quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cidade















Caldas Late Night 2010

O CLN de 2010 estendeu-se por dois dias, 27 e 28 de Maio.

No primeiro dia, quinta-feira, o evento começou por estar ameaçado pelo mau tempo, mas os aguaceiros que caíram ao princípio da noite não foram suficientes para estragar a festa.

Várias casas abriram portas para apresentar as mais variadas propostas artísticas, foram 60 as intervenções que nesses dois dias contribuíram para animar a cidade. Não faltaram propostas nas praças, no Parque e também reabriu um dos ex-libris da cidade, o Estúdio Um (sala de cinema) com a apresentação de um vídeo e de uma exposição de fotografia. .

Este evento contou com muitos visitantes portugueses e estrangeiros (na sua maioria alunos de Erasmus).

O CLN vai regressar para o ano e será, mais uma vez, uma surpresa. A qualidade do evento dependerá das apresentações dos alunos da ESAD, de autores de outras escolas, de trabalhos originais de caldenses a frequentar universidades em Lisboa e de alunos do ensino secundário.


Cidade


Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.



Sophia de Mello Breyner Andresen

No poema "Cidade" há um contraste entre a cidade e a natureza:

Cidade - "sombra das paredes", "(vida) inutilmente gasta", "vida suja", "sem paz", "(vida) hostil", "muros".

Natureza - "mar", "planícies", "ondas brancas", "florestas verdes", "crescer do mar", "praias nuas", "mudar das luas", "Montanhas sem nome".

Neste poema, a cidade é retratada como um espaço de isolamento, de aprisionamento, de agressividade, sendo quase sinónimo de morte. Por outro lado, a natureza é descrita como um espaço de liberdade, de tranquilidade, de contemplação, de paz, de comunhão e de vida.

A evocação da cidade na obra de Sophia de Mello Breyner aparece-nos como um espaço em que a paisagem foi destruída para dar lugar ao betão e ao asfalto, aos muros que nos cercam e limitam os horizontes, apresenta conotações negativas. Representa a destruição da Natureza, a substituição do natural pelo artificial. E o homem parece nem ter consciência disso, preferindo muitas vezes a cidade e desprezando, subestimando e até destruindo a Natureza, o mundo rural e todos os seus valores.
A cidade é, assim, apresentada como um falso paraíso da artificialidade, da mentira, da hipocrisia, em contraste com a pureza e a autenticidade da Natureza.


Trabalhinho:

Écharpe

3 comentários:

soli-arte disse...

Gosto da écharpe.
Para primeiro trabalho com esta técnica ficou bem bonito.
Continua.
Beijos

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Mena,

Sua criatividade sempre vai além...

Beijo imenso, menina linda.

Rebeca

-

artes_romao disse...

boa noite,td bem?
antes de mais quero agradecer as mensagens de parabéns.
agora este evento desconhecia, mas parece interessante.
a tua écharpe está linda;)
fcia bem,jinhos***