quinta-feira, 17 de abril de 2008

Rocambole

Calçada portuguesa - Coimbra

Calçada portuguesa - Lisboa

Um poema de Mário Quintana:
Rocambole

Material:

  • Blocos de massa Fimo (preto e branco)
  • Rolo para estender a massa
  • Lâmina de corte ou uma faca
  • Base anti-aderente (cerâmica, vidro ou azulejo)
  • Palitos de madeira

Começa por amassar as quantidades de massa necessária.
Com a ajuda do rolo, estica a massa branca e depois a preta. Coloca uma sobre a outra, pressionando para não formar bolhas de ar entre as camadas.
Com uma faca, corta um rectângulo das duas camadas sobrepostas, mas nas pontas inclina a lâmina num ângulo de 45º, para que a cor de cima fique mais curta do que a de baixo.
Faz um rolinho, começando a enrolar na extremidade para fazer o rocambole. Enrola até ao fim e verifica se o rolo por fora ficou todo da mesma cor, isto é, se a cor que puseste por fora é o preto, o rolo ficará totalmente preto, não pode ver-se por fora nenhuma pontinha branca. Pressiona no meio o rolo até ficar mais fino e depois vai pressionando até às extremidades. Rola o rocambole sobre a superfície anti-aderente para formares um rolinho mais longo e mais fino. As extremidades vão ficar um pouco deformadas, mas não faz mal. Quando tiveres o diâmetro desejado, corta as extremidades deformadas. A seguir, corta um terço da massa e rola-a para que fique um rocambole mais fino. Volta a cortar mais um terço deste último rolinho e rola-o. Ficarás com três rolinhos de tamanhos diferentes.


Corta com a lâmina de corte ou faca afiada pequenas fatias com cerca de 1 mm dos três rolinhos.

Estica um pedaço de massa preta com o rolinho, depois de amassada. Esta deve ter o tamanho e a forma do objecto que pretendes cobrir. Sobre esta massa, começa a dispor as fatias de rocambole ao teu gosto. Quando tiveres este trabalho completo, passa com o rolo sobre o trabalho para que as fatias se integrem na massa preta. Recorta a massa e cobre molduras, tampas de frascos, frascos de perfume, pulseiras, prepara contas, pingentes, anéis…

Ao cobrires os objectos escolhidos, deves evitar que fique ar entre a superfície do objecto e a cerâmica plástica. Leva ao forno a 130º, cerca de 30m, num tabuleiro forrado com papel vegetal de cozinha. Deixa arrefecer dentro do forno. Depois de frio, enverniza as peças com verniz próprio para Fimo.

Bom trabalho!

Cá estão as peças feitas com a técnica "Rocambole":



Antes de despedir me tenho de dizer-lhes algo... A minha querida Amiga Sabrina deu-me estes miminhos. Estou-lhe muito agradecida, nem tenho palavras para descrever o que sinto. São ou não são bonitos? Aqui ficam para quem os quiser levar!


Aproveito também para dizer a todas as minhas novas amigas (virtuais): Vocês são o máximo! Estou feliz por fazerem parte do meu núcleo de amigas. As visitas, que vou fazendo aos vossos cantinhos, contribuem muito para vos conhecer cada vez mais e melhor. Um beijo grande para todas.

Até Sábado!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A lua de Joana

A Lua de Joana

A Lua de Joana, escrito por Maria Teresa Maia Gonzalez, conta a história de uma menina de 14 anos, chamada Joana que perdeu a sua melhor amiga, Marta, que morreu de overdose. Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser), porque Joana escreve cartas a uma amiga que já faleceu, para que desta forma a mantenha viva na sua memória, para tentar perceber o que levou a amiga a seguir tão trágico caminho e acima de tudo para conseguir perdoar-lhe. Joana conta-lhe todos os acontecimentos do seu dia-a-dia e é interessante ver o desenrolar da vida desta personagem, a sua transformação ao longo dos dias e dos anos.
Este livro mostra-nos o grande flagelo que é a droga, para as famílias, para os amigos e para a própria pessoa que se deixa envolver nessa teia.
Joana é uma excelente aluna, reconhecida por todos e acarinhada pelos professores e amigos, mas a sua melhor amiga já não faz parte da escola, já não faz parte da turma, já nem partilha a sua mesa nas salas de aula.
No decorrer desta história, Joana tenta agir com normalidade, apoiando-se sempre na sua avó que é a sua única conselheira.
Esta história é um alerta para os pais menos atentos
. Os pais de Joana viam nela uma pessoa adulta responsável, logo pensavam que não tinham de se preocupar com ela e não eram propriamente uns pais presentes. O pai de Joana é um médico prestigiado, passa a vida fora em congressos, reuniões, visitas ao domicílio e raramente está presente no dia-a-dia da filha ou em casa. A sua mãe é dona de um pronto-a-vestir, vive preocupadíssima com seu outro filho, irmão de Joana, cuja relação era um tanto ou quanto crítica. Joana apelidava-o de Pré-histórico, pelos trajes e visual com que se apresentava, pela decoração do quarto que estava sempre num caos.
Há um pormenor na decoração do quarto de Joana que considero importante, no meio do quarto de Joana há uma lua suspensa do tecto por uma corrente, um baloiço imaginado e construído só para Joana. Quando ela quer pensar, coloca o baloiço em posição de quarto crescente e quando está triste roda-o para quarto minguante e ali se senta até que a tristeza lhe passe.
As cartas sucedem-se e a vida de Joana vai-se alterando cada vez mais. E é com uma certa angústia que nós leitores nos apercebemos que Joana está prestes a seguir o mesmo caminho da amiga. Num passo lento, mas fatal, também Joana se deixa levar, por todos os problemas que a envolvem, uma mãe e um pai ausentes, um irmão com quem não se pode contar, a dor de ter perdido uma amiga e mais recentemente a perda do carinho e do apoio da avó.
A dada altura, sentimos vontade de gritar, de chamar Joana à razão, de lhe dar um safanão, queremos, desesperadamente, dar-lhe a mão, porque vemos que ela se está a afundar cada vez mais, sem se aperceber disso, ela que criticou e crucificou a amiga e agora caminha para o mesmo abismo, para um poço sem fundo nem retorno.
E, assim, Joana, a rapariga exemplar, na escola e em casa, envolve-se com uma amiga da Marta, a Rita, (a amiga que teria levado Marta a consumir drogas), e com o próprio irmão da Marta, o Diogo, também vítima das drogas. Porquê? A falta de apoio, a falta de atenção por parte dos pais, a falta de diálogo, a falta do carinho e do apoio da avó empurraram-na para as únicas pessoas que lhe derem atenção, a Rita e o Diogo. Ela começou a vender as suas coisas, para conseguir dinheiro, para ajudar Diogo, acabando também ela por recorrer às drogas. Um dia, olhou-se ao espelho e reparou que tinha mudado, entendendo, agora, como tão facilmente Marta se tinha envolvido com a droga. Joana tentou abandonar as drogas, mas já foi tarde de mais…

O tempo existe para ser gasto com quem mais amamos, para dar atenção àqueles que mais queremos. Esta é a lição que todos os pais devem tirar desta história, é preciso estarem atentos à vida dos filhos, estarem presentes. Os filhos devem sentir-se amados, queridos tanto nos momentos bons como nos menos bons… Eles devem sentir sempre que gostamos deles, independentemente dos defeitos que possam ter… É com amor e carinho que os conquistamos, que os preparamos para a vida…

Há também a salientar a importância do diálogo entre os filhos e os pais, pois a falta de diálogo é muitas vezes a razão que leva os filhos a procurarem outros caminhos, que no caso da Joana foi a droga.

“ Então, num momento completamente louco, desvairada, passei-me da cabeça e pedi-lhe para experimentar um bocado, só para ver que efeito aquilo tinha.” (página 140)

“Vou parar de escrever. Dói-me a mão, dói-me o corpo, dói-me o pensamento. Dói-me a coragem que não tenho.” (página 143)

“ …o ano passado, nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para o lado de lá, o lado para onde tu passaste, o lado que eu sabia que era ERRADO!” (página 152)

Esta obra termina com a seguinte frase: "Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. Para quê?"

Esta frase deixa, certamente, qualquer um de nós a pensar. Pois bem, reflictamos!

Boas leituras!

Dedico-vos um vídeo que conta a lenda do Sol e da Lua.




Vejam só o que trouxe do blog da
sweetie , a Árvore da Felicidade:

Segundo a lenda traz sorte e felicidade. Pois bem! Sorte e felicidade é o que todas precisamos, por isso ofereço-a a todas as meninas e meninos que me visitam.

Colar composto por três fios diferentes: o primeiro em tons de preto - peças em Fimo e bolas forradas com missangas, feitas por mim e pela filhota; o segundo com vermelhos - peças em Fimo, murano, acrílico e porcelana; o terceiro prateado - flor, bolas com rendilhados, canudinho...

O mesmo colar enfeitado com uma borboleta em prata.






Até quarta-feira, até lá, fiquem bem!

sábado, 12 de abril de 2008

Saga

Hoje, convido-vos a ler uma obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, HISTÓRIAS DA TERRA E DO MAR, mais propriamente o conto "Saga".

Saga é um conto que relata a vida e o drama de uma família de marinheiros da ilha de Vig.
O grande sonho de Hans, a personagem principal, era tornar-se marinheiro. O seu pai, Soren, proibiu o seu sonho, porque os seus irmãos mais novos, Gustav e Niels haviam morrido num naufrágio. No entanto, o apelo do mar era mais forte e Hans fugiu de Vig num cargueiro inglês, "Angus", alistado como grumete. Navegaram primeiro com bom tempo e atravessaram, depois, as tempestades da Biscaia. Chegaram a uma cidade desconhecida (Porto). Hans amou desde logo a cidade. Alguns dias mais tarde, Hans e o capitão do barco tiveram uma discussão e nessa noite Hans abandonou o navio. Vagueou pela cidade quatro dias, tonto de descobrimento, de espanto e de solidão. Ao quinto dia, um Inglês chamado Hoyle encontrou-o a chorar encostado ao muro da sua quinta e recolheu-o. Hans ficou a viver com o inglês, em parte como seu empregado, em parte como filho adoptivo. Dias depois, Hoyle comprou-lhe roupa, papel e caneta. Hans enviou uma carta à família a pedir perdão pela sua fuga, explicou as razões que o levaram a fugir, as suas aventuras e o seu paradeiro. Meses depois, a mãe respondeu-lhe, dizendo que não voltasse a Vig, pois seu pai não o receberia.

A sua adolescência cresceu entre os cais, os armazéns e os barcos.
Os anos passaram e Hans aprendeu a arte de navegar e a arte de comerciar. Aos 21 anos, Hans já era capitão de um navio de Hoyle e seu homem de confiança nos negócios. Desde muito cedo, Hans conheceu as Ilhas do Atlântico, a costa de África e do Brasil e os mares da China e escrevia para casa a contar as suas aventuras. Ao fim de longos meses, Hans regressou e Hoyle entregou-lhe as cartas que recebera na sua ausência, as cartas da sua mãe. Todas as cartas diziam para Deus o abençoar e que não voltasse a Vig, pois o pai não o receberia.
Quando estava já passada a sua primeira mocidade, de regresso de uma das suas viagens, Hans encontrou Hoyle doente. Estava velho e quase cego e pediu a Hans que ficasse com ele. Hans ficou, deixou de ser seu empregado e passou a ser seu sócio. Hans tratava agora de todos os negócios de Hoyle e à noite relatava-lhe tudo e, de seguida, bebiam um copo de vinho. Passados uns tempos, escreveu ao pai dizendo-lhe que não era mais um navegador, que era agora um homem estabelecido, em terra firme e que queria voltar a Vig. E mais uma vez, a mãe respondeu: O pai não o receberia.
Associado a Hoyle, Hans começou a criar fortuna. Algum tempo depois, casou-se com a filha dum general liberal que desembarcara no Mindelo. Ana tinha a cara redonda e rosada e cheirava a maçã tal como a primeira mulher criada e como a casa onde ele nascera e porque o seu cabelo loiro lhe lembrava as mulheres de Vig. Pouco antes do seu casamento, Hoyle morrera e Hans formara a sua própria firma cuja prosperidade crescia.
Hans era agora um homem rico e respeitado. E foi no tempo das últimas camélias que nasceu o seu primeiro filho. Tinha sido acordado que o bebé seria baptizado no sétimo dia de vida e que, após o baptizado, o primeiro barco de Hans seria lançado à água. Quando tudo se preparava para a festa, o bebé, na madrugada do sexto dia, adoeceu. Foi baptizado de urgência e recebeu o nome de Sören. A criança morreu, mas Hans não deixou de lançar à água o navio. Nasceu o segundo filho de Hans em Novembro do ano seguinte.
Os anos foram passando e a riqueza de Hans aumentando. Nasceram-lhe mais cinco filhos e duas filhas. Aumentou também o número dos seus barcos e a extensão dos seus negócios. Voltou ao mar, mas as suas viagens eram agora de negócios. A sua antiga fuga de Vig fora, de alguma maneira, inútil.
Os anos foram passando. Quando a mãe morreu, ele escreveu novamente ao pai, mas nunca recebeu resposta e foi então que Hans compreendeu que jamais regressaria a Vig.
Passados alguns meses, comprou uma quinta no alto de uma pequena colina que descia até ao cais de saída da barra. Hans mandou fazer grandes obras. Das várias partes do mundo, chegaram coisas novas e deslumbrantes para compor tão desmedida casa.
Agora que os filhos cresciam, Hans gostava dos longos jantares. Além da família, sempre se juntavam amigos e convidados. Entretanto, à medida que a vida ia cumprindo os seus ciclos, noivados, casamentos, nascimentos, baptizados iam povoando a casa de azáfama e festas.
Os filhos tinham crescido. Hans estava encalhado agora em hábitos, afazeres e demoras e o horizonte de Vig estava cada vez mais longe.
No fundo da quinta, perto da barra, Hans mandou construir uma torre para ver a entrada e a saída dos seus barcos. Daí em diante, de vez em quando, em vez de trabalhar no escritório, trabalhava no quarto da torre onde recebia os empregados e as pessoas que o procuravam. Consigo levava às vezes Joana, a sua neta mais velha, que via na torre grande aventura e mistério. Hans ensinava-lhe o nome e a história dos navios.
Os anos começaram a passar muito depressa e uma certa irrealidade começou a crescer. Hans já não viajava, estava velho. Tinha as mãos um pouco trémulas, o azul dos olhos desbotado, fundas rugas na testa, os cabelos e as compridas suíças estavam completamente brancas. Quando adoeceu para morrer, ia Novembro perto do fim.
Durante seis dias, Hans resistia sereno e consciente, mas ao sétimo dia a febre subiu, a respiração começou a ser difícil e na sua atenção algo se alterou. Ao cair da noite, Hans chamou a mulher e os filhos e pediu-lhes que quando morresse lhe construíssem um barco em cima da sua sepultura, os filhos perguntaram como era o navio e Hans respondeu: "Naufragado". Talvez Hans estivesse a delirar, quando disse as suas últimas palavras, mas fizeram o que ele pediu. Em pedra e bronze, com mastros quebrados e velas rasgadas, o navio foi construído sobre a campa de Hans.
E é nesse navio que, em noites de temporal, Hans sai a barra e navega para a sua ilha, Vig.


Mais um trabalhito: uma caixinha em tons de rosa.



Boas leituras!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Compras a preto e branco…

No Domingo, fui às compras com os meus filhos. Depois de enchermos o carrinho com os bens essenciais, demos uma voltinha pelo supermercado para vermos as novidades. Começámos pelo cantinho dos livros, revistas, jornais… A M. escolheu um livro, “História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar” e L. decidiu que deveria acabar de ler o livro que tem entre mãos, “O pecado de Darwin”, antes de se embrenhar em novas aventuras.
De repente, a M. olhou para o lado e disse:
- Que louça espectacular!
O irmão concordou logo e disse que já estava a imaginar a mesa posta a preto e branco: pratos rasos pretos, pratos de sopa brancos, copos pretos, pratos de sobremesa brancos, taças pretas, saladeira branca… toalha preta com motivos brancos, bordados ou pintados, bases para as travessas e a terrina também decorados a preto e branco
- Estás a ver, mãe, diz lá que não ficava o máximo? – dizia, toda entusiasmada, a M. que ensaiava já em cima de uma prateleira o conjunto.
- Olha, compramos a pouco e pouco, tu bordas a toalha, ou pintas, decoras as bases…
Eu não estava muito convencida: pratos pretos? Toalha preta? Começava já a imaginar os comentários do Z., da minha mãe e do meu pai, um pouco avessos a certas modernices.
- Meninos, não sei se será uma boa ideia…
Nem me deixaram acabar, quatro pratos de cada para começar, taças, copos… Tudo a preto e branco!
Chegados a casa, foram logo pôr a mesa, claro que a toalha ainda não foi bordada, mas vai ser, logo que tenha tempo… A M. até já pensou num desenho…
Afinal, o Z. adorou a mesa a preto e branco e os meus pais acharam que estava bonita. Diferente, mas bonita!

Agora, é pôr mãos à obra e bordar a toalha a branco. O desenho idealizado pela M. vai ficar lindo! Depois, mostro-vos.

Entretanto, já decorei as bases, cá estão elas…

“História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar” é uma fábula em que as personagens são gatos e gaivotas. É a história do Zorbas, gato grande, preto e gordo, que mora numa casa perto do porto de Hamburgo. Numas férias, Zorbas fica em casa, sozinho, e estava a apanhar sol na varanda, quando lhe cai ali, mesmo à sua frente, uma gaivota moribunda. Esta, depois de ser apanhada pela maré negra, perde-se do seu bando e o seu último destino é a varanda do Zorbas. Porém, antes de morrer, põe um ovo e faz dois pedidos ao grande gato: este deverá tomar conta da gaivotinha, quando esta nascer e deverá ensiná-la a voar. Zorbas concorda, sem se aperceber da grande responsabilidade que era educar uma pequena ave.
E, assim, começa a sua grande aventura, querendo ser fiel à sua palavra, vai empenhar-se para cumprir a sua promessa.
Zorbas, até àquele momento, tinha tido uma vida descontraída e feliz, mas, agora, vê-se com a árdua tarefa de chocar um ovo. Quando a pequena gaivota nasce, chama mamã ao Zorbas, porque foi ele quem chocou o seu ovo e foi ele que ela viu primeiro.
O gato procura os seus amigos para que o ajudem a cuidar e a educar a pequena Ditosa. Os seus amigos são, Collonelo, um gato já com alguma idade, sempre pronto a dar um bom conselho; Secretário, o seu ajudante; Sabetudo, um gato muito inteligente; Barlavento, um gato marinheiro.
Com as enciclopédias do inteligente Sabetudo, a boa vontade de todos e o sentido do dever de cumprir a palavra dada, a todo o custo, este pequeno grupo de gatos, começa a difícil e delicada tarefa de educar a pequena gaivota. Todos se empenham para dar lições de sobrevivência a Ditosa, ensinam-na a voar e dão-lhe o amor e o carinho que a sua mãe não lhe pôde dar.
Ditosa é tão bem aceite no grupo e sente-se tão bem com os seus novos amigos que começa a achar que, também ela, é um gato. Assim, é com eles que ela quer ficar, é com eles que quer partilhar as suas aventuras e começa a lutar contra o esforço que os seus amigos fazem para a educar, para que se torne uma verdadeira gaivota.
Ditosa é, no entanto, uma gaivota e a sua verdadeira natureza começa a vir ao de cima e apesar da imensa vontade que tem de ficar com a sua “família”, seus amigos e companheiros, o desejo de abrir as asas e de voar também a invade e é muito mais forte. Então, numa noite chuvosa, Ditosa finalmente abre as suas asas, segue o seu destino e voa, deixando Zorbas com lágrimas nos olhos, mas feliz, porque a sua amiga segue o seu caminho.
É uma linda lição: o destino encarrega-se de juntar dois seres completamente distintos que, por causa de uma promessa, constroem uma bela amizade. Por outro lado, temos um grupo de amigos leais que, apesar de todas as dificuldades, ajudam Zorbas a cumprir uma promessa quase impossível de realizar.
Trata-se da história de uma linda amizade e de valores que já não vemos muito no nosso dia-a-dia, infelizmente. Podemos tirar a seguinte conclusão: “Querer é poder”.


domingo, 6 de abril de 2008

Cerâmica Plástica

É uma massa plástica à base de PVC que pode ser moldada e endurecida no forno a 130ºC.
É possível encontrar esta CERÂMICA PLÁSTICA - "polymer clay" - em várias cores.
Existe no mercado o tradicional "FIMO" marca alemã, as americanas "Sculpey" e "PREMO" - da Polyform e mais recentemente a CERNIT - uma marca também alemã.
Depois da cerâmica plástica ser trabalhada e moldada, vai ao forno para ser cozida.
Depois de cozida, pode ser perfurada, moída, lixada e envernizada.



Informações gerais a respeito da Cerâmica Plástica:

Independentemente do tipo de cerâmica plástica, ela precisa ser amaciada e condicionada, de maneira a garantir que as partículas plastificantes e todos os componentes da massa sejam bem misturados. Isso vai proporcionar ao produto final um melhor resultado.

Lavar sempre as mãos, antes e depois de manusear a massa FIMO.

Lavar também as mãos, quando passa de uma cor para outra, para não manchar o material com que estiver a trabalhar.

É aconselhável a utilização de luvas plásticas cirúrgicas para não deixarmos as nossas impressões digitais nos trabalhos.

NÃO USAR O MICROONDAS


Os meus truques:

Verniz: é preciso ter muito cuidado com a aplicação do verniz. Usem apenas vernizes próprios para cerâmica plástica. Os outros vernizes nunca mais secam, ou ficam peganhentos.

Rolinhos de massa: podem guardar-se por dois meses ou mais, desde que sejam bem acondicionados em papel celofane e protegidos do sol ou de outras fontes de calor. Eu, pessoalmente, não gosto de os guardar por muito tempo, porque os rolinhos ficam quebradiços e esfarelam-se. Se tal acontecer, deveremos aquecê-los rolando-os delicadamente entre as mãos.

Equipamento: limpem bem com álcool todos os materiais usados no trabalho.

Sobras: guardem as sobras de massa, sempre bem acondicionadas, em papel celofane ou em plástico, pois elas são muito úteis tanto como recheio de algumas peças, como na confecção de modelos em que podemos empregar técnicas como a marmorização, o caleidoscópio e outras. As massas secas podem ser trituradas e depois juntam-se a massa fresca, dando às peças um acabamento e texturas por vezes surpreendentes.

Cores: existem muitas cores de cerâmica plástica no mercado e como todas elas se podem misturar, isto possibilita criar uma variedade ainda maior de cores e até de texturas. No entanto, não se esqueçam que as massas já misturadas, devem ser usadas logo, porque não têm a mesma durabilidade das que ainda não foram amassadas.

Bolhas: por vezes, formam-se bolhas de ar nas peças que podem danificá-las e deformar os desenhos. Quando isso acontecer, devem usar uma agulha para perfurar as bolhas. Mas, por vezes, também aparecem algumas deformações que tornam as peças muito originais e bonitas, depende.

Forno: uso o meu forno eléctrico a 130º e deixo cozer as peças cerca de 15 minutos. Se as peças forem maiores, deixo um pouco mais de tempo, cerca de 30 minutos. Deixo sempre as peças arrefecerem dentro do forno.
Nunca cozam as peças em forno microondas.
Se o forno for a gás testem-no primeiro, cozendo uma peça só para verem o resultado.

Lixa: para um acabamento mais liso e acetinado, lixo as peças com uma lixa de água, molhando bem a peça e a lixa. Uso uma bacia com água com uma gota de detergente de cozinha, para facilitar o trabalho. As esponjas abrasivas também podem ser muito úteis para alisar as peças.

Lâminas: existem algumas bem flexíveis no mercado. Também podem usar lâminas para estilete ou até um bisturi.

Amaciamento: amasso sempre pequenas porções da massa de cada vez, no máximo meio bloco.

Harmonia: antes de começar qualquer trabalho, coloco as cores escolhidas na mesa e observo-as bem para ver se combinam.
Para técnicas como o Millefiore, são necessárias cores contrastantes para se destacarem os desenhos.

Mas desta técnica, falar-vos-ei noutra altura.


Alguns trabalhos em massa Fimo:








Material Básico:

Cerâmica Plástica (Fimo ou outra marca)
Lenços humedecidos ou Álcool
Lâmina de estilete ou Bisturi
Superfície de Vidro ou Azulejo (para trabalhar em cima)
Luvas Cirúrgicas
Rolinho para esticar e alisar a massa
Furadores ou palitos
Forno

Amaciar muito bem a massa com as mãos, antes de a trabalhar. Se a massa estiver muito dura, utilizar uma gota de vaselina líquida.
Trabalhar sempre em cima de um vidro ou azulejo para que a massa não se cole.
Guardar as massas embrulhadas em plástico e longe do calor.
Cozer as peças no forno a 130ºC, cerca de 30 minutos. Não é necessário pré-aquecer o forno.
Se se formarem bolhas de ar, é preciso furá-las com uma agulha antes de levar as peças ao forno.
Todo o material deve ser de uso exclusivo e deve ser limpo com álcool ou lenços humedecidos.
Quando a massa estiver muito mole, deve colocar-se no congelador para endurecer um pouco.
Amassar somente a quantidade de massa que se for utilizar, principalmente no Verão.
Guardar todas as sobras para utilizar em outros trabalhos.
Se necessário polir com lixa de água, molhando sempre a peça para esta não ficar riscada.
Usar somente o verniz apropriado para cerâmica plástica.
As peças para bijutaria podem ser cozidas, já colocadas na base de metal e devem ser furadas antes de irem ao forno.
Colar as peças depois de frias com cola própria para massa "Fimo".

Bom trabalho e que a imaginação e a criatividade não vos falte!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A luz dos livros nunca se apaga!


Dia Internacional do Livro Infantil

Dia 2 de Abril é o Dia Internacional do Livro Infantil. A UNESCO decretou 2008 como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.


A LUZ DOS LIVROS

Os dois irmãos costumavam brincar com um globo terrestre. Davam-lhe voltas e mais voltas e, de olhos fechados, escolhiam um ponto ao acaso. Com o dedo paravam o globo e, se o ponto em que tocavam coincidia com Pequim, Madagáscar ou México, iam às bibliotecas procurar livros cujas histórias se passassem nos lugares que lhes tinham calhado.
Gostavam muito de ler. Sentiam um imenso prazer com a leitura. E, na janela do quarto deles, via-se a luz acesa até muito tarde.
Com a «luz» dos livros, caminharam pela Grande Muralha da China, escutaram a canção do Oceano com os Vikings, viveram perto das pirâmides do antigo Egipto, deslizaram de trenó sobre lagos gelados na companhia de esquimós, participaram nos jogos da antiga Olímpia e até ganharam uma coroa de ramo de oliveira.
Quando finalmente adormeciam, os contos, as histórias e as lendas, os lugares, os escritores e os heróis confundiam-se nos seus sonhos e embalavam-nos suavemente: Esopo contava as suas fábulas a Xerazade no ponto mais alto da Torre Eiffel, Cristóvão Colombo escutava Tom Sawyer a relatar as suas travessuras num barco em pleno rio Mississipi, Alice passeava no País das Maravilhas pela mão de Mary Poppins e Andersen narrava as suas histórias à aranha Ananse, junto a uma pirâmide.
O jogo com o globo terrestre e os livros divertia muito os dois irmãos, porque não acabava nunca. As páginas que haviam lido tinham-nos tornado marinheiros e exploradores. Com a «luz» dos livros conquistavam o planeta, viviam em diferentes civilizações, diferentes épocas, admirando a sua imensa variedade. Dito em poucas palavras: descobriam a vida no vasto mundo, ali a dois passos do seu quartinho. Voavam para todo o lado, viajavam por toda a parte e sonhavam.
E, é claro, esqueciam-se de apagar a luz!
– Meninos, toca a dormir! – repreendiam os pais. – Já é tarde. Apaguem a luz!
– Não podemos – respondiam a rir. – A «luz» dos livros nunca se apaga.

ANGELIKI VARELLA


Ler é divertido!

- Vamos incentivar as crianças a ler?
- Sim.
- Vamos lá, então!

- Escolhe um lugar sossegado, sem televisão ou rádio por perto para não haver distracções.
- Senta o teu filho/a no teu colo ou ao teu lado.
- Escolhe um livro bonito e interessante, um livro de que gostes, porque se o livro te enfadar também o fará à criança.
- Não fiques nervosa nem envergonhada por leres em voz alta, o teu filho não é um crítico. O que importa é o tempo que estão juntos com um livro e quanto mais lerem, melhor lerão.
- Primeiro analisem a capa do livro: pede à criança que descreva o que vê nas ilustrações e que dê palpites sobre a história (Qual será o assunto do livro?). Seguidamente, lê o título e pergunta – lhe qual a sua opinião agora. Será que vai achar que o assunto que apontou, vendo só a ilustração da capa, se mantém?
- Agora folheia o livro. Se a criança quiser, deixa-a segurar no livro e passar as páginas. Se o livro tiver ilustrações, deixa-a falar sobre os desenhos, incentiva-a a descrever o que vê e a contar ela própria uma história a partir das ilustrações.
- Quando a criança pedir a tua opinião, dá-a, não te rias nem digas que o que ela está a dizer é um absurdo, deixa-a imaginar uma história para os desenhos que ela vê.
- Enquanto a criança vai contando a sua história, faz-lhe perguntas e dá-lhe tempo para responder. Não faças só perguntas cuja resposta é sim ou não.
- Enquanto lhe mostras as ilustrações, vai estabelecendo relações com coisas e pessoas que a criança conhece. Se é uma figura de um cãozinho, fala-lhe de um cachorro que vocês tenham ou conheçam. Este exercício ajudá-la-á a expandir o seu vocabulário.
- Passa, agora, à leitura. Segue as palavras com o dedo. Claro que não estás a ensinar a criança a ler, mas ela irá perceber que aqueles arabescos são importantes, porque contam a história.
- Dá sempre o exemplo: mostra à criança o quanto gostas de ler livros, revistas e jornais. É importante mostrar que os livros e a leitura são valorizados em casa.
- Mostra-lhe como a leitura está relacionada com algumas actividades do dia-a-dia. Chama a criança para ver a revista da programação da televisão ou para ver uma receita de culinária.
- não esqueças que além de ajudarem a expandir o vocabulário, os livros também são importantes para ensinar sobre as emoções e os sentimentos. Começa com palavras como feliz, triste e à medida que a criança for crescendo, insere palavras novas. Fala-lhe sobre os teus sentimentos (Que susto! Que alívio! Que bom! Que engraçado! Que amoroso!…) e faz-lhe perguntas (tiveste medo? Gostas deste cão?). Não esperes respostas logo nas primeiras vezes. Um sim ou um não com a cabeça, já mostra que a criança percebeu. As palavras virão depois.
- Ajuda a criança a relacionar os acontecimentos relatados no livro com o que se passa na própria vida. Mostra-lhe uma mala ou um objecto, representado no livro, usado, por exemplo, pela avó e pergunta-lhe quem usa uma bolsa daquelas, ou quem é que tem uma coisa igual àquela ou diz-lhe que o pai também brincava como o menino do livro, quando era pequeno, ou, ainda, mostra-lhe o casaco azul de uma das personagens e pergunta-lhe a cor do seu casaco.
- Pergunta-lhe o que irá acontecer na próxima página. Este exercício serve para exercitar a criatividade e fazer a criança criar a sua própria história. Ou pergunta-lhe o que acha de determinada personagem ou da situação criada. Não faz mal que a criança interrompa a leitura do livro, o importante é estimular-lhe a imaginação. Não esqueças de dar tempo à criança para responder às perguntas e elogia-a sempre.
- Quando estiveres longe de casa, conversa com a criança sobre o livro favorito dela. Tenta fazê-la contar a história, e vai completando ou fazendo perguntas. Ou inventem novos enredos com as mesmas personagens. Não esperes muito dessas brincadeiras, mas aplaude sempre.
- Não contes histórias só na hora de ir dormir. Leva livros, quando vais passear, conta histórias no carro, deixa a criança folhear um livro, enquanto fazes compras no supermercado.
- Aproveita esta actividade e o tempo de leitura. Ler com os filhos é divertido…


O que a minha filhota fez a partir de várias fotografias dela:

Ficou um trabalho muito bonito! Agora só falta emoldurar.