sexta-feira, 4 de julho de 2008

A vida é um presente

Que lindo dia!
Que luz!
Olhou para o sol lá no alto, para o céu sem nuvens e desejou que aquela brisa quente que lhe acariciava o rosto não acabasse nunca.
A partir de hoje nada me vai aborrecer, pensava.
Domingo, sem nada para fazer…
Saiu de casa, a discussão desta vez foi breve. Ela pouco falou. Apenas fez uma única pergunta. Mas nem esperou pela resposta, pegou na mala e disse:
- Vou espairecer, pensar…
Ele nada disse, foi apanhado desprevenido. Era costume haver choro, lágrimas e gritos, palavras amargas, feridas…
- Por que razão voltaste para casa?
A pergunta feriu-o, não a imaginou nunca a fazer tal pergunta. Desta vez ela não chorou, não ripostou, não gritou…
Não era isso que queria?
Afinal o que é que mudou?
Não deveria encarar aquela situação como uma vitória?
Olhou à sua volta, o quarto vazio e o silêncio perturbavam-no. Estava habituado a tê-la ali à sua espera, com cara de caso, de poucos amigos, é certo, mas estava ali, bastava saber que quando chegasse não encontraria a casa vazia, a cama fria.
Hoje, ela estava lá, mas era como se não estivesse! Olhou-o de alto a baixo, um olhar gélido, penetrante…
Ele estremeceu, sentiu um calafrio, desviou o olhar do dela, mas sentia os olhos dela a despi-lo inteiramente, a perscrutar-lhe a alma… Ficou nervoso… Gritou… Desta vez foi ele quem gritou… Foi ele que a atacou…
E ela, calmamente, saiu… Era ainda madrugada e saiu… Pegou na mala e saiu… Disse apenas que ia espairecer, pensar… Saiu, simplesmente… Porquê?
Deveria estar feliz, mas não estava… Não estava! Raios! Para onde foi ela? Ela precisa de mim, sempre precisou!
Que lindo dia!
E esta luz?
Esta luz parece iluminar o meu novo mundo! É com esta luz que vou pintar a minha vida, uma nova existência onde tudo é maravilhoso, colorido. Uma vida sem gritos, sem choro, sem palavras sofridas… Uma vida onde o sol brilha noite e dia!
Deixou a estrada e caminhou ao longo do rio, pela margem. Aquele enorme espelho brilhava intensamente. Os peixinhos saltavam aqui e ali. Os pássaros andavam numa roda-viva.
Esta é a minha luz e só iluminará, a partir de agora, as coisas boas, aclarará a minha vida…
A vida é um presente oferecido (a melhor prenda), deve ser vivida intensamente.
Todos os dias, ganhamos um dia novo para louvarmos a vida. Recebemos um dia de cada vez, por isso vivamos activamente cada um desses dias…
Que lindo dia!
Que luz!
Amanhã? Logo se vê!

A história apresentada não conta a vida de ninguém ou, talvez, conte a de muitas mulheres e de muitos homens.

Vi na televisão um programa que me mostrou, infelizmente, como a maior parte dos homens são machistas e tratam as suas mulheres como bibelôs ou como escravas…
Dizia o entrevistado que se tinha divorciado, mas que não gostava de viver sozinho, por isso estava ali para se dar a conhecer. Ele pretendia uma companheira, uma governanta para cuidar da casa, para cuidar dele, da sua roupa, da sua alimentação e que à noite fosse carinhosa e estivesse sempre disponível para o amor, porque ele “apesar da idade, ainda estava ali para as curvas”. O indivíduo tinha 63 anos, embora aparentasse bastante mais, mas solicitava uma mulher entre os 25 e os 40 anos.
A entrevistadora sorriu maliciosamente e questionou-o:
- O senhor acha que ainda tem pedalada para uma jovem de 25 anos?
O homem disse que sim, que era muito fogoso, que gostava de roupa íntima bastante sexy e que este tipo de roupa só ficava bem a quem ainda tivesse tudo no lugar.
Ela interrompeu-o para lhe dizer que hoje em dia há mulheres com 40 e até com 50 anos com corpinhos de fazer inveja a muitas meninas de 20.
- Desde que caiba dentro das roupas que eu quero que ela vista…
- E se ela não gostar desse tipo de roupa?
- Ah! Por isso estou aqui a dizer que tipo de pessoa, quero!
- Não é a primeira vez que o senhor aqui vem. Se me lembro, esteve aqui há quatro meses? E saiu daqui com um encontro marcado.
- Pois foi. A verdade é que ela me parecia magra, mas não era…
- Não cabia na roupa que o senhor tinha comprado para ela.
- Levei-a ao Porto, aluguei um quarto no hotel, levei a mala dela para cima. Depois fomos almoçar. Demos um passeio pela marginal.
- Tem de contar mais depressa, salte os pormenores…
- Voltámos ao quarto. Pedi-lhe que desfizesse as malas e que arrumasse a roupa. Saí por algum tempo para comprar uma roupa adequada à ocasião. Já lhe disse que gosto de roupa interior sexy.
- Deixou-a no hotel e foi comprar-lhe roupa?
- Era para a noite, queria que aquela noite fosse uma festa.
- Ela sabia que o senhor pretendia dormir e fazer amor logo na primeira noite, no primeiro encontro.
- Acha que a levava para um hotel caro para quê?
- Não sei! Acho muito ousado…
- Regressei ao hotel, ela já tinha tudo arrumado. Dei-lhe um ramo de flores e o presente que tinha comprado, mas disse-lhe que só o podia abrir, quando voltássemos do jantar. Ela colocou-o em cima da cómoda, no quarto.
- Mas então o que é que correu mal?
- Depois do jantar… Olhe, levei-a àquele restaurante do cantor, do Rui Veloso, não a levei a uma tasca qualquer…
- E então? Ela não gostou?
- Gostou, gostou. Nem era preciso ter gostado tanto. Saímos do restaurante, fomos até à parte velha da cidade, mostrei-lhe alguns monumentos e regressámos ao Hotel.
- Correu tudo bem, então?
- A noite não correu nada bem. Ela abriu o presente e atirou-mo acima, não ia dormir comigo nem vestir aquilo, que não era uma daquelas…
- Houve um mal-entendido ou o senhor não lhe contou os seus propósitos? O senhor não teve sensibilidade nenhuma, querer levar a senhora para a cama logo no primeiro encontro. Ela não gostou, é claro que não…
- Mas ao almoço e ao jantar ela não disse que não. Comeu tudo, quis sobremesa, café…
- Então, o senhor queria que ela lhe pagasse com uma noite de sexo?
- Era o mínimo que ela podia fazer, eu fui simpático para ela…

Neste momento, decidi desligar a televisão … Aquele velho queria uma criada durante o dia e uma meretriz durante a noite. A mulher tinha pedido o divórcio depois de uma vida em comum de mais de trinta anos. “Viu-se com os filhos criados, encaminhados”, disse ele “e abandonou-me, já não precisava de mim, eu só servi para lhe criar os filhos”, acrescentou. “E olhe, eu dei tudo à minha mulher, ela tinha um carro só dela, uma casa enorme, a nossa casa tinha 13 quartos. Contratei-lhe uma empregada a tempo inteiro para a ajudar, porque a casa era grande. Nunca lhe faltei com nada!”

Deve ter-lhe faltado com o mais importante! Mas não aprendeu a lição e continua à procura duma Maria e de uma Eva na mesma pessoa…

Para desanuviar! Ora vejam com os homens e as mulheres são bem diferentes.

Calçada de Carriche


Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.

Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,[x 4]
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,[x 4]

Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada, [x 3]

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.


António Gedeão




Os desenhos animados preferidos das Mym: pato Donald, Margarida e Betty Boop.


Salada Russa à minha moda

Ervilhas
Feijão verde
Cenouras
Batatas
Ananás
Milho
Queijo (em fios ou cortado aos quadradinhos pequenos)
Ovos
Atum
Sal e pimenta
Maionese


Corte as batatas, as ervilhas, o feijão verde, a cenoura. Cozinhe em água com sal. Coza os ovos.

Coloque numa saladeira os ingredientes já cozidos. Junte o milho, o ananás escorrido cortado aos pedacinhos e o queijo.

Corte os ovos e desfie o atum e junte ao preparado anterior.

Misture levemente e tempere com sal e pimenta.

Sirva temperado com maionese.

Trabalhinhos

Esta toalha fazia parte do enxoval da minha mãe, mas não foi ela que a acabou. Quando a minha mãe comprou uma nova máquina de costura, a vendedora oferecia um curso de bordados. A minha mãe já tinha feito todos os cursos de bordados e de costura... e perguntou-me se eu queria aprender a bordar. Primeiro, achei absurdo tirar um curso de bordados e não me mostrei nada interessada. A minha mãe insistiu e disse: "Olha, é uma maneira de acabares aquela toalha... Se fores aprender a bordar, acabas a toalha e eu dou-ta."
Eu gostava muito desta toalha e ainda gosto. Fui aprender a bordar à máquina, acabei a toalha e aqui está ela. Não se nota que foi bordada a duas mãos com um intervalo de cerca de 19 anos...

Travessão com feltro, arame de prata e fimo.


Recebi esse selo das amigas Caloca e Dulce. Obrigada, queridas amigas, por se terem lembrado de mim!

"Blog foi feito para aproximar as pessoas e criar laços de amizade, para investir e acreditar na PROXIMIDADE. Muitos blogueiros(as) recebem mensagens e não se importam em responder, e o que acontece? Quebram-se laços de amizade e não queremos que isso aconteça, não é mesmo?Precisa existir uma integração leitor/blogueiro. Então vamos nos aproximar mais, vamos ser os verdadeiros blogueiros no sentido da palavra."
Regras: postá-lo em seu blog com o link e o nome de quem to mandou e repassá-lo para os amigos blogueiros.

11 comentários:

Sabrina Isabel disse...

Hola Amiga!!!Pase a dejarte mi cariño!!!Buen Fin de semana!!!

Sonia Facion disse...

Olá Mena querida!!!
Realmente tem homens muito insensíveis.
Concordo contigo que a vida é mui bela e que devemos agradecer a Deus a cada dia por ela.
Contudo isso, bom fim de semana prá ti.
Bjks
Sonia

Sonia Facion disse...

Ah! Mena

A toalha ficou linda !!!

Sonia

Anónimo disse...

Mais um post bem interessante. Gostei da história de ninguém ou de muitos ou muitas. Infelizmente, há homens que ainda pensam que as mulheres são seres inferiores e que nasceram para os servirem. As mentalidades têm de mudar... As mulheres têm de mostrar o seu real valor, não devem sentir vergonha, pois são capazes de superar todas as adversidades, já os homens pensam que são fortes ,mas sem uma mulher por perto andam perdidos, sem rumo.
Cada vez gosto mais de ser mulher!...
Bj

Ah! Continua a presentar-nos com posts de qualidade.

Entretanto, já me esquecia de referir que a toalha é bem gira, não admira que tivesses gostado logo dela e que fosses aprender a bordar só para a acabares.
O travessão está bem original. Vocês têm ideias fenomenais! Farto-me de correr blogs e há muita coisa gira, mas originais,como as vossas peças há poucas. Não apresentam duas peças iguais!
Já me alonguei demais.
Bfds

APO (Bem-Trapilho) disse...

olá!
passei para ver as coisinhas por aqui. e adorei o travessao e a toalha. que linda! :)
tenho novidades amiga, muitas muitas t-shirts no bem-trapilho!!! :)
bjo grande

Feltro em casa disse...

Oi Mena!!
Que lindo dia! Que luz! Finalmente posso dizer isto neste sábado. Faziam umas duas semanas de dias cinzas por aqui. Me sentia uma londrina!!!!Tá frio, mas pelo menos o sol apareceu. Aí deve estar um calorzinho bem gostoso!!!
Linda a toalha da tua mãe, os enxovais antigamente eram verdadeiros eventos de vida. Tudo era especial!!!!Tudo era para ser único!!Hoje compramos tudo pronto em lojas, ninguém curte fazer o seu enxoval. A minha mãe contava que ela tinha enxoval feito por sua avó para ela desde os 9 anos de idade!!!!Pode?? Quando ela casou, a avó dela mandou de Portugal (moravam em Rio Tinto), mais toalhas e colchas...Tudo ainda existe...foram feitas com carinho. Vou ver se pego na casa da minha irmã para fotografar para voce ver!!! Um beijão e um bom fim-de-semana!!!!Malú

artes_romao disse...

Boa tarde,td bem?
vinha espreitar e vejo tantas novidades, k bom...
gostei imenso de tudo, os teus trabalhos tb estao um mimo, continua!!!
bom fim d semana, fika bem.
jinhos***

Crisfonseca disse...

Lindas postagens, bom fim de semana
Beijos,
Cris

Meus Netos Minha Fortuna disse...

Minha querida amiga
Tenho andado um bocadinho ocupada...desculpa lá!
Sabes que a minha netinha está sempre comigo, mas agora o mais velhinho está de férias e também quer ficar com a vóvó...estás a ver os dois juntos?
É fogo...mas é do bom, pois também se tira muito partido ao dar-lhes muito miminho.
São uns queridos!
Não vou levar comigo este miminho, pois já o tenho, mas agradeço a ua atenção!

Mena, adorei a toalha que acabaste de bordar...é linda e ainda por cima com história!
Deixo-te um beijinho com muita amizade, como sempre
Cassilda

Carolina disse...

Hola Mena, sigo impresionada con tus trabajos estan muy lindos y modernos.
el premio y lo que desis es muy cierto.
besotes y gracias por acordarte siempre de mi, el cariño de todas las bloggeras me da mucho animo!!!
Cariños desde Argentina

Néa Souza disse...

Acho estou um pouco tonta,rsrs achei o mimo, obrigada de coração, vou incliur seu nome na postagem no meu blog mimos e coisinhas,pois já havia recebido, bjs te agradeço muitissímo.