sexta-feira, 6 de março de 2009

A Batalha do Salado


A Batalha do Salado (107 - 115)

Divisão em partes:

1.ª parte (estrofes 107 e 108) - apresentação do exército português, a caminho da fronteira castelhana, num luminoso e sonoro aparato bélico, com o valoroso D. Afonso a comandar e a incutir coragem às tropas.

2.ª parte (est. 109) - apresenta-nos os reis de Portugal e de Castela em frente do exército incontável de mouros que só não faz tremer a quem sabe que Cristo está do seu lado.

3.ª parte (da est. 110 à 112) - a euforia do exército sarraceno frente ao pequeno exército cristão, considerando já as terras invadidas como suas, mas os mouros são derrotados pelos cristãos, tal como o prepotente e presunçoso gigante Golias foi vencido pelo jovem David armado apenas de fisga e pedras, mas com a protecção divina.

4.ª parte ( da est. 113 à 115) - descrição da batalha do Salado.


Análise do episódio

O poeta começa por nos apresentar o entusiasmo, a alegria e todo o aparato bélico do exército português, com o rei D. Afonso IV à frente, transmitindo ânimo e coragem aos seus homens. A seguir, temos uma hipérbole dando ênfase à grandeza do exército sarraceno: "Da grande multidão da cega gente, / Para quem são pequenos campo e monte". Este exército é de tal maneira grande que é preciso ter a certeza de que Cristo está do lado de cá, para não se fugir dele.
O poeta, para realçar a pequenês das forças cristãs em relação à dos mouros, põe estes a rirem -se do poder dos cristãos, "fraco e pequeno", e a dividirem as terras como se já fossem suas. Compara depois o pequeno exército dos cristãos ao fraco pastor David que, com o auxílio de Deus e com a sua bravura e coragem, consegue vencer o gigante Golias.
Há, portanto, uma enorme desproporção entre o gigantesco exército mouro e o pequeno exército cristão. Donde se conclui que só uma força extraordinária dos cristãos poderia vencer os inimigos. E o poeta sugere claramente que essa força foi providencial, veio de Deus, tal como veio a força do pastor David.
O poeta sugere ainda a bravura dos cristãos na descrição da própria batalha, repara na linguagem hipérbólica enaltecedora do rigor da batalha:
"Os feridos com grita o céu feriam,
Fazendo do seu sangue bruto lago,
Onde outros meio mortos se afogavam..."
Há a alusão directa à bravura dos portugueses: "Com esforço tamanho estrui e mata / O Luso ao Granadil, que em pouco espaço /... o poder lhe desbarata". Nota, finalmente, a arrojada ênfase hipérbólica posta nestes versos:
"Quando o poder do Mauro, grande e horrendo,
Foi pelos fortes reis desbaratado,
Com tanta mortandade que a memória
Nunca no mundo viu tão grão vitória."


Linguagem e estilo

Na estrofe 107, por meio de sensações visuais e sonoras, o poeta traça-nos um quadro impressionista de um exército em marcha. A sugestão da importância desse exército é-nos logo dada pela expressão Os eborenses campos vão coalhados c'os esquadrões da gente armada (repara na expressividade contida nas palavras "coalhados" e "esquadrões"). As sensações visuais são-nos dadas pelas expressões: Lustra-se c'o sol o arnês, a lança, a espada e as fulgentes armas (nota a expressividades da forma verbal "Lustra" e do adjectivo "fulgentes"). As sensações auditivas são dadas por duas expressões verbais (conjugações perifrásticas) em que também é evidente o aspecto durativo: "Vão rinchando os cavalos.../A canora trombeta... /Vai... incitando /... retumbando ". Há uma nítida sensação de movimento dada pelas perifrásticas ("Vão rinchando", "Vai incitando"), pelo gerúndio retumbando e pela repetição das formas do verbo ir (vão, vão, vai).

Na descrição da batalha, há a assinalar a expressividade dos adjectivos bravo e bruto: "bravo estrago" (nota o duplo sentido de bravo que aponta ao mesmo tempo para a bravura dos guerreiros e para a grandeza do estrago, da destruição), "bruto lago" (expressão hiperbólica, dupla hipérbole, porque está tanto no adjectivo como no nome). Os verbos expressivos também abundam nesta descrição: retiniam ( onomatopeia com sentido frequentativo), o céu feriam (metáfora), afogavam (hipérbole), estrui, desbarata. A expressividade dos verbos aumenta com o uso do imperfeito (retiniam, seguiam, feriam...) que os reveste de maior impressionismo, dando-nos a ilusão do fluir do tempo, do evoluir da batalha; e o presente histórico (chamam, estrui, mata), que nos transporta para o momento da batalha, dando-nos a ilusão de estar lá a assistir, do gerúndio (fazendo, pelejando, ia recolhendo...) que, por meio do aspecto durativo, contribui para o movimento impressionista do texto. Há a salientar ainda as metonímias: ferro (em vez de espada) e peito de aço (em vez de escudo); a perífrase constituída pelos primeiros quatro versos da estrofe 115, significando apenas que o dia estava no fim, mas realçando o fim de um tremendo dia de batalha em que o poder do Mouro, grande e horrendo, foi pelos fortes reis desbaratado; para realçar ainda mais a grandeza desta batalha, há a hipérbole do final do texto - "Com tanta mortandade, que a memória / Nunca no mundo viu tão grã vitória". Repara ainda na tendência quase contínua da inversão das palavras - hipérbato - tão ao gosto clássico.


A Mena na cozinha


Arroz de grelos


2 chávenas de arroz

1 cebolinha
1 dente de alho
2 colheres de sopa de azeite

2 colheres de vinho branco
1 molho de grelos de nabo ou de couve
1 folha de louro
sal
pimenta

noz-moscada

1 chávena de caldo de carne

3 chávenas de água quente



Aloure a cebola e o alho picados no azeite.
Prepare os grelos, retire apenas as pontas espigadas e junte-as ao refogado.
Junte o louro. Deixe cozinhar um pouco. Refresque com o vinho e deixe mais uns minutos a apurar. Deite o caldo de carne quente e deixe ferver mais uns minutos. Quando os grelos estiverem quase cozidos, junte o arroz, lavado e escorrido.
Adicione a água a ferver, tempere com sal, pimenta e noz-moscada, deixe cozer sobre lume brando durante cerca de 15 minutos. Tape até à hora de servir.


Iscas com elas


500 g de fígado de porco cortado muito fino
baço de porco (se possível)
4 dentes de alho
1 folha de louro
sal e pimenta
1 colher de sopa de vinagre de vinho
1,5 dl de vinho branco ou tinto
três colheres de sopa de banha ou de azeite (se preferir)
1 colher de farinha
batatas


Ponha as iscas numa tigela, tempere com os alhos picados, sal, pimenta, louro e cubra com o vinho.
Se arranjou baço, abra-o com uma faca afiada, longitudinalmente, coloque-o com o lado cortado para cima, sobre uma tábua e raspe-o com a parte romba da faca, espremendo e fazendo sair à frente da lâmina um líquido grosso, vermelho escuro, que deve ir recolhendo e dissolvendo num pouco de vinagre que junta depois à marinada.
Se não tiver baço, reserve uma isca das que têm ambos os lados cortados, parta-a em pedacinhos pequenos, triture-os e, depois, misture com duas colheres de sopa de vinagre e outras duas de vinho e passe tudo com a varinha mágica até ficar com uma textura lisa. Misture então à marinada.
Deve deixar as iscas a marinar várias horas, de preferência de um dia para o outro, dentro do frigorífico e fechadas para não transmitirem cheiros e sabor a outros alimentos.
Derreta a banha de porco numa frigideira e frite as iscas dos dois lados antes de juntar a marinada. Mexa sempre para não fazer grumos e deixe apurar, virando as iscas e mudando-as de posição na frigideira, agora com o lume brando.
Quando achar que estão prontas, junte um copo pequeno de água em que dissolveu a farinha, para aveludar um pouco o molho, mexendo sempre.
Servem-se com batatas cozidas com casca, que cada um descasca no seu prato, cortadas às rodelas e bem regadas com o molho das iscas.

Como não tinha batatas novas e como o meu pai também não as come, por motivos de saúde, optei por servi-las com Arroz de grelos.

Bom apetite!


Trabalhinho:
brincos





A Sabrith ofereceu-me este selinho. Obrigada!
Regras:
1. Colocar o logo no seu blogue ou post!
2. Nomear no mínimo 10 blogues que demonstram grande Atitude e/ou Gratidão

APO
Brunette
Eunice
Sonia
Mary
Carla Silva e Cunha
∂αиι тαναяєѕ
Catita
artes_romao
Chocolate

12 comentários:

Sonia Facion disse...

Oi Mena!!!

Linda essa música, gostei, eles gravaram aqui no rio de Janeiro.

Que Legal!!!

"Feliz Dia da Mulher"

Bjks

Sonia

Sonia Facion disse...

Esqueci...obrigada pelo selinho!!!

Sonia

Nile e Richard disse...

Oi Nena.
Gostei de ler sobre a batalha do salado.
A música é linda.
Sua cozinha como sempre deliciosa.Os trabalhos estão belíssimos.Patabéns pelo miminho.
Feliz dia da mulher para voce acompanhado de um bom fim de semana.

Mary disse...

Olha que engraçado este selinho!
Já nem me lembro de beber limonada! Hihihi:)
Vou levar com certeza, obrigada!
Gosto muito de grelos, a minha mãe faz um arrozinho parcido com o teu e eu repito sempre a dose!
Bom FSD! :)

Carla Silva e Cunha disse...

ola
obrigado pelo selinho
espero que esteja tudo bem por ai.
beijinhos
Carla

Carla Silva e Cunha disse...

ola
obrigado pelo selinho
espero que esteja tudo bem por ai.
beijinhos
Carla

Chocolate disse...

olá!!
obrigada pelo selo! beijinhos e bom fim de semana!

mfc disse...

Umas iscas e um arrozinho de gr~elos... que bom lanche!

APO (Bem-Trapilho) disse...

obrigada querida por mais um prémio!!! :)
e adorei os brincos! linda cor!
bjo grande e optimo fds!

∂αиι тαναяєѕ =') disse...

Oi Mena!!

Obrigada por mais um mimo!!

Olha, também ando agora a dar Camões, mas mais ao fundo... Ando a estudar os seus poemas... Eu gosto!! Poesia é algo que me atrai!

Beijinho *

PS: Estive a ver os filmes abaixo sobre o Johnny Deep no Pirata das caraíbas e adorei!! Ele é mesmo querida! (É dos meus actores favoritos!)

Brunette disse...

Olá Mena!
Muito obrigada por mais um selinho!
Não te esqueças de me mandar a tua morada para o meu e-mail, para te poder enviar a minha parte na troca Pandorfimo.
Bjos e bom Dia da Mulher!

Eunice Martins disse...

ola minha querida amiga que belo arroz, amiga adorei os brincos, e o selinho mais uma vez obrigada por lembrar de mim e pelo carinho, ja levo comigo,beijos.