decisões simplesmente erradas e decisões conscientemente dolosas, tomadas por quem vive obscenamente rico, incólume. O nível de equidade fiscal é porco. A austeridade massacrou os pobres e protegeu os mais ricos, pela forma mais desigual e feroz de toda a Europa. São fontes oficiais que o afirmam. Continuam as avenças, o “outsourcing” e as consultorias escandalosas, de milhões, protagonizadas pelo próprio Governo, pelo Banco de Portugal, por empresas públicas e por autarquias. O interesse público e a emergência financeira serviram para suspender a Constituição e legalizar o confisco do dinheiro dos funcionários públicos e dos reformados. Mas ainda não serviram para rever as parcerias público-privadas. Quando os velhos morrem sozinhos em casa e as crianças chegam à escola com fome, quando os estudantes abandonam as universidades porque o Estado recusa 10 mil bolsas, estas políticas, além de plutocratas, são porcas.


Santana Castilho

O acordo ortográfico é um chorrilho de asneiras


“Devo dizer que considero o acordo ortográfico um chorrilho de asneiras, absolutamente incompatível com a dignidade da língua portuguesa e da identidade do nosso país, não por qualquer espécie de nacionalismo exacerbado, mas porque o acordo é completamente desajustado à maneira como nós falamos a nossa própria língua, e quando digo nós não digo apenas os portugueses de Portugal, digo os que falam português em Angola, em Moçambique, na Guiné-Bissau, em Cabo Verde, em São Tomé e até em Timor.

O acordo vem desfigurar a maneira de pronunciar, e instaurar a mais perigosa confusão para a ortografia. É mesmo o contrário da ortografia.

Este combate nem é inglório nem é em vão. Porque o acordo não pode entrar em vigor. Basta dizer o seguinte. O acordo é internacional. Para um acordo internacional entrar em vigor é necessário que seja ratificado por todos os países que o subscrevem. Não aconteceu ainda. É completamente inválido o protocolo modificativo, que prevê que apenas três países subscrevam e ratifiquem, para depois se aplicar aos restantes. Não estando o acordo em vigor no plano internacional, também não pode estar no plano nacional. Primeira questão.

Segunda questão, mesmo que estivesse, um pressuposto da aplicação do acordo é a existência de um vocabulário ortográfico comum, o que quer dizer dos sete países que subscreveram o acordo. Não existe. Sem esse vocabulário ortográfico, não pode ser aplicado”.

Vasco Graça Moura

Palavras que podiam muito bem ser minhas!


Portugal precisa de colo: Portugal precisa de validação interna)



"Portugal tem um défice de auto-estima. Portugal quando faz uma coisa bem feita é por "sorte" e usa um mecanismo de atribuição causal externa. E quando faz porcaria," é "claro que já se estava à espera" e "O que é que se podia esperar?", e a causalidade interna impera.

Nem Freud, neste caso, consegue explicar. Portugal cresceu na CEE com um sentimento de inferioridade. A história da cauda da Europa deu-nos cabo do auto-conceito europeu. Para além de nunca termos ganho um festival da Eurovisão, mas é melhor nem entrarmos por aí.

O português confundiu cauda com rabo. E por isso anda calimero. (Aqui só para nós, a situação não melhorou quando a Letónia, a Sérvia e o Azerbeijão ganharam o Festival)

Portugal precisa de festinhas. E colo. E de que as pessoas que cá vivem atribuam causalidade interna às nossas vitórias e externa às derrotas. Portugal precisa de "mães" e "pais" parciais e tendenciosos, babados e orgulhosos, protectores e defensores do seu país, que achem que "o seu filho é o mais bonito da Europa".

Só nessa altura, Portugal será a nação valente e imortal que preconiza o hino, confiante e orgulhosa dos seus feitos.

Só nessa altura notícias como esta servirão para confirmarmos o nosso poder como país e povo e não servirão para nos sentirmos insuflados momentaneamente mas, ainda assim, carentes de reforço positivo por parte dos que são nossos. Porque Portugal não precisa de aplausos por parte da plateia. Portugal precisa de actores confiantes.

De nós, portanto."


Eu penso exactamente como esta menina!