Bem-Vindos a este espaço! Aqui encontrarão retalhos da vida de uma mulher... Retalhos, porque a minha vida é isso mesmo... é composta por mil pedacinhos que se vão tecendo e juntando para construir uma teia, umas vezes mais colorida... outras mais sombria... Mas no fim, tudo se conjuga harmoniosamente...
No site da Fundação Mário Soares podemos ver uma útil cronologia dos principais acontecimentos do Maio de 68.
Maio de 68: os slogans
Il est interdit d'interdire É proibido proibir . Soyez réalistes, demandez l'impossible Sejam realistas, exijam o impossível . L'imagination au pouvoir A imaginação ao poder . Le patron a besoin de toi, tu n'as pas besoin de lui O patrão precisa de ti, tu não precisas dele . Le réveil sonne: première humiliation de la journée O despertador toca: primeira humilhação do dia . Tout pouvoir abuse. Le pouvoir absolu abuse absolutement. Todo o poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente.
.Travailleur : tu as 25 ans mais ton syndicat est de l'autre siècle Trabalhador, tens 25 anos, mas o teu sindicato é de outro século . L'âge d'or était l'âge où l'or ne régnait pas A idade de ouro era a idade onde o ouro não reinava. . Nous ne voulons pas d'un monde où la certitude de ne pas mourir de faim s'échange contre le risque de mourir d'ennui Não queremos um mundo onde a certeza de não se morrer de fome se troca contra o risco de morrer de aborrecimento . Sous les pavés, la plage Sob as calçadas, a praia . L'alcohol tue. Prenez du LSD O álcool mata. Tomem LSD . La poésie est dans la rue A poesia está na rua . Un homme n'est pas stupide ou intelligent: il est libre ou il n'est pas Um homem não é estúpido ou inteligente. É livre ou não é . Je suis marxiste, tendance Groucho Sou marxista, tendência Groucho . A bas le réalisme socialiste. Vive le surréalisme! Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo! . Cours camarade, le vieux monde est derrière toi Corre camarada, o velho mundo está atrás de ti . On ne revendiquera rien. On ne demandera rien. On prendra. On occupera. Não reivindicaremos nada. Não pediremos nada. Conquistaremos. Ocuparemos. . Plus je fais l'amour, plus j'ai envie de faire la Révolution. Plus je fais la Révolution, plus j'envie de faire l'amour. Quanto mais faço amor, mais vontade tenho de fazer a Revolução. Quanto mais faço a Revolução, mais vontade tenho de fazer amor. . Le droit de vivre ne se mendie pas, il se prend O direito de viver não se mendiga, toma-se . Professeurs, vous êtes aussi vieux que votre culture Professores, vocês são tão velhos quanto a vossa cultura . Prenons la révolution au sérieux, mais ne nous prenons pas au sérieux Tomemos a revolução a sério, mas não nos levemos a sério . Quand l'assemblée nationale devient un théâtre bourgeois tous les théâtres bourgeois doivent devenir des assemblées nationales Quando a assembleia nacional se transforma num teatro burguês, todos os teatros burgueses devem transformar-se em assembleias nacionais . Ouvrons les portes des asiles, des prisons, et autres facultés Abramos as portas dos asilos, das prisões, e outras faculdades . L'art est mort, libérons notre vie quotidienne A arte morreu, libertemos a nossa vida quotidiana . L'art est mort. Ne consommez pas son cadavre A arte morreu. Não consumam o seu cadáver . L'humanité ne sera vraiment heureuse que lorsque le dernier des capitalistes aura été pendu avec les tripes du dernier des bureaucrates A Humanidade só será feliz no dia em que o último capitalista for pendurado com as tripas do último burocrata . Les réserves imposées au plaisir excite le plaisir de vivre sans réserve. As reservas impostas ao prazer excitam o prazer de viver sem reserva. . Ne nous attardons pas au spectacle de la contestation, mais passons à la contestation du spectacle. Não nos prendamos ao espectáculo da contestação, mas passemos à contestação do espectáculo. . Ne travaillez jamais Não trabalharemos mais . Mais slogans aqui.
Miminhos
Este miminho foi-me oferecido pela Maiu. Obrigada, amiga!
Ofereço esse mimo a todos que me visitam e me deixam palavras doces e de incentivo. Obrigada! Gracias! Thank's! Merci beaucoup!
Trabalhitos: um travessão para a filhota e um colar para a Carolina.
Hace poco acepté el compromiso de hacer un post para mis amigos en español, para los que asiduamente frecuentan este espacio. Pues bien, es hoy! Para todos ustedes, mis amados visitantes y en especial para la Siry con mucho cariño…
I SENTIMENTI PIÙ DOLOROSI
E LE EMOZIONE PIÙ PUNGENTI,
SONO QUELLI ASSURDI:L'ANSIA DI COSE IMPOSSIBILE,
PROPRIO PERCHÈ SONO IMPOSSIBILE,
LA NOSTALGIA DI CIÒ CHE NON C'È MAI STATO,
IL DESIDERIO DI CIÒ CHE POTREBBE ESSERE STATO,
LA PENA DI NON ESSERE UN'ALTRO,
L'INSODDISFAZIONE PER L'ESISTENZA DEL MONDO.
OS SENTIMENTOS MAIS DOLOROSOS
E AS EMOÇÕES MAIS PUNGENTES,
SÃO AQUELAS ABSURDAS: A ÂNSIA DE COISAS IMPOSSÍVEIS,
MESMO PORQUE SÃO IMPOSSÍVEIS,
A SAUDADE DE TUDO AQUILO QUE NUNCA ESTEVE,
O DESEJO DE TUDO O QUE PODERIA TER ESTADO,
A PENA DE NÃO SER UM OUTRO,
A INSATISFAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DO MUNDO.
Fernando Pessoa
Così presto passa tutto quanto passa!
Muore così giovane davanti agli dèi tutto quanto
Muore! Tutto è così poco!
Niente si sa, tutto si immagina.
Circondati di rose , ama, bevi
E taci. Il resto è niente.
(da Odi di Ricardo Reis)
Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe,tudo se imagina
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada
(Ode de Ricardo Reis)
" BREVE OS DIAS,
BREVE O ANO ,
BREVE TUDO.
FALTA POUCO A SER NADA"
Amigos para sempre - Amigos para siempre
Amistad y amor, poema de Pablo Neruda
Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá ao longe". O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Eu amei-a e por vezes ela também me amou. Em noites como esta tive-a em meus braços. Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava. Como não ter amado os seus grandes olhos fixos. Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela. E o verso cai na alma como no pasto o orvalho. Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la. A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços, a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.
"- É curioso… Nunca plantei uma árvore! - Pois é um dos três grandes actos, sem os quais, segundo diz não sei que filósofo, nunca se foi um verdadeiro homem… Fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Tens de te apressar, para ser um homem. É possível que talvez nunca prestasses um serviço a uma árvore, como se presta a um semelhante! - Sim… Em Paris, quando era pequeno, regava os lilases. E no Verão é um belo serviço! Mas nunca semeei."
QUEIRÓS, Eça de, A Cidade e as Serras
ACidadee asSerras
Jacinto, o “Príncipe da Grã-Ventura” (como lhe chamava o seu amigo José Fernandes), nascera e sempre morara num palácio, nos Campos Elísios, em Paris e estava habituado a todos os luxos e facilidades da civilização. Jacinto era forte e, além de rico, era inteligente. Todas as suas actividades eram votadas ao conhecimento. Detestava o campo, o bucolismo. No seu palácio, amontoavam-se livros de todos os géneros: filosofia, ciência… além dos aparelhos tecnicamente mais avançados para a época. Para Jacinto, “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado”. José Fernandes nasceu em Guiães, nos confins do Douro, estudou em Coimbra e, graças a um tio rico, foi para Paris. Aí conheceu Jacinto. Zé Fernandes não comungava das ideias tecnicistas e mecanizadas de Jacinto. Eram burgueses, boémios, e viviam ambos das rendas das propriedades do Douro. Enquanto percorriam a Cidade Luz, iam filosofando acerca da Civilização. Conversavam sobre a ruralidade, a sociedade, a economia, as vaidades e as humildades. Um dia, Jacinto, enfastiado da vida citadina, decidiu partir para Portugal, com o pretexto de reconstruir a sua casa em Tormes, deslocando para lá todos os confortos do seu palácio parisiense. Mas, o criado perdeu-se com as bagagens, que, por engano, foram remetidas para Alba de Tormes, em Espanha. Jacinto chegou, então, a Tormes apenas com a roupa que trazia vestida. Em contacto estreito com a natureza, Jacinto descobriu que a civilização não era tudo, como pensava. E numa atitude de encantamento, foi-se integrando na vida produtiva do campo, aplicando os seus conhecimentos técnicos e científicos à realidade de Tormes. E sem romper totalmente com os valores da “civilização”, Jacinto foi-se adaptando ao campo, modernizando as serras e aplicando algumas reformas sociais. Agora, ao “príncipe da Grã-Ventura”, só faltava um lar. Jacinto logo se apaixonou por Joaninha, prima de Zé Fernandes e casou. Assim, completamente feliz, Jacinto não regressou a Paris.
O espaço rural, simbolizado por Tormes, pelas serras, revela a Jacinto que a Civilização de nada nos vale se não apreciarmos condignamente a Natureza e tudo o que ela tem para nos oferecer. Eça de Queirós pinta-nos as duas realidades, a cidade e as serras, com magníficas descrições, sarapintadas aqui e além de fina ironia. Eça, escritor realista, descreve-nos a sociedade parisiense e do Douro rural português nos finais do século XIX e faz referências às correntes filosóficas que vigoravam na altura em Portugal: Socialismo, Pessimismo, Liberalismo e Absolutismo. A história é-nos contada na primeira pessoa por José Fernandes, personagem secundária e narrador homodiegético em quem Eça se revê.
A leitura dá-nos a conhecer os locais onde se passa a acção e ficamos, de certo modo, tentados a partir para Paris, para aí apreciar a agitação, a vida de boémia e de vício ou, então, desfrutar da calma e do aconchego das serranias vinhateiras do nosso lindo Douro.
"Através dos muros seculares, que sustêm as terras liados pelas heras, rompiam grossas raízes coleantes a que mais hera se enroscava. Em todo o torrão, de cada fenda, brotavam flores silvestres."
Estação de Tormes
" e ambos em pé, às janelas, esperamos com alvoroço a pequenina estação de Tormes, termo ditoso das nossas provações."
Igreja de Santa Cruz
"Nos cerros remotos, por cima da negrura pensativa dos pinheirais, branquejavam ermidas. O ar fino e puro entrava na alma, e na alma espalhava alegria e força."
"Assim, vagarosamente e maravilhados, chegámos àquela avenida de faias, que sempre me encantara pela sua fidalga gravidade."
"Para os vales, poderosamente cavados, desciam bandos de arvoredos, tão copados e redondos, um verde tão moço, que eram como um musgo macio onde apetecia rolar."
EMENTA QUEIROSIANA Baseada na obra: “A Cidade e as Serras”
Presuntos, Salpicão, Queijos, Geleia e Ameixas secas
“Se eu porém aos meus olhos juntar os dois vidros simples de um binóculo de corridas, percebo, por trás da vidraça, presuntos, queijos, boiões de geleia e caixas de ameixas secas”
Caldo de Galinha com Fígado e Moela
“ Uma formidável moça, de enormes peitos que lhe tremiam dentro das ramagens do lenço cruzado, ainda suada e esbraseada do calor da lareira, entrou esmagando o soalho, com uma terrina a fumegar. “Desconfiado (Jacinto), provou o caldo que era de galinha e rescendia. Provou — e levantou para mim, seu camarada de miséria, uns olhos que brilhavam, surpreendidos [...]. E sorriu, com espanto: - Está bom!" Estava precioso: tinha fígado e tinha moela: o seu perfume enternecia: três vezes, fervorosamente, ataquei aquele caldo.“
Arroz de Favas com Frango Alourado
“E já espreitava à porta, esperando a portadora dos pitéus, a rija moça de peitos trementes que enfim surgiu, mais esbraseada, abalando o soalho – e pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. (…) Jacinto, em Paris, sempre abominara favas!... Tentou todavia uma garfada tímida — e de novo aqueles seus olhos, que pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado: - óptimo! Ah, destas favas, sim! Oh que fava! Que delícia!”
“Diante do louro frango assado no espeto e da salada que ele apetecera na horta, agora temperada com um azeite de serra digno dos lábios de Platão, terminou por bradar: - é divino!”
Creme Queimado
“À mesa onde os pudins, as travessas de doce [...]. - Como gostar! Mas é que delira!... Pudera! Tanto tempo em Paris, privado dos pitéus lusitanos...”
Café
“…e reclamava impacientemente o café, um café de Moca, mandado cada mês por um feitor de Dedjah, fervido à turca, muito espesso que ele remexia com um pau de canela”
Vinho de Tormes
“…caindo de alto, da bojuda infusa verde – um vinho fresco, esperto, seivoso, e entrando mais na alma, que muito poema ou livro santo. Mirando, à vela de sebo, o copo grosso que ele orlava de leve espuma rósea, o meu Príncipe, com um resplendor de optimismo na face, citou Virgílio: - Quo te carmina dicam, Rethica? Quem dignamente te cantará, vinho amável desta serras?”
Trouxe este vídeo do cantinho da Siry. Obrigada, amiga, pelo carinho! A Siry fez um post em português para todos os seus amigos falantes de língua portuguesa, foi mesmo muito querida. Um dia, vou retribui-lhe a gentileza, fica aqui a promessa…
Na próxima temporada, quando vires os gansos emigrar, dirigindo-se para um lugar mais quente para passar o inverno, repara que voam em forma de "V". Talvez te interesse saber por que eles o fazem assim.
Ao voar em formação de "V"...
O bando inteiro aumenta em 71% o alcance do voo em relação ao de um pássaro voando sozinho.
Lição 1: Compartilhar da mesma direcção e sentido do grupo, permite chegar mais rápida e facilmente ao destino, porque se nos ajudarmos uns aos outros, os resultados serão melhores.
Quando um ganso sai da formação...
Sente a resistência do ar e a dificuldade de voar sozinho.
Então, rapidamente retorna à formação, para aproveitar o poder de elevação dos que estão à sua frente.
Lição 2: Devemos permanecer em sintonia e unidos junto àqueles que se dirigem connosco na mesma direcção, o esforço será menor. Será mais fácil e agradável alcançar as metas. Estaremos dispostos a aceitar e oferecer ajuda.
Quando o ganso líder se cansa...
... Muda-se para o final de formação, enquanto outro assume a dianteira.
Lição 3: Compartilhar a liderança. Respeitarmo-nos mutuamente o tempo todo. Dividir os problemas e os trabalhos mais difíceis. Reunir habilidades e capacidades, combinar dons, talentos e recursos.
Os gansos, enquanto voam em formação, grasnam para dar coragem e alento aos que vão na frente, para que assim mantenham a velocidade.
Lição 4: Quando há coragem e alento, o progresso é maior. Uma palavra de ânimo, dita a tempo, motiva, ajuda, dá forças, produz o melhor dos benefícios.
Quando um ganso adoece, fica ferido ou está cansado...
Deve sair da formação…
Outros saem também da formação e acompanham-no para ajudá-lo e protegê-lo. Permanecem com ele até que morra ou seja capaz de voar novamente; só depois alcançam o bando, ou integram-se noutra formação.
Lição 5: Estejamos unidos um ao lado do outro apesar das diferenças, tanto nos momentos difíceis, como nas horas de trabalho.
Se nos mantivermos ao lado uns dos outros, apoiando-nos mutuamente, unidos. Se tivermos espírito de equipa, apesar das diferenças, poderemos formar um grupo humano para enfrentar todo tipo de situações. Se entendermos o verdadeiro valor de amizade, se tivermos consciência do sentimento de partilha, a vida será mais simples e o voo dos anos será mais aprazível!
AMIGOS... SEJAMOS GANSOS!
Trabalhinhos: toalha feita em parceria com a minha mãe.
Pregadeira desenhada pela minha filhota e executada por mim.
O meu avô materno fez ontem 100 anos. Aqui ficam alguns momentos da sua festa de aniversário. Aqui está ele, muito velhinho, com a minha mãe. Ela ajuda-o a apagar as velas. Os meus pais, as minhas tias e o meu avô.
Eu, a minha mãe e as minhas tias. Eu, o meu irmão mais novo, a minha prima, a minha filhotinha e mais atrás a minha tia e madrinha, três gerações. O meu avô tem três filhos (duas raparigas e um rapaz), seis netos (quatro raparigas e dois rapazes) e onze bisnetos ( sete rapazes e quatro raparigas). São já quatro gerações... Alguns dos bisnetos na brincadeira. As minhas primas. O meu avô com alguns elementos da família e o senhor padre Joaquim.
O meu avô com as filhas e a nora. Foi uma festa onde se misturaram vários sentimentos: alegria - não é todos os dias que alguém da nossa família faz cem anos; tristeza - o meu avô ficou de repente muito velhinho, há dois meses partiu uma perna, foi operado e desde aí não voltou a andar, desloca-se numa cadeira de rodas. Depois de ter sido operado, não voltou a ser o mesmo, já não nos reconhece, não se lembra de nós, não sabe quem somos. As únicas pessoas que conhece é a minha mãe e o meu pai, porque o visitam todos os dias. Durante o jantar, dei comigo a matutar: "Em que estará ele a pensar? Será que se apercebe que a festa é para ele?" A minha mãe diz que sim, que ele andou a contar os dias até ontem e que lhe disse, "Hoje faço cem anos, uma centena, um século, só me faltam cinquenta para ter cento e cinquenta anos."O seu bom-humor continua em alta... Basta de nostalgia!
A VIDA
A vida é uma oportunidade, aproveite-a... A vida é beleza, admire-a... A vida é felicidade, deguste-a... A vida é um sonho, torne-o realidade... A vida é um desafio, enfrente-o... A vida é um dever, cumpra-o... A vida é um jogo, jogue-o... A vida é preciosa, cuide dela... A vida é uma riqueza, conserve-a... A vida é amor, goze-o... A vida é um mistério, descubra-o... A vida é promessa, cumpra-a... A vida é tristeza, supere-a... A vida é um hino, cante-o... A vida é uma luta, aceite-a... A vida é aventura, arrisque-a... A vida é alegria, mereça-a... A vida é vida, defenda-a...
Madre Teresa de Calcutá
"Sê"
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina, Sê um arbusto no vale mas sê O melhor arbusto à margem do regato. Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore. Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada, Sê apenas uma senda, Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso... Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
Tabalhitos:
Toalha de chá bordada à máquina e com rendinha em crochet. Um anel para a minha amiga Manuela.
Já vos tinha mostrado o "sol", mas aqui está com um cordão castanho dourado feito em crochet e com um fio em castanho escuro a passar pelo meio do entrançado. Eis o efeito final... Quanto a mim, ficou bem bonito!