quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Auto da Barca do Inferno - síntese


Para finalizar esta análise do Auto da Barca do Inferno, aqui fica um breve resumo da obra e um pequeno apontamento sobre as personagens que nos têm feito companhia ultimamente.



As Personagens do Auto da Barca do Inferno



O teatro vicentino é, essencialmente, um teatro de tipos. O tipo não é um personagem individual e bem caracterizada mas uma figura colectiva que sintetiza as qualidades e os defeitos da classe, da profissão ou até do estrato social a que pertence. Para que o espectador o pudesse identificar facilmente, apresentava-se no estrado com elementos distintivos, que tanto podia ser um objecto, um animal como até uma ou mais pessoas. Assim, o Fidalgo vem seguido de um criado, que lhe segura a cauda do manto e lhe transporta uma cadeira; o Onzeneiro traz pendente da cinta uma enorme bolsa, que ocupa quase todo o navio; o Sapateiro aparece-nos carregado de formas e com um avental sobre a sua roupa; o Frade surge-nos com uma moça pela mão, cantarolando e bailando, envergando, sob o hábito, a armadura de esgrimista, traz consigo também um pequeno escudo (broquel), uma espada e um capacete (casco) debaixo do capuz (capelo); a Alcoviteira vem seguida de um grupo de moças que ela explorou, entregando-as à prostituição, transporta consigo seiscentos virgos postiços, jóias e vestidos roubados, uma casa movediça, um estrado de cortiça e dous coxins (almofadas); o Judeu sobrevém com um bode às costas, animal ligado aos sacrifícios da religião judaica; o Corregedor, apoiado numa vara, transporta uma resma de processos; o Procurador não abandona os seus livros jurídicos e o Enforcado pisa o estrado com um baraço ao pescoço. Os Cavaleiros da Ordem de Cristo trazem o hábito com a cruz de Cristo que os identifica.

Na Barca do Inferno, temos alguns figurantes que funcionam como elementos distintivos e caracterizadores: o pajem que acaudata o Fidalgo, a moça Florença que o Frade dominicano traz pela mão e o grupo de moças que escolta a Alcoviteira. Todas estas figuras são mudas, mas só uma delas, a moça Florença, entra para a barca do Inferno, participando assim do argumento. As outras ausentam-se do estrado, no fim das respectivas cenas, participando apenas da acção. Estes figurantes, tanto a moça Florença (figurante de 1º plano) como todas as outras (figurantes de 2º plano) desempenham uma função caracterizadora e distintiva.

A linguagem também funciona como elemento distintivo e caracterizador de certos tipos. A linguagem do Parvo é desbragada, desarticulada e ilógica, com certa propensão para o emprego de símbolos fálicos (vv. 271, 286, 294) e de expressões ou vocábulos escatológicos (vv. 257, 258, 274, 279, etc.). O Corregedor e o Procurador expressam-se num latim jurídico tão adulterado que, por vezes, se confunde com o latim macarrónico. O Diabo imita-os, exprimindo-se, quando com eles fala, num latinório semelhante.

Algumas vezes, o tipo é rotulado por um nome próprio que não o individualiza mas apenas o nomeia. É o caso do fidalgo D. Henrique; do parvo Joane; do sapateiro João Antão; de Frei Babriel e da sua amante Florença; do judeu Semah Fará e da alcoviteira Brízida Vaz. Não devemos confundir estes nomes com as alusões a pessoas do tempo, historicamente identificáveis, como é o caso do carcereiro Afonso Valente, do ex-tesoureiro Garcia Moniz e do escrivão Pêro de Lisboa. O nome do Parvo é incaracterístico, porque Joane era o nome que costumava dar-se, no século XVI, aos pobres de espírito.







Ter dúvidas é saber…



As formas “courgette” e curgete



- Professora, ontem fui a vários supermercados e encontrei o nome de um produto escrito de três maneiras diferentes: “courgette”, “curguete” e “curgete”. Fui ao dicionário e não encontrei nenhuma delas!


- A palavra é, como sabemos, francesa, cuja forma original, "courgette", é, de resto, registada como estrangeirismo no Dicionário Electrónico Houaiss. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa regista, além da forma francesa, uma outra, já adaptada à ortografia portuguesa: curgete.


Os Franceses chamam courgette ao fruto de certas variedades de abóbora (courges), colhidas no começo do seu desenvolvimento e comem-nas, por exemplo, recheadas. O termo é recente, deste século; é o diminutivo de courge, em português aboborazinha.


Em Portugal chamamos-lhe, então, "curgete". Trata-se de um galicismo, porque tem origem na palavra francesa “courgette”. "Abobrinha" é o termo brasileiro. Em inglês é "zucchini" ou "courgette" também.


E não se esqueçam, havendo uma palavra portuguesa para designar qualquer objecto ou realidade, não devemos utilizar qualquer estrangeirismo.



Desafio

A seta do Cupido



Este desafio veio daqui e consiste em:
1º Mencionar as regras
2º Escrever uma lista de 8 coisas que sonhamos fazer/ter
3º Desafiar 8 cobaias para responder ao desafio
4º Fazer um comentário no Blogue que nos desafiou
5º E, último, avisar os desafiados para que saibam que foram desafiados...


A Minha Lista:

* Ver os meus filhos felizes, realizados e com saúde.
* Continuar a gostar de ensinar, a exercer a minha profissão com prazer…

* Continuar a achar que o meu sucesso é o sucesso dos meus alunos, continuar a achar que vale a pena apostar nos jovens e levá-los a encontrar o seu caminho, ensinando-os a pensar, a tomar decisões…
* Ter mais tempo para mim, para ler, para estudar, pesquisar…
* Ter mais fins-de-semana sem testes para corrigir, trabalhos, composições, aulas para preparar… Não sei porquê, mas tenho sempre trabalhos da escola para fazer no fim-de-semana!
* Continuar a ser optimista, continuar a rir-me das minhas palermices, continuar a encontrar sempre algo de positivo, mesmo nas coisas menos boas que me acontecem.

* Viajar um pouco com a minha família.

* Poder ajudar mais quem precisa.

* Continuar a viver com prazer e alegria.


As Cobaias:
Todas as minhas Amigas e Amigos que queiram ser cobaias, revelando um pouquinho daquilo que lhes vai por dentro.
Aceitem que me darão muito prazer.



Miminho

Este miminho veio daqui e aqui fica para quem o quiser levar.





Trabalhinhos:

Anel

Porta-chaves



Passa por aqui e diz da tua justiça!

10 comentários:

linita disse...

Olá Mena!obrigada pela tua visita e comentário,lindo este post da Barca do Inferno,parabens pelos trabalhos lindissimos que tens,já á algum tempo que não passava aqui,bjinhos

artes_romao disse...

Boa tarde,td bem?
belas novidades k estao por aki..
os trabalhinhos estao lindissimos como ja me acostumei a ver...
obrigado pelo mimo,assim k possa irei publicar no meu blog...
estou a participar no blog ventos de cor, passa no meu blog e visita...
fika bem,jinhos***

Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!

Obrigada, vou levar o mimo.

Achei lindo o anel.

Bjim

sonia

Brunette disse...

Olá Mena!
Vim agradecer o miminho e o desafio (que já está publicado).
Gostei muito do anel e do porta-chaves (qual é o segredo para conseguir fazer coisas tão lindas e ser professora ao mesmo tempo?).
Beijos

Chocolate disse...

mt lindos! beijinhos

Habiba disse...

ola Mena... estao muito lindos os teus novos trabalhinhos.
Beijinhos e bom fim de semana

isabel tiago disse...

Boa noite Mena

Agradeço o convite para o dasafio e vou aceitar o mimo que achei muuito giro. O desafio não vou passá-lo porque nas últimas tentativas que fiz neste género não houve uma boa receptividade a estas iniciativas, o que eu respeito.
Pela minha parte, muito obrigada.
A açorda faz a meni gorda...

mfc disse...

Ohhhh.... hoje não há papinha!

amo artesanato disse...

Oi Mena obrigada pela visita, você é muito gentil, seu blog também é muito lindo e interessante.

Abraços

Maria Helena

liliandreia disse...

ola!passei para ver as novidades e deixar um bjs
bom fim de semana
bjs