domingo, 27 de março de 2011

De Onde é quase o Horizonte


De onde é quase o horizonte

Sobe uma névoa ligeira
E afaga o pequeno monte
Que pára na dianteira.

E com braços de farrapo
Quase invisíveis e frios,
Faz cair seu ser de trapo
Sobre os contornos macios.

Um pouco de alto medito
A névoa só com a ver.
A vida? Não acredito.
A crença? Não sei viver.

Fernando Pessoa

4 comentários:

D. disse...

Lindo! (:
Beijinho.

Diana.

soli-arte disse...

bonitas fotos e a junção do poema, foi a cereja em cima do bolo.
Beijos e boa semana.

mfc disse...

Sta. Luzia!
linda foto.

Mona Lisa disse...

Olá Mena

Parabéns pela foto.

Conheço o local.

Bjs.