quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Invocação (d'Os Lusíadas)

Invocação


Invocar significa apelar, pedir, suplicar.

Na Invocação, Camões dirige-se às Tágides, as ninfas do Tejo, pedindo-lhes que o ajudem a cantar os feitos dos portugueses de uma forma sublime:


“Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,”

Tratando-se de um pedido, a Invocação assume a forma de discurso persuasivo, onde predomina a função apelativa da linguagem e as marcas características desse tipo de discurso – o vocativo e os verbos no modo imperativo - determinam a estrutura do texto:

E vós, Tágides minhas, (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)

Apóstrofe

Anáfora

A apóstrofe consiste na interpelação ou invocação de alguém ou de alguma coisa personificada, por meio de um vocativo.

Repara: para invocar as ninfas, Camões utiliza o vocativo.

O vocativo pode estar presente numa frase quando se pretende chamar ou invocar alguém, utilizando-se para isso um nome ou expressão equivalente. O vocativo na frase é móvel, pois pode surgir no princípio, no meio ou no fim, mas está destacado por vírgulas.

A Anáfora é uma figura de estilo que consiste em repetir a mesma palavra no princípio de várias frases ou versos.

A forma verbal “Dai-me” (modo imperativo) surge repetido três vezes no início do verso: trata-se da figura de estilo anáfora.

O poeta pede às Tágides o estilo elevado que a epopeia e a grandiosidade do assunto requerem; o " som alto e sublimado ", exigido pelo " novo engenho ardente " que as ninfas colocaram nele. Como poeta experiente que é, sabe que a tarefa a que agora se propôs exige um estilo e uma linguagem de grau superior, por isso estabelece ao longo das duas estâncias um confronto entre a poesia lírica, há muito por ele cultivada, e a poesia épica, a que agora se abalança.

POESIA LÍRICA

POESIA ÉPICA

verso humilde
agreste avena
frauta ruda

novo engenho ardente
som alto e sublimado
estilo grandíloco e corrente
fúria grande e sonorosa
tuba canora e belicosa

Esse confronto serve-lhe para marcar a superioridade relativa da poesia épica sobre a lírica.




Ter dúvidas é saber…


comprimento / cumprimento

Um dos exercícios do teste era redigir uma Carta de Reclamação. Todos os alunos fizeram a carta, cumprindo à risca o que lhes tinha ensinado. Mas, alguns borraram a pintura toda, quando depois do fecho, decidiram enviar comprimentos à entidade receptora da carta. Cumprimentos, ainda vá que não vá, mas comprimentos!

Comprimento - extensão longitudinal entre duas extremidades:
A parede tem oito metros de
comprimento.

Cumprimento - acto ou efeito de cumprir; gesto ou palavra de saudação:
Ela encontra-se aqui no cumprimento das suas funções.
Ele saudou-me com um longo e afectuoso cumprimento.


Palavras parónimas - estas palavras são formalmente vizinhas. São muitas vezes factor de perturbação porque, apesar de serem muito diferentes no seu significado, são muito parecidas na escrita e na pronúncia. Ex.: deferir/diferir; descrição/discrição; descriminar/discriminar; despensa/dispensa; parecer/perecer...


Já agora, aqui fica a estrutura de uma Carta de Reclamação:


ESTRUTURA DE UMA CARTA DE RECLAMAÇÃO


É importante que uma carta de reclamação respeite certas regras essenciais:


  • Identificação do remetente (quem escreve a carta) e do destinatário (a quem é dirigida);
  • Menção da data e do local de envio;
  • Descrição dos antecedentes;
  • Exposição clara do que se pretende;
  • Assinatura;
  • Referência a documentos em anexo (se necessário).


Também é conveniente ter cuidado com a apresentação da carta:


  • Escrevê-la à máquina ou num computador, para facilitar a leitura;

Guarda cuidadosamente uma cópia (uma fotocópia da carta já assinada) e, se a entregares em mão, pede que o destinatário a assine, com a menção “Recebi em ___/___/___”. Se se tratar de uma empresa ou outra entidade, também deverá ser carimbada.


Poderás saber mais sobre este assunto aqui!


A Mena na cozinha

Ovos rotos

batatas fritas
2 ovos
azeite
presunto (ou fiambre, toucinho fumado, camarão, salsichas, frango desfiado, carne picada...)
ervilhas cozidas (ou milho, cogumelos, tomate...)
sal
pimenta

Frite as batatas. Numa frigideira, coloque as batatas fritas e dois ovos.

Junte o presunto cortado aos bocados e as ervilhas. Tempere com sal e pimenta e vá envolvendo, até os ovos ficarem cozinhados. Sirva com salada.
É um prato que se faz rapidamente e em que a imaginação é o limite. A base é sempre a mesma: ovos e batatas fritas. Depois, os outros ingredientes, depende do que houver em casa, à mão! Os miúdos adoram este prato e é bem fácil de confeccionar.

Trabalhinho:

Colar em Fimo e corrente grossa


8 comentários:

mfc disse...

As coisas simples também me sabem bem!

Bah disse...

Oi Menaaa!

Faz tempo que não venho aqui! E continua bem eclética, não?! rsrs

Bjinhos e tenha uma ótima semana!

artes_romao disse...

boa tarde,td bem?
uma boa ideia p aproveitar sobras...
o colar ficou giríssimo tb.
fika bem,jinhos***

Brunette disse...

Olá!
Realmente, esta é uma boa receita para se fazer com os miúdos, é fácil, económica e parece apetitosa!
Também gostei muito do colar.
Os Lusíadas trazem-me saudades de outros tempos...
Bjos

P.S. Muito obrigada pelos selinhos!

wilma disse...

Obrigada pelos selinhos e desafio...
Essa omelete me parece apetitosa, ainda mais com presunto...
bjosss

wilma disse...

Obrigada pelos selinhos e desafio...
Essa omelete me parece apetitosa, ainda mais com presunto...
bjosss

Yola Marujo disse...

Olá Mena

mais uma receita rapida e aparentemente deliciosa

jokas e bom fim-de-semana

FazendoArte disse...

oi
adorei teu ensaio sobre os Lusiadas
não li toda obra, mas conheço trechos
aqui no Brasil Camões e esta obra em particular são muito respeitados

bjs
(deixei desafio lá no blogue)