segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Corregedor e o Procurador

O Corregedor e o Procurador


Repara


É habitual considerar-se a entrada do Corregedor e do Procurador como fazendo parte de uma só cena, na medida em que ambas as personagens pertencem ao mesmo grupo socioprofissional e percorrem o espaço cénico simultaneamente.

Esta cena forma um amplo quadro da justiça humana, que Gil Vicente opõe à justiça divina. O objectivo de Gil Vicente assenta em parâmetros que têm a ver com a corrupção da magistratura e com a antítese entre a justiça divina e a justiça humana a que bem se pode chamar (in)justiça.


O Corregedor aparece-nos carregado de processos (feitos) e com uma vara na mão. Pouco depois, junta-se-lhe o Procurador, que vem abarrotado de livros. Ambos dialogam com o Diabo em latim jurídico deturpado, que tem função cómica (cómico de linguagem) e também caracterizadora.

A principal e quase única acusação que o Diabo lança ao Corregedor é a de não ter sido imparcial nas suas sentenças, deixando-se corromper por dádivas recebidas até dos Judeus. Parece que uma das prendas mais generalizadas era a perdiz, o que originou a exclamação do Diabo:”Oh amador de perdiz…”. O Diabo acusa-o também de malícia, corrupção e exploração de lavradores ingénuos.

O Corregedor não nega esta acusação e limita-se a atirar as culpas para cima da mulher. Era ela quem recebia as prendas e, por isso, ele sentia-se isento desse pecado.

Tal como na cena do Sapateiro também Gil Vicente foca a confissão das almas pouco antes de falecerem. O problema é resolvido aqui deste modo: o Corregedor confessou-se, mas ocultou todos os seus roubos, enquanto o Procurador nem sequer se confessou, porque não se apercebeu que havia chegado a sua hora derradeira. Está aqui, mais uma vez, presente a crítica a uma falsa prática religiosa, que limita ao cumprimento dos actos externos do culto.

Temos nesta cena dois pormenores a destacar ainda: o neologismo descorregedor, com forte carácter satírico (o Diabo pretende apontar a falta de imparcialidade nos julgamentos feitos pelo Corregedor) e o diálogo final entre o Corregedor e a Alcoviteira (o Corregedor julgou-a e condenou-a em vida). A Alcoviteira acusa o Corregedor de estar sempre a mandar persegui-la na vida terrena (a justiça castigava as alcoviteiras, mandando-as açoitar); agora, pelo menos está em paz. Agora o juiz do tribunal terreno torna-se réu no tribunal divino, onde é julgado e condenado.

Devemos ainda ter em atenção a pergunta formulada pelo Corregedor, inquirindo se não existia ali “meirinho do mar”. Trata-se de um hábito adquirido no exercício da profissão que o tipo não abandona mesmo depois da morte. Por outro lado, o Corregedor pretende ter um julgamento terreno, com advogados e juízes de carne e osso, a justiça humana com certeza que lhe seria mais favorável.

Mais uma vez o Parvo se confunde com o Diabo, quando insulta e injuria o Corregedor e o Procurador. O Parvo acusa-os de terem roubado na vida terrena, de terem sido desonestos e de desrespeitarem a Igreja. O Anjo condena-os.





A Reclamação


Quantas vítimas das injustiças do Corregedor e do Procurador tiveram motivos para apresentar reclamações?


Como apresentar uma reclamação?


A reclamação pode ser apresentada oralmente – pessoalmente (no local) ou por telefone – e por escrito (fax, carta, e-mail).

As reclamações com carácter oficial, por norma, são apresentadas por escrito, ao contrário das reclamações informais, normalmente apresentadas oralmente.

Nos estabelecimentos públicos é obrigatório possuir um livro de reclamações.


Nota

Existe algum organismo que dê apoio ao consumidor?


Em Portugal existem dois organismos de defesa do consumidor – a DECO (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), da qual te poderás tornar sócio, e um organismo governamental – o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.



Como escrever uma carta de reclamação


1. Identificação

A carta deverá conter os nomes do remetente e do destinatário, com moradas completas e, se possível, com o seu contacto telefónico.


2. Situa temporalmente os factos

Menciona o local e a data em que a carta foi escrita. A data deve ser a de envio.


3. Relata

Deverás relatar pormenorizadamente os motivos que te levaram a enviar a carta. Não te esqueças de mencionar as datas e os locais onde ocorreram os acontecimentos que levaram ao envio da mesma.


4. Pretensões

Refere de forma clara e precisa, o que pretendes da pessoa ou entidade a quem estás a enviar a carta. Pode ser elaborada uma proposta de resolução, nomeadamente, um pedido de devolução do dinheiro, a troca do produto, o pagamento de uma indemnização ou simplesmente o melhoramento do serviço.


5. Anexa

Junta à carta, mencionando esse facto, todos os documentos que consideres necessários para a compreensão e prova do sucedido. Mas envia cópias, nunca os originais.


6. Assina

Lembra-te que uma carta não assinada é como se fosse anónima!


Aconselho-te, por último, que envies a tua carta registada, provando que de facto a enviaste mas, envia-a também com aviso de recepção, para que possas provar que a mesma foi, efectivamente, recebida no destinatário.



Ter dúvidas é saber…

Supérfulos?!... O que é isto?...

Era caso para ficarmos todos “fulos”, não era? Mas não vale a pena!

A falta que faz saber um pouco de latim!

Supérfluo é um adjectivo que provém do adjectivo latino superfluuos e que, já no latim, era formado de um adjectivo caído em desuso fluus, que tinha a ver com o verbo fluere (fluir, correr) e o prefixo super- que nós herdámos.

Supérfluo é, pois, o que corre por cima, o que supera, o que sobra, o que vem a mais.




A Mena na cozinha


Filetes no forno com funcho e endívias

1 cebola grande
4 tomates
1 cabeça de funcho
2 endívias
sal
pimenta
azeite
4 filetes de pescada ou de outro peixe a gosto
2 dentes de alho
1 limão
3 colheres de sopa de leite
pão ralado
1 curgete
batatas
0,5 l de leite

Tempere os filetes com o alho picado, o sal, a pimenta, o sumo de limão e as 3 colheres de leite. Deixe a marinar.
Ligue o forno nos 180º. Corte o tomate, a cebola e o funcho às rodelas.


Abra as endívias ao meio e corte-as em tiras.

Misture e espalhe os legumes sobre um tabuleiro, tempere com sal e pimenta e regue com 3 ou 4 colheres de sopa de azeite.

Cubra com uma folha de alumínio e leve ao forno.

Entretanto descasque e coza as batatas. Rale a curgete em fios ou corte em pedacinhos e leve-a a alourar em azeite. Reduza as batatas a puré e adicione a curgete. Junte cerca de 0,5 l de leite previamente aquecido. Misture, tape, mexendo de vez em quando, e deixe cozinhar um pouco.

Escorra os filetes e passe-os por pão ralado. Coloque-os sobre os legumes, regue-os com mais um pouco de azeite e leve ao forno até estarem cozinhados.


Sirva os filetes com o puré e com os legumes e molho resultantes do assado.
Bom apetite!



Trabalhinhos: colar

Pacotinho que acondicionou o bonito presente.





10 comentários:

Siry disse...

Ese plato se ve delicioso.

Feliz semana e beijinhos

Elba disse...

Mena,
Que coincidência!!
Esse post também me deu fome!!! :)
Beijos!!

Sonia Facion disse...

Aiiiiiiiiiiiii..., gosto muito de filete, quero comer aqui já está perto do almoço.

Gostei do colar!

Bjim

Sonia

Sonia Facion disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!

Cá estou novamente.

Passe por meu blog de mimos www.soniafacion7.blogspot.com e leve o desafio que deixei prá vc.

Bjks

Sonia

mfc disse...

Eu perco-me com a tua mesa!

Só uma vez é que torci o nariz, lembras-te?

Yola Marujo disse...

Olá!!!

Desta vez gostei mais do colar

Jokas

Cor de Mel disse...

Olá Mena,
Fabulosos momentos de cultura os deste "post". Adorei!!! Agora, o supérfluo é que me deixou boquiaberta, pois não fazia a menor ideia. Quer dizer que andamos a utilizar a palavra incorrectamente??
Por favor, elucide-me!!!
O prato que sugere é super apetitoso e o colar e respectiva embalagem, fabulosos!!
Beijinhos,
Lia.

artes_romao disse...

Boa tarde,td bem?
tas com novidades maravilhosas...parabens.
adorei tudo.
fika bem,jinhos***

Anónimo disse...

adoro essas pataniscas hummmm deliciosa